O dia amanhecera tímido, o sol
estava escondido atrás de algumas nuvens, mas nada poderia encobrir o brilho do
dia para Katerine. Ela olhou o visor do celular que marcava 7:30 da manhã, ela
se olhou no espelho e lá observava uma garota de lindos olhos cor de mel e
cabelos ruivos, agora emaranhados num coque frouxo, ela estava ali, no auge dos
seus 21 anos, havia se formado há pouco tempo em jornalismo, tinha um ótimo
emprego num jornal em Bel Air e acabara de conseguir uma vaga num grande jornal
em Nova York... E era pra lá que ela estava indo.
Seu
apartamento já estava a esperando, presente de seu pai, um grande executivo.
Até então, Kate tivera uma vida quase de princesa, filha única, tinha tudo o
que tinha direito... um belo carro, e agora um apartamento pra começar sua vida
em NY. Mas decidira que esse seria seu último luxo vindo de seu pai, a partir
de agora ela iria se virar com jornalista.
Ela se
despediu de seus pais, entrou no carro e foi viver.
Nova
York era linda, seu apartamento tinha o tamanho ideal para uma pessoa sozinha,
não muito pequeno, claro. Ela arrumou tudo para que tivesse o maior conforto,
além de alguns pôsteres de suas bandas preferidas colados no seu quarto, o que
a fez se sentir em casa.
Perdida olhando pra vários rostos em sua parede, ela ouviu a
campainha tocar, era Pamela, sua melhor amiga, que havia se mudado para NY há
um ano e trabalhava no mesmo jornal que Kate iria começar a trabalhar.
-Kaaaate,
que saudade! – Pamela já entrou abraçando a amiga – como foi a viagem?
-Pam,
que saudade de você também – Kate disse fechando a porta sem soltar a amiga. –
foi tudo ótimo, estou super feliz por estar aqui!
Elas
mataram toda aquela saudade guardada por tanto tempo, afinal, a vida das duas
eram super corridas, há tempos só se falavam por telefone, sem conseguir se
encontrar.
-Vim
aqui te dar uma grande notícia, sei que você vai pro jornal amanhã e tudo mais,
mas eu precisava te falar agora! – Pam estava com um sorriso de orelha a orelha
e Kate estava ansiosa pelo o que a amiga viera contar – Você conseguiu a coluna
de música!!!
-JURA?
COMO ASSIM?? – Kate se levantou dando pequenos pulinhos de alegria
-Você
fez a entrevista, e eu fui falar com o Marlon, que é o supervisor lá, e ele
disse que não tinha dúvidas quanto ao que você iria fazer lá. Você vai amar
escrever em colunas, e além disso, a gente vai estar juntas na maioria dos
eventos!
Pam
escrevia a coluna de entretenimento, então estava sempre a par de todos os
eventos, inclusive os do mundo da música. Era demais pra Kate, ela estava super
contente, e ia fazer uma coisa que ela amava, conversar com músicos! A hipótese
de conhecer e entrevistar grandes nomes da música estava a deixando cada vez
mais ansiosa pra começar logo a trabalhar.
E assim foi, passaram-se 2 meses
e ela já havia se tornado uma querida dentro do jornal, até então já havia
feito entrevistas com algumas bandas, mas nenhuma da qual ela fosse muito fã.
-Katerine,
venha até minha sala, por favor – Marlon tinha passado pela mesa de Kate e ela
o seguiu até sua sala.
-Pois
não? – Ela perguntou se sentando na cadeira em frente à mesa dele. Marlon era
um homem muito atraente, e apesar de sua posição dentro do jornal, ele era
apenas um rapaz com menos de 30 anos, solteiro e pelo qual várias mulheres do
jornal já tentaram ‘agarrar’.
-Preciso
que você apronte um pequeno questionário para daqui a 3 dias, como você já
provou eficiência aqui, quero que você entreviste uma banda que vai se
apresentar no Madison esse fim de semana. – ele olhou pra ela e entregou-lhe um
roteiro sobre a tal banda que ela teria que estudar pra fazer o questionário.
Sem abrir o papel, Marlon continuou – Aqui está também suas credenciais de
imprensa. Enquanto estuda isso, passe o que está fazendo para o Heitor, e assim
que terminar venha até aqui me mostrar seu questionário.
Kate
foi até sua mesa e lá abriu o envelope, quando ela olhou o que se tratava, ela
quase caiu pra trás. Em suas mãos estavam nada mais, nada menos que credenciais
pra um show do BON JOVI e um roteiro de entrevista com ele, Jon Bon Jovi! Seu
coração foi até a lua e voltou. Bon Jovi foi a banda que embalou sua vida desde
criança, e ela ficaria frente a frente com seu maior ídolo!
Foi o questionário mais rápido
que ela já fez na vida, decidiu fazer perguntas que ela, como fã, adoraria
fazer. Claro, sempre colocando seu lado profissional na frente. Logo foi levar
para o supervisor.
-ótimo,
Katerine – ele falava olhando seu questionário e logo o abaixou – Espero que
você entenda que eu estou confiando em você quanto a esse trabalho, Jon Bon
Jovi só liberou a nossa entrada em seu camarim duas vezes na vida. E eu sei que
você é fã. Não faça nada que me faça perder minha confiança em você.
Marlon
colocou um grande fardo em Kate, mas era necessário, ela seria profissional o
suficiente pra não cometer nenhum deslize.
Os
três dias passaram se arrastando, mas ela não ligou, teve tempo de ensaiar pra
não deixar transparecer seu lado tiete, e Pam parecia estar tão feliz quanto
ela. Pam não ia poder acompanha-la pois estaria em um outro evento, mas estava
super ansiosa pela oportunidade que a amiga acabara de receber.
-Nervosa?
– Pam perguntou enquanto dirigia a caminho do evento
-E
teria outro estado de espírito que eu poderia estar??? – Kate respondeu
passando um batom não muito forte nos lábios – estou quase pronta e ainda falta
uma hora pra eu sair de casa!
-hahaha
relaxa, Kate, você vai arrebentar... mas me diz.. por que vai sair tão cedo de
casa? O show não é só às 20h?
-É
sim, mas na verdade nem era pra rolar entrevista, foi decidido de ultima hora
que a imprensa teria acesso a ele. – Kate disse imaginando Jon sentado na sua
frente, suas pernas formigaram só pelo pensamento – Por isso a entrevista vai
ser antes do show... e claaaaro, poderei ficar lá pra ver o show!!
-puts,
cara, que maravilha!! bom, aproveita o show por nós duas e se puder pegue na
bunda do David por mim, ok? – Pam falou rindo do que acabara de dizer, Kate
gargalhou do outro lado. – Beijo, preciso desligar agora
-Você
não tem jeito, Pam, beijo!
Kate estava
excepcionalmente bonita, uma camisa branca levinha por cima de uma calça social
justinha e um scarpin preto fizeram o look dela. Uma maquiagem e um perfume suaves. Nada muito
chamativo, somente pra realçar a beleza natural dela. Fez um rabo de cavalo com
os cabelos e isso a deixou com um ar mais sério. Ela não estava indo ao show
para tietar, mas sim para entrevistar o homem mais lindo do mundo.
Ela saiu de
casa e se dirigiu ao Madison, chegando lá ela passou pelos seguranças com sua
credencial e foi direcionada para onde seria feita a entrevista, haviam mais
alguns repórteres na frente dela, e logo ela entraria. Em menos de alguns
minutos ela estaria de frente para o maior ídolo da vida dela...
-Katerine
Porter do New York Now, pode entrar – seu nome fora anunciado e ela sentiu seu
coração bater mais depressa... mais alguns passos...
-Com licença –
ela pediu entrando pela porta ainda segurada pelo segurança, logo estendendo a
mão para ele, Jon Bon Jovi. – Katerine Porter, New York Now
-Olá, Katerine
– ele disse a olhando nos olhos com aqueles olhos azuis da cor do céu. Estava
vestindo uma calça escura e uma camisa azul com dois botões abertos, onde
ficava exposto seus cordões e ainda uns pelos de seu peito. Ele tinha a cara
séria, mas não hesitou em dar um sorriso quando a viu sorrindo também. – Ainda não sei por que mandam jornalistas
tão bonitas pra me entrevistar – Ele disse soltando um risinho quase
imperceptível que fez Kate perder o chão.
-rs,
imagina... – ela disse se sentando na cadeira apontada por ele. – temos 10
minutos e cada segundo é precioso. – Kate disse pegando sua caderneta e caneta.
Ele a olhava
profundamente, mais do que a qualquer jornalista que já havia o entrevistado.
Aquela jovem mulher tinha algo que despertou uma curiosidade imensa nele, e ele
não sabia porquê. A cada pergunta que
ela fazia, ele tentava achar um motivo pra sua enorme curiosidade.
As
mãos de Kate suavam enquanto tentava manter a caneta escrevendo. Sua voz era
firme nas perguntas e não deixava de mostrar seu sorriso o tempo todo, mesmo
que ela não quisesse, era involuntário. Ela percebia o olhar dele sobre ela,
era de certa forma incômodo, mas não estava dando tanta importância a isso.
-Bom,
essa foi minha ultima pergunta – Kate falou finalmente soltando a caneta.
-Ainda
tempos 3 minutos – Jon disse com um sorriso de meia boca. – Você foi rápida.
-Tive
medo de não conseguir terminar e ficar sem algumas respostas, rs
-Você
não é muito experiente, não é? – Ele disse olhando para as mãos dela
-rs
deu pra perceber? – ela disse passando as mãos na calça a fim de se livrar um
pouco do suor. – Desculpe.
-Não
tem do que se desculpar – Ele fez uma pausa pra olhar nos olhos dela – vai
ficar para o show, não é?
-Vou
sim – ela disse sorrindo e logo ele sorriu de volta.
O
segurança abriu a porta indicando que o tempo de Kate havia acabado. Ela se
levantou e ele também, como o gentleman que é.
-Bom
show – disse finalmente dando um sorriso inteiro.
Ela
saiu e foi direcionada para a pista, onde aconteceria o show, ela ficaria na
primeira fileira da plateia na área reservada para a imprensa, logo encontrou
Douglas, o fotógrafo do jornal que iria acompanhar o show com Kate. Ela estava
estupefata com o que acabara de acontece, foram os 10 minutos mais longos e
mais rápidos de sua vida. Agradeceu a todos os santos por não ter surtado na
frente do Jon, sua postura foi extremamente profissional e segura. Ela não
sabia como, mas conseguiu fazer a melhor entrevista de sua vida.
O
show começou e ela estava mais do que animada, o ultimo show que ela foi, foi
há muito tempo. Ela cantava todas as músicas e uma vez ou outra o fotógrafo
olhava pra ela e ria, até tirou algumas fotos dela pra mostrar pra ela depois.
O show fora incrível, ela queria que durasse a noite toda, mas não era
possível.
Douglas
já tinha saído pouco antes da ultima música, foi aprontar logo seu trabalho pra
Kate, e quando a banda saiu do palco, as pessoas foram saindo pouco a pouco,
logo um homem se aproximou dela.
-Katerine
Porter? – ele disse olhando sua credencial. Ela assentiu com a cabeça – Pode
vir comigo?
-Claro,
desculpe, mas eu fiz algo? – ela perguntou com inocência demais na voz.
-
ahahahha não, pelo menos eu acho que não – ele disse sorrindo pra ela – me
chamo Matt – ela estendeu a mão e o cumprimentou.
Claro! O irmão do Jon, ela não
tinha o reconhecido.
-e
pra onde você está me levando?
-Jon
pediu pra te levar até o camarim dele após o show.
Kate
ficou boquiaberta. Será que a entrevista foi tão ruim que Jon cancelaria? Ou
sabe Deus porquê? Matt percebeu que ela estava aérea e disse
-Se
fosse algo ruim, ele não perderia o tempo dele. Relaxa, criança.
Matt
bateu na porta, e a abriu e fez sinal para Kate entrar.
Jon
estava em pé, com uma garrafa de água na mão e uma toalha em volta do pescoço.
-Katerine,
não é? – ele dando um gole na água – Sente-se, precisava falar com você.
-Eu
fiz algo? – Kate falou preocupada, e se sentou.
-rsrs
não, eu só quero conversar mesmo. – ele disse se sentando no mesmo sofá que
ela. – eu sei que não deveria falar mais que o necessário com alguém da
imprensa, por motivos óbvios... mas algo em você está pirando meu cérebro.
-ah,
nossa, desculpa.. – ela disse olhando para os pés.
-Não..
não é culpa sua.. eu só, precisava ter certeza se não te conheço de algum
lugar. Eu sei, eu conheci muita gente nessa vida, mas seus olhos... parece que
eu te conheço.
Ele
a olhava profundamente e ela não sabia o que dizer. Não fazia sentido, era a
primeira vez que ela o via pessoalmente.
-Acho
que não, é a primeira vez que eu moro em NY, nunca morei em Jersey. Então acho
difícil termos cruzado alguma vez na vida.... eu me lembraria..
-É
claro... – ele fazia cara de quem estava se esforçando para pensar quando foi
interrompido por Matt que abrira a porta.
-Jon,
você precisa ir agora – Jon acenou com a cabeça e Matt fechou a porta.
-Olha...
se eu puder ajudar em algo... – Kate disse mesmo estando confusa.
-Tudo
bem – ele disse se levantando já para se despedir da garota misteriosa.
-Bom,
toma – Kate falou estendendo a mão com um cartão. Parecia loucura entregar a
ele seu cartão de visita. – e me desculpa pela confusão rs.
-Katerine,
já disse que você não tem culpa, você só me deixou curioso. Mas obrigado – ele
disse segurando o cartão dela.
Ele
se despediu dela sem muita cerimônia, deu-lhe um beijo nas costas da mão dela e
a dirigiu até a porta, e Matt lhe mostrou por onde sair. Ela estava confusa...
o que Jon via nela que o deixava com aquele olhar perdido? Ela não parava de
achar que o problema era ela... mas o que ela havia feito??
Enquanto o carro levava Jon para
o hotel, Matt falava algumas coisas, mas ele não conseguia dar atenção ao
irmão. Ele não conseguia parar de pensar naqueles olhos de Katerine, que de
alguma forma muito misteriosa o deixara tão perturbado. “Estou ficando maluco?”
“Só pode” ele mesmo se respondeu sem falar nada. Ele tinha certeza que a
conhecia de algum lugar... mas de onde?
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~1978~
As
férias de verão pareciam que não iam chegar nunca. A turma da escola já
planejava uma festa para celebrar a chegada das férias do meio do ano, estavam
todos muito ansiosos para viajar e curtir, alguns mais que outros.
Jane
não estava tão ansiosa assim pelas férias de verão, pra ela, as férias só
serviam pra deixá-la mais longe da sua paixão. Jane era apaixonada por Johnny,
um rapaz extremamente charmoso, com um cabelo médio de cor clara, olhos muito
azuis e uma voz incrível. Eles se conheciam há anos, Jane sempre ia a casa dele
fazer trabalhos da escola, mas Johnny só a via como amiga, uma amiga muito
querida. Por esse motivo ela nunca havia contado para ele de sua paixão, além
do fato que Johnny era apaixonado por Dorothea, mas Dot tinha um namorado... e
nessa história, duas pessoas ficam sobrando.
-HEY
JANE!! – Johnny vinha gritando do final do corredor – ESPERA! – Jane parou e se
virou para ver os cabelos de Johnny balançarem conforme ele corria ao seu
encontro.
-Fala –
Ela disse quando ele chegou do seu lado e respirando com certa dificuldade pela
corrida.
-Vamos
dar uma volta hoje a noite com o pessoal? – Ele perguntou puxando a manga da
camisa de Jane.
-Não
posso, Johnny, meus pais viajaram e eu não posso sair a noite e deixar a casa
sozinha – Jane disse enquanto saiam pela porta do colégio.
-Ahh
para com isso, J! – ele disse parando na frente dela – a gente vai no meu
carro, te levo pra casa antes das 3h!
-John...
-Para
de ser chatona, Jane! – Johnny disse pegando na mão dela – Só tomar umas
cervejas com o pessoal, vamos???
-Por
que faz tanta questão que eu vá? sua amada não vai? – ela disse o provocando
-Isso
não tem nada a ver... eu gosto de você e quero que você participe. – ele
rebateu se desviando do assunto.
-Tá,
mas eu não posso demorar – Ela respondeu e Johnny lhe deu um selinho, como
sempre fazia quando estava animado.
→ mais tarde
Jane
estava pronta esperando Johnny para encontrar com a turma, ela não havia se
preocupado com a maquiagem (ela sabia que sempre esses encontros sempre
acabavam sendo num beco e todos bêbados) Mas ela era linda ao natural, Johnny
nunca escondera que ele tinha uma forte atração por ela. Já havia feito algumas
propostas a ela, mas ela sabia que o coração dele jamais seria dela.
-Preparada?
– Johnny perguntou enquanto Jane entrava no carro, não era a primeira vez que
ela ia nesses encontros, mas alguma coisa estava deixando ela com uma sensação
estranha.
-Claro.
Chegando lá, ela não reconheceu muitos rostos, havia pouco
mais de meia dúzia de pessoas lá, poucas do colégio, eram os amigos de Johnny
que ela conhecera casualmente. David estava lá também... Ele era ,na verdade,
um dos únicos daquele grupinho que ela gostava.
A noite
estava agradável, eles estavam escutando música em um dos carros, conversando e
bebendo. Jane conversava com uma garota com quem teve muita afinidade, e
preferiu ficar longe de Johnny, que já havia citado o nome de Dot na conversa e
ela não queria nem saber o assunto.
-Johnny,
já tá tarde... podemos ir? – Jane falou, ela não queria ser chata, mas já eram
quase 4 da manhã e ela daria aulas de datilografia no dia seguinte.
-Claro,
vamos – Ele disse deixando a lata de cerveja de lado e foram se despedir dos
amigos.
-Obrigado
por ir, J. – Johnny disse dando um sorriso pra ela quando parou o carro na
frente da sua casa.
-Imagina,
eu adorei ir também. – ela disse revirando a bolsa atrás de suas chaves – o
pessoal foi bem legal comigo e....... hm.... John.... não to achando minhas
chaves..
-você
tem certeza? não deixou em outro lugar fora da bolsa? – ele disse olhando nos
compartimentos do carro.
-Tenho...
nossa, como pude fazer isso? meus pais chegam hoje e eu vou estar pra fora de
casa!
-calma,
calma... a gente dá um jeito pela manhã... quer ir pra minha casa?
-não
posso, a casa tá sem alarme, e se acontece alguma coisa?
-Ok,
vamos ficar aqui.
-Obrigada...
-Jane...
preciso te falar uma coisa... – John começou, olhando fixamente pra ela. – Eu já
disse isso uma vez, mas você se recuou e eu queria saber porquê... eu gosto
demais de você, você é uma das pessoas que eu mais gosto na vida... e eu também
não consigo esconder que eu tenho um tesão enorme por você...
Nesse
momento Jane ficou sem saber o que falar, as pernas dela estavam moles , por
sorte ela estava sentada... e ouvir aquelas palavras vindas da boca do seu
amado, era demais.
-Eu não
gosto de ficar longe de você... mas sempre que a gente entra nesses assuntos
você some. Preciso saber o motivo. – ele continuou.
-John...
não quero falar sobre isso...
-Fale,
por favor, confie em mim – ele respondeu passando a mão de leve nas maçãs do
rosto dela.
-Eu...
eu.... sou apaixonada por você – ela falou sem conseguir encarar os olhos dele
– a gente se conhece desde pequenos e eu sempre te amei...
Uma
parte de John já esperava por isso, eles eram amigos demais e ele a conhecia...
mas aquilo só serviu pra aumentar o calor que ele sentia por ela...
-Não
precisava esconder isso de mim por tantos anos, J... – ele disse chegando mais
perto dela – Eu sempre te quis, e você sabe disso... – Ele a um fio de ar de
distancia da boca dela, e não hesitou e dar um beijo nela.
Não foi
nada comparado aos selinhos que de vez em quando ele dava nela, aquele beijo
tinha calor, tinha vontade, ele estava excitado demais pra não poupar a mão
boba nela. E Jane apenas consentia enquanto passava seus dedos por entre os
cabelos dele. Ele puxava o corpo dela o mais próximo possível do dele e ficaram
nesse jogo de línguas por uns bons minutos.
-Vem
aqui – ele disse nos lábios dela, soltou por alguns segundo apontando para o
banco traseiro do carro e dando uma piscadela.
Jane
sabia o que iria acontecer se fosse para o banco de trás com Johnny, como uma
garota virgem querendo ser explorada, ela não hesitou quanto àquela proposta
indecente... ainda mais que seria com o seu amado. Ela deu uma olhada na rua, o
carro estava parado debaixo de uma árvore na escura rua onde Jane morava, isso
deixava o interior do carro quase impossível de ser enxergado.
Jane foi, Johnny se sentou ao
lado dela, e tirou a própria regata, logo os beijos recomeçaram e ele foi
lentamente tirando a camiseta dela, ele só havia a visto sem camisa quando
foram à praia uma vez, ela tinha um belo par de seios não muito grandes, nem
pequenos demais, e um corpo perfeito pra uma adolescente se tornando mulher.
Logo ele puxou a saia dela pra cima, deixando a mostra sua calcinha, e aquilo
foi o suficiente pra ele perder o pouco juízo que ainda tinha e logo tratou de
tirar dela. John estava louco de tesão e não estava mais aguentando, tirou a
calça e tratou de puxa-la para o seu colo.
-John...
– Jane falava enquanto era beijada – Eu nunca fiz isso antes... – Jon olhou no
fundo dos olhos dela e sentiu seu fogo aumentar mais ainda sabendo que ele
seria o primeiro dela
-Apenas
relaxe, baby, eu cuido do resto. – ele disse mordendo de leve o lábio inferior
dela.
Ela
confiava demais nele, então deixou ser guiada por ele. Ela nunca havia sentido
sensação como aquela, doía, mas era uma dor deliciosamente suportável e ela não
queria parar... os movimentos foram acelerando e ela perdendo o fôlego. foi
quando ela chegou ao ápice do seu prazer, soltou um grito quase inaudível e
logo Johnny chegou ao dele. Eles haviam feito amor, e ela estava suada
encostada no peito dele enquanto a respiração deles voltava ao normal. Acabaram
adormecendo ali mesmo.
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~2012~
Duas semanas se passaram desde que Kate havia entrevistado
Jon Bon Jovi, desde então ela não havia feito nada tão empolgante quanto
aquilo. Sua coluna estava tendo um ótimo rendimento, chegavam vários elogios
para ela e tudo mais, Jon fora a melhor entrevista que ela já fez; mas uma
coisa ainda a deixava aérea, “por que ele me olhava daquele jeito?”. Não tinha
resposta. E ele não tinha ligado pra ela.
-Kate,
você não está esperando uma ligação dele, está? – Pam perguntou tirando da mão
de Kate seu celular enquanto almoçavam
-Não,
Pam. – ela respondeu pegando o celular de volta
-Foi
algo do momento, ele deve ter te confundido com alguém... já deve até ter
esquecido.
-Eu
sei. Na verdade eu nem devia ter entregado meu cartão pra ele.. o que ele iria
querer de mim?
No
fundo Kate sabia que aquele cartão não iria servir pra nada, Jon tem mais
coisas pra fazer na vida do que ligar pra uma jornalista. “bela profissão, ele
com certeza nunca vai ligar pra tagarelar com alguém da imprensa”
Os dias
foram passando e ela já tinha até se esquecido daquela situação. às sextas ela
tinha folga do trabalho e aproveitou pra arrumar o apartamento, não era
difícil, mas como uma grande perfeccionista, tudo tinha que ficar 100% como ela
queria.
Seu celular começou a vibrar e o visor começou a piscar
*número restrito*
-Alô –
ela atendeu o celular em dúvida, quem poderia ser?
-Katerine?
– as pernas de Kate perderam a força, ela não podia acreditar na voz que estava
ouvindo pelo telefone – você está aí?
-C-claro...
oi – ela disse finalmente recuperando o fôlego.
-Bom,
você me deu seu telefone e eu não pude deixar de ligar – a voz de Jon estava
tranquila – Confesso que não deveria.
-Eu
entendo, Jon, na verdade eu nem sei porque te entreguei meu cartão rs – Kate
respondeu sentindo a voz voltando a ficar firme.
-Você
fez bem, olha... aquele dia eu nem pude conversar com você direito... queria te
ver – ele disse mesmo podendo colocar em risco muitas coisas.
-Por
mim tudo bem... mas como?
-Estou
no Palace, precisa ser no meu quarto pra não corrermos nenhum risco. Você vem e
diz que está sendo esperada por “Francis”, já deixarei avisado. – ele deu as
instruções para ela enquanto ela anotava.
– quarto 1024
-o
senhor tem certeza? – Kate disse assim que terminou de anotar. – não vai lhe
causar nenhum problema?
-Primeiro,
não me chame de senhor.. segundo, eu sei o que to fazendo, relaxa – ele fora
meio ríspido com as palavras, mas se ele estava dizendo então ela não iria mais
questionar. – venha às 20h por favor e não comente com ninguém.
-Tudo
bem, pode deixar, nos vemos então. – ela disse e logo desligou o telefone.
“COMO ASSIM?” era a única coisa que ela conseguia dizer, na
verdade, ela gritava com ela mesma. ela não estava acreditando no que estava
acontecendo. Jon Bon Jovi havia acabado de convida-la pra ir ao seu quarto de
hotel? “MEU DEUS”.
Ela não conseguiu continuar a fazer o que estava fazendo, só
conseguiu ficar imaginando o que iria acontecer. “Nada vai acontecer, no máximo
ele vai olhar pra minha cara e dizer: ‘hm, não te conheço mesmo’”. A cabeça de Kate
estava milhão, e ela não se permitia
criar diálogos.
E assim o dia foi passando, ela começou a se aprontar para
ir ao encontro de Jon. Ela não sabia exatamente o que usar, não sabia se ia
básica, se ia mais produzida... no final decidiu se arrumar num meio termo.
Colocou uma calça jeans justinha, uma regata branca larguinha, uma jaqueta de
paetê preta e uma bota de cano baixo. uma maquiagem quase imperceptível e
pronto, ela estava pronta pra ir ver seu ídolo.
Kate
sabia que Jon estava confiando nela, mesmo sendo ela uma jornalista, ela só não
sabia o porquê, então tentaria ao máximo não cometer nenhuma gafe que fizesse
com que ele se irritasse com ela.
Ela seguiu para o Palace, de taxi mesmo, sabia como era ruim
estacionar o carro praqueles lados. ela chegou pontual, como sempre.
-Katerine
Porter, quarto 1024, Francis está me aguardando – ela disse quando se aproximou
do balcão.
-claro,
senhorita Porter, pode subir – o recepcionista falou-lhe com um sorriso.
Kate estava inquieta, ela não sabia por que estava indo pra
lá e não sabia o que iria acontecer nem por que Jon estava praticamente
obsecado por ela. Ela quase apertou o botão ‘térreo’ de novo de tanto
nervosismo, mas o elevador já tinha parado no andar que ela precisava descer.
chegando na porta, deu três batidinhas na porta “se ele não
vier rápido eu vou embora”, ela estava com as mãos suando mais uma vez. a porta
se abriu
Lá
estava ele, de bermuda, camiseta e chinelos. Simples, mas ainda assim, o homem
mais lindo do mundo.
-Entre,
Katerine – ele disse pegando na mão dela e dando um beijo nas costas de sua mão
e ela entrou. – Sente-se.
Ela se sentou no sofá maior e Jon se sentou na poltrona ao
lado. Ele segurava um copo de whisky numa mão e a outra abaixava o volume da TV
pelo controle remoto.
-Quer
algo pra beber?
-Não,
obrigada – ela disse não conseguindo evitar um sorriso.
-Katerine,
eu sei que isso pode estar parecendo confuso... e realmente está... mas eu não
consigo parar de pensar que eu te conheço – ele disse mostrando uma expressão
confusa.
-Olha...
eu também pensei no que você disse, mas realmente, não tem como a gente ter se
conhecido. não vou negar que sou sua fã desde que me entendo por gente e se a
gente já tivesse se visto, eu me lembraria. – Kate respondeu com medo de ter falado
demais.
-Eu
sei, mas não é normal isso. eu sinto que eu posso confiar em você de alguma
maneira... e a gente nem se conhece direito. – ele disse dando um gole na
bebida. – Isso está me deixando
extremamente curioso, menina. Me fale um pouco sobre você.
-rsrs ok,
tenho 21 anos, sou recém-formada em jornalismo, sou colunista no New York Now,
meu pai é um executivo na área de imóveis, minha mãe é uma bailarina
aposentada, nunca saí dos EUA, e é a primeira vez que eu moro sozinha. – Ela
resumiu sua vida em poucas palavras.
-Você é
tão nova... é... acho que me equivoquei– ele disse soltando um silvo baixo. –
mas não pude deixar de anotar que você disse que é minha fã – dessa vez ele lhe
deu um sorriso malicioso.
-rs sou
sim, desde criança – ela disse rindo da expressão dele – isso é algum problema?
-claro
que não... só... aumenta essa... curiosidade que eu to sentindo em relação à
você – ele disse dando mais um gole na bebida - essa sensação estranha de
confiar... confesso que estou encantado com você.
-obrigada
pelas palavras – ela disse dando um sorriso, um sorriso que deixava seus olhos
brilhando. e mais uma vez, Jon via nela alguém que ele queria por perto.
---fim do 1º capítulo---
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