Kate
acordou bem disposta na manhã seguinte, depois de ter passado bons momentos na
noite anterior, jantou com Jon, conversaram por horas e... é, quase rolou. Kate
não pôde deixar de pensar no que teria acontecido se ela não tivesse saído do
quarto dele aquela hora. Será que ele teria perdido o controle também? Ela
decidiu ignorar esse pensamento, as coisas estavam bem do jeito que estavam e
qualquer deslize poderia acabar com aquela amizade de eles acabaram criando.
Quando
se levantou, Kate viu que tinha um bilhete na porta
“Bom
dia, querida, irei para o local onde será o show para resolver as coisas por
lá, aproveite o dia na cidade e depois vá para lá, o endereço está no verso.
J.”
Kate então foi aproveitar o dia, assim como Jon dissera pra
fazer. Ela fez algumas compras, almoçou num restaurante em frente ao London
Eye, era o dia perfeito. Tudo estava bem, então foi checar seus e-mails.
“Paul Stone:
Hey baby, quando vamos nos ver? você não atendeu minhas
ligações ontem e quando fui ao seu prédio, o porteiro disse que você tinha ido
viajar. Estou com saudade, por favor, dê notícias. Paul.”
Será possível que ele ia começar a ficar grudento? Não havia
nada que Kate detestasse mais do que quando Paul ficava em cima dela o tempo
todo, ainda mais que eles não estavam mais namorando. Ela preferiu ignorar o
e-mail, quando voltasse a NY ela resolveria isso.
O dia foi passando, e logo deu a hora de se arrumar pra ir
ao show. Ela não resistiu e colocou sua camisa preferida, a do “Slippery When
Wet Tour – 86/87” amarela e toda personalizada. Ela tinha ido pra Londres pra
ver o show, nada mais justo ir vestida a caráter, como ela adorava. um jeans
justinho e um all star. Mais do que nunca ela estava confortável, bonita e
prontíssima para ir ver sua banda preferida. Logo que saiu do quarto, deu de
cara com David.
-Opa,
desculpa – ele falou assim que eles se esbarraram
-oh, eu
que peço desculpas – ela disse sem graça e dando um sorriso
-está
indo pro show? –ele perguntou piscando e rindo
-parece
que sim né? – ela respondeu rindo
-Você,
por acaso, não é a mocinha que o Jon tem se encontrado, é?
-ah...
ele falou alguma coisa?
-hahaha
relaxa, menina, ele falou que você é uma pessoa de confiança dele e tal... só que
achei que ele estivesse exagerando quando falou o quão linda você é, estava
enganado – ele sorriu pra ela e ela ficou vermelha de vergonha
-bondade
da parte dele – ela disse encabulada
-Não
precisa ficar tímida, está entre amigos. Agora eu tenho que ir porque eu já
estou super atrasado, só vim pegar umas coisas. – ele falou e logo saiu pelo
corredor.
Kate tinha saído mais cedo pra poder comer algo antes de ir
e trombou com David no corredor do hotel, é claro que isso uma hora ia
acontecer, uma hora ou outra ela iria dar de cara com os outros integrantes da
banda, David fora um amor com ela, e ela não podia segurar a empolgação. mas
ficou imaginando o que mais Jon havia falado dela pro resto da banda, se é que
todos sabiam, ou o que sabiam... isso começou a intrigar, mas preferiu não
pensar no assunto e comer algo bem leve
pra depois ir pro show.
--no show.
o O2
Arena estava lotado, porém Kate estava com a credencial que Jon disponibilizara
pra ela, então conseguiu um ótimo lugar, bem na frente do palco, onde teria uma
visão privilegiada da banda, ela estava muito contente, ficou conversando com
uma menina que devia ter por volta de 17 anos, e falou que era muito apaixonada
pelo Richie, e que se tivesse a chance de estar cara a cara com ele, ela
morreria. Kate ria do que a menina falava, por que era uma coisa que ela sempre
dizia antes de conhecer pessoalmente o Jon, e agora, estava hospedada no mesmo
hotel que ele a pedido dele mesmo. Ah, o destino estava sendo tão bom com Kate
que ela decidiu apenas aproveitar ao máximo.
O show começou com “Raise Your Hands” e foi ótimo para Kate se
soltar. Ela cantava e dançava todas as músicas ali, extremamente feliz. durante
a quarta música, Jon encontrou Kate no meio do público, ela estava grudada na
grade, ele não hesitou em sorrir pra ela, ela estava deslumbrante aos olhos
dele e quando ela percebeu que ele a olhava, ela sorriu mais ainda. Era surreal
aquilo, era o primeiro show que ela ficava tão perto do palco, ela nunca esteve
tão perto de Jon como estava aquele final de semana, durante “Never Say
Goodbye” ela sentiu o coração se derreter, e se perdeu em pensamentos, ficou
imaginando como seria ter vivido naqueles anos de colégio de Jon e o quanto ele
disse que aproveitou dessa época... a imaginação dela a levou num lugar que ela
nunca tinha ido, ela se via nos grupinhos de amigos de Jon e ele a olhava com
carinho, pegava na mão dela e era como se fosse real mesmo. Logo Kate abriu os
olhos e viu que Jon a olhava, ela não conseguiu conter a lágrima que estava
presa em seu olho e vieram mais seguidas dela. Aquele flash veio na cabeça dela
e fora tão real que até machucava.
O show terminou e Kate saiu pelo backstage com sua
credencial, tinha ordens para procurar Matt e ele iria a colocar num taxi para
o hotel. o percurso da arena até o hotel não era longo, ela chegou e foi direto
para o quarto, quando abriu a porta o celular apitou uma nova mensagem
“estou
te esperando, por favor, não troque de roupa”
Kate não hesitou, apenas fechou a porta e subiu para o
quarto de Jon, chegando lá ele abriu a porta com um sorriso reservado, parecia
exausto.
-Precisava
te ver assim – ele falou enquanto ela entrava no quarto
-Precisava?
por que? estou suada, nem pude tomar banho
-Eu
sei, era assim mesmo que eu gostava... – ele estava sorrindo pra ela e ela
parecia confusa
-gostava
de mulheres suadas? ou... – ela pausou, olhou pra si mesma e continuou – ou das
suas groupies suadas?
-hahahahah
AH adoro você ser tão direta, menina – ele riu e ela riu com ele
-você
deve estar bem cansado, não? – ela disse enquanto ele acendia um cigarro –
posso ajudar em algo?
-sabe
fazer massagem? – ele perguntou soltando a fumaça pro alto
-bom...
não tenho muitas referências, mas sempre disseram que eu faço uma boa massagem.
-hm, tá
bom... vamos ver então. Senta ali, eu sento no chão – ele falou apontando pro
sofá, ela adorou a simplicidade dele e se sentou, logo ele se encaixou de
costas no meio das pernas dela. Ele tirou a camisa – Isso facilita, não é?
-bem melhor – ela disse enquanto
colocava as mãos nos ombros largos dele, ela não se atrevia a apertar demais,
nem a abusar da extensão que ela tocava.
-hey,
Kate, pode usar a força ok? você não vai me machucar rs – ele falou e virou um
pouco a cabeça pra olha-la – e não tenha medo de tocar em mim – ele completou
com um sorriso.
Ela
sorriu pela oportunidade de o massagear e logo perdeu o medo de tocar nele, ela
massageava os ombros, pescoço, um pouco das costas... cada milímetro daquele
corpo era perfeito, e logo ele não estava mais rígido, já estava mais relaxado
com o toque dela... e isso a fez se sentir realizada
-uau,
garota, você sabe o que faz – ele falou dando o último trago no cigarro e
apagando no cinzeiro (Kate estava quase sem fôlego por ver como um homem podia
ficar tão sexy com um cigarro na mão, por pior que fosse o hábito)
-espera,
tem mais – ela disse sorrindo e ele murmurou um
“sou seu”
Ela
subira do pescoço para as orelhas dele, apertava delicadamente e também suas
têmporas, ele fechava os olhos em sinal de prazer, aquelas mãos estavam fazendo
um ótimo trabalho nele e ele começou a imaginar o que ela poderia fazer com o
resto, só sua imaginação foi suficiente pra ele querer perder o controle.
-Kate –
ele dizia de olhos fechados – o que faria se eu dissesse que você está me
excitando assim?
-oh –
ela falou espantada – acho que...hm... não sei rs – ela respondeu encabulada.
Jon
virou de frente pra ela, ainda ajoelhado no chão, apoiou suas mãos nas coxas
dela e subiu devagar até alcançar sua cintura, então ergueu um pouco o corpo
pra poder ficar com os olhos na altura dos dela. “então eu mostro” ele falou
sussurrando perto dos lábios dela e a beijou. ainda com as mãos na cintura
dela, a levantou e continuou a beija-la, comprimiu o corpo dela no dele e fez
suas mãos passearem pelas costas dela. Kate estava perdida no beijo de Jon,
seus dedos se emaranhavam nos cabelos de Jon e acariciavam seus ombros, Jon
abriu o botão da calça dela e logo abriu o zíper, foi tentando encaixar a mão
dele lentamente na intimidade dela
-temos
um problema aqui – ele disse dando uma pausa nos beijos – sua calça está muito
apertada – e sorriu, a levando pra cama dele, tirando a calça dela
Agora sim, ela estava só de camisa e uma calcinha minúscula,
aquela visão dela deitada ali já era uma tentação, quando ela sorrindo disse
bem baixinho “sempre quis ser sua groupie”
Jon não aguentou ouvir aquilo, já estava ereto por ela,
tirou a própria calça e brincava com as pernas de Kate enquanto tirava a
calcinha dela. Kate já apreciava a visão de Jon completamente nu, não era
nenhum segredo de estado que ele não usava cuecas, e olha-lo ali, daquele jeito
estava a deixando em chamas. Ela puxou ele pra mais perto da boca dela, e
enquanto ela brincava com a língua dele, ela passava a mão por TODO o corpo
dele, fazendo carinho em cada parte que sua mão alcançava. Quando Jon
finalmente não aguentava mais, ele invadiu o íntimo dela. fazendo com ela
perdesse a cabeça, os corpos suados se moviam num movimento espetacular, Jon
estava adorando vê-la só com aquela camiseta, só o fez sentir mais tesão ainda
em estar ali com ela. Ela era esplêndida, tinha uma ginga de corpo que ele não
via há muito tempo, era uma coisa única, estar dentro dela era uma sensação
única.
Kate já estava chegando ao ponto máximo que podia aguentar,
e chegou. Jon logo em seguida, se deu
uns segundos para apreciar os olhos de Kate girando de prazer, e ela
enlouquecendo com toda aquela paixão, e quando ele não podia mais segurar,
chegou ao ponto máximo também.
Eles ficaram ali, apenas apreciando a presença um do outro.
-Preciso
de um banho, um show e uma noite dessas não é pra qualquer um, já não sou mais
aquele cara novinho de antes rs – ele falou olhando pra ela ali em seus braços,
ainda amortecida pelo prazer – vem comigo.
Não era uma ordem, nem um pedido, era uma mistura dos dois,
eles se levantaram e tomaram um banho longo e delicioso juntos.
--
~1978~
Jane
ficara sozinha no dia seguinte ao acampamento, Brendan não tinha ligado nem
aparecido pra resolverem a briga que tiveram, e a única coisa que Jane
conseguia pensar era no que Johnny dissera a ela. Ele disse que a amava, e pra
ele não era segredo o que ela sentia, mesmo depois de toda a mágoa, ela não
amava Brendan, ela amava ao John, e isso estava a deixando cada vez mais
confusa, não era justo aquela situação, por mais que ela o amasse, e ele
tivesse dito que a amava também, Johnny estava namorando com a Dot, que era uma
garota muito boa e não merecia ser traída por Johnny. Ela o conhecia há anos, e
sabia do jeito que ele era com as garotas, mas sabia que ele sentia algo
realmente forte por Dot... ela só não sabia que ele também sentia algo por ela.
Logo seu pensamento fora interrompido pela campainha
-Dorothea?
– Jane abriu a porta surpresa por ver quem era – entra.
-obrigada,
Jane. – ela disse entrando na casa de Jane.
-que
surpresa você aqui.. sente-se
-ah,
não, obrigada.. o que eu tenho pra falar é rápido – Dot começou e Jane afirmou
com a cabeça – Sobre o acampamento, não tive oportunidade de falar nada antes,
mas é que... eu precisava te agradecer.
-agradecer
pelo que? – Jane respondeu confusa
-por
ter cuidado do Johnny – ela disse com um sorriso – eu sei que vocês se perderam
e tudo mais, mas acho que se você não estivesse lá com ele, ele teria tentado
voltar sozinho e poderia ter acontecido algo
-Ah..
Dot... mas isso você não tem que me agradecer, graças a ele eu fiquei segura
também, não há dividas.
-oh,
tudo bem... mas, também... eu sei que vocês são amigos há tempos e desde que
começamos a namorar vocês ainda são bem grudados, mas não me importo com a
amizade de vocês, eu sei que você é uma das únicas confiáveis e que o John não
faria nada que me fizesse ter um pé atrás com você – Dot estava sendo sincera e
simpática, Jane estava sem reação, sentia um peso enorme na consciência e só
conseguia forçar um sorriso.
-claro,
Dot... amigos – ela disse sorrindo tropeçando nas palavras.
-bom,
tudo bem então.. agora preciso ir dar umas aulas ainda hoje... nos vemos por aí
–ela se despediu e saiu da casa de Jane.
Jane nunca se sentira tão culpada pelas “escapadas” que teve
com Johnny, mas aquele momento fora difícil suportar. Dot confiava que Johnny
jamais a trairia com Jane, por serem amigos de anos, mas ao contrário do que
ela pensava, o “cuidado” que Jane teve com Johnny aquela noite, não tinha o
mesmo significado. Era hora de acabar de vez com aquilo, retirar os “eu te amo”
que estavam sendo ditos às pessoas erradas. Jane não queria segurar aquele
fardo de ser a amiga perfeita e a amante perfeita.
Ela ligou no estúdio que John trabalhava e pediu pra que ele
passasse na casa dela depois que saísse de lá, ela não queria perder a amizade
dele, mas se fosse preciso, assim seria.
--mais tarde
-hey
baby, desculpa a demora – ele falou assim que chegou a porta de Jane – mas já
estou aqui, sentiu saudade? – ele perguntou já se aproximando para beija-la
-Na
verdade, queria falar sobre outra coisa – ela disse se desviando do beijo e
sendo mais objetiva – isso tem que acabar
-o que
é que tem que acabar? – John perguntou parecendo confuso
-isso!
– ela apontou para os dois – você e eu, nessa “paixonite” desnecessária.
-wow,
espera. a gente é amigo, Jane, a única coisa é que a gente se ama além da
amizade.
-não,
a gente não se ama. você ama a Dorothea e eu tenho uma paixão platônica. não é
justo isso que estamos fazendo
-olha,
não se trata de justiça, o fato é que eu não consigo ficar longe de você. você
me deixa maluco desde o dia em que transamos no meu carro. não consigo fugir
disso.
-o
fato é que sua namorada veio aqui hoje me agradecer por cuidar de você e por
ser sua amiga de confiança que ela sabe que jamais seria traída!! – Jane
explodiu e não conseguiu conter as lágrimas
-ela
esteve aqui? – John disse parecendo perturbado – J, olha... a culpa é toda
minha, eu sei... e eu sei que eu amo a Dot... mas amo você também. tem como
entender?
-Não,
John, não tem como entender, não dá pra amar duas garotas ao mesmo tempo.
-você
me deixa doido, Jane, e eu não consigo sentir a culpa nessa história, isso tá
além de mim!
-mas
não podemos mais, John, não quero ser a ovelha negra da história, ela confia na
nossa amizade, vamos fazer com que seja só amizade mesmo... vai ser melhor.
-Jane,
eu preciso de você na minha vida – ele disse a abraçando.
nessa hora Brendan chegou, como a porta estava
entreaberta, ele simplesmente entrou e deu de cara com John abraçando Jane.
-O
QUE TÁ ACONTECENDO AQUI? – Brendan explodiu de raiva ao ver aquela cena.
-Brendan?
– Jane estava atordoada – o que você tá fazendo aqui?
-não
inverta a situação, Jane, eu vim aqui pedir desculpas e quando chego, dou de
cara com vocês se abraçando aí no meio da sala.
-hey,
calma, não vem colocar a culpa em nós, você foi embora do acampamento e
abandonou Jane lá, eu sou amigo dela, posso vir e abraça-la quando eu quiser! –
John falou em defesa própria
-claro
que pode, afinal, ela nem se quer se deu ao trabalho de procurar pelo namorado.
-Quanto
a isso você não pode reclamar, eu disse que não iria te procurar depois do que
você falou pra mim, Brendan! – Jane o fuzilou com o olhar
-Vocês
dois não prestam, sabe... se merecem! – ele falou jogando uma jaqueta em cima
do sofá – como pude ser tão otário em pensar que você deixaria de gostar dele
pra gostar de mim, Jane?
-Você
sempre soube, não é? por isso nunca gostou do Johnny – Jane falou se
recuperando
-E
tinha como não saber? você sempre se derreteu por ele, mas sabe que ele vive
fazendo merda, por isso não quis se arriscar e veio pra cima de mim
-olha
lá como fala de mim, cara! – John falou erguendo a voz – quem sempre deu em
cima dela aqui foi você. ALIÁS, sua namorada, sempre foi minha amiga. e digo
mais – John falou se aproximando de Brendan – eu fodo ela desde a primeira vez,
até mesmo.. hm... há quatro dias atrás
Brendan
não aguentou ouvir aquilo e foi bater em John, que foi mais rápido e deu um
soco no nariz dele, Brendan abaixou a cabeça e segurou o sangue que escorria
lentamente pelo rosto dele.
-
é Bongiovi, quer saber de uma coisa... pode ficar – Brendan falou olhando pra
Jane e foi saindo, quando estava quase passando pela porta, virou e concluiu –
também vim dizer que estou indo pra Los Angeles, façam bom proveito um do outro.
– e foi embora.
Jane
estava em prantos sentada no sofá da sala, John tentava acalma-la, mas ela não
ouvia nada, aquela estava sendo a pior noite dela.
-vai
embora, Johnny, por favor – ela pediu a ele – olha o tanto de problema que você
me trouxe.
-eu?
ele é o babaca e eu que trago problemas?
-desde
a primeira vez, você me trás alegria, prazer e depois um mar de decepções. eu
to cansada disso.
Ele a olhou, ela estava com os
olhos fechados e sem saber o que fazer... mais uma vez ele tinha feito Jane
sofrer por consequência dos atos dele, mais uma vez ela estava vulnerável e ele
não podia fazer nada. Enquanto ela segurava o choro, ele se levantou, e antes
de sair, deu um beijo no alto da cabeça dela, como um sinal de desculpa. Jane
não conseguia nem se levantar do sofá.
Parecia que aquela era a sina
dela, quando algo bom acontecia com ela, mais cem coisas ruins aconteciam
depois. Ela não conseguia odiar John, ela o amava demais pra conseguir odia-lo,
mas estava cansada de que todos os
problemas dela tinham ele no meio.
Nada mais importava, Brendan
estava se mudando pra outra cidade, Dorothea confiava inutilmente nela e John
insistia que ele a queria na vida dele. Era fardo demais pra uma menina de
quase 17 anos. Jane adormecera ali no sofá, debulhada em lágrimas.
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