sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Capítulo 6 - Quando tem que ser...

Como Jane já tinha imaginado, as férias seriam um desastre, havia se passado apenas uma semana e ainda faltavam mais três pra acabar e ela estava mais que nunca sozinha,  depois de brigar com Johnny e Brendan, ela não tinha pra onde fugir. Se perguntava porque estava pensando em Brendan depois que ele fora tão rude com ela.
                Johnny estava tendo muito trabalho no estúdio e já aproveitava pra gravar suas demos. Ele gravou “Maybe Tomorrow” que foi a música que ele tinha feito pra Jane na primeira vez que brigaram. Ele não conseguia parar de pensar nela, no jeito que ela tinha ficado depois de discutirem, tudo aquilo o perturbava. Ele estava se detestando por ter feito ela chorar, dessa vez ele iria resolver as coisas tentando conversar com ela, ele não ia simplesmente fazer outra música e tentar apagar o que aconteceu, como fez da ultima vez. Se ele não conseguisse, teria que se conformar em viver sem sua melhor amiga, o que não era realmente uma opção.
                Johnny estava chegando na casa de Jane, apenas a luz do quarto dela estava acesa, isso significava que os pais dela ainda não tinham voltado de viagem; ele tocou a campainha e logo ela abriu a porta.
                -o que está fazendo aqui? – Jane perguntou, seus olhos estavam levemente inchados, o que indica que ela esteve chorando.
                -a gente precisa resolver o que aconteceu – Johnny falou olhando pra ela – posso entrar?
                Jane se afastou dando passagem pra ele entrar, eles se sentaram no sofá, com uma formalidade que não era de costume.
                -fizemos tudo errado, não foi? – Johnny falou agora num tom não muito feliz, ele esperou que ela dissesse algo, mas ela não o fez então ele continuou – olha, somos amigos desde os 7 ano, você me conhece melhor que muita gente, já passou por muitos apuros por minha causa, e eu sempre fui muito grato por todo o cuidado que você sempre teve comigo. Eu sempre tive uma atração muito forte por você, você sabe, quando você estava começando a virar mulher eu percebi que além de uma atração física tinha algo além, uma coisa mais profunda. E quando eu disse que quero ter você na minha vida, eu estava falando sério, não consigo, nem quero ficar longe de você... sabe... eu quero poder te abraçar, te beijar, te proteger..
                Johnny pausou, Jane se controlava para não chorar na frente dele, mas era quase impossível, aquelas palavras eram lindas e ela não podia negar que amava Johnny.
                -Ah John... como eu posso estar na sua vida, sendo que você já escolheu a Dorothea?
                -Não importa, Jan, eu quero acabar de vez com essa angústia que a gente fica. Eu vou dar um jeito nisso. me perdoa?             
                -claro, Johnny – ela falou sorrindo fraco – eu não consigo ficar com raiva de você por muito tempo – Johnny riu e ela riu junto com ele.
                -Vem cá – ele falou se levantando e levantando ela do sofá, ele a abraçou com cuidado, o carinho que ela estava precisando naquela hora.
                -Preciso ir, tá ficando tarde. – Johnny falou afagando os cabelos de Jane.
Ela assentiu com um sorriso e o levou até a porta. Antes de sair, Johnny segurou o rosto dela com as mãos e sussurrou um “eu te amo”. Jane nada fez, apenas sorriu e Johnny foi embora.
Jane não sabia o que tinha acontecido de fato nessa conversa com Johnny, mas realmente, ela não conseguia ficar muito tempo ressentida com ele. Os dias passavam lentamente, entre uma aula de outra, era sexta-feira, Jane ainda estava sozinha em casa, seus pais ainda não voltaram da viajem. Ela estava em seu quarto quando seu telefone tocou, era Johnny
                -heey baby – Johnny parecia alegre
                -Oi John, como vai? – ela perguntou sorrindo
                -vou bem, e você?
                -tudo certo.
                -ótimo, seus pais ainda não voltaram pra casa?
                -não, voltam amanhã e meu pai volta a viajar na terça.
                -hm.. entendi... – ele respondeu pensativo – se eu te chamar pra dar uma “fugida”, você iria comigo?
                -como assim, Johnny?
                -uma viagem, só eu e você.
                -ah.. uau, mas pra onde?
                -apenas me diga se você topa.
                -claro... mas, como iremos? meu pai jamais vai deixar eu viajar só com você.
                -é... eu sei. mas já que seu pai vai viajar na terça, a gente vai na quarta.
                -ah Johnny... isso não é meio arriscado? o que você vai falar pra Dot?
                -isso eu me viro. agora vou te dar um dia pra pensar. depois você me liga.
                -tá, pode deixar.

Eles desligaram o telefone, Jane ficou imaginando o que deu na cabeça do Johnny pra planejar uma viajem assim em cima da hora, e só os dois. O que ele pretendia com isso?
Sábado chegou e seus pais chegaram de viajem, Jane estava muito feliz, pois já estava ficando entediada em ficar em casa sozinha. Ela tinha que falar com sua mãe sobre a viagem que Johnny propusera a ela. Ela decidiu falar com sua mãe aquele mesmo dia, ela estava de bom humor e seu pai estava assistindo TV, então ela foi para o quarto dos pais conversar com sua mãe.
                -mãe? podemos conversar? – Jane falou assim que entrou
                -claro, querida, o que houve?
                -queria saber se eu posso fazer uma viagem na próxima quarta?
                -viagem pra onde?
                -ah.. uma.. praia aqui perto – Jane falou meio incerta, afinal ela não sabia o que Johnny estava planejando.
                -hm.. com quem?
                -com o John.
                -só os dois? ninguém mais?
                -é... ah mãe, a gente já é amigo há anos, merecemos um tempo juntos.
                -só amigos, não é?
                -é claro, mãe.
                -olha, eu gosto muito dele e da família dele... mas não confio muito em deixa-la ir numa viagem só com ele.
                -relaxa, mãe! hein, me deixa ir?
                -claro.
                -só não conte nada pro papai, ok?
                -certo, ele surtaria se soubesse – a mãe de Jane sorriu simpática para a filha e a abraçou.
Jane saiu do quarto dos pais e foi direto para o dela pra ligar para o Johnny e avisar que ela iria na viagem com ele.
                -Alô? – a mãe de Johnny atendeu o telefone.
                -oi tia Carol, é a Jane. O Johnny está?
                -oi querida, está sim, vou chama-lo
                -obrigada!
                -ah, querida, avise sua mãe que eu já li o livro que ela me emprestou, essa semana eu levo até aí
                -claro tia, pode deixar!
                -Oi J! – Johnny atendera o telefone.
                -Eu vou.
                -JURA? – ele falou animado
                -claro, minha mãe deixou.
                -ótimo, então na quarta esteja pronta cedo.
                -mas o que eu levo?
                -uma mochila com roupas. só.
                -mas pra onde vamos? preciso saber pra poder escolher as roupas;
                -roupas que você usa aqui. se quiser leve um biquine.
                -ok então.
                -bom, vou resolver umas coisas então. nos vemos quarta.
                -com certeza.
E desligaram o telefone.
O final de semana já tinha se passado, na terça o pai de Jane foi viajar como já programado e então a mochila dela já estava pronta. Ela escolheu roupas básicas que desse pra ela usar em qualquer situação, presumiu que fossem pra praia, pois ele falou pra ela levar biquine. E na terça a noite já estava pronta, dormiu mais cedo pra acordar mais cedo na quarta.

--quarta-feira

Jane acordou ansiosa, tomou café e ficou esperando Johnny enquanto assistia TV. não demorou muito e ouviu a buzina do carro de John, acenou pela janela dizendo que já estava indo e foi se despedir da mãe, que num abraço falou  “juízo, os dois” e ela foi entrando no carro.
                -ansiosa?
                -com certeza.
                -não consegui mais de dois dias de folga no estúdio, então vamos aproveitar. – ele falou sorrindo.
Johnny deu a partida no carro e foi dirigindo até perto da praia, ele parou o carro e desceu, Jane desceu também. e foram caminhando até um píer e ficaram admirando a imensidão do mar.
                -Lembra-se dessa praia? – Johnny perguntou olhando pra ela.
                -claro, viemos aqui quando menores com seus pais.
                -exato. passamos grandes momentos aqui, não é?
                -com certeza, fizemos nosso primeiro luau! – Jane falou empolgada com a lembrança.
                -verdade! você sempre esteve nos momentos mais felizes da minha vida, J.
Eles sorriram um para o outro e se sentaram pra continuar admirando a beleza do mar, Johnny passou os braços em volta dos ombros dela e ficaram ali por algum tempo.
                -precisamos ir – ele falou entre os cabelos dela.
Eles se levantaram e voltaram pro carro. Johnny foi parando em alguns lugares que eles sempre iam, e assim o tempo foi passando, eles pararam pra almoçar num restaurante na estrada, e de lá seguiram viagem até que chegaram ao distrito de Red Bank.
                -Johnny, o que estamos fazendo aqui?
                -você vai ver – ele respondeu sorrindo.
                Eles passaram por alguns lugares até que bem perto da praia, eles entraram na garagem de uma casa, e Johnny desligou o motor e desceu pra pegar as mochilas no porta-malas, Jane o seguia, como John estava extremamente misterioso, ela decidiu não fazer nenhuma pergunta.
                -Essa casa é do meu pai – ele começou a falar quando entraram na casa, que por sinal, estava impecável. – a gente costumava vir aqui há um tempo, mas minha mãe simplesmente não quis mais vir.
                -uau, essa casa é muito bonita, John.
                -é, na verdade, era pro meu pai ter vendido... mas não o fez. acho que nem minha mãe sabe, e acho que ninguém além de meu pai e eu, sabe da existência dessa casa. mas ele manda alguém vir limpar aqui de vez em quando e eu vim aqui domingo pra arrumar algumas coisas, trouxe uns mantimentos e tal.
                -nossa, você pensou em tudo!
                -tudo pra dar o melhor pra quem sempre esteve do meu lado.
                Jane não hesitou em abraça-lo, ele retribuiu contente em ver que ela estava animada com a surpresa dele.
                -Jane – ele falou se afastando um pouco pra poder olhar em seus olhos – você não tem noção do quanto eu te amo.
                -Johnny... – ela começou mas não sabia o que dizer, ela não queria alimentar as próprias esperanças. mas Johnny se curvou e a beijou, ela correspondeu o beijo com carinho, passando a mão nos cabelos dele, e ele a puxava mais pra perto dele, e eles ficaram ali, apenas se beijando no meio da sala, sem medo, sem pressão, apenas porque queriam.
                -Precisamos arrumar as coisas aqui – Jane falou cortando o beijo.
                -claro, ainda tem algumas coisas fora do lugar.
Eles organizaram as coisas nos quartos que estavam bagunçadas, e gastaram praticamente o resto da tarde limpando as coisas da cozinha.
                -wow, to com fome – Johnny falou passando a mão na barriga assim que terminaram a cozinha.
                -eu também!
                -você sabe cozinhar, não sabe?
                -claro que sei, Bongiovi.
                -hm, e o que teremos pro jantar? – Johnny abriu a porta da dispensa e mostrou pra Jane, assim que ela analisou, ela se virou pra ele e falou
                -teremos macarronada!
                -vai mesmo se atrever a fazer meu prato preferido?
                -vou! caso não saiba, aprendi a fazê-lo quando passei uns dias com sua mãe.
                -então tá bom – ele falou se sentando à mesa;
                -e você acha que vai ficar aí sem fazer nada? – ela falou com as mãos na cintura – vamos, venha cortar os tomates.
Eles ficaram ali cozinhando e conversando, de vez em quando ela tinha que parar pra ajudar Johnny, que era um desastre cozinhando. Até que terminaram e foram se servir. Johnny só parava de comer pra respirar, parecia nunca ter visto comida na vida.
                -que saco – ele exclamou assim que terminou de comer – agora tenho que admitir que estava maravilhosa sua macarronada!
                -AHA – Jane falou com um sorriso de triunfo – eu sabia que você ia se render! tá no sangue, é dom! – e os dois caíram na risada.
                -J, vamos dar uma volta?
                -dar uma volta essa hora? onde?
                -vamos caminhar na praia, está uma noite boa pra isso.
Jane concordou, estava realmente uma noite muito agradável, assim que trancaram a casa, eles saíram. Chegando na orla da praia, tiraram os sapatos pra poder apreciar a areia molhada. e ficaram caminhando e conversando, depois se deitaram na areia pra poder observar as estrelas. Até que Johnny virou o rosto pra Jane.
                -obrigado – ele falou olhando nos olhos dela
                -pelo que?
                -por estar aqui, por tudo o que você já fez por mim.
                -não precisa agradecer, estar com você é coisa que eu mais gosto na vida – ela falou sem medo de ter falado demais.
                Johnny viu os olhos dela brilhando, e deu-lhe um beijo, ficou mais em cima dela pra poderem apreciar melhor aquele momento, ele passava a mão na cintura dela e ela passeava com as mãos nas costas dele, até que inevitavelmente ela sentiu uma ponta de culpa por estar ali. Ela imaginou que aquele momento não pertencia a ela, e sim a Dorothea. Johnny percebeu que algo estava errado com ela e parou o beijo.
                -algum problema? – ele falou se sentando ao lado dela
                -é só que... ah... isso tá certo? – ela falou se ajeitando ao lado dele.
                -se estamos aqui, é sim.
                -ah John... desculpa, mas eu não consigo não pensar na Dot. Era pra ela estar aqui com você, não eu. E você com certeza mentiu pra ela sobre onde e com quem estaria hoje.
                -Olha, o que eu faço ou falo, é uma coisa que eu tenho que lidar, você não precisa pensar.  Se você tá aqui agora, é porque era pra ser assim, oras, eu quero você.. por isso estamos aqui.
                -John... olha bem as circunstâncias... no fim das contas, estamos aqui fugindo do mundo, mas o mundo continua lá. sua namorada está lá.
                -Jane, entenda uma coisa, eu quero você. quero muito, e estamos aqui porque queremos, certo? ou eu te obriguei a vir? – John falou sendo um pouco curto com as palavras, Jane apenas assentiu.
                -por favor, prometa que não vai pensar em mais nada além de nós dois.
                -tudo bem. – ela respondeu sorrindo. – está começando a esfriar, podemos ir?
Johnny concordou e voltaram caminhando pra casa, chegando lá Jane foi tomar banho, estava cheia de areia por ter se deitado na praia e depois Johnny foi se banhar, enquanto Johnny estava no banho, Jane não resistiu e colocou um shortinho bem curto e uma regata, dentro da casa fazia um certo calor, e quando Johnny voltou do banho ela estava sentada na cama com as pernas cruzadas. Johnny não resistiu vê-la daquele jeito, tão simples e tão linda. Como uma adolescente podia ter um corpo tão perfeito como aquele? Jane se levantou e foi em direção a ele, ele estava com a toalha no pescoço.
                -posso estender essa toalha pra secar? – ela falou tirando lentamente a toalha do pescoço dele e colocou nas costas de uma cadeira. Logo Johnny se aproximou dela, a troca de olhares já dizia tudo.
Então ela tomou a iniciativa e deu um beijo apaixonado no Johnny, ele adorou a atitude dela e retribui e não poupou a mão boba nela, e a conduziu para a cama, começaram a tirar as roupas lentamente, sem parar de se beijar, Johnny beijava a boca e o pescoço dela, e ela gemia em desejo dele, até que ele começou a brincar com a intimidade dela, que nesse momento gritava por ele, até que ele não aguentou mais segurar e invadiu o intimo dela, fazendo a gemer ainda mais alto. Ela estava quase chegando ao orgasmo e Johnny também, mas ele aguentou até que ela chegasse primeiro, ele queria ver os olhos dela girarem e quando isso aconteceu, ele chegou ao orgasmo também. Os dois ficaram deitados, respirando com certa dificuldade e Johnny sussurrou no ouvido dela “eu te amo” e adormeceram.

--

~2012~

                Kate e Jon aproveitaram o momento que tiveram no banho juntos, Jon apreciava cada curva do corpo molhado de Kate, e já sentiu seu tesão voltando quando voltou à sua cabeça a mera visão dela se contorcendo enquanto ele estava dentro dela. Ele terminou o banho primeiro e ela continuou por mais uns minutos. Ela estava estupefata com o que acabara de acontecer, tivera a melhor noite da vida dela. Ela terminou o banho, colocou as mesmas roupas que estava antes, ia se trocar assim que voltasse para o próprio quarto. quando ela saiu do banheiro, viu Jon deitado no sofá assistindo ao futebol, mas ele não estava assistindo, na verdade, ele estava dormindo. Ela achou melhor acorda-lo, se ele dormisse naquele sofá pequeno teria grandes dores no corpo quando acordasse na manhã seguinte.
                -Jon? – ela chamou com cuidado.
                -ahn? – ele falou abrindo os olhos e vendo que era Kate quem o chamava, percebeu que ela já estava vestida – já vai?
                -já. preciso trocar de roupa, e você precisa descansar. vá pra cama – ela falou com um sorriso, ele acompanhou-a até a porta e ela lhe deu um beijo na bochecha. – boa noite – e ele sorriu enquanto ela ia para o elevador.
Chegando no quarto, Kate colocou um pijama e se deitou na cama, começou a pensar no que acabara de acontecer e não demorou muito ela pegou no sono.

--na manhã seguinte
                Kate acordou de um jeito que ela não acordava há tempos, com um sorriso grande no rosto. Ela não podia acreditar que aquilo era real, estava em Londres a pedido de Jon e tinha tido o melhor momento em muito tempo. Ela foi olhar que hora era aquela, e quando viu no visor do celular que marcava 7h31, viu também que tinha uma nova mensagem
                “Bom dia, querida, espero que tenha dormido bem; precisei voltar para Jersey às pressas, seu voo continua o mesmo. aproveite o dia. J”
Kate leu a mensagem meio desanimada, pensou que veria Jon antes de voltarem para a America, mas teve que se contentar em ficar até as 14h sozinha. Tomou um banho, colocou um jeans, uma polo e um all star e foi tomar café da manhã, ela estava faminta depois da noite que tivera. Desceu até o restaurante do hotel e fez seu pedido.
Estava lendo um artigo no jornal local quando percebeu que alguém se aproximava, quando ela abaixou o jornal pra ver de quem se tratava, era o Richie, e ele estava indo na direção dela. Até então ela não tinha conversado muito com Richie, apenas no dia que conheceu Jon, ela deve ter trocado meia dúzia de palavras com ele.
                -hey, você é Katerine, não é? – ele falou sorrindo pra ela
                -s-sou – ela falou meio surpresa
                -ah, desculpe, posso me sentar? – ele falou e ela assentiu – Jon pediu pra eu procura-la e como não estava no seu quarto, presumi que estivesse aqui.
                -Jon pediu? – ela perguntou confusa
                -haha ow, relaxa – ele falou sorrindo pra ela – até parece que eu sou um estranho
                -não.. não é isso.. é que.. – ela falou rindo.
                -ah tá.. bom, só pode ser você mesmo, moça ruiva, linda, belo sorriso. cheque mate. – ele falou sorrindo e piscando pra ela.
                -haha certo. mas porque Jon pediu pra você me procurar?
                -bom, ele teve uns problemas e teve que voltar mais cedo, ele não teve tempo de te entregar isso – Richie falou entregando um pequeno envelope
Kate abriu e tinha sua passagem de volta aos EUA e um bilhete
                “obrigado por tudo, espero que faça uma boa viagem, mande-me uma mensagem quando chegar em casa. J”
                -obrigada, Richie – ela falou sorrindo.
                -às ordens, madame – ele falou fazendo sinal de obediência – a propósito, quer almoçar conosco hoje?
                -ah... não será incômodo?
                -claro que não, querida, almoçar com uma menina linda não é incômodo NUNCA! – ele falou rindo e Kate riu do jeito galanteador dele.
                -bom, sendo assim eu aceito!
                -ótimo! vamos almoçar aqui mesmo, às 12h. sei que seu voo vai ser às 14h, não é?
                -é sim, então dá tempo.
                -dá sim, e não se preocupe, o check-out é o Matt quem vai fazer, inclusive o seu.
                -ah.. mas..
                -mas nada – ele cortou ela – bom, vou indo, nos vemos aqui mais tarde
                -claro – ela falou sorrindo enquanto ele se afastava.
Kate terminou o café e foi dar uma volta pelos arredores, era cidade realmente encantadora. Ela aproveitou e fez mais algumas comprinhas básicas e voltou pro hotel quando era quase 12h. tomou mais um banho, seu último banho antes de ir embora e logo desceu para encontrar Richie no restaurante do hotel.
Chegando lá estavam à mesa Richie, David e Matt. Ela estava indo na direção deles e Richie se levantou e puxou uma cadeira pra ela se sentar com eles, ela os cumprimentou muito simpática.
                -hey, moça do corredor! – David a cumprimentou sorrindo
Ela já conhecia todos ali, mas não estava muito confortável, almoçar com seus ídolos e o irmão de Jon era meio estranho.
                -Kate, você já conhecia Londres? – Matt perguntou depois de fazerem seus pedidos ao garçom
                -ah, sim. Uma parte da minha família mora na Itália, então nas minhas férias escolares eu sempre vinha pra Europa. – ela respondeu enquanto dava um gole no copo de água.
                -mas que chique hein – Richie começou – só conheci Londres quando conseguimos um show aqui e você me diz que passava as férias aqui, tsc – e todos gargalharam.
                -por que Tico não está aqui? – Kate perguntou
                -ele não tava muito bem, preferiu não comer antes de embarcar no avião – David respondeu.
Nenhum deles fazia pressão por ela estar ali, nem faziam perguntas embaraçosas, apenas algumas coisas sobre a vida dela. Ela era muito culta, e estava muito interagida no mesmo meio que eles, então a conversa fluíra fácil durante o almoço;
Foi um momento realmente agradável, até que ela viu as horas e viu que já era hora de ir pro aeroporto. Ela se despediu de todos, agradeceu pela companhia e foi pegar suas malas e ir pra casa.
o voo foi ótimo, ela conseguiu dormir e nem viu as horas passado. logo ela estava desembarcando em NY, o taxi a deixou em casa. Era inacreditável, há algumas horas estava na presença de seu guitarrista preferido e o tecladista mais simpático do mundo.
Ela tirou os calçados e foi checar sua secretária eletrônica
*você tem 20 novas mensagens* CARAMBA, TUDO ISSO?
 “Kate, oi... é o Paul.. olha, to tentando falar com você e não consigo. me retorne, por favor”
“oi Kay, sou eu de novo.. queria sair com você. está me devendo uma do meu aniversário rs rs”
“hey, mais uma vez.. me atende, por favor, quero conversar com você”

e assim as outras 16 mensagens eram dele, Kate não acreditou no que estava ouvindo, com Paul podia ser tão grudento sendo que eles nem estavam mais namorando?
Ela pegou o celular, mas ao invés de ligar para o Paul, ela mandou uma mensagem mais importante
 “já cheguei, está tudo bem. espero que você esteja bem também.K”

Ela sorriu ao ver o relatório de entrega da mensagem. não demorou muito e uma nova mensagem chegou
“ótimo, estou bem. espero te ver em breve, não consigo parar de pensar em você”

Kate sorriu mais ainda, não acreditava no que estava lendo e respondeu

“nem eu J”

--fim do 6º capítulo--

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