Naquela
noite que Jon chamou Katerine para conversar, eles realmente o fizeram. Já era
quase meia noite e eles ainda estavam tagarelando.
-Kate –
fora a primeira vez que Jon a chamou pelo apelido – preciso confiar que você
não vai contar pra ninguém sobre hoje – ele disse agora sério, olhando-a
fixamente – em hipótese alguma você pode contar pra alguém que esteve aqui.
você é da imprensa e isso já é um fator de risco pra mim.... mas eu estou
confiando em você.
-Claro,
Jon, eu não vou contar pra ninguém... não há por que contar – ela disse
sorrindo – nossa – ela olhou no relógio que já marcava 00h – preciso ir embora,
já está tarde e você provavelmente quer descansar..
-Por
mim não, mas você aparenta estar cansada... – ele disse confirmando as horas –
muito trabalho?
-Nem
fale... e amanhã tenho um evento pra ir, preciso organizar meu itinerário rs
-também
irei num evento amanhã... ou hoje, pra ser mais exato hahahah – ele riu pela
confusão com o horário – então é melhor você ir, não quero ser culpado por você
ir dormir tarde, já tá na hora de criança estar na cama rsrs
-Jon,
Jon, Jon... de criança eu só tenho a cara – ela disse dando um sorriso
malicioso e uma piscadela, ele adorou aquilo.
Eles se
despediram como se fossem bons amigos, ela sentiu algo diferente por ele aquela
noite... ela não estava sentindo aquele formigamento que fã sente quando
encontra com seu ídolo, a noite inteira ela só enxergava um cara normal
(anormalmente lindo, mas ainda assim, normal).
Jon
havia perdido o controle da situação, como pôde deixar uma fã/jornalista estar
tão íntima dele? de alguma forma muito estranha ele já não a via mais como uma
qualquer... na verdade, nem sabia como a via, só sabia que algo estava pra
acontecer.
--
Kate
acordou cedo, mas sem sono, ela estava animada pelo evento que iria acontecer
aquela noite. ela não tinha ainda a pauta de quem estaria lá, mas sabia que
haveriam grandes nomes da música e quem iria com ela era Pam, que também escolhera cobrir o evento por ser uma festa
beneficente.
-Advinha!!
– Pam já chegou entrando e falando no apartamento de Kate.
-Adivinhar
o que? – Kate respondeu meio confusa – você tá com a pauta??
-SIM!
agora adivinha quem vai estar nessa festa? – Pam falou com os olhos brilhando –
Jon Bon Jovi!!
Kate ficou
boquiaberta com a notícia. Ela não estava esperando que ele fosse, apesar dele
ter dito que iria num evento, ela não pensou que pudesse ser o mesmo.
-Você
vai poder ficar cara a cara de novo com seu amadoooo! – Pam falou agarrando
Kate pelos ombros
Kate
sentiu um pouco de peso na consciência, ela já tinha visto “seu amado” noite
passada, não tinha acontecido nada demais, mas ela não podia contar para a
amiga, ela prometera a Jon que não iria contar pra ninguém e ver sua amiga ali,
pulando de excitação a deixava meio sem ação, então decidiu mostrar ansiedade
pela oportunidade de ver Jon de novo... apesar das conversas e tudo mais, ela
não sabia se teria outra oportunidade daquela.
O dia
foi passando rápido e elas se arrumaram juntas, Pam estava com uma saia e
camisa social, um scarpin vermelho e os cabelos pretos curtos bem lisos. Kate
estava com um vestido tipo tubinho preto e um salto branco. os longos cabelos
ruivos presos pela metade soltando a franja na frente, uma maquiagem leve nos
olhos e um batom mais forte, pra não deixa-la apagada. Elas estavam excepcionalmente
lindas, prontas para o tipo de evento que as aguardava, Kate não pôde deixar de
passar um perfume mais forte, ela iria ver o Jon de novo, queria ao menos
chamar atenção dele.
-Pronta?
– perguntou Pam dando mais uma ajeitada no cabelo.
-Mais
que pronta – Kate respondeu com um sorriso largo. e foram para o evento.
Chegando
lá, Kate pegou sua pauta e foi entrevistando alguns convidados e se envolveu
numa conversa muito interessante com um dos organizadores.
Até que ELE entrara no salão, estava com um conjunto de
terno e calça azul escuro, estava muito elegante e acompanhado de sua esposa,
que estava muito elegante também. Kate não conseguiu conter os pensamentos de
fã com uma certa inveja em ver como os dois formavam um belo casal... desde
sempre...
As
pessoas passavam e cumprimentavam Jon e sua primeira dama, até que Kate viu que
se não agisse logo, ela não iria conseguir algumas palavras de um dos mais
importantes nomes naquela festa. Criou coragem de encarar novamente aqueles
olhos azuis e fora ao seu encontro.
-Boa
noite Sr. e Sra. Bongiovi – Kate os cumprimentou, e Jon arregalou um pouco os
olhos ao ver de quem se tratava, estendeu a mão para cumprimentá-la e Dorothea
fez o mesmo. – desculpe incomodar, mas pode me dar um minuto? Sou Katerine
Porter, do New York Now.
-Você é
quem escreve a coluna de música? – perguntou Dorothea, e pegou Kate de
surpresa, ela não imaginava que ela, a esposa de Jon, lia sua coluna;
-sim,
eu mesma – ela disse dando um sorriso
-confesso
que sempre leio, acho sua escrita fascinante! – Dot completou com um sorriso de
volta.
-Obrigada,
fico lisonjeada, senhora – ela pausou e pegou seu gravador – Jon, poderia me
conceder algumas palavras? – ela continuou agora se dirigindo ao Jon.
-Claro
– ele disse sorrindo para ela, era impossível não sorrir para ela, ela tinha o
sorriso e o olhar mais cativante que ele vira em anos... e ela estava
estonteantemente linda naquele vestido, ela não parecia nem de longe ter a
idade de que tinha, era uma mulher muito sedutora.
Kate fez uma breve entrevista, apenas para colocar na sua
coluna que o entrevistou e logo se afastou quando outro casal se aproximou
deles. Ele sorriu pra ela quando ela foi, e ela não resistiu àquele sorriso tão
branco e tão perfeito e deu seu melhor sorriso de volta.
-Kate,
onde estava?? – Pam perguntou quando chegou perto dela.
-Entrevistando
ué – ela respondeu com um sorriso – Jon Bon Jovi
-pqp,
jura que eu perdi?? – Pam falou boquiaberta – cacete, você é muito sortuda...
ele parece que some!
-fui esperta,
apenas – Kate respondeu rindo e logo foi entrevistar os outros convidados.
*nova mensagem*
“você
está linda. J”
O
coração de Kate disparou, seria mesmo o número dele? “J”, só podia ser ele. o
que ela faria? responder ou não?
ela não tinha certeza se era ele... mas ele era o único que
além de Pam tinha seu número. Ela engoliu em seco, e preferiu continuar seu
trabalho.
Depois de alguns minutos ela não resistiu e respondeu a
mensagem:
“Obrigada,
não esperava uma mensagem sua, é seguro nos falarmos assim?”
O coração dela batia desordenadamente, por que isso agora?
“não
resisti, você está linda mesmo. é sim, esse é meu número de emergências. Se
precisar de algo, pode mandar uma mensagem”
Ela estava muito contente, contente demais pra alguém com
uma postura tão séria.
-Que tá
acontecendo, amiga? – Pam se aproximou dela. – tá sorrindo que nem boba.
-Desculpe..
um.. hm.. amigo me mandou uma mensagem e eu fiquei feliz – respondeu Kate se
desviando de qualquer suspeita.
-HMMM
amigo. sei. – Pam deu um tapinha no ombro dela e continuou – bom, depois você
me conta melhor essa história, a gente precisa ir. nosso tempo acabou aqui.
-Ok,
vamos. – E as duas seguiram para a saída, mas antes Kate respondeu rápido no
celular
“foi
bom te ver J” deu uma última olhada em seu amado e foi
embora.
Enquanto
dirigia pra casa de Pam, ela não conseguia focar num assunto, ela ficava
pensando na troca de mensagens com Jon, como aquilo acontecera? Era real mesmo,
ou ela ficara doida? Por sorte Pam não percebeu que Kate estava aérea, julgou
que fosse apenas concentração nas ruas a noite.
Kate tinha o número do celular de Jon, “o que vai acontecer
daqui pra frente?” ela se questionava.
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~1978~
Havia
passado uma semana desde que Jane tinha se entregado nos braços de Johnny. Ela
achou que alguma coisa iria mudar, que ele a veria com outros olhos ou algo do
tipo, mas não. Johnny ainda a via como sua amiga, a tratava com carinho como
sempre fora. Nada mudou na relação deles, a não ser que ele não via mais uma
menina, ele via uma mulher...era complicado não se lembrar daquela noite e
ficar ansioso para uma próxima vez, mas decidiu que não iria tentar nada a
menos que rolasse um clima propício
-Você
acha que assim fica melhor? – Jane perguntou para Johnny enquanto faziam um
mapa pra escola. – ou do jeito que estava antes?
-Confio
em você, o jeito que ficar melhor, eu aceito – ele disse piscando pra ela.
-John,
participe! – ela disse dando um tapa no braço dele.
-ah J,
não quero... to com a cabeça cheia. – ele disse fechando o livro.
-Cheia
de que? quer me contar?
-não
deve ser novidade pra você... mas eu afim mesmo de ter algo com a Dot. – ele
falou com cautela olhando profundamente para a amiga. Jane sentu-se fraca, ela
sempre soube disso, mas achava que era só uma fase e iria passar,
principalmente depois do que tiveram. – Ela até me ajudou na última prova, eu
quero me aproximar mais dela, sabe...
-John,
que você é doido por ela, você nunca escondeu... mas custa ter um pouquinho de
compaixão comigo? – Jane cortou – sabe... depois de tudo, você ainda fica
falando dela pra mim?
-do que
você tá falando? sempre me ouviu falar dela, por que isso agora? – Johnny
parecia incrédulo.
-era
até “normal” ouvir falar nela... mas porra meu, depois do que rolou entre a
gente, depois do que eu confiei em te contar!? é muita cara de pau sua
continuar a falar nela!
-nossa,
Jan... desculpa, não sabia que você tava ligando pra isso... – ele respondeu
ainda incrédulo.
-não
ligar??? como não ligar??? é pra você que nada faz diferença não é? não tá nem
aí se vai comer metade do colégio, ninguém vai fazer diferença na sua vida, não
é?
-Isso
não é verdade, eu gostei de estar com você. você foi ótima pra mim! e você é
minha amiga!
-e no
seu conceito, amigas tem que dar pros amigos sem compromisso nenhum. por que eu
fui tão idiota? – Jane disse com lágrimas começando a despontar dos seus olhos
– quer saber, que se dane. vá atrás dela, finja que eu não existo! vai ser
melhor pra todo mundo!
Johnny
a olhou sem saber o que fazer. ela, sua melhor amiga, estava chorando na frente
dele, por culpa dele e ele sem ação alguma. Pegou sua mochila e saiu, dando um
último olhar e fechando a porta atrás de si.
Jane
chorava, e não havia nada no mundo que ela quisesse mais que sumir, virar uma
gota d’água e cair no mar. Ela sabia que metade da culpa do que tava
acontecendo era dela mesma e por isso sua dor era pior ainda. Mas o que ela não
conseguia engolir era o fato que mesmo depois da noite que tiveram, ele ainda
era apaixonado por Dot e que como amigos, aquilo não tinha efeito nenhum sobre
o que ele sentia por ela, Jane.
No dia seguinte, Jane não fora ao
colégio, ela estava se sentindo mal com tudo que tinha acontecido e sua
gastrite estava atacada... em parte aquilo foi bom, ela não queria ter que ver o
John depois da discussão dia anterior.
John percebeu que Jane não tinha
ido ao colégio, mas preferiu não ir até a casa dela, ele sabia que ela não iria
recebê-lo, então resolveu ligar... mas como esperado, ela não
atendia,provavelmente tinha deixado sua linha fora do telefone.
Ele não conseguia se livrar da sensação de culpa, ele não
tinha se tocado do quanto ela estava envolvida com ele, ele já havia tido
relações com outras garotas e não podia negar que com ela, sua amiga, tinha
sido mais especial. Ele confiava e gostava muito dela, mas não tinha medido as
consequências que isso traria pra ela, e ele não queria perder sua amiga. Ele
sabia que tinha que fazer alguma coisa pra consertar as coisas com Jane.
-Tá na
hora de você voltar pra escola, não? – falou Brendan, ele era um colega de classe de
Jane que estava levando pra ela a matéria que ela estava perdendo na escola. –
mesmo eu vindo aqui, não é a mesma coisa.
-Eu
sei, mas ainda não estou bem pra ir. – Jane disse enquanto colocava os cadernos
dele em cima de sua escrivaninha. – eu consigo me virar numa boa, segunda-feira
eu volto.
-Bom, você
quem sabe... mas, sabe, acho que você perdeu seu parceiro em história... – Jane olhou confusa pra ele, mas logo se deu
conta que John, que era seu parceiro na matéria, não iria ficar sozinho. – John
te esperou, mas ele se juntou com a Dorothea, ela estava sem parceiro também
-Tudo
bem... no final das contas eu fazia quase tudo sozinha mesmo... – ela disse
encarando os próprios pés
-Você
tá chateada com ele, não tá? – Brendan perguntou erguendo o rosto dela. – Seja lá
o que aconteceu entre vocês, você merece muito mais do que um cara que toca
violão só pra pegar menininhas.
Jane
sorriu pela primeira vez na semana, Brendan era um cara legal e gostava muito
dela...
-Me dá
uma chance? – ele perguntou sorrindo. Jane não hesitou, apenas deixou ser beijada
por ele.
---2 semanas depois
-Jane,
posso falar com você? – John chegou do lado dela na hora do intervalo do
colégio – por que você não tá falando comigo? nem me olha mais!
-Johnny,
desculpa, mas eu não tava afim... uma hora a gente ia voltar a falar do que aconteceu
e eu sinceramente quero esquecer... eu to bem, ok?
-e a gente não pode nem
conversar?
-não temos o que conversar – Jane
respondeu, se levantou e voltou para a sala de aula.
Naquele dia, Jane fora direto pra
casa, decidiu focar nos estudos para a prova do dia seguinte. Logo sua
concentração foi interrompida por uma música. Seu rádio estava desligado e o
som vinha de fora da casa.
Jane olhou pela janela de seu quarto que era virado para o
fundo de seu quintal, e lá estava Johnny com seu violão, quando ele a viu na
janela, começou a cantar.
“I should've talked
to you
|
Well
I don't got to try
|
Where
I can find the music in your eyes
|
We're
all blind, two lovers, into the night
|
Maybe tomorrow
|
Maybe tomorrow
|
Tomorrow
|
Tomorrow
|
Maybe tomorrow...”
|
Os
olhos de Jane encheram de lágrimas, dessa vez não era de tristeza, ou culpa ou
raiva.. era apenas de alegria, Johnny estava lhe fazendo uma serenata, e aquilo
fora a coisa mais sensível que ele já havia feito. Ela acenou para que ele
subisse até o seu quarto. Quando ela abriu a porta, logo os dois se abraçaram.
Toda aquela mágoa havia passado.
-Me
desculpa. – ele disse ainda abraçando-a
-Tudo
bem... – ela respondeu afastando um pouco para poder olhar os olhos dele, era incrível
como ele tinha olhos lindos.
-Eu fui
muito insensível com você, senti muito a sua falta e não sabia o que fazer para
consertar as coisas com você... compus essa letra pra você... ainda não tá
pronta mas...
-Tá
tudo bem, é linda, eu amei... eu deveria ter te dado uma chance também... mas,
ah cara, eu sempre te dou chances! – ela disse dando um tapa no peito dele e
eles caíram na risada.
-Ahh.. Arrumei
um emprego! – Johnny disse com um sorriso lindo – no estúdio do Tony
-Uaaau,
Johnny, que ótimo!! assim quando sua banda finalmente deslanchar, já vai ter
uma gravadora hahaha!
Era
muito bom estarem de volta, como sempre foram, amigos. Eles passaram o resto da
tarde conversando e rindo. Johnny era uma ótima companhia, sempre fora, e por
um momento Jane se esqueceu dos problemas que eles tiveram e estava torcendo
pra ele não entrar naquele assunto de novo.
-J, eu
sei que a gente tá super bem e tal... mas eu preciso falar uma coisa – ele disse
já mudando o jeito de falar, de alegre, pra tímido. – não contei pra ninguém
ainda... mas... hm... eu e a Dot estamos namorando – ele completou esperando a
reação de Jane
-Eu...
bom... fico feliz – ela disse tentando sorrir, mesmo ela e Brendan estarem com
uma amizade colorida, era Johnny quem ela amava, acima de tudo, era impossível
negar.
-Sério?
– ele perguntou a encarando nos olhos.
-Sério.
– ela disse segurando a mão dele – que você é apaixonado por ela, eu nunca tive
dúvidas, já te disse isso... confesso que não me agrada muito, mas... fazer o
que...
-Jane..
olha.. eu gosto muito de você, sério... você é super especial pra mim. – ele disse
sorrindo pra ela – e isso me deixa confuso!!
-Confuso
com o que?
-Não
gosto de ter ver com aquele Brendan... vocês andam pra cima e pra baixo
agora... – ele disse se levantando da cama dela – tá vendo!? é isso que eu não
entendo! por que eu tenho tanto ciúme de você?
-rsrs
Johnny... somos amigos. é isso, ciúme de amigo, normal depois de tantos anos –
ela disse ainda meio sem graça.
-Deve
ser... mas... amigo sente... hm... sabe... desejo pelo outro? – ele disse agora
se sentando mais perto dela. – sabe o que eu quero dizer?
-Pode
ser... talvez exista no íntimo... depende.
-Depende
de que?
-Depende
se os dois estiverem afim, ou se nada os prende...
-Alguma
coisa te prende?
-Jamais.
não com relação a você – Jane disse agora com a voz mais fraca, já se
arrependendo do que dissera – mas você sempre teve, mesmo sem saber.
-Com relação
a você não. – ele disse e logo a beijou, ele não sabia ao certo por que estava
fazendo aquilo, era justo com Jane? ou com Dot? ou com ele mesmo? Ele não
sabia, só sabia que aquilo era coisa que ele mais queria fazer naquele momento.
Era o beijo como o do dia que ela perdeu as chaves, aquele beijo que ela amara
receber e que Brendan não o fazia nem de longe.
-John...
melhor não. – Jane disse se afastando dele – Minha mãe foi ao mercado, logo
menos ela vai chegar e...
-Agora
não - Johnny falou puxando-a de volta para o domínio de sua boca.
Jane não tinha forças pra parar, na verdade ela não queria. ela
julgou ser errado, afinal, da última vez que esse episódio aconteceu, ela
sofreu muito. Mas isso simplesmente saiu da sua cabeça no momento que Johnny a
deitava na cama e começava a tirar sua camisa... Ele era delicado, e dessa vez eles
teriam mais espaço, e o quarto estava claro, ela podia ver seus olhos azuis
brilhando de prazer em estar ali e pôde analisar cada pedaço do corpo dele enquanto
ele tirava a própria camisa... Johnny não queria perder um segundo daquele
momento, logo tirou suas calças e o shorts dela, ahh aquela visão para ele era espetacular,
Jane ali na sua frente, seminua e agora com a boca levemente curvada num sorriso
malicioso. Eles não pareciam mais aqueles dois amigos que saíam mais cedo do
colégio pra ver corridas de carros... agora eles pareciam dois amantes. e mais
uma vez eles estavam fazendo amor.
Dessa vez foi diferente, dessa vez ele pôde olhar nos olhos
dela enquanto ele invadia seu íntimo, ele pôde ver seus olhos se revirarem na
agonia do prazer e ele amava aquilo. Os dois chegaram ao ponto máximo do prazer
juntos, respiravam com dificuldade, e Johnny a beijou
-Você é
incrível – ele disse nos lábios dela e ela sorriu sem dizer mais nada.
Os dois
se vestiram, por sorte a mãe de Jane não havia voltado do mercado ainda.
enquanto ela colocava de volta sua camisa, observava John amarrando os tênis.
Ele era perfeito, ela não podia negar que ainda era apaixonada por ele, mas
logo retomou a consciência, e ela veio pesada.
-Que
foi? – ele perguntou assim que terminou de se vestir – aconteceu alguma coisa?
-Não...
nada – ela disse tentando segurar as lagrimas. – é só... você sabe.
-Olha...
eu não me arrependo do que acabamos de fazer, espero que você também não se
arrependa. – ele disse segurando o rosto dela com as mãos – você é especial pra
mim, e fazer amor com você é mais especial ainda.
-Não tá
certo, você acabou de dizer que tá namorando com a menina que você cobiça há
tempos, eu estou, de certa forma, com o Brendan – ela olhou fundo nos olhos
dele – quão contraditório nós fomos?
Jane
estava sendo sensata e John não se incomodou com aquilo. John não queria ficar
longe de Jane, isso incluía dizer que ele não aguentaria ficar longe do corpo
dela... e isso estava o deixando maluco. Seria possível amar duas mulheres ao
mesmo tempo?
--Fim do 2º Capítulo--
--Fim do 2º Capítulo--
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