quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Capítulo 2 - Mais Uma Vez.

                Naquela noite que Jon chamou Katerine para conversar, eles realmente o fizeram. Já era quase meia noite e eles ainda estavam tagarelando.
                -Kate – fora a primeira vez que Jon a chamou pelo apelido – preciso confiar que você não vai contar pra ninguém sobre hoje – ele disse agora sério, olhando-a fixamente – em hipótese alguma você pode contar pra alguém que esteve aqui. você é da imprensa e isso já é um fator de risco pra mim.... mas eu estou confiando em você.
                -Claro, Jon, eu não vou contar pra ninguém... não há por que contar – ela disse sorrindo – nossa – ela olhou no relógio que já marcava 00h – preciso ir embora, já está tarde e você provavelmente quer descansar..
                -Por mim não, mas você aparenta estar cansada... – ele disse confirmando as horas – muito trabalho?
                -Nem fale... e amanhã tenho um evento pra ir, preciso organizar meu itinerário rs
                -também irei num evento amanhã... ou hoje, pra ser mais exato hahahah – ele riu pela confusão com o horário – então é melhor você ir, não quero ser culpado por você ir dormir tarde, já tá na hora de criança estar na cama rsrs
                -Jon, Jon, Jon... de criança eu só tenho a cara – ela disse dando um sorriso malicioso e uma piscadela, ele adorou aquilo.
                Eles se despediram como se fossem bons amigos, ela sentiu algo diferente por ele aquela noite... ela não estava sentindo aquele formigamento que fã sente quando encontra com seu ídolo, a noite inteira ela só enxergava um cara normal (anormalmente lindo, mas ainda assim, normal).
                Jon havia perdido o controle da situação, como pôde deixar uma fã/jornalista estar tão íntima dele? de alguma forma muito estranha ele já não a via mais como uma qualquer... na verdade, nem sabia como a via, só sabia que algo estava pra acontecer.

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                Kate acordou cedo, mas sem sono, ela estava animada pelo evento que iria acontecer aquela noite. ela não tinha ainda a pauta de quem estaria lá, mas sabia que haveriam grandes nomes da música e quem iria com ela era Pam, que também  escolhera cobrir o evento por ser uma festa beneficente.
                -Advinha!! – Pam já chegou entrando e falando no apartamento de Kate.
                -Adivinhar o que? – Kate respondeu meio confusa – você tá com a pauta??
                -SIM! agora adivinha quem vai estar nessa festa? – Pam falou com os olhos brilhando – Jon Bon Jovi!!
                Kate ficou boquiaberta com a notícia. Ela não estava esperando que ele fosse, apesar dele ter dito que iria num evento, ela não pensou que pudesse ser o mesmo.
                -Você vai poder ficar cara a cara de novo com seu amadoooo! – Pam falou agarrando Kate pelos ombros
                Kate sentiu um pouco de peso na consciência, ela já tinha visto “seu amado” noite passada, não tinha acontecido nada demais, mas ela não podia contar para a amiga, ela prometera a Jon que não iria contar pra ninguém e ver sua amiga ali, pulando de excitação a deixava meio sem ação, então decidiu mostrar ansiedade pela oportunidade de ver Jon de novo... apesar das conversas e tudo mais, ela não sabia se teria outra oportunidade daquela.
                O dia foi passando rápido e elas se arrumaram juntas, Pam estava com uma saia e camisa social, um scarpin vermelho e os cabelos pretos curtos bem lisos. Kate estava com um vestido tipo tubinho preto e um salto branco. os longos cabelos ruivos presos pela metade soltando a franja na frente, uma maquiagem leve nos olhos e um batom mais forte, pra não deixa-la apagada. Elas estavam excepcionalmente lindas, prontas para o tipo de evento que as aguardava, Kate não pôde deixar de passar um perfume mais forte, ela iria ver o Jon de novo, queria ao menos chamar atenção dele.
                -Pronta? – perguntou Pam dando mais uma ajeitada no cabelo.
                -Mais que pronta – Kate respondeu com um sorriso largo. e foram para o evento.
                Chegando lá, Kate pegou sua pauta e foi entrevistando alguns convidados e se envolveu numa conversa muito interessante com um dos organizadores.
Até que ELE entrara no salão, estava com um conjunto de terno e calça azul escuro, estava muito elegante e acompanhado de sua esposa, que estava muito elegante também. Kate não conseguiu conter os pensamentos de fã com uma certa inveja em ver como os dois formavam um belo casal... desde sempre...
                As pessoas passavam e cumprimentavam Jon e sua primeira dama, até que Kate viu que se não agisse logo, ela não iria conseguir algumas palavras de um dos mais importantes nomes naquela festa. Criou coragem de encarar novamente aqueles olhos azuis e fora ao seu encontro.
                -Boa noite Sr. e Sra. Bongiovi – Kate os cumprimentou, e Jon arregalou um pouco os olhos ao ver de quem se tratava, estendeu a mão para cumprimentá-la e Dorothea fez o mesmo. – desculpe incomodar, mas pode me dar um minuto? Sou Katerine Porter, do New York Now.
                -Você é quem escreve a coluna de música? – perguntou Dorothea, e pegou Kate de surpresa, ela não imaginava que ela, a esposa de Jon, lia sua coluna;
                -sim, eu mesma – ela disse dando um sorriso
                -confesso que sempre leio, acho sua escrita fascinante! – Dot completou com um sorriso de volta.
                -Obrigada, fico lisonjeada, senhora – ela pausou e pegou seu gravador – Jon, poderia me conceder algumas palavras? – ela continuou agora se dirigindo ao Jon.
                -Claro – ele disse sorrindo para ela, era impossível não sorrir para ela, ela tinha o sorriso e o olhar mais cativante que ele vira em anos... e ela estava estonteantemente linda naquele vestido, ela não parecia nem de longe ter a idade de que tinha, era uma mulher muito sedutora.
Kate fez uma breve entrevista, apenas para colocar na sua coluna que o entrevistou e logo se afastou quando outro casal se aproximou deles. Ele sorriu pra ela quando ela foi, e ela não resistiu àquele sorriso tão branco e tão perfeito e deu seu melhor sorriso de volta.
                -Kate, onde estava?? – Pam perguntou quando chegou perto dela.
                -Entrevistando ué – ela respondeu com um sorriso – Jon Bon Jovi
                -pqp, jura que eu perdi?? – Pam falou boquiaberta – cacete, você é muito sortuda... ele parece que some!
                -fui esperta, apenas – Kate respondeu rindo e logo foi entrevistar os outros convidados.         
*nova mensagem*
                “você está linda. J”
                O coração de Kate disparou, seria mesmo o número dele? “J”, só podia ser ele. o que ela faria? responder ou não?
ela não tinha certeza se era ele... mas ele era o único que além de Pam tinha seu número. Ela engoliu em seco, e preferiu continuar seu trabalho.
Depois de alguns minutos ela não resistiu e respondeu a mensagem:
                “Obrigada, não esperava uma mensagem sua, é seguro nos falarmos assim?”
O coração dela batia desordenadamente, por que isso agora?
                “não resisti, você está linda mesmo. é sim, esse é meu número de emergências. Se precisar de algo, pode mandar uma mensagem”
Ela estava muito contente, contente demais pra alguém com uma postura tão séria.
                -Que tá acontecendo, amiga? – Pam se aproximou dela. – tá sorrindo que nem boba.
                -Desculpe.. um.. hm.. amigo me mandou uma mensagem e eu fiquei feliz – respondeu Kate se desviando de qualquer suspeita.
                -HMMM amigo. sei. – Pam deu um tapinha no ombro dela e continuou – bom, depois você me conta melhor essa história, a gente precisa ir. nosso tempo acabou aqui.
                -Ok, vamos. – E as duas seguiram para a saída, mas antes Kate respondeu rápido no celular
                “foi bom te ver J”  deu uma última olhada em seu amado e foi embora.
                Enquanto dirigia pra casa de Pam, ela não conseguia focar num assunto, ela ficava pensando na troca de mensagens com Jon, como aquilo acontecera? Era real mesmo, ou ela ficara doida? Por sorte Pam não percebeu que Kate estava aérea, julgou que fosse apenas concentração nas ruas a noite.
Kate tinha o número do celular de Jon, “o que vai acontecer daqui pra frente?” ela se questionava.

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~1978~

                Havia passado uma semana desde que Jane tinha se entregado nos braços de Johnny. Ela achou que alguma coisa iria mudar, que ele a veria com outros olhos ou algo do tipo, mas não. Johnny ainda a via como sua amiga, a tratava com carinho como sempre fora. Nada mudou na relação deles, a não ser que ele não via mais uma menina, ele via uma mulher...era complicado não se lembrar daquela noite e ficar ansioso para uma próxima vez, mas decidiu que não iria tentar nada a menos que rolasse um clima propício
                -Você acha que assim fica melhor? – Jane perguntou para Johnny enquanto faziam um mapa pra escola. – ou do jeito que estava antes?
                -Confio em você, o jeito que ficar melhor, eu aceito – ele disse piscando pra ela.
                -John, participe! – ela disse dando um tapa no braço dele.
                -ah J, não quero... to com a cabeça cheia. – ele disse fechando o livro.
                -Cheia de que? quer me contar?
                -não deve ser novidade pra você... mas eu afim mesmo de ter algo com a Dot. – ele falou com cautela olhando profundamente para a amiga. Jane sentu-se fraca, ela sempre soube disso, mas achava que era só uma fase e iria passar, principalmente depois do que tiveram. – Ela até me ajudou na última prova, eu quero me aproximar mais dela, sabe...
                -John, que você é doido por ela, você nunca escondeu... mas custa ter um pouquinho de compaixão comigo? – Jane cortou – sabe... depois de tudo, você ainda fica falando dela pra mim?
                -do que você tá falando? sempre me ouviu falar dela, por que isso agora? – Johnny parecia incrédulo.
                -era até “normal” ouvir falar nela... mas porra meu, depois do que rolou entre a gente, depois do que eu confiei em te contar!? é muita cara de pau sua continuar a falar nela!
                -nossa, Jan... desculpa, não sabia que você tava ligando pra isso... – ele respondeu ainda incrédulo.
                -não ligar??? como não ligar??? é pra você que nada faz diferença não é? não tá nem aí se vai comer metade do colégio, ninguém vai fazer diferença na sua vida, não é?
                -Isso não é verdade, eu gostei de estar com você. você foi ótima pra mim! e você é minha amiga!
                -e no seu conceito, amigas tem que dar pros amigos sem compromisso nenhum. por que eu fui tão idiota? – Jane disse com lágrimas começando a despontar dos seus olhos – quer saber, que se dane. vá atrás dela, finja que eu não existo! vai ser melhor pra todo mundo!
                Johnny a olhou sem saber o que fazer. ela, sua melhor amiga, estava chorando na frente dele, por culpa dele e ele sem ação alguma. Pegou sua mochila e saiu, dando um último olhar e fechando a porta atrás de si.
                Jane chorava, e não havia nada no mundo que ela quisesse mais que sumir, virar uma gota d’água e cair no mar. Ela sabia que metade da culpa do que tava acontecendo era dela mesma e por isso sua dor era pior ainda. Mas o que ela não conseguia engolir era o fato que mesmo depois da noite que tiveram, ele ainda era apaixonado por Dot e que como amigos, aquilo não tinha efeito nenhum sobre o que ele sentia por ela, Jane.
No dia seguinte, Jane não fora ao colégio, ela estava se sentindo mal com tudo que tinha acontecido e sua gastrite estava atacada... em parte aquilo foi bom, ela não queria ter que ver o John depois da discussão dia anterior.
John percebeu que Jane não tinha ido ao colégio, mas preferiu não ir até a casa dela, ele sabia que ela não iria recebê-lo, então resolveu ligar... mas como esperado, ela não atendia,provavelmente tinha deixado sua linha fora do telefone.
Ele não conseguia se livrar da sensação de culpa, ele não tinha se tocado do quanto ela estava envolvida com ele, ele já havia tido relações com outras garotas e não podia negar que com ela, sua amiga, tinha sido mais especial. Ele confiava e gostava muito dela, mas não tinha medido as consequências que isso traria pra ela, e ele não queria perder sua amiga. Ele sabia que tinha que fazer alguma coisa pra consertar as coisas com Jane.

                -Tá na hora de você voltar pra escola, não? –  falou Brendan, ele era um colega de classe de Jane que estava levando pra ela a matéria que ela estava perdendo na escola. – mesmo eu vindo aqui, não é a mesma coisa.
                -Eu sei, mas ainda não estou bem pra ir. – Jane disse enquanto colocava os cadernos dele em cima de sua escrivaninha. – eu consigo me virar numa boa, segunda-feira eu volto.
                -Bom, você quem sabe... mas, sabe, acho que você perdeu seu parceiro em história...  – Jane olhou confusa pra ele, mas logo se deu conta que John, que era seu parceiro na matéria, não iria ficar sozinho. – John te esperou, mas ele se juntou com a Dorothea, ela estava sem parceiro também
                -Tudo bem... no final das contas eu fazia quase tudo sozinha mesmo... – ela disse encarando os próprios pés
                -Você tá chateada com ele, não tá? – Brendan perguntou erguendo o rosto dela. – Seja lá o que aconteceu entre vocês, você merece muito mais do que um cara que toca violão só pra pegar menininhas.
                Jane sorriu pela primeira vez na semana, Brendan era um cara legal e gostava muito dela...
                -Me dá uma chance? – ele perguntou sorrindo. Jane não hesitou, apenas deixou ser beijada por ele.

---2 semanas depois

                -Jane, posso falar com você? – John chegou do lado dela na hora do intervalo do colégio – por que você não tá falando comigo? nem me olha mais!
                -Johnny, desculpa, mas eu não tava afim... uma hora a gente ia voltar a falar do que aconteceu e eu sinceramente quero esquecer... eu to bem, ok?
-e a gente não pode nem conversar?
-não temos o que conversar – Jane respondeu, se levantou e voltou para a sala de aula.


Naquele dia, Jane fora direto pra casa, decidiu focar nos estudos para a prova do dia seguinte. Logo sua concentração foi interrompida por uma música. Seu rádio estava desligado e o som vinha de fora da casa.
Jane olhou pela janela de seu quarto que era virado para o fundo de seu quintal, e lá estava Johnny com seu violão, quando ele a viu na janela, começou a cantar.

“I should've talked to you
Well I don't got to try
Where I can find the music in your eyes
We're all blind, two lovers, into the night
Maybe tomorrow
Maybe tomorrow
Tomorrow
Tomorrow
Maybe tomorrow...”

                Os olhos de Jane encheram de lágrimas, dessa vez não era de tristeza, ou culpa ou raiva.. era apenas de alegria, Johnny estava lhe fazendo uma serenata, e aquilo fora a coisa mais sensível que ele já havia feito. Ela acenou para que ele subisse até o seu quarto. Quando ela abriu a porta, logo os dois se abraçaram. Toda aquela mágoa havia passado.
                -Me desculpa. – ele disse ainda abraçando-a
                -Tudo bem... – ela respondeu afastando um pouco para poder olhar os olhos dele, era incrível como ele tinha olhos lindos.
                -Eu fui muito insensível com você, senti muito a sua falta e não sabia o que fazer para consertar as coisas com você... compus essa letra pra você... ainda não tá pronta mas...
                -Tá tudo bem, é linda, eu amei... eu deveria ter te dado uma chance também... mas, ah cara, eu sempre te dou chances! – ela disse dando um tapa no peito dele e eles caíram na risada.

                -Ahh.. Arrumei um emprego! – Johnny disse com um sorriso lindo – no estúdio do Tony
                -Uaaau, Johnny, que ótimo!! assim quando sua banda finalmente deslanchar, já vai ter uma gravadora hahaha!
                Era muito bom estarem de volta, como sempre foram, amigos. Eles passaram o resto da tarde conversando e rindo. Johnny era uma ótima companhia, sempre fora, e por um momento Jane se esqueceu dos problemas que eles tiveram e estava torcendo pra ele não entrar naquele assunto de novo.
                -J, eu sei que a gente tá super bem e tal... mas eu preciso falar uma coisa – ele disse já mudando o jeito de falar, de alegre, pra tímido. – não contei pra ninguém ainda... mas... hm... eu e a Dot estamos namorando – ele completou esperando a reação de Jane
                -Eu... bom... fico feliz – ela disse tentando sorrir, mesmo ela e Brendan estarem com uma amizade colorida, era Johnny quem ela amava, acima de tudo, era impossível negar.
                -Sério? – ele perguntou a encarando nos olhos.
                -Sério. – ela disse segurando a mão dele – que você é apaixonado por ela, eu nunca tive dúvidas, já te disse isso... confesso que não me agrada muito, mas... fazer o que...
                -Jane.. olha.. eu gosto muito de você, sério... você é super especial pra mim. – ele disse sorrindo pra ela – e isso me deixa confuso!!
                -Confuso com o que?
                -Não gosto de ter ver com aquele Brendan... vocês andam pra cima e pra baixo agora... – ele disse se levantando da cama dela – tá vendo!? é isso que eu não entendo! por que eu tenho tanto ciúme de você?
                -rsrs Johnny... somos amigos. é isso, ciúme de amigo, normal depois de tantos anos – ela disse ainda meio sem graça.
                -Deve ser... mas... amigo sente... hm... sabe... desejo pelo outro? – ele disse agora se sentando mais perto dela. – sabe o que eu quero dizer?
                -Pode ser... talvez exista no íntimo... depende.
                -Depende de que?
                -Depende se os dois estiverem afim, ou se nada os prende...
                -Alguma coisa te prende?
                -Jamais. não com relação a você – Jane disse agora com a voz mais fraca, já se arrependendo do que dissera – mas você sempre teve, mesmo sem saber.
                -Com relação a você não. – ele disse e logo a beijou, ele não sabia ao certo por que estava fazendo aquilo, era justo com Jane? ou com Dot? ou com ele mesmo? Ele não sabia, só sabia que aquilo era coisa que ele mais queria fazer naquele momento. Era o beijo como o do dia que ela perdeu as chaves, aquele beijo que ela amara receber e que Brendan não o fazia nem de longe.
                -John... melhor não. – Jane disse se afastando dele – Minha mãe foi ao mercado, logo menos ela vai chegar e...
                -Agora não - Johnny falou puxando-a de volta para o domínio de sua boca.
Jane não tinha forças pra parar, na verdade ela não queria. ela julgou ser errado, afinal, da última vez que esse episódio aconteceu, ela sofreu muito. Mas isso simplesmente saiu da sua cabeça no momento que Johnny a deitava na cama e começava a tirar sua camisa... Ele era delicado, e dessa vez eles teriam mais espaço, e o quarto estava claro, ela podia ver seus olhos azuis brilhando de prazer em estar ali e pôde analisar cada pedaço do corpo dele enquanto ele tirava a própria camisa... Johnny não queria perder um segundo daquele momento, logo tirou suas calças e o shorts dela, ahh aquela visão para ele era espetacular, Jane ali na sua frente, seminua e agora com a boca levemente curvada num sorriso malicioso. Eles não pareciam mais aqueles dois amigos que saíam mais cedo do colégio pra ver corridas de carros... agora eles pareciam dois amantes. e mais uma vez eles estavam fazendo amor.
Dessa vez foi diferente, dessa vez ele pôde olhar nos olhos dela enquanto ele invadia seu íntimo, ele pôde ver seus olhos se revirarem na agonia do prazer e ele amava aquilo. Os dois chegaram ao ponto máximo do prazer juntos, respiravam com dificuldade, e Johnny a beijou

                -Você é incrível – ele disse nos lábios dela e ela sorriu sem dizer mais nada.
                Os dois se vestiram, por sorte a mãe de Jane não havia voltado do mercado ainda. enquanto ela colocava de volta sua camisa, observava John amarrando os tênis. Ele era perfeito, ela não podia negar que ainda era apaixonada por ele, mas logo retomou a consciência, e ela veio pesada.

                -Que foi? – ele perguntou assim que terminou de se vestir – aconteceu alguma coisa?
                -Não... nada – ela disse tentando segurar as lagrimas. – é só... você sabe.
                -Olha... eu não me arrependo do que acabamos de fazer, espero que você também não se arrependa. – ele disse segurando o rosto dela com as mãos – você é especial pra mim, e fazer amor com você é mais especial ainda.
                -Não tá certo, você acabou de dizer que tá namorando com a menina que você cobiça há tempos, eu estou, de certa forma, com o Brendan – ela olhou fundo nos olhos dele – quão contraditório nós fomos?


                Jane estava sendo sensata e John não se incomodou com aquilo. John não queria ficar longe de Jane, isso incluía dizer que ele não aguentaria ficar longe do corpo dela... e isso estava o deixando maluco. Seria possível amar duas mulheres ao mesmo tempo?

--Fim do 2º Capítulo--

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