sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Capítulo 6 - Quando tem que ser...

Como Jane já tinha imaginado, as férias seriam um desastre, havia se passado apenas uma semana e ainda faltavam mais três pra acabar e ela estava mais que nunca sozinha,  depois de brigar com Johnny e Brendan, ela não tinha pra onde fugir. Se perguntava porque estava pensando em Brendan depois que ele fora tão rude com ela.
                Johnny estava tendo muito trabalho no estúdio e já aproveitava pra gravar suas demos. Ele gravou “Maybe Tomorrow” que foi a música que ele tinha feito pra Jane na primeira vez que brigaram. Ele não conseguia parar de pensar nela, no jeito que ela tinha ficado depois de discutirem, tudo aquilo o perturbava. Ele estava se detestando por ter feito ela chorar, dessa vez ele iria resolver as coisas tentando conversar com ela, ele não ia simplesmente fazer outra música e tentar apagar o que aconteceu, como fez da ultima vez. Se ele não conseguisse, teria que se conformar em viver sem sua melhor amiga, o que não era realmente uma opção.
                Johnny estava chegando na casa de Jane, apenas a luz do quarto dela estava acesa, isso significava que os pais dela ainda não tinham voltado de viagem; ele tocou a campainha e logo ela abriu a porta.
                -o que está fazendo aqui? – Jane perguntou, seus olhos estavam levemente inchados, o que indica que ela esteve chorando.
                -a gente precisa resolver o que aconteceu – Johnny falou olhando pra ela – posso entrar?
                Jane se afastou dando passagem pra ele entrar, eles se sentaram no sofá, com uma formalidade que não era de costume.
                -fizemos tudo errado, não foi? – Johnny falou agora num tom não muito feliz, ele esperou que ela dissesse algo, mas ela não o fez então ele continuou – olha, somos amigos desde os 7 ano, você me conhece melhor que muita gente, já passou por muitos apuros por minha causa, e eu sempre fui muito grato por todo o cuidado que você sempre teve comigo. Eu sempre tive uma atração muito forte por você, você sabe, quando você estava começando a virar mulher eu percebi que além de uma atração física tinha algo além, uma coisa mais profunda. E quando eu disse que quero ter você na minha vida, eu estava falando sério, não consigo, nem quero ficar longe de você... sabe... eu quero poder te abraçar, te beijar, te proteger..
                Johnny pausou, Jane se controlava para não chorar na frente dele, mas era quase impossível, aquelas palavras eram lindas e ela não podia negar que amava Johnny.
                -Ah John... como eu posso estar na sua vida, sendo que você já escolheu a Dorothea?
                -Não importa, Jan, eu quero acabar de vez com essa angústia que a gente fica. Eu vou dar um jeito nisso. me perdoa?             
                -claro, Johnny – ela falou sorrindo fraco – eu não consigo ficar com raiva de você por muito tempo – Johnny riu e ela riu junto com ele.
                -Vem cá – ele falou se levantando e levantando ela do sofá, ele a abraçou com cuidado, o carinho que ela estava precisando naquela hora.
                -Preciso ir, tá ficando tarde. – Johnny falou afagando os cabelos de Jane.
Ela assentiu com um sorriso e o levou até a porta. Antes de sair, Johnny segurou o rosto dela com as mãos e sussurrou um “eu te amo”. Jane nada fez, apenas sorriu e Johnny foi embora.
Jane não sabia o que tinha acontecido de fato nessa conversa com Johnny, mas realmente, ela não conseguia ficar muito tempo ressentida com ele. Os dias passavam lentamente, entre uma aula de outra, era sexta-feira, Jane ainda estava sozinha em casa, seus pais ainda não voltaram da viajem. Ela estava em seu quarto quando seu telefone tocou, era Johnny
                -heey baby – Johnny parecia alegre
                -Oi John, como vai? – ela perguntou sorrindo
                -vou bem, e você?
                -tudo certo.
                -ótimo, seus pais ainda não voltaram pra casa?
                -não, voltam amanhã e meu pai volta a viajar na terça.
                -hm.. entendi... – ele respondeu pensativo – se eu te chamar pra dar uma “fugida”, você iria comigo?
                -como assim, Johnny?
                -uma viagem, só eu e você.
                -ah.. uau, mas pra onde?
                -apenas me diga se você topa.
                -claro... mas, como iremos? meu pai jamais vai deixar eu viajar só com você.
                -é... eu sei. mas já que seu pai vai viajar na terça, a gente vai na quarta.
                -ah Johnny... isso não é meio arriscado? o que você vai falar pra Dot?
                -isso eu me viro. agora vou te dar um dia pra pensar. depois você me liga.
                -tá, pode deixar.

Eles desligaram o telefone, Jane ficou imaginando o que deu na cabeça do Johnny pra planejar uma viajem assim em cima da hora, e só os dois. O que ele pretendia com isso?
Sábado chegou e seus pais chegaram de viajem, Jane estava muito feliz, pois já estava ficando entediada em ficar em casa sozinha. Ela tinha que falar com sua mãe sobre a viagem que Johnny propusera a ela. Ela decidiu falar com sua mãe aquele mesmo dia, ela estava de bom humor e seu pai estava assistindo TV, então ela foi para o quarto dos pais conversar com sua mãe.
                -mãe? podemos conversar? – Jane falou assim que entrou
                -claro, querida, o que houve?
                -queria saber se eu posso fazer uma viagem na próxima quarta?
                -viagem pra onde?
                -ah.. uma.. praia aqui perto – Jane falou meio incerta, afinal ela não sabia o que Johnny estava planejando.
                -hm.. com quem?
                -com o John.
                -só os dois? ninguém mais?
                -é... ah mãe, a gente já é amigo há anos, merecemos um tempo juntos.
                -só amigos, não é?
                -é claro, mãe.
                -olha, eu gosto muito dele e da família dele... mas não confio muito em deixa-la ir numa viagem só com ele.
                -relaxa, mãe! hein, me deixa ir?
                -claro.
                -só não conte nada pro papai, ok?
                -certo, ele surtaria se soubesse – a mãe de Jane sorriu simpática para a filha e a abraçou.
Jane saiu do quarto dos pais e foi direto para o dela pra ligar para o Johnny e avisar que ela iria na viagem com ele.
                -Alô? – a mãe de Johnny atendeu o telefone.
                -oi tia Carol, é a Jane. O Johnny está?
                -oi querida, está sim, vou chama-lo
                -obrigada!
                -ah, querida, avise sua mãe que eu já li o livro que ela me emprestou, essa semana eu levo até aí
                -claro tia, pode deixar!
                -Oi J! – Johnny atendera o telefone.
                -Eu vou.
                -JURA? – ele falou animado
                -claro, minha mãe deixou.
                -ótimo, então na quarta esteja pronta cedo.
                -mas o que eu levo?
                -uma mochila com roupas. só.
                -mas pra onde vamos? preciso saber pra poder escolher as roupas;
                -roupas que você usa aqui. se quiser leve um biquine.
                -ok então.
                -bom, vou resolver umas coisas então. nos vemos quarta.
                -com certeza.
E desligaram o telefone.
O final de semana já tinha se passado, na terça o pai de Jane foi viajar como já programado e então a mochila dela já estava pronta. Ela escolheu roupas básicas que desse pra ela usar em qualquer situação, presumiu que fossem pra praia, pois ele falou pra ela levar biquine. E na terça a noite já estava pronta, dormiu mais cedo pra acordar mais cedo na quarta.

--quarta-feira

Jane acordou ansiosa, tomou café e ficou esperando Johnny enquanto assistia TV. não demorou muito e ouviu a buzina do carro de John, acenou pela janela dizendo que já estava indo e foi se despedir da mãe, que num abraço falou  “juízo, os dois” e ela foi entrando no carro.
                -ansiosa?
                -com certeza.
                -não consegui mais de dois dias de folga no estúdio, então vamos aproveitar. – ele falou sorrindo.
Johnny deu a partida no carro e foi dirigindo até perto da praia, ele parou o carro e desceu, Jane desceu também. e foram caminhando até um píer e ficaram admirando a imensidão do mar.
                -Lembra-se dessa praia? – Johnny perguntou olhando pra ela.
                -claro, viemos aqui quando menores com seus pais.
                -exato. passamos grandes momentos aqui, não é?
                -com certeza, fizemos nosso primeiro luau! – Jane falou empolgada com a lembrança.
                -verdade! você sempre esteve nos momentos mais felizes da minha vida, J.
Eles sorriram um para o outro e se sentaram pra continuar admirando a beleza do mar, Johnny passou os braços em volta dos ombros dela e ficaram ali por algum tempo.
                -precisamos ir – ele falou entre os cabelos dela.
Eles se levantaram e voltaram pro carro. Johnny foi parando em alguns lugares que eles sempre iam, e assim o tempo foi passando, eles pararam pra almoçar num restaurante na estrada, e de lá seguiram viagem até que chegaram ao distrito de Red Bank.
                -Johnny, o que estamos fazendo aqui?
                -você vai ver – ele respondeu sorrindo.
                Eles passaram por alguns lugares até que bem perto da praia, eles entraram na garagem de uma casa, e Johnny desligou o motor e desceu pra pegar as mochilas no porta-malas, Jane o seguia, como John estava extremamente misterioso, ela decidiu não fazer nenhuma pergunta.
                -Essa casa é do meu pai – ele começou a falar quando entraram na casa, que por sinal, estava impecável. – a gente costumava vir aqui há um tempo, mas minha mãe simplesmente não quis mais vir.
                -uau, essa casa é muito bonita, John.
                -é, na verdade, era pro meu pai ter vendido... mas não o fez. acho que nem minha mãe sabe, e acho que ninguém além de meu pai e eu, sabe da existência dessa casa. mas ele manda alguém vir limpar aqui de vez em quando e eu vim aqui domingo pra arrumar algumas coisas, trouxe uns mantimentos e tal.
                -nossa, você pensou em tudo!
                -tudo pra dar o melhor pra quem sempre esteve do meu lado.
                Jane não hesitou em abraça-lo, ele retribuiu contente em ver que ela estava animada com a surpresa dele.
                -Jane – ele falou se afastando um pouco pra poder olhar em seus olhos – você não tem noção do quanto eu te amo.
                -Johnny... – ela começou mas não sabia o que dizer, ela não queria alimentar as próprias esperanças. mas Johnny se curvou e a beijou, ela correspondeu o beijo com carinho, passando a mão nos cabelos dele, e ele a puxava mais pra perto dele, e eles ficaram ali, apenas se beijando no meio da sala, sem medo, sem pressão, apenas porque queriam.
                -Precisamos arrumar as coisas aqui – Jane falou cortando o beijo.
                -claro, ainda tem algumas coisas fora do lugar.
Eles organizaram as coisas nos quartos que estavam bagunçadas, e gastaram praticamente o resto da tarde limpando as coisas da cozinha.
                -wow, to com fome – Johnny falou passando a mão na barriga assim que terminaram a cozinha.
                -eu também!
                -você sabe cozinhar, não sabe?
                -claro que sei, Bongiovi.
                -hm, e o que teremos pro jantar? – Johnny abriu a porta da dispensa e mostrou pra Jane, assim que ela analisou, ela se virou pra ele e falou
                -teremos macarronada!
                -vai mesmo se atrever a fazer meu prato preferido?
                -vou! caso não saiba, aprendi a fazê-lo quando passei uns dias com sua mãe.
                -então tá bom – ele falou se sentando à mesa;
                -e você acha que vai ficar aí sem fazer nada? – ela falou com as mãos na cintura – vamos, venha cortar os tomates.
Eles ficaram ali cozinhando e conversando, de vez em quando ela tinha que parar pra ajudar Johnny, que era um desastre cozinhando. Até que terminaram e foram se servir. Johnny só parava de comer pra respirar, parecia nunca ter visto comida na vida.
                -que saco – ele exclamou assim que terminou de comer – agora tenho que admitir que estava maravilhosa sua macarronada!
                -AHA – Jane falou com um sorriso de triunfo – eu sabia que você ia se render! tá no sangue, é dom! – e os dois caíram na risada.
                -J, vamos dar uma volta?
                -dar uma volta essa hora? onde?
                -vamos caminhar na praia, está uma noite boa pra isso.
Jane concordou, estava realmente uma noite muito agradável, assim que trancaram a casa, eles saíram. Chegando na orla da praia, tiraram os sapatos pra poder apreciar a areia molhada. e ficaram caminhando e conversando, depois se deitaram na areia pra poder observar as estrelas. Até que Johnny virou o rosto pra Jane.
                -obrigado – ele falou olhando nos olhos dela
                -pelo que?
                -por estar aqui, por tudo o que você já fez por mim.
                -não precisa agradecer, estar com você é coisa que eu mais gosto na vida – ela falou sem medo de ter falado demais.
                Johnny viu os olhos dela brilhando, e deu-lhe um beijo, ficou mais em cima dela pra poderem apreciar melhor aquele momento, ele passava a mão na cintura dela e ela passeava com as mãos nas costas dele, até que inevitavelmente ela sentiu uma ponta de culpa por estar ali. Ela imaginou que aquele momento não pertencia a ela, e sim a Dorothea. Johnny percebeu que algo estava errado com ela e parou o beijo.
                -algum problema? – ele falou se sentando ao lado dela
                -é só que... ah... isso tá certo? – ela falou se ajeitando ao lado dele.
                -se estamos aqui, é sim.
                -ah John... desculpa, mas eu não consigo não pensar na Dot. Era pra ela estar aqui com você, não eu. E você com certeza mentiu pra ela sobre onde e com quem estaria hoje.
                -Olha, o que eu faço ou falo, é uma coisa que eu tenho que lidar, você não precisa pensar.  Se você tá aqui agora, é porque era pra ser assim, oras, eu quero você.. por isso estamos aqui.
                -John... olha bem as circunstâncias... no fim das contas, estamos aqui fugindo do mundo, mas o mundo continua lá. sua namorada está lá.
                -Jane, entenda uma coisa, eu quero você. quero muito, e estamos aqui porque queremos, certo? ou eu te obriguei a vir? – John falou sendo um pouco curto com as palavras, Jane apenas assentiu.
                -por favor, prometa que não vai pensar em mais nada além de nós dois.
                -tudo bem. – ela respondeu sorrindo. – está começando a esfriar, podemos ir?
Johnny concordou e voltaram caminhando pra casa, chegando lá Jane foi tomar banho, estava cheia de areia por ter se deitado na praia e depois Johnny foi se banhar, enquanto Johnny estava no banho, Jane não resistiu e colocou um shortinho bem curto e uma regata, dentro da casa fazia um certo calor, e quando Johnny voltou do banho ela estava sentada na cama com as pernas cruzadas. Johnny não resistiu vê-la daquele jeito, tão simples e tão linda. Como uma adolescente podia ter um corpo tão perfeito como aquele? Jane se levantou e foi em direção a ele, ele estava com a toalha no pescoço.
                -posso estender essa toalha pra secar? – ela falou tirando lentamente a toalha do pescoço dele e colocou nas costas de uma cadeira. Logo Johnny se aproximou dela, a troca de olhares já dizia tudo.
Então ela tomou a iniciativa e deu um beijo apaixonado no Johnny, ele adorou a atitude dela e retribui e não poupou a mão boba nela, e a conduziu para a cama, começaram a tirar as roupas lentamente, sem parar de se beijar, Johnny beijava a boca e o pescoço dela, e ela gemia em desejo dele, até que ele começou a brincar com a intimidade dela, que nesse momento gritava por ele, até que ele não aguentou mais segurar e invadiu o intimo dela, fazendo a gemer ainda mais alto. Ela estava quase chegando ao orgasmo e Johnny também, mas ele aguentou até que ela chegasse primeiro, ele queria ver os olhos dela girarem e quando isso aconteceu, ele chegou ao orgasmo também. Os dois ficaram deitados, respirando com certa dificuldade e Johnny sussurrou no ouvido dela “eu te amo” e adormeceram.

--

~2012~

                Kate e Jon aproveitaram o momento que tiveram no banho juntos, Jon apreciava cada curva do corpo molhado de Kate, e já sentiu seu tesão voltando quando voltou à sua cabeça a mera visão dela se contorcendo enquanto ele estava dentro dela. Ele terminou o banho primeiro e ela continuou por mais uns minutos. Ela estava estupefata com o que acabara de acontecer, tivera a melhor noite da vida dela. Ela terminou o banho, colocou as mesmas roupas que estava antes, ia se trocar assim que voltasse para o próprio quarto. quando ela saiu do banheiro, viu Jon deitado no sofá assistindo ao futebol, mas ele não estava assistindo, na verdade, ele estava dormindo. Ela achou melhor acorda-lo, se ele dormisse naquele sofá pequeno teria grandes dores no corpo quando acordasse na manhã seguinte.
                -Jon? – ela chamou com cuidado.
                -ahn? – ele falou abrindo os olhos e vendo que era Kate quem o chamava, percebeu que ela já estava vestida – já vai?
                -já. preciso trocar de roupa, e você precisa descansar. vá pra cama – ela falou com um sorriso, ele acompanhou-a até a porta e ela lhe deu um beijo na bochecha. – boa noite – e ele sorriu enquanto ela ia para o elevador.
Chegando no quarto, Kate colocou um pijama e se deitou na cama, começou a pensar no que acabara de acontecer e não demorou muito ela pegou no sono.

--na manhã seguinte
                Kate acordou de um jeito que ela não acordava há tempos, com um sorriso grande no rosto. Ela não podia acreditar que aquilo era real, estava em Londres a pedido de Jon e tinha tido o melhor momento em muito tempo. Ela foi olhar que hora era aquela, e quando viu no visor do celular que marcava 7h31, viu também que tinha uma nova mensagem
                “Bom dia, querida, espero que tenha dormido bem; precisei voltar para Jersey às pressas, seu voo continua o mesmo. aproveite o dia. J”
Kate leu a mensagem meio desanimada, pensou que veria Jon antes de voltarem para a America, mas teve que se contentar em ficar até as 14h sozinha. Tomou um banho, colocou um jeans, uma polo e um all star e foi tomar café da manhã, ela estava faminta depois da noite que tivera. Desceu até o restaurante do hotel e fez seu pedido.
Estava lendo um artigo no jornal local quando percebeu que alguém se aproximava, quando ela abaixou o jornal pra ver de quem se tratava, era o Richie, e ele estava indo na direção dela. Até então ela não tinha conversado muito com Richie, apenas no dia que conheceu Jon, ela deve ter trocado meia dúzia de palavras com ele.
                -hey, você é Katerine, não é? – ele falou sorrindo pra ela
                -s-sou – ela falou meio surpresa
                -ah, desculpe, posso me sentar? – ele falou e ela assentiu – Jon pediu pra eu procura-la e como não estava no seu quarto, presumi que estivesse aqui.
                -Jon pediu? – ela perguntou confusa
                -haha ow, relaxa – ele falou sorrindo pra ela – até parece que eu sou um estranho
                -não.. não é isso.. é que.. – ela falou rindo.
                -ah tá.. bom, só pode ser você mesmo, moça ruiva, linda, belo sorriso. cheque mate. – ele falou sorrindo e piscando pra ela.
                -haha certo. mas porque Jon pediu pra você me procurar?
                -bom, ele teve uns problemas e teve que voltar mais cedo, ele não teve tempo de te entregar isso – Richie falou entregando um pequeno envelope
Kate abriu e tinha sua passagem de volta aos EUA e um bilhete
                “obrigado por tudo, espero que faça uma boa viagem, mande-me uma mensagem quando chegar em casa. J”
                -obrigada, Richie – ela falou sorrindo.
                -às ordens, madame – ele falou fazendo sinal de obediência – a propósito, quer almoçar conosco hoje?
                -ah... não será incômodo?
                -claro que não, querida, almoçar com uma menina linda não é incômodo NUNCA! – ele falou rindo e Kate riu do jeito galanteador dele.
                -bom, sendo assim eu aceito!
                -ótimo! vamos almoçar aqui mesmo, às 12h. sei que seu voo vai ser às 14h, não é?
                -é sim, então dá tempo.
                -dá sim, e não se preocupe, o check-out é o Matt quem vai fazer, inclusive o seu.
                -ah.. mas..
                -mas nada – ele cortou ela – bom, vou indo, nos vemos aqui mais tarde
                -claro – ela falou sorrindo enquanto ele se afastava.
Kate terminou o café e foi dar uma volta pelos arredores, era cidade realmente encantadora. Ela aproveitou e fez mais algumas comprinhas básicas e voltou pro hotel quando era quase 12h. tomou mais um banho, seu último banho antes de ir embora e logo desceu para encontrar Richie no restaurante do hotel.
Chegando lá estavam à mesa Richie, David e Matt. Ela estava indo na direção deles e Richie se levantou e puxou uma cadeira pra ela se sentar com eles, ela os cumprimentou muito simpática.
                -hey, moça do corredor! – David a cumprimentou sorrindo
Ela já conhecia todos ali, mas não estava muito confortável, almoçar com seus ídolos e o irmão de Jon era meio estranho.
                -Kate, você já conhecia Londres? – Matt perguntou depois de fazerem seus pedidos ao garçom
                -ah, sim. Uma parte da minha família mora na Itália, então nas minhas férias escolares eu sempre vinha pra Europa. – ela respondeu enquanto dava um gole no copo de água.
                -mas que chique hein – Richie começou – só conheci Londres quando conseguimos um show aqui e você me diz que passava as férias aqui, tsc – e todos gargalharam.
                -por que Tico não está aqui? – Kate perguntou
                -ele não tava muito bem, preferiu não comer antes de embarcar no avião – David respondeu.
Nenhum deles fazia pressão por ela estar ali, nem faziam perguntas embaraçosas, apenas algumas coisas sobre a vida dela. Ela era muito culta, e estava muito interagida no mesmo meio que eles, então a conversa fluíra fácil durante o almoço;
Foi um momento realmente agradável, até que ela viu as horas e viu que já era hora de ir pro aeroporto. Ela se despediu de todos, agradeceu pela companhia e foi pegar suas malas e ir pra casa.
o voo foi ótimo, ela conseguiu dormir e nem viu as horas passado. logo ela estava desembarcando em NY, o taxi a deixou em casa. Era inacreditável, há algumas horas estava na presença de seu guitarrista preferido e o tecladista mais simpático do mundo.
Ela tirou os calçados e foi checar sua secretária eletrônica
*você tem 20 novas mensagens* CARAMBA, TUDO ISSO?
 “Kate, oi... é o Paul.. olha, to tentando falar com você e não consigo. me retorne, por favor”
“oi Kay, sou eu de novo.. queria sair com você. está me devendo uma do meu aniversário rs rs”
“hey, mais uma vez.. me atende, por favor, quero conversar com você”

e assim as outras 16 mensagens eram dele, Kate não acreditou no que estava ouvindo, com Paul podia ser tão grudento sendo que eles nem estavam mais namorando?
Ela pegou o celular, mas ao invés de ligar para o Paul, ela mandou uma mensagem mais importante
 “já cheguei, está tudo bem. espero que você esteja bem também.K”

Ela sorriu ao ver o relatório de entrega da mensagem. não demorou muito e uma nova mensagem chegou
“ótimo, estou bem. espero te ver em breve, não consigo parar de pensar em você”

Kate sorriu mais ainda, não acreditava no que estava lendo e respondeu

“nem eu J”

--fim do 6º capítulo--

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Capítulo 5 - Prazeres e Consequências.

                Kate acordou bem disposta na manhã seguinte, depois de ter passado bons momentos na noite anterior, jantou com Jon, conversaram por horas e... é, quase rolou. Kate não pôde deixar de pensar no que teria acontecido se ela não tivesse saído do quarto dele aquela hora. Será que ele teria perdido o controle também? Ela decidiu ignorar esse pensamento, as coisas estavam bem do jeito que estavam e qualquer deslize poderia acabar com aquela amizade de eles acabaram criando.
                Quando se levantou, Kate viu que tinha um bilhete na porta
                “Bom dia, querida, irei para o local onde será o show para resolver as coisas por lá, aproveite o dia na cidade e depois vá para lá, o endereço está no verso. J.”
Kate então foi aproveitar o dia, assim como Jon dissera pra fazer. Ela fez algumas compras, almoçou num restaurante em frente ao London Eye, era o dia perfeito. Tudo estava bem, então foi checar seus e-mails.
“Paul Stone:
Hey baby, quando vamos nos ver? você não atendeu minhas ligações ontem e quando fui ao seu prédio, o porteiro disse que você tinha ido viajar. Estou com saudade, por favor, dê notícias. Paul.”

Será possível que ele ia começar a ficar grudento? Não havia nada que Kate detestasse mais do que quando Paul ficava em cima dela o tempo todo, ainda mais que eles não estavam mais namorando. Ela preferiu ignorar o e-mail, quando voltasse a NY ela resolveria isso.
O dia foi passando, e logo deu a hora de se arrumar pra ir ao show. Ela não resistiu e colocou sua camisa preferida, a do “Slippery When Wet Tour – 86/87” amarela e toda personalizada. Ela tinha ido pra Londres pra ver o show, nada mais justo ir vestida a caráter, como ela adorava. um jeans justinho e um all star. Mais do que nunca ela estava confortável, bonita e prontíssima para ir ver sua banda preferida. Logo que saiu do quarto, deu de cara com David.
                -Opa, desculpa – ele falou assim que eles se esbarraram
                -oh, eu que peço desculpas – ela disse sem graça e dando um sorriso
                -está indo pro show? –ele perguntou piscando e rindo
                -parece que sim  né? – ela respondeu rindo
                -Você, por acaso, não é a mocinha que o Jon tem se encontrado, é?
                -ah... ele falou alguma coisa?
                -hahaha relaxa, menina, ele falou que você é uma pessoa de confiança dele e tal... só que achei que ele estivesse exagerando quando falou o quão linda você é, estava enganado – ele sorriu pra ela e ela ficou vermelha de vergonha
                -bondade da parte dele – ela disse encabulada
                -Não precisa ficar tímida, está entre amigos. Agora eu tenho que ir porque eu já estou super atrasado, só vim pegar umas coisas. – ele falou e logo saiu pelo corredor.
Kate tinha saído mais cedo pra poder comer algo antes de ir e trombou com David no corredor do hotel, é claro que isso uma hora ia acontecer, uma hora ou outra ela iria dar de cara com os outros integrantes da banda, David fora um amor com ela, e ela não podia segurar a empolgação. mas ficou imaginando o que mais Jon havia falado dela pro resto da banda, se é que todos sabiam, ou o que sabiam... isso começou a intrigar, mas preferiu não pensar no assunto e  comer algo bem leve pra depois ir pro show.
--no show.
                o O2 Arena estava lotado, porém Kate estava com a credencial que Jon disponibilizara pra ela, então conseguiu um ótimo lugar, bem na frente do palco, onde teria uma visão privilegiada da banda, ela estava muito contente, ficou conversando com uma menina que devia ter por volta de 17 anos, e falou que era muito apaixonada pelo Richie, e que se tivesse a chance de estar cara a cara com ele, ela morreria. Kate ria do que a menina falava, por que era uma coisa que ela sempre dizia antes de conhecer pessoalmente o Jon, e agora, estava hospedada no mesmo hotel que ele a pedido dele mesmo. Ah, o destino estava sendo tão bom com Kate que ela decidiu apenas aproveitar ao máximo.
O show começou com “Raise Your Hands” e foi ótimo para Kate se soltar. Ela cantava e dançava todas as músicas ali, extremamente feliz. durante a quarta música, Jon encontrou Kate no meio do público, ela estava grudada na grade, ele não hesitou em sorrir pra ela, ela estava deslumbrante aos olhos dele e quando ela percebeu que ele a olhava, ela sorriu mais ainda. Era surreal aquilo, era o primeiro show que ela ficava tão perto do palco, ela nunca esteve tão perto de Jon como estava aquele final de semana, durante “Never Say Goodbye” ela sentiu o coração se derreter, e se perdeu em pensamentos, ficou imaginando como seria ter vivido naqueles anos de colégio de Jon e o quanto ele disse que aproveitou dessa época... a imaginação dela a levou num lugar que ela nunca tinha ido, ela se via nos grupinhos de amigos de Jon e ele a olhava com carinho, pegava na mão dela e era como se fosse real mesmo. Logo Kate abriu os olhos e viu que Jon a olhava, ela não conseguiu conter a lágrima que estava presa em seu olho e vieram mais seguidas dela. Aquele flash veio na cabeça dela e fora tão real que até machucava.
O show terminou e Kate saiu pelo backstage com sua credencial, tinha ordens para procurar Matt e ele iria a colocar num taxi para o hotel. o percurso da arena até o hotel não era longo, ela chegou e foi direto para o quarto, quando abriu a porta o celular apitou uma nova mensagem
                “estou te esperando, por favor, não troque de roupa”
Kate não hesitou, apenas fechou a porta e subiu para o quarto de Jon, chegando lá ele abriu a porta com um sorriso reservado, parecia exausto.
                -Precisava te ver assim – ele falou enquanto ela entrava no quarto
                -Precisava? por que? estou suada, nem pude tomar banho
                -Eu sei, era assim mesmo que eu gostava... – ele estava sorrindo pra ela e ela parecia confusa
                -gostava de mulheres suadas? ou... – ela pausou, olhou pra si mesma e continuou – ou das suas groupies suadas?
                -hahahahah AH adoro você ser tão direta, menina – ele riu e ela riu com ele
                -você deve estar bem cansado, não? – ela disse enquanto ele acendia um cigarro – posso ajudar em algo?
                -sabe fazer massagem? – ele perguntou soltando a fumaça pro alto
                -bom... não tenho muitas referências, mas sempre disseram que eu faço uma boa massagem.
                -hm, tá bom... vamos ver então. Senta ali, eu sento no chão – ele falou apontando pro sofá, ela adorou a simplicidade dele e se sentou, logo ele se encaixou de costas no meio das pernas dela. Ele tirou a camisa – Isso facilita, não é?
                -bem melhor – ela disse enquanto colocava as mãos nos ombros largos dele, ela não se atrevia a apertar demais, nem a abusar da extensão que ela tocava.
                -hey, Kate, pode usar a força ok? você não vai me machucar rs – ele falou e virou um pouco a cabeça pra olha-la – e não tenha medo de tocar em mim – ele completou com um sorriso.
                Ela sorriu pela oportunidade de o massagear e logo perdeu o medo de tocar nele, ela massageava os ombros, pescoço, um pouco das costas... cada milímetro daquele corpo era perfeito, e logo ele não estava mais rígido, já estava mais relaxado com o toque dela... e isso a fez se sentir realizada
                -uau, garota, você sabe o que faz – ele falou dando o último trago no cigarro e apagando no cinzeiro (Kate estava quase sem fôlego por ver como um homem podia ficar tão sexy com um cigarro na mão, por pior que fosse o hábito)
                -espera, tem mais – ela disse sorrindo e ele murmurou um  “sou seu”
                Ela subira do pescoço para as orelhas dele, apertava delicadamente e também suas têmporas, ele fechava os olhos em sinal de prazer, aquelas mãos estavam fazendo um ótimo trabalho nele e ele começou a imaginar o que ela poderia fazer com o resto, só sua imaginação foi suficiente pra ele querer perder o controle.
                -Kate – ele dizia de olhos fechados – o que faria se eu dissesse que você está me excitando assim?
                -oh – ela falou espantada – acho que...hm... não sei rs – ela respondeu encabulada.
                Jon virou de frente pra ela, ainda ajoelhado no chão, apoiou suas mãos nas coxas dela e subiu devagar até alcançar sua cintura, então ergueu um pouco o corpo pra poder ficar com os olhos na altura dos dela. “então eu mostro” ele falou sussurrando perto dos lábios dela e a beijou. ainda com as mãos na cintura dela, a levantou e continuou a beija-la, comprimiu o corpo dela no dele e fez suas mãos passearem pelas costas dela. Kate estava perdida no beijo de Jon, seus dedos se emaranhavam nos cabelos de Jon e acariciavam seus ombros, Jon abriu o botão da calça dela e logo abriu o zíper, foi tentando encaixar a mão dele lentamente na intimidade dela
                -temos um problema aqui – ele disse dando uma pausa nos beijos – sua calça está muito apertada – e sorriu, a levando pra cama dele, tirando a calça dela
Agora sim, ela estava só de camisa e uma calcinha minúscula, aquela visão dela deitada ali já era uma tentação, quando ela sorrindo disse bem baixinho “sempre quis ser sua groupie”
Jon não aguentou ouvir aquilo, já estava ereto por ela, tirou a própria calça e brincava com as pernas de Kate enquanto tirava a calcinha dela. Kate já apreciava a visão de Jon completamente nu, não era nenhum segredo de estado que ele não usava cuecas, e olha-lo ali, daquele jeito estava a deixando em chamas. Ela puxou ele pra mais perto da boca dela, e enquanto ela brincava com a língua dele, ela passava a mão por TODO o corpo dele, fazendo carinho em cada parte que sua mão alcançava. Quando Jon finalmente não aguentava mais, ele invadiu o íntimo dela. fazendo com ela perdesse a cabeça, os corpos suados se moviam num movimento espetacular, Jon estava adorando vê-la só com aquela camiseta, só o fez sentir mais tesão ainda em estar ali com ela. Ela era esplêndida, tinha uma ginga de corpo que ele não via há muito tempo, era uma coisa única, estar dentro dela era uma sensação única.
Kate já estava chegando ao ponto máximo que podia aguentar, e chegou.  Jon logo em seguida, se deu uns segundos para apreciar os olhos de Kate girando de prazer, e ela enlouquecendo com toda aquela paixão, e quando ele não podia mais segurar, chegou ao ponto máximo também.
Eles ficaram ali, apenas apreciando a presença um do outro.
                -Preciso de um banho, um show e uma noite dessas não é pra qualquer um, já não sou mais aquele cara novinho de antes rs – ele falou olhando pra ela ali em seus braços, ainda amortecida pelo prazer – vem comigo.
Não era uma ordem, nem um pedido, era uma mistura dos dois, eles se levantaram e tomaram um banho longo e delicioso juntos.

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~1978~

                Jane ficara sozinha no dia seguinte ao acampamento, Brendan não tinha ligado nem aparecido pra resolverem a briga que tiveram, e a única coisa que Jane conseguia pensar era no que Johnny dissera a ela. Ele disse que a amava, e pra ele não era segredo o que ela sentia, mesmo depois de toda a mágoa, ela não amava Brendan, ela amava ao John, e isso estava a deixando cada vez mais confusa, não era justo aquela situação, por mais que ela o amasse, e ele tivesse dito que a amava também, Johnny estava namorando com a Dot, que era uma garota muito boa e não merecia ser traída por Johnny. Ela o conhecia há anos, e sabia do jeito que ele era com as garotas, mas sabia que ele sentia algo realmente forte por Dot... ela só não sabia que ele também sentia algo por ela. Logo seu pensamento fora interrompido pela campainha
                -Dorothea? – Jane abriu a porta surpresa por ver quem era – entra.
                -obrigada, Jane. – ela disse entrando na casa de Jane.
                -que surpresa você aqui.. sente-se
                -ah, não, obrigada.. o que eu tenho pra falar é rápido – Dot começou e Jane afirmou com a cabeça – Sobre o acampamento, não tive oportunidade de falar nada antes, mas é que... eu precisava te agradecer.
                -agradecer pelo que? – Jane respondeu confusa
                -por ter cuidado do Johnny – ela disse com um sorriso – eu sei que vocês se perderam e tudo mais, mas acho que se você não estivesse lá com ele, ele teria tentado voltar sozinho e poderia ter acontecido algo
                -Ah.. Dot... mas isso você não tem que me agradecer, graças a ele eu fiquei segura também, não há dividas.
                -oh, tudo bem... mas, também... eu sei que vocês são amigos há tempos e desde que começamos a namorar vocês ainda são bem grudados, mas não me importo com a amizade de vocês, eu sei que você é uma das únicas confiáveis e que o John não faria nada que me fizesse ter um pé atrás com você – Dot estava sendo sincera e simpática, Jane estava sem reação, sentia um peso enorme na consciência e só conseguia forçar um sorriso.
                -claro, Dot... amigos – ela disse sorrindo tropeçando nas palavras.
                -bom, tudo bem então.. agora preciso ir dar umas aulas ainda hoje... nos vemos por aí –ela se despediu e saiu da casa de Jane.
Jane nunca se sentira tão culpada pelas “escapadas” que teve com Johnny, mas aquele momento fora difícil suportar. Dot confiava que Johnny jamais a trairia com Jane, por serem amigos de anos, mas ao contrário do que ela pensava, o “cuidado” que Jane teve com Johnny aquela noite, não tinha o mesmo significado. Era hora de acabar de vez com aquilo, retirar os “eu te amo” que estavam sendo ditos às pessoas erradas. Jane não queria segurar aquele fardo de ser a amiga perfeita e a amante perfeita.
Ela ligou no estúdio que John trabalhava e pediu pra que ele passasse na casa dela depois que saísse de lá, ela não queria perder a amizade dele, mas se fosse preciso, assim seria.

--mais tarde
                -hey baby, desculpa a demora – ele falou assim que chegou a porta de Jane – mas já estou aqui, sentiu saudade? – ele perguntou já se aproximando para beija-la
                -Na verdade, queria falar sobre outra coisa – ela disse se desviando do beijo e sendo mais objetiva – isso tem que acabar
                -o que é que tem que acabar? – John perguntou parecendo confuso
                -isso! – ela apontou para os dois – você e eu, nessa “paixonite” desnecessária.
                -wow, espera. a gente é amigo, Jane, a única coisa é que a gente se ama além da amizade.
                -não, a gente não se ama. você ama a Dorothea e eu tenho uma paixão platônica. não é justo isso que estamos fazendo
                -olha, não se trata de justiça, o fato é que eu não consigo ficar longe de você. você me deixa maluco desde o dia em que transamos no meu carro. não consigo fugir disso.
                -o fato é que sua namorada veio aqui hoje me agradecer por cuidar de você e por ser sua amiga de confiança que ela sabe que jamais seria traída!! – Jane explodiu e não conseguiu conter as lágrimas
                -ela esteve aqui? – John disse parecendo perturbado – J, olha... a culpa é toda minha, eu sei... e eu sei que eu amo a Dot... mas amo você também. tem como entender?
                -Não, John, não tem como entender, não dá pra amar duas garotas ao mesmo tempo.
                -você me deixa doido, Jane, e eu não consigo sentir a culpa nessa história, isso tá além de mim!
                -mas não podemos mais, John, não quero ser a ovelha negra da história, ela confia na nossa amizade, vamos fazer com que seja só amizade mesmo... vai ser melhor.
                -Jane, eu preciso de você na minha vida – ele disse a abraçando.
 nessa hora Brendan chegou, como a porta estava entreaberta, ele simplesmente entrou e deu de cara com John abraçando Jane.
                -O QUE TÁ ACONTECENDO AQUI? – Brendan explodiu de raiva ao ver aquela cena.
                -Brendan? – Jane estava atordoada – o que você tá fazendo aqui?
                -não inverta a situação, Jane, eu vim aqui pedir desculpas e quando chego, dou de cara com vocês se abraçando aí no meio da sala.
                -hey, calma, não vem colocar a culpa em nós, você foi embora do acampamento e abandonou Jane lá, eu sou amigo dela, posso vir e abraça-la quando eu quiser! – John falou em defesa própria
                -claro que pode, afinal, ela nem se quer se deu ao trabalho de procurar pelo namorado.
                -Quanto a isso você não pode reclamar, eu disse que não iria te procurar depois do que você falou pra mim, Brendan! – Jane o fuzilou com o olhar
                -Vocês dois não prestam, sabe... se merecem! – ele falou jogando uma jaqueta em cima do sofá – como pude ser tão otário em pensar que você deixaria de gostar dele pra gostar de mim, Jane?
                -Você sempre soube, não é? por isso nunca gostou do Johnny – Jane falou se recuperando
                -E tinha como não saber? você sempre se derreteu por ele, mas sabe que ele vive fazendo merda, por isso não quis se arriscar e veio pra cima de mim
                -olha lá como fala de mim, cara! – John falou erguendo a voz – quem sempre deu em cima dela aqui foi você. ALIÁS, sua namorada, sempre foi minha amiga. e digo mais – John falou se aproximando de Brendan – eu fodo ela desde a primeira vez, até mesmo.. hm... há quatro dias atrás
                Brendan não aguentou ouvir aquilo e foi bater em John, que foi mais rápido e deu um soco no nariz dele, Brendan abaixou a cabeça e segurou o sangue que escorria lentamente pelo rosto dele.
                - é Bongiovi, quer saber de uma coisa... pode ficar – Brendan falou olhando pra Jane e foi saindo, quando estava quase passando pela porta, virou e concluiu – também vim dizer que estou indo pra Los Angeles, façam bom proveito um do outro. – e foi embora.
                Jane estava em prantos sentada no sofá da sala, John tentava acalma-la, mas ela não ouvia nada, aquela estava sendo a pior noite dela.
                -vai embora, Johnny, por favor – ela pediu a ele – olha o tanto de problema que você me trouxe.
                -eu? ele é o babaca e eu que trago problemas?
                -desde a primeira vez, você me trás alegria, prazer e depois um mar de decepções. eu to cansada disso.
Ele a olhou, ela estava com os olhos fechados e sem saber o que fazer... mais uma vez ele tinha feito Jane sofrer por consequência dos atos dele, mais uma vez ela estava vulnerável e ele não podia fazer nada. Enquanto ela segurava o choro, ele se levantou, e antes de sair, deu um beijo no alto da cabeça dela, como um sinal de desculpa. Jane não conseguia nem se levantar do sofá.
Parecia que aquela era a sina dela, quando algo bom acontecia com ela, mais cem coisas ruins aconteciam depois. Ela não conseguia odiar John, ela o amava demais pra conseguir odia-lo, mas estava cansada de que  todos os problemas dela tinham ele no meio.

Nada mais importava, Brendan estava se mudando pra outra cidade, Dorothea confiava inutilmente nela e John insistia que ele a queria na vida dele. Era fardo demais pra uma menina de quase 17 anos. Jane adormecera ali no sofá, debulhada em lágrimas.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Capítulo 4 - Problemas, Limites, Fogo.

                Jane acordou assim que os primeiros raios de sol começaram a surgir no céu, e decidiu acordar Johnny para que eles pudessem achar a trilha pra voltarem ao acampamento. Logo eles se levantaram, e começaram a caminhar.
                -O que vamos dizer? – Jane perguntou ao John enquanto caminhavam na trilha – É claro que vão perguntar como passamos a noite, não tem como fugir dessa questão.
                -a gente fala a verdade, ué – ele disse dando de ombros.
                -claro, Brendan vai achar supernormal.
                -Vamos dizer o que? – ele parou olhando pra Jane – que a gente se hospedou num hotel em quartos separados? – e riu
                -Não, bobo – ela respondeu rindo também – mas é que vai ser complicado...
                -Eu sei... mas a gente se perdeu, não podem nos crucificar.
Jane murmurou algo em acordo  e continuaram a caminhar, até que acharam a trilha paralela que chegava no acampamento.

                -JOHN!! – Dorothea correu ao encontro dele quando ele apareceu lá – Onde você estava??? – ela perguntava enquanto o abraçava, logo Brendan também se aproximou de Jane e John
                -É, onde vocês estavam?? – ele perguntou parecendo bravo. – a gente nem conseguiu dormir!
                -acalmem-se! – Johnny pedia – a gente se perdeu da trilha e acabou escurecendo, não pudemos voltar.
                -e vocês passaram a noite como? – Brendan perguntou se dirigindo a Jane
                - a gente ficou  numa caverna perto de um riacho... – ela disse – também não conseguimos dormir – John percebeu o desespero escondido na voz dela e apenas concordou.
                -Exato, ficamos pensando no quão preocupados vocês estariam...
                -o pessoal queria chamar a polícia – Dot começou – mas como já estava escuro,  a gente não pôde sair e preferimos esperar. Estava rezando pra que nada tivesse acontecido com vocês!
                Jane não conseguiu não se sentir culpada, Dot estava super preocupada com o bem estar deles e com olheiras por não ter dormido, e Brendan parecia desconfiado, mas não menos preocupado. Jane se lembrou da noite que tivera com Johnny e como fora boa e a culpa que não sentira na noite anterior viera em peso agora.
Eles comeram e foram achar um lugar pra tomar banho, Jane foi primeiro e quando voltou, Brendan estava com uma cara pior do que da hora que ela chegara.
                -O que houve, Brend? – ela perguntou sentando-se do lado dele no chão da barraca.
                -Você me arrasta pra esse acampamento no meio do nada, se perde com o John na floresta, passa a noite com ele, eu fico aqui com a Dot preocupadíssimos, ela ficava choramingando o tempo todo e vocês voltam super normais, e sem uma olheira sequer. – ele falou olhando pra ela, agora não escondendo o quão incomodado ele estava. – vou embora.
                -Brend.. por favor, não foi culpa de ninguém isso ter acontecido – ela começou pegando na mão dele – não fiz isso de propósito, ou você acha que eu queria ter passado a noite no frio, longe da minha barraca, longe de você?
                -quer saber mesmo? – ele disse se livrando das mãos dela – acho. você estava com o seu querido amigo Johnny... você devia estar maravilhosamente bem.
                -Que ridículo você falar isso! – ela exclamou indignada – você sabe o quanto eu queria passar essa noite com você!
                -Mas não passou – ele falou se levantando – agora eu vou pra casa.
                -fica aqui, Brendan – ela falou indo atrás dele quando ele saiu da barraca – se você for embora com raiva de mim, eu não vou ficar bem!
                -Então não fique.
                -Eu não vou correr atrás de você! – ela gritou e ele já estava entrando no carro.
                Jane bufou de raiva, como ele podia ser tão cabeça-dura?? Ela entrou na barraca e ali ficou até que Johnny entrou
               
                -Eu ouvi sua discussão com o Brendan – Johnny disse sentando-se na frente de Jane – Não se culpe, por favor.
                -ahh John... não to me sentindo culpada... só.. com raiva.
                -imagino, eu falei pra você que ele era um completo babaca. – ele falou encarando Jane com uma expressão séria. – vamos curtir o resto do nosso acampamento, não quero você chorando por ele, quero que você aproveite.
                -Vou tentar, aliás... eu vou! – ela falou decidida – Ele é quem vai estar perdendo, não eu!
                -Isso mesmo, J! assim que eu gosto de ouvir... agora, vamos, o pessoal vai sair pra uma caminhada.


                Jane passou os três outros dias de acampamento com Johnny, Dot e os amigos, a noite ela mal dormia, as vezes ficava acordada apenas observando as estrelas do lado de fora da barraca, de vez em quando percebia alguns movimentos na barraca de Johnny e Dot, mas preferia ignorar. Ela já tinha feito tudo ao contrário nesse acampamento. E assim os dias passaram e ela voltou pra casa, Johnny deixou Dot na casa dela e depois foi deixar Jane, que morava mais perto dele
                -Seus pais ainda não voltaram da viajem? – Johnny perguntou quando eles desceram do carro
                -ainda não, voltam só semana que vem
                -Você vai ficar bem? –ele perguntou enquanto tirava a mala dela de dentro do porta-malas – você não quer ficar lá em casa?
                -rs claro que não, Johnny – ela disse rindo – você acha que eu vou ficar lá quando você tá namorando com a Dot e o Brendan tá com raiva de mim?
                -hahahah verdade, então se cuida viu? – ele falou enquanto ela abria a porta de casa – se tiver qualquer problema ou se precisar de alguma coisa, é só me chamar.
                -Tudo bem, pode deixar, e obrigada pelo acampamento – ela disse abraçando-o – você fez com que uma situação chata se tornasse uma experiência ótima!
                -Eu não podia deixar você ficar chateada a toa, né – ele disse olhando nos olhos dela – você é especial pra mim, e o que eu te disse é real. – ela fechou os olhos e se lembrou das palavras de Johnny na noite que dormiram na caverna, suas pernas estremeceram só pela lembrança e Johnny a beijou.
Quando ele estava entrando no carro ela gritou
                -EU TAMBÉM! – ele sorriu e foi embora, Jane entrou, encostou-se na parede e sorriu.

--


~2012~


                Kate chegou à casa de seus pais no domingo por volta do meio dia, não dormiu muito, mas estava radiante de qualquer forma
                -Kate, querida, fez uma boa viajem? – sua mãe perguntava enquanto a abraçava – que saudade de você!
                -Saudade de você também, mãe. – Kate disse enquanto entravam em casa – Como vocês tem passado?
                -Bem! mas quem está melhor é você, não? – sua mãe sorria – você parece estar muito contente, isso tem a ver com a volta de Paul? – ela perguntava ansiosa, Paul era muito querido pela mãe de Kate, era um homem bem sucedido e adorava a família de Kate, isso contava mil pontos pra sua mãe.
                -rs, também, mamãe – Kate sorria, feliz demais pra estragar o dia de sua mãe dizendo que ela não tinha a menor intenção de voltar com Paul. – cadê o papai?
                -Ah, querida, ele foi resolver uns assuntos da casa nova...
                -casa nova? – Kate perguntou espantada
                -sim, em breve nos mudaremos pra Fresno! – Karen, mãe de Kate, falou com um sorriso maior ainda no rosto e Kate ficou com a expressão mais fechada
                -Vocês vão morar do outro lado do país e você está tão feliz assim?
                -Querida... você já começou sua vida independente, já está na hora de eu e seu pai termos um pouco mais de tranquilidade e prazer.
                Kate não ficou muito feliz com a notícia, não queria seus pais tão longe dela, mas aceitou que se fosse bom para eles, seria bom para ela.             
                -aahh, me conte sobre seu trabalho! sei que você está muito contente por ter conhecido seu ídolo!
                -Estou, mamãe, ele é incrível, atencioso, carinhoso... – Kate falou e logo viu que falou demais..
                -Como assim? numa entrevista deu pra saber tudo isso?
                -err... ah, claro... eu captei muito bem o semblante dele rs
                Kate queria muito contar pra alguém o que estava acontecendo, mas não achou que seria correto, nem pra sua mãe. Então ela decidiu deixar um pouquinho de lado o Jon, e ficou relaxando com sua mãe na beira da piscina, estava um dia ótimo, elas conversavam animadamente...

*nova mensagem*

                “obrigado por confiar em mim, mais uma vez, obrigado por ter iluminado minha noite com a sua presença. Quanto à correspondência, espero que a resposta seja positiva.”
Kate leu e releu a mensagem, “correspondência”? o que ele queria dizer com isso? ela estava louca de curiosidade pra saber do que se tratava, então como já era quase noite, ela preferiu ir logo pra casa, assim que se certificasse, responderia a mensagem de Jon.
               
--em casa

                Logo que Kate chegou, o porteiro a chamou e disse que tinha um envelope pra ela, ela assinou o protocolo de retirada e subiu para seu apartamento pra ver o que se tratava
Então abriu o envelope e tinha um bilhete escrito a mão

 “Olá Kate, não sei se sabe, mas semana que vem terá um show em Londres, adoraria que você fosse, dentro desse envelope tem uma credencial e uma passagem, preciso que você vá. Pegue o final de semana de folga e vá me encontrar nesse hotel que está descrito em outro bilhete, faça uma reserva e coloque no nome de “Francis”, eles vão saber o que fazer. Me responda o mais rápido, J.”
Kate estava boquiaberta com o que acabara de ler, um final de semana em Londres, com Jon? Será que ela devia? Era melhor responder logo

                “Muito obrigada pelo convite, Jon, mas não sei se devo.”

*Nova Chamada: JB*

                -Alô – Kate atendeu com o coração pulando.
                -Olá querida – ele disse e ela sorriu – Me explique sua resposta, por favor
                -ah Jon... eu não sei se posso, sou repórter e se souberem que eu estive lá pode ser complicado.
                -Não esquenta a cabeça com isso, só me diz que você vai falar com seu chefe e vai fazer o que tá escrito no envelope.
                -hmm... mesmo assim, não sei se é certo.
                -Seguinte, você esteve duas vezes a sós comigo, ocorreu tudo bem, vai ser a mesma coisa, só muda que estaremos em Londres. Eu preciso ficar perto de você, entende, garota?
                -Claro... olha, vou ver se consigo convencer meu supervisor... mas.. Jon, porque não me disse isso ontem?
                -Não consegui, me perdi no meio do caminho rs
                -rs claro, e como sabe meu endereço?
                -Isso já é outra história, digamos que... o que eu quero, eu consigo – ele disse soltando uma risada, Kate não aguentou e riu junto. Eles conversaram durante quase 1 hora até que Jon precisou desligar. Kate não estava aguentando de felicidade, Jon a chamara pra passar o final de semana em Londres pra ver o show e ainda pediu pra que ela se registrasse no mesmo hotel que a banda. Era demais!  Então ela decidiu arrumar uma boa desculpa, e claro, convincente, pra que Marlon lhe desse o sábado de folga, já que o último ela não teve escala.

--

                -Marlon, bom dia, posso entrar? – Kate estava na porta da sala de seu supervisor na segunda de manhã logo que chegou
                -Claro, Katerine, entre – ele disse sorrindo pra ela, ótimo, ele estava de bom humor
                -Então, queria pedir pra você que me desse folga no próximo sábado – ela disse sorrindo
                -Algum motivo especial? você já não foi escalada sábado passado.
                -eu sei, mas é que eu vou precisar fazer uma viajem pra Londres no próximo final de semana, tenho uma tia que está doente e não sei se haverão mais oportunidades de vê-la
                -uh.. entendo – ele disse com uma expressão de compaixão – claro, fique a vontade pra ir, você volta quando?
                -na segunda, antes do meio dia já estarei aqui.
                -tudo bem, se não conseguir chegar a tempo, eu mando no seu e-mail o seu trabalho e você fica em casa fazendo.
                -Obrigada, Marlon – Kate disse sorrindo
               
Kate não estava se sentindo tão bem com relação à mentira, mas não podia negar um pedido de Jon, e ir pra Londres nunca era um sacrifício pra ela.
                -Kate, desculpa, mas precisamos conversar. – Pam chegou na mesa de Kate quando ela voltou da sala de Marlon. – no almoço, pode ser?
                -Claro, Pam, sem problemas – Kate respondeu já não estando mais com aquele brilho que estava antes, claro que Pam desconfiou de alguma coisa, Pam não é burra é claro que ela iria se ligar que algo estava acontecendo com sua amiga. Isso deixou Kate desconfortável.

--no almoço

                -Kate, olha... eu sei que desde que você e o Paul terminaram há mil anos atrás, você não saiu com ninguém, muito menos quando você se mudou pra NY. Mas algo tá acontecendo com você e você não quer me contar!  - Pam falou assim que fizeram seus pedidos no restaurante – você pediu folga no sábado pra ir visitar uma tia na Inglaterra? como assim? achei que seus outros parentes fossem da Itália!
                -Olha Pam, não é isso... ah... não sei o que dizer – Kate olhou pro chão, ela estava sem saída, e não sabia mentir pra sua melhor amiga.
                -Sábado passado, no aniversário do Paul, você estava super arrumada e não era pra ele porque você saiu na metade do jantar. onde você foi, Kate?
                -Seguinte Pam, é uma história complicada, não dá pra eu ficar falando aqui. – Kate disse diminuindo o tom de voz – vai lá em casa hoje, eu te explico.
                -Tudo bem, mas eu quero saber... tem homem envolvido nisso?
Kate assentiu com a cabeça, logo chegaram seus pratos e elas comeram, Pam estava chateada por não saber o que estava acontecendo, mas logo começou a puxar uns assuntos mais leves pro almoço. Kate ficou o resto da tarde toda imaginando como contaria o que estava acontecendo... apesar de não estar acontecendo “nada de mais”, mas era Jon Bon Jovi que estava no meio do assunto, qualquer deslize que fosse poderia comprometer tudo. Mas Kate sabia que podia confiar em Pam, então isso a deixou mais tranquila, mas não menos tensa.

--mais tarde

                -Certo, Kate, por favor, vamos acabar logo com essa conversa... isso tá me matando! – Pam falou assim que se sentou no sofá de Kate e tirou os sapatos.
                -Pam, preciso que você jure que nada do que você ouvir, vai sair daqui – Kate falou olhando nos olhos dela – Isso é de suma importância e eu não posso colocar nada a perder.
                -Claro, amiga, mas me fala logo, tá me deixando preocupada!
                -Seguinte... sim, eu estou vendo uma pessoa. Mas não, não estamos nos pegando nem nada parecido. e essa minha viajem é de certa forma com essa pessoa. – Pam prestava atenção em cada detalhe – E é o Jon.
                -O QUE? – Pam exclamou arregalando os olhos.
                -Shiu, escuta. Sim, ele mesmo.
                -tá, mas como assim?? como??
                -eu o conheci no dia da entrevista, ele me olhava de um jeito estranho e depois do show ele pediu pra falar comigo no camarim dele, e eu dei meu cartão porque algo parecia estar o incomodando. E depois ele me chamou pra conversar quando ele tava aqui em NY e um dia depois foi aquele evento que fomos juntas e depois ele quis me ver de novo e foi bem no dia do aniversário do Paul.
                Kate fez uma pausa, Pam estava com a boca aberta sem saber o que dizer, então Kate continuou
                -Aquele dia eu fui sim mais arrumada porque era um jantar de aniversário, mas aproveitei pra dar um toque a mais porque iria ver o Jon, mas nada aconteceu (Kate preferiu não mencionar o beijo). aí ele me mandou uma credencial e passagens pra eu ir ver o show da banda em Londres e pediu pra que eu ficasse no mesmo hotel que eles.

                -PUTA QUE PARIU, KATE! – Pam se levantou do sofá e começou a andar de um lado pro outro – não acredito nisso! isso é fantástico! é fora do comum!
                -Calma, Pam, não é nada de mais...
                -NADA DE MAIS? Jon Bon Jovi te chama pra ir viajar com ele, ficar no mesmo hotel e isso não é nada de mais? – ela se sentou do lado de Kate e colocou a mão na testa dela – você tá com febre, só pode.
                -Não Pam, é sério – ela disse se livrando da mão da amiga – é como se fôssemos bons amigos, sabe... só pra conversar e tal...
                -Aham... um bom amigo que você morre de vontade de dar pra ele desde hm.. com quantos anos você descobriu de onde vem os bebês? hahahahahahah
                -hahahahahah palhaça! – Kate deu um tapinha no braço de Pam – sério, escuta agora... pelas barbas de Merlin, não fale nada pra ninguém! nem comente que eu conheço o Jon nem nada que ligue o nome dele a mim
                -Calma, meu, você conhece meus segredos mais profundos e eu os seus, não tem com que se preocupar... minha boca sempre foi e sempre será um túmulo! Por isso eu não sei porque você demorou tanto pra me contar
                -Eu sei, amiga... foi um erro meu, mas é uma coisa que tá sendo tão natural e perfeito, que eu tava com medo de contar... mas já foi. agora você tá sabendo e vai ficar quietinha!
Pam  cruzou os dedos num sinal de compromisso e as duas riram. Era bom não ter que esconder mais aquilo de Pam, agora ela estava mais livre e tinha com quem falar sobre como Jon era fofo mandando mensagens pra ela e tudo mais...
                A semana passou voando, e Kate estava grata por isso. Já iria pra Londres na sexta-feira ao meio dia, e chegaria lá a noite. Ela já tinha feito sua reserva no hotel que Jon tinha falado pra ela, e colocou no nome dele, por mais estranho que parecesse, era só uma ligação de confirmação. Kate estava se sentindo animada, ansiosa e um pouco culpada, Marlon tinha mandado uma mensagem pra ela desejando melhoras à tia dela. Mas logo se esqueceu disso, em poucas horas estaria na presença de Jon, então ela decidiu relaxar e ligar o Ipod quando o avião estava decolando.

--no hotel

                Kate acabara de perceber que estava entrando em um dos hotéis mais luxuosos de Londres, fez o check-in e subiu para o quarto, ela se espantou ao saber que aquela não era uma das suítes mais caras, o quarto era enorme, era maior até que a grande sala de estar da casa dos pais de Kate. Ela estava se sentindo muito a vontade, decidiu tirar um cochilo, estava super cansada pela viajem. O show só seria no dia seguinte, não tinha por que se preocupar.
Uma batida na porta e um bilhete por de baixo dela, foi isso que Kate ouviu/viu assim que acordou.
“quarto 3060 às 22h, não jante. J.”
Kate sorriu ao ler o bilhete, iria ver Jon naquela mesma noite, e provavelmente aquilo indicava que ela iria jantar com ele. Ela não conseguia parar de sorrir.
Ela não teve vontade de sair do quarto, ficou por lá descansando mais e quando era 21h ela começou a se arrumar, tomou um banho longo, pra tirar o cheiro de avião que ela ainda estava, colocou uma saia longa de tecido pesado, uma camisa de manga longa e uma rasteirinha. Não estava frio, mas não estava muito fresco. e como não iria sair do hotel, preferiu não colocar nenhuma blusa por cima. quando deu 22h ela saiu do quarto e foi para o quarto 3060, três batidas leves e logo Jon abriu a porta.
                -boa noite – ele disse com um sorriso impecável – estou tão contente que esteja aqui
                -também estou feliz por estar aqui, Jon – ela disse enquanto entrava no quarto e percebia que o quarto de Jon era mil vezes maior que o dela (tá, exagero, mas era bem grande)
                -Já conhecia Londres? – ele perguntou servindo uma taça de vinho a Kate
                -Sempre passava por aqui nas férias do colégio, tenho uns parentes que moram na Itália.
                -Gosto daqui, em especial esse hotel, o Bekerley é um dos melhores do mundo no meu conceito! – ele disse brindando com ela – vamos jantar? acabei de chegar de uma reunião e estou faminto!
                -claro, o que você achar melhor
                -ah vamos... escolha o jantar, o cardápio está aqui – ele disse entregando a ela – confio no seu bom gosto
                -hmm.. nem sabe se eu tenho bom gosto rsrs
                -você disse que é minha fã desde sempre, já sei o resto – ele disse rindo e ela não aguentou e riu junto.
                -Bom, esse Gnocchi ao molho branco com camarões parece delicioso – Kate virou o cardápio pra ele
                -ahh massa, você não precisa me conquistar, menina
                -e quem disse que eu quero?
-hahahahaha ai, está faltando um pouquinho de respeito aqui – ele disse rindo do atrevimento de Kate – certo, certo, vamos de massa, sou louco por isso
Ele ligou para o Buffet entregar seus pratos no quarto acompanhados de um vinho tinto.        
-Você tem um ótimo gosto, menina
-você não é o único “italiano” aqui. rs
-rs claro. e como tem passado?
-Tudo bem, trabalhando bastante...
-Enrolou seu supervisor?
-é.. sim, mas confesso que estou me sentindo meio culpada...
-e porque?
-ah, disse que tinha uma tia doente e precisava vê-la antes dela partir – ela disse com uma expressão meio chateada
-hahahah nossa, não tinha nada menos dramático?
-se fosse menos dramático eu não estaria aqui – ela disse erguendo uma sobrancelha.
-uh... então é melhor deixar sua tia descansar, não acha? – ele disse piscando pra ela.
Eles riram e ficaram conversando sobre tudo e logo chegou o jantar deles. Realmente, estava tão divino quanto parecia na foto do cardápio. Tomaram uma, duas, três taças de vinho
-ah.. é melhor eu parar – Kate disse quando Jon estava indo colocar a quarta taça de vinho para ela – já abusei e essa semana minha gastrite tava atacada
-ahh vamos.. vinho faz bem pro coração – ele insistiu sorrindo
-e tem álcool, que é péssimo pro estômago... acho que você quer me embebedar, Sr. Bongiovi.
-eu? jamais! as melhores coisas da vida eu fiz quando estava... bem... tá, não muito sóbrio..
-hahaha imagino... – ela disse olhando nos olhos dele – você curtiu muito sua adolescência, não foi?
-é... você não sabe como os anos70/80 foram bons comigo. Fiz muita besteira, mas aproveitei ao máximo
-queria muito ter vivido nos anos 80. Sou meio complexada com isso, me sinto como se tivesse 50 anos as vezes, não pertenço a essa geração – Kate falava enquanto os dois se sentavam num sofá
-Tenho certeza que você teria adorado viver nos anos 80. e eu teria adorado te conhecer naquela época – ele concluiu chegando mais perto dela
-ah.. Jon, você não disse que tá cansado? não acha melhor eu ir embora? já passa da meia noite...
-Não, quero que você fique. – ele falou firme – com você as coisas ficam mais fáceis, só de você estar aqui, já me sinto bem melhor, por favor, fique.
-se você acha bom assim, por mim tudo bem – ela disse sorrindo, Jon amava seu sorriso, o jeito que os olhos brilhavam quando ela sorria... ele estava cada vez mais encantado por ela.
-Não sei se você se assustou com nosso último encontro – ele falou mais uma vez chegando perto dela – mas eu não aguento mais.

E a beijou mais uma vez, lentamente ele tirou a taça da mão dela e colocou junto com a dele em cima da mesa de centro e colocou sua mão na cintura dela, ela envolveu seu pescoço com uma mão e com a outra fazia carinho nos cabelos dele. Era surreal para os dois, Jon voltou com a cisma de “deja vu” com ela e ela apenas morrendo na boca do homem que já a fez se tocar diversas vezes sozinha.
Ele apertou mais ainda o corpo perto dela, ela apoiou uma das mãos no peito dele e pôde sentir o quão firme era, e ele estava ardendo de desejo por ela, há tempos ele não sentia algo como aquilo... ele desceu os lábios para o pescoço dela e num ato que a fez quase perder o juízo.

                -oh... Jon... espera – ela disse erguendo a cabeça dele pra ela – por favor, vamos com calma...             
ele não tinha entendido o porque de ir com calma... mas concordou, na verdade, ele gostava demais da companhia dela, pra simplesmente transar com ela na primeira brecha e assustá-la
                -Claro.. tudo bem – ele disse se recompondo, ele já estava excitado e não se incomodou em tentar disfarçar.
                -bom, você precisa descansar, amanhã terá um grande show pra fazer – ela disse sorrindo e arrumando o cabelo bagunçado.
                -e você terá um longo dia também – ele sorriu de volta pra ela.

Ela se levantou e foi em direção a porta com Jon a acompanhando

                -Amanhã eu te procuro, não suma, por favor

                -jamais – ela sorriu,  deu um beijo na bochecha dele e foi para o quarto dela; Ela não sabia quanto tempo mais conseguiria resistir as investidas de Jon, e isso a preocupava.

--Fim do 4º capítulo--