terça-feira, 26 de novembro de 2013

Capítulo 5 - Prazeres e Consequências.

                Kate acordou bem disposta na manhã seguinte, depois de ter passado bons momentos na noite anterior, jantou com Jon, conversaram por horas e... é, quase rolou. Kate não pôde deixar de pensar no que teria acontecido se ela não tivesse saído do quarto dele aquela hora. Será que ele teria perdido o controle também? Ela decidiu ignorar esse pensamento, as coisas estavam bem do jeito que estavam e qualquer deslize poderia acabar com aquela amizade de eles acabaram criando.
                Quando se levantou, Kate viu que tinha um bilhete na porta
                “Bom dia, querida, irei para o local onde será o show para resolver as coisas por lá, aproveite o dia na cidade e depois vá para lá, o endereço está no verso. J.”
Kate então foi aproveitar o dia, assim como Jon dissera pra fazer. Ela fez algumas compras, almoçou num restaurante em frente ao London Eye, era o dia perfeito. Tudo estava bem, então foi checar seus e-mails.
“Paul Stone:
Hey baby, quando vamos nos ver? você não atendeu minhas ligações ontem e quando fui ao seu prédio, o porteiro disse que você tinha ido viajar. Estou com saudade, por favor, dê notícias. Paul.”

Será possível que ele ia começar a ficar grudento? Não havia nada que Kate detestasse mais do que quando Paul ficava em cima dela o tempo todo, ainda mais que eles não estavam mais namorando. Ela preferiu ignorar o e-mail, quando voltasse a NY ela resolveria isso.
O dia foi passando, e logo deu a hora de se arrumar pra ir ao show. Ela não resistiu e colocou sua camisa preferida, a do “Slippery When Wet Tour – 86/87” amarela e toda personalizada. Ela tinha ido pra Londres pra ver o show, nada mais justo ir vestida a caráter, como ela adorava. um jeans justinho e um all star. Mais do que nunca ela estava confortável, bonita e prontíssima para ir ver sua banda preferida. Logo que saiu do quarto, deu de cara com David.
                -Opa, desculpa – ele falou assim que eles se esbarraram
                -oh, eu que peço desculpas – ela disse sem graça e dando um sorriso
                -está indo pro show? –ele perguntou piscando e rindo
                -parece que sim  né? – ela respondeu rindo
                -Você, por acaso, não é a mocinha que o Jon tem se encontrado, é?
                -ah... ele falou alguma coisa?
                -hahaha relaxa, menina, ele falou que você é uma pessoa de confiança dele e tal... só que achei que ele estivesse exagerando quando falou o quão linda você é, estava enganado – ele sorriu pra ela e ela ficou vermelha de vergonha
                -bondade da parte dele – ela disse encabulada
                -Não precisa ficar tímida, está entre amigos. Agora eu tenho que ir porque eu já estou super atrasado, só vim pegar umas coisas. – ele falou e logo saiu pelo corredor.
Kate tinha saído mais cedo pra poder comer algo antes de ir e trombou com David no corredor do hotel, é claro que isso uma hora ia acontecer, uma hora ou outra ela iria dar de cara com os outros integrantes da banda, David fora um amor com ela, e ela não podia segurar a empolgação. mas ficou imaginando o que mais Jon havia falado dela pro resto da banda, se é que todos sabiam, ou o que sabiam... isso começou a intrigar, mas preferiu não pensar no assunto e  comer algo bem leve pra depois ir pro show.
--no show.
                o O2 Arena estava lotado, porém Kate estava com a credencial que Jon disponibilizara pra ela, então conseguiu um ótimo lugar, bem na frente do palco, onde teria uma visão privilegiada da banda, ela estava muito contente, ficou conversando com uma menina que devia ter por volta de 17 anos, e falou que era muito apaixonada pelo Richie, e que se tivesse a chance de estar cara a cara com ele, ela morreria. Kate ria do que a menina falava, por que era uma coisa que ela sempre dizia antes de conhecer pessoalmente o Jon, e agora, estava hospedada no mesmo hotel que ele a pedido dele mesmo. Ah, o destino estava sendo tão bom com Kate que ela decidiu apenas aproveitar ao máximo.
O show começou com “Raise Your Hands” e foi ótimo para Kate se soltar. Ela cantava e dançava todas as músicas ali, extremamente feliz. durante a quarta música, Jon encontrou Kate no meio do público, ela estava grudada na grade, ele não hesitou em sorrir pra ela, ela estava deslumbrante aos olhos dele e quando ela percebeu que ele a olhava, ela sorriu mais ainda. Era surreal aquilo, era o primeiro show que ela ficava tão perto do palco, ela nunca esteve tão perto de Jon como estava aquele final de semana, durante “Never Say Goodbye” ela sentiu o coração se derreter, e se perdeu em pensamentos, ficou imaginando como seria ter vivido naqueles anos de colégio de Jon e o quanto ele disse que aproveitou dessa época... a imaginação dela a levou num lugar que ela nunca tinha ido, ela se via nos grupinhos de amigos de Jon e ele a olhava com carinho, pegava na mão dela e era como se fosse real mesmo. Logo Kate abriu os olhos e viu que Jon a olhava, ela não conseguiu conter a lágrima que estava presa em seu olho e vieram mais seguidas dela. Aquele flash veio na cabeça dela e fora tão real que até machucava.
O show terminou e Kate saiu pelo backstage com sua credencial, tinha ordens para procurar Matt e ele iria a colocar num taxi para o hotel. o percurso da arena até o hotel não era longo, ela chegou e foi direto para o quarto, quando abriu a porta o celular apitou uma nova mensagem
                “estou te esperando, por favor, não troque de roupa”
Kate não hesitou, apenas fechou a porta e subiu para o quarto de Jon, chegando lá ele abriu a porta com um sorriso reservado, parecia exausto.
                -Precisava te ver assim – ele falou enquanto ela entrava no quarto
                -Precisava? por que? estou suada, nem pude tomar banho
                -Eu sei, era assim mesmo que eu gostava... – ele estava sorrindo pra ela e ela parecia confusa
                -gostava de mulheres suadas? ou... – ela pausou, olhou pra si mesma e continuou – ou das suas groupies suadas?
                -hahahahah AH adoro você ser tão direta, menina – ele riu e ela riu com ele
                -você deve estar bem cansado, não? – ela disse enquanto ele acendia um cigarro – posso ajudar em algo?
                -sabe fazer massagem? – ele perguntou soltando a fumaça pro alto
                -bom... não tenho muitas referências, mas sempre disseram que eu faço uma boa massagem.
                -hm, tá bom... vamos ver então. Senta ali, eu sento no chão – ele falou apontando pro sofá, ela adorou a simplicidade dele e se sentou, logo ele se encaixou de costas no meio das pernas dela. Ele tirou a camisa – Isso facilita, não é?
                -bem melhor – ela disse enquanto colocava as mãos nos ombros largos dele, ela não se atrevia a apertar demais, nem a abusar da extensão que ela tocava.
                -hey, Kate, pode usar a força ok? você não vai me machucar rs – ele falou e virou um pouco a cabeça pra olha-la – e não tenha medo de tocar em mim – ele completou com um sorriso.
                Ela sorriu pela oportunidade de o massagear e logo perdeu o medo de tocar nele, ela massageava os ombros, pescoço, um pouco das costas... cada milímetro daquele corpo era perfeito, e logo ele não estava mais rígido, já estava mais relaxado com o toque dela... e isso a fez se sentir realizada
                -uau, garota, você sabe o que faz – ele falou dando o último trago no cigarro e apagando no cinzeiro (Kate estava quase sem fôlego por ver como um homem podia ficar tão sexy com um cigarro na mão, por pior que fosse o hábito)
                -espera, tem mais – ela disse sorrindo e ele murmurou um  “sou seu”
                Ela subira do pescoço para as orelhas dele, apertava delicadamente e também suas têmporas, ele fechava os olhos em sinal de prazer, aquelas mãos estavam fazendo um ótimo trabalho nele e ele começou a imaginar o que ela poderia fazer com o resto, só sua imaginação foi suficiente pra ele querer perder o controle.
                -Kate – ele dizia de olhos fechados – o que faria se eu dissesse que você está me excitando assim?
                -oh – ela falou espantada – acho que...hm... não sei rs – ela respondeu encabulada.
                Jon virou de frente pra ela, ainda ajoelhado no chão, apoiou suas mãos nas coxas dela e subiu devagar até alcançar sua cintura, então ergueu um pouco o corpo pra poder ficar com os olhos na altura dos dela. “então eu mostro” ele falou sussurrando perto dos lábios dela e a beijou. ainda com as mãos na cintura dela, a levantou e continuou a beija-la, comprimiu o corpo dela no dele e fez suas mãos passearem pelas costas dela. Kate estava perdida no beijo de Jon, seus dedos se emaranhavam nos cabelos de Jon e acariciavam seus ombros, Jon abriu o botão da calça dela e logo abriu o zíper, foi tentando encaixar a mão dele lentamente na intimidade dela
                -temos um problema aqui – ele disse dando uma pausa nos beijos – sua calça está muito apertada – e sorriu, a levando pra cama dele, tirando a calça dela
Agora sim, ela estava só de camisa e uma calcinha minúscula, aquela visão dela deitada ali já era uma tentação, quando ela sorrindo disse bem baixinho “sempre quis ser sua groupie”
Jon não aguentou ouvir aquilo, já estava ereto por ela, tirou a própria calça e brincava com as pernas de Kate enquanto tirava a calcinha dela. Kate já apreciava a visão de Jon completamente nu, não era nenhum segredo de estado que ele não usava cuecas, e olha-lo ali, daquele jeito estava a deixando em chamas. Ela puxou ele pra mais perto da boca dela, e enquanto ela brincava com a língua dele, ela passava a mão por TODO o corpo dele, fazendo carinho em cada parte que sua mão alcançava. Quando Jon finalmente não aguentava mais, ele invadiu o íntimo dela. fazendo com ela perdesse a cabeça, os corpos suados se moviam num movimento espetacular, Jon estava adorando vê-la só com aquela camiseta, só o fez sentir mais tesão ainda em estar ali com ela. Ela era esplêndida, tinha uma ginga de corpo que ele não via há muito tempo, era uma coisa única, estar dentro dela era uma sensação única.
Kate já estava chegando ao ponto máximo que podia aguentar, e chegou.  Jon logo em seguida, se deu uns segundos para apreciar os olhos de Kate girando de prazer, e ela enlouquecendo com toda aquela paixão, e quando ele não podia mais segurar, chegou ao ponto máximo também.
Eles ficaram ali, apenas apreciando a presença um do outro.
                -Preciso de um banho, um show e uma noite dessas não é pra qualquer um, já não sou mais aquele cara novinho de antes rs – ele falou olhando pra ela ali em seus braços, ainda amortecida pelo prazer – vem comigo.
Não era uma ordem, nem um pedido, era uma mistura dos dois, eles se levantaram e tomaram um banho longo e delicioso juntos.

--

~1978~

                Jane ficara sozinha no dia seguinte ao acampamento, Brendan não tinha ligado nem aparecido pra resolverem a briga que tiveram, e a única coisa que Jane conseguia pensar era no que Johnny dissera a ela. Ele disse que a amava, e pra ele não era segredo o que ela sentia, mesmo depois de toda a mágoa, ela não amava Brendan, ela amava ao John, e isso estava a deixando cada vez mais confusa, não era justo aquela situação, por mais que ela o amasse, e ele tivesse dito que a amava também, Johnny estava namorando com a Dot, que era uma garota muito boa e não merecia ser traída por Johnny. Ela o conhecia há anos, e sabia do jeito que ele era com as garotas, mas sabia que ele sentia algo realmente forte por Dot... ela só não sabia que ele também sentia algo por ela. Logo seu pensamento fora interrompido pela campainha
                -Dorothea? – Jane abriu a porta surpresa por ver quem era – entra.
                -obrigada, Jane. – ela disse entrando na casa de Jane.
                -que surpresa você aqui.. sente-se
                -ah, não, obrigada.. o que eu tenho pra falar é rápido – Dot começou e Jane afirmou com a cabeça – Sobre o acampamento, não tive oportunidade de falar nada antes, mas é que... eu precisava te agradecer.
                -agradecer pelo que? – Jane respondeu confusa
                -por ter cuidado do Johnny – ela disse com um sorriso – eu sei que vocês se perderam e tudo mais, mas acho que se você não estivesse lá com ele, ele teria tentado voltar sozinho e poderia ter acontecido algo
                -Ah.. Dot... mas isso você não tem que me agradecer, graças a ele eu fiquei segura também, não há dividas.
                -oh, tudo bem... mas, também... eu sei que vocês são amigos há tempos e desde que começamos a namorar vocês ainda são bem grudados, mas não me importo com a amizade de vocês, eu sei que você é uma das únicas confiáveis e que o John não faria nada que me fizesse ter um pé atrás com você – Dot estava sendo sincera e simpática, Jane estava sem reação, sentia um peso enorme na consciência e só conseguia forçar um sorriso.
                -claro, Dot... amigos – ela disse sorrindo tropeçando nas palavras.
                -bom, tudo bem então.. agora preciso ir dar umas aulas ainda hoje... nos vemos por aí –ela se despediu e saiu da casa de Jane.
Jane nunca se sentira tão culpada pelas “escapadas” que teve com Johnny, mas aquele momento fora difícil suportar. Dot confiava que Johnny jamais a trairia com Jane, por serem amigos de anos, mas ao contrário do que ela pensava, o “cuidado” que Jane teve com Johnny aquela noite, não tinha o mesmo significado. Era hora de acabar de vez com aquilo, retirar os “eu te amo” que estavam sendo ditos às pessoas erradas. Jane não queria segurar aquele fardo de ser a amiga perfeita e a amante perfeita.
Ela ligou no estúdio que John trabalhava e pediu pra que ele passasse na casa dela depois que saísse de lá, ela não queria perder a amizade dele, mas se fosse preciso, assim seria.

--mais tarde
                -hey baby, desculpa a demora – ele falou assim que chegou a porta de Jane – mas já estou aqui, sentiu saudade? – ele perguntou já se aproximando para beija-la
                -Na verdade, queria falar sobre outra coisa – ela disse se desviando do beijo e sendo mais objetiva – isso tem que acabar
                -o que é que tem que acabar? – John perguntou parecendo confuso
                -isso! – ela apontou para os dois – você e eu, nessa “paixonite” desnecessária.
                -wow, espera. a gente é amigo, Jane, a única coisa é que a gente se ama além da amizade.
                -não, a gente não se ama. você ama a Dorothea e eu tenho uma paixão platônica. não é justo isso que estamos fazendo
                -olha, não se trata de justiça, o fato é que eu não consigo ficar longe de você. você me deixa maluco desde o dia em que transamos no meu carro. não consigo fugir disso.
                -o fato é que sua namorada veio aqui hoje me agradecer por cuidar de você e por ser sua amiga de confiança que ela sabe que jamais seria traída!! – Jane explodiu e não conseguiu conter as lágrimas
                -ela esteve aqui? – John disse parecendo perturbado – J, olha... a culpa é toda minha, eu sei... e eu sei que eu amo a Dot... mas amo você também. tem como entender?
                -Não, John, não tem como entender, não dá pra amar duas garotas ao mesmo tempo.
                -você me deixa doido, Jane, e eu não consigo sentir a culpa nessa história, isso tá além de mim!
                -mas não podemos mais, John, não quero ser a ovelha negra da história, ela confia na nossa amizade, vamos fazer com que seja só amizade mesmo... vai ser melhor.
                -Jane, eu preciso de você na minha vida – ele disse a abraçando.
 nessa hora Brendan chegou, como a porta estava entreaberta, ele simplesmente entrou e deu de cara com John abraçando Jane.
                -O QUE TÁ ACONTECENDO AQUI? – Brendan explodiu de raiva ao ver aquela cena.
                -Brendan? – Jane estava atordoada – o que você tá fazendo aqui?
                -não inverta a situação, Jane, eu vim aqui pedir desculpas e quando chego, dou de cara com vocês se abraçando aí no meio da sala.
                -hey, calma, não vem colocar a culpa em nós, você foi embora do acampamento e abandonou Jane lá, eu sou amigo dela, posso vir e abraça-la quando eu quiser! – John falou em defesa própria
                -claro que pode, afinal, ela nem se quer se deu ao trabalho de procurar pelo namorado.
                -Quanto a isso você não pode reclamar, eu disse que não iria te procurar depois do que você falou pra mim, Brendan! – Jane o fuzilou com o olhar
                -Vocês dois não prestam, sabe... se merecem! – ele falou jogando uma jaqueta em cima do sofá – como pude ser tão otário em pensar que você deixaria de gostar dele pra gostar de mim, Jane?
                -Você sempre soube, não é? por isso nunca gostou do Johnny – Jane falou se recuperando
                -E tinha como não saber? você sempre se derreteu por ele, mas sabe que ele vive fazendo merda, por isso não quis se arriscar e veio pra cima de mim
                -olha lá como fala de mim, cara! – John falou erguendo a voz – quem sempre deu em cima dela aqui foi você. ALIÁS, sua namorada, sempre foi minha amiga. e digo mais – John falou se aproximando de Brendan – eu fodo ela desde a primeira vez, até mesmo.. hm... há quatro dias atrás
                Brendan não aguentou ouvir aquilo e foi bater em John, que foi mais rápido e deu um soco no nariz dele, Brendan abaixou a cabeça e segurou o sangue que escorria lentamente pelo rosto dele.
                - é Bongiovi, quer saber de uma coisa... pode ficar – Brendan falou olhando pra Jane e foi saindo, quando estava quase passando pela porta, virou e concluiu – também vim dizer que estou indo pra Los Angeles, façam bom proveito um do outro. – e foi embora.
                Jane estava em prantos sentada no sofá da sala, John tentava acalma-la, mas ela não ouvia nada, aquela estava sendo a pior noite dela.
                -vai embora, Johnny, por favor – ela pediu a ele – olha o tanto de problema que você me trouxe.
                -eu? ele é o babaca e eu que trago problemas?
                -desde a primeira vez, você me trás alegria, prazer e depois um mar de decepções. eu to cansada disso.
Ele a olhou, ela estava com os olhos fechados e sem saber o que fazer... mais uma vez ele tinha feito Jane sofrer por consequência dos atos dele, mais uma vez ela estava vulnerável e ele não podia fazer nada. Enquanto ela segurava o choro, ele se levantou, e antes de sair, deu um beijo no alto da cabeça dela, como um sinal de desculpa. Jane não conseguia nem se levantar do sofá.
Parecia que aquela era a sina dela, quando algo bom acontecia com ela, mais cem coisas ruins aconteciam depois. Ela não conseguia odiar John, ela o amava demais pra conseguir odia-lo, mas estava cansada de que  todos os problemas dela tinham ele no meio.

Nada mais importava, Brendan estava se mudando pra outra cidade, Dorothea confiava inutilmente nela e John insistia que ele a queria na vida dele. Era fardo demais pra uma menina de quase 17 anos. Jane adormecera ali no sofá, debulhada em lágrimas.

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