~2012~
Era
manhã de domingo, Kate acordara sorrindo, a noite passada fora ótima
profissionalmente falando, sem contar que receber um sms de Jon Bon Jovi também
não era nada mal, aliás ela ficava olhando as mensagens toda hora pra saber se
era real mesmo ou não. “não resisti, você está linda mesmo...”, ela estava
estupefata. tratou de levantar logo e fazer um café para ela. Nem se importou
em trocar de roupa, estava com uma camiseta enorme velha e um short de dormir,
era ótimo poder ficar em casa do jeito que queria. Quando estava cantarolando
na cozinha, seu celular tocou.
*Paul Stone*
“Paul? me ligando? meu deus”
-Alô – ela atendeu o telefone
depois de 3 toques
-hey, Kate! tudo bem? – ele
respondeu do outro lado.
-tudo certo, Paul, está de volta
aos EUA?
-Cheguei ontem, fiquei sabendo
que você foi para NY. Quero te ver.
-Claro,
vamos almoçar, está por aqui?
-Estou
sim. Vamos no Pulino’s, as 13h? saudade de ir lá.
-ótimo,
nos vemos!
Paul fora namorado de Kate durante 2 anos, ele recebeu um
convite pra trabalhar na Inglaterra como
modelo. Kate decidiu terminar o namoro pois seria difícil continuar o
relacionamento com a distância, e durante 1 ano e meio ela não o viu mais. Ela
estava surpresa com a chegada dele, já estava acostumada com a ideia de que não
voltariam mais, mas se deixou marcar um encontro com ele, afinal, ela sentia
falta dele.
Ela
vestiu uma bermuda jeans, uma regata cinza e um all star, ela amava all stars uma
pena não poder ir trabalhar com eles. um make pra disfarçar as olheiras por ter
ido dormir tarde e o cabelo amarrado num coque soltinho. pronto, estava pronta
pra rever seu ex-namorado.
--
-Kate...
quanto tempo– Paul disse se levantando da cadeira quando Kate chegou e deu um
abraço nela
-Bastante
tempo... – ela disse e logo se sentou na frente dele. – como foi na Inglaterra?
-ótimo,
aquele país é muito bom – ele disse sorrindo pra ela, ele tinha um sorriso
cativante, além de ser muito bonito, tinha cabelos negros cortados de forma
jovial, um corpo perfeito... quantas vezes ela já não perdera o juízo com
aquele homem.
-Senti
sua falta – ele disse pegando na mão dela
-Também
senti a sua – ela falou sorrindo
-E Pam?
ainda fazem festas do pijama? – ele perguntou rindo
-ahahah
não, mas ela está morando aqui NY também.
-oh..
que ótimo, meu aniversário é semana que vem, lembra-se? quero juntar a galera
pra comemorar.
-Claro
que eu lembro! – ela respondeu – vai fazer quantos anos mesmo? 54?
-hahahha
palhaça, apenaaaaas 29. nossa, to ficando velho.
-Imagina,
Paul... tem homens de 50 anos que continuam inteiraços!
-ah, já
sei! – ele falou com cara de animado – Jon Bon Jovi, claro!
-não
exatamente ele... mas... – ela respondeu encabulada, ela jamais contaria a ele
que ela já estivera tão próxima do Jon, aquilo era algo pra somente ela pensar.
Eles
tiveram uma conversa super agradável, Paul não se continha em fazer elogios a
ela e em dizer o quanto ele estava com saudades dela. Kate estava feliz com a
volta dele, mas não estava sentindo a mesma coisa de um ano e meio atrás. Mas
eles estavam bem, planejaram o aniversário dele no restaurante italiano Del
Posto, que era da preferência da maioria dos amigos.
Depois de muita conversa, já estava escurecendo, Kate
preferiu não chamá-lo para subir quando Paul a deixou na frente de seu prédio,
ela não sabia se queria que eles voltassem a ter tal proximidade.
Chegando no apartamento ela percebeu que tinha esquecido o
celular em cima escrivaninha.
*nova mensagem*
“estarei
de volta a NY semana que vem, podemos nos ver?”
Mais uma vez o coração de Kate pulava desgovernado em seu
peito. Jon mandando mensagem pra ela pedindo pra se verem? “ok, Deus, pode
parar com pegadinha” Ela riu de seu próprio pensamento e respondeu a mensagem:
“Claro,
podemos sim, só dizer aonde”.
Ela esperou que chegasse a confirmação de envio e foi tomar
banho, ela tivera um dia interessante com Paul, mas o ponto alto fora a
mensagem de Jon. Enquanto deixava a água molhar seu corpo, Kate ficou pensando
no que estava acontecendo, “será que ele ainda acha que eu sou alguém que ele
conhece?”, ela estava curiosa, mas ainda assim ansiosa, ver o Jon dois dias
seguidos tinha sido perfeito, mas se reencontrar com ele seria mais ainda.
E assim a semana foi passando, sem muitos eventos
empolgantes, a não ser na quinta-feira que teve a visita do dono do jornal que
elogiou Kate pelo bom trabalho e ainda lhe deu um aumento no salário.
*nova mensagem*
“estarei novamente no Hilton,
sábado às 22h, mesma coisa que da ultima vez.”
Kate ficou animada ao ver a mensagem de Jon, já estava até
pensando em qual roupa vestiria, quando um pensamento veio em sua cabeça
“aniversário do Paul”
pronto, o dia de Kate acabara de ficar cinza. como ela podia
ter esquecido do aniversário do Paul e como marcou outro compromisso pra mesma
noite? não era um compromisso qualquer, era um chamado do Jon... E lá estava
Kate em uma cama de gato.
Mas mesmo assim respondeu a mensagem: “combinado, nos
vemos”.
Ela
passou a sexta-feira de folga imaginando o que fazer, não podia nem pedir
ajudar a Pam por que isso incluía ter que contar com quem se encontraria, e ela
não podia contar. Decidiu que ia ao aniversário de Paul e sairia mais cedo pra
chegar no Hilton e ver o Jon, afinal, ela não iria desmarcar um convite dele em
cima da hora.
sábado
chegou e Kate já estava se arrumando, colocou um vestido com as costas de fora,
estavauma noite quente e ela não poupou sua sensualidade, colocou um salto combinando com a estampa do vestido, alisou os cabelos, e fez uma maquiagem propícia para noite, mas não muito forte. passou um perfume doce e estava pronta, desde que se mudara pra NY, ela não saíra com frequência a noite, a não ser a trabalho, o que não deixava ela se produzir como ela realmente gostava, Kate era uma jovem muito bonita, e ela abusava nos seus pontos fortes, e aquela noite, ela estava saindo de casa para arrasar.
--
-UAU –
Pam exclamou na hora que Kate desceu do taxi na porta do restaurante, Pam tinha
chegado naquele exato momento também. entraram juntas – Kate, me responde, quer
conquistar alguém hoje? hahahah
-hahaha
para de ser boba, Pam, só to usando um vestido que comprei há séculos, nada
demais – e as duas gargalharam.
Elas chegaram à mesa do aniversariante que ficou quase sem
fala quando ela se aproximou e o cumprimentou, ele não conseguia tirar os olhos
dela o jantar inteiro
-- 21h30--
-Paul,
o jantar está ótimo, mas eu preciso ir – Kate disse conferindo as horas no
relógio
-Já?
mas tá super cedo ainda! – Paul falou desapontado – eu estava planejando de
irmos pra uma balada depois daqui
-ah..
nossa, desculpa mesmo, Paul. Mas eu preciso ir, tenho uns relatórios pra fazer
e eu não quero deixar pra última hora – ela disse sentindo-se um pouco culpada
-tudo
bem... – ele disse sem muitos argumentos pra tentar convencê-la a ficar – a
gente marca algo depois – e deu um beijo no rosto dela.
Ela se
despediu de todos e Pam ficou intrigada, afinal, elas não tinham trabalho
nenhum acumulado, mas preferiu não dar palpite, ela sabia que Kate estava
escondendo algo grande, aquela produção toda não fora apenas para o aniversário
do Paul. Decidiu que investigaria isso depois.
--no Hilton—
-Boa
noite, o senhor Francis está aguardando por mim, Katerine – ela disse sorrindo
para o recepcionista
-boa
noite, Srta. Katerine, pode subir, quarto 1120.
-Obrigada.
Mais uma vez ela estava ali, indo ao encontro de Jon, só que
dessa vez ela estava mais confiante, estava bem mais produzida mas sabia que com
certeza ele só ia querer conversar como fora da última vez.
duas batidas na porta e em alguns segundos lá estava ele abrindo
a porta pra ela.
-Olá,
querida, entre – ele disse dando um beijo na bochecha dela. – como você está?
-ótima
– ela disse entrando no quarto – e você, como tem passado?
-Bem,
correndo com meus deveres, mas tudo bem – ele disse sorrindo. Ele não pode
deixar de olhar o decote que ela estava usando, não era abusado, mas não muito
discreto, e quando ela passou por ele e ele viu suas costas de fora teve que manter
a pose pra não deixá-la perceber que ele perdera o ar.
-Cada
vez que nos vemos você me surpreende mais, garota – ele disse apreciando a bela
moça que estava na sua frente.
-Desculpe, isso te incomoda? rs – ela brincou com ele e
ele adorou o jeito dócil nas palavras dela.
-Claro
que não. – ele disse se sentando e apontando para que ela se sentasse também. –
hoje você não vai recusar uma bebida, vai?
Kate já
tinha tomado uma taça de vinho no jantar, mas não achou nenhum problema em
aceitar uma bebida com Jon
-Posso
te acompanhar dessa vez – ela disse sorrindo – o que você quiser, por favor.
Ele
abriu uma garrafa de vinho branco e serviu duas taças.
-aprecie,
esse é um dos meus preferidos. – ele entregou a taça pra ela e brindaram
-confio
no seu bom gosto – ela disse sorrindo e tomando um gole, era realmente um vinho
muito saboroso.
-Você
aparenta estar cansado, Jon – ela começou olhando para o rosto dele – acha
mesmo uma boa ideia eu ter vindo?
-Claro
que acho, senão não teria chamado – ele disse de forma objetiva – Estou sempre
cansado, minha rotina não é fácil, muitos compromissos e problemas todos os
dias... mas nada disso me impediria de querer te ver, mocinha.
-Bom,
se é assim tudo bem... – ela disse meio encabulada
-Desculpa,
mas eu não consigo parar de pensar em você, na forma que você fala... no jeito
que você me olha..
-Ah..
olha, se isso for um incômodo..
-hahaa
já falei, você não é um incômodo, eu gosto de você. você não escondeu que é
minha fã, mas não fica “fangirlando”, nem me olha como um pedaço de carne... eu
gosto disso.
-Na
verdade, eu acompanho sua carreira desde criança, mas nunca tive vontade de te
agarrar a primeira vez que te visse na minha frente rs
-Jura?
estou tão ruim assim? – ele disse olhando para o próprio corpo e riu
-HAHAH
nunca! mas é só.. sei lá, admiração e respeito mesmo, sempre tentei te olhar
como pessoa, não como rockstar... mas confesso que você é uma pessoa bem melhor
do que eu imaginava... – ela falou quase dizendo que ela enlouquece com aquele
corpo dele, por sorte ela se freou
-Sério?
-Claro,
pode ser que depois de tantos anos acompanhando sua carreira, eu tenha me
familiarizado contido... sei lá, é como se você fosse próximo de mim, de alguma
forma...
-Não é
a toa que você está aqui – ele disse sorrindo pra ela – de alguma forma eu
sinto o mesmo, mas a diferença que até o dia que você entrou no meu camarim pra
me entrevistar, você era totalmente desconhecida pra mim, mas de alguma forma
seus olhos são familiares, o jeito que você sorri, o jeito que fala... entende
agora?
-Entendo
sim, confesso que tentei imaginar o porquê de você achar isso, mas não tenho
ideias... até liguei pra minha mãe pra perguntar se ela te conhecia...
-Sua
mãe? vocês são parecidas?
-Sou
mais parecida com ela do que com meu pai.. mas ela disse que nunca foi num show
seu nem quando era mais nova, ela passou a infância e adolescência na Itália,
então é meio difícil vocês terem se cruzado.
-hmm,
claro... e outra.. se ela for bonita como você, com certeza eu me lembraria –
ele disse piscando pra ela.
-ah
Jon, não precisa disso, vai – ela disse rindo
-não...
sério – ele disse agora se sentando mais perto dela – preciso confessar que sua
presença me causa um certo... – ele não tinha palavras pra descrever – ah,
sabe... ?
-Não
sei... mas tudo bem – ela disse meio sem graça
-Eu
quero estar perto de você, acho que você já entendeu que não se trata de
fã/ídolo nem do seu emprego...
Kate sentiu suas pernas estremecerem quando Jon estava se
aproximando dela, não respirava, era praticamente impossível respirar com
aquele homem tão perto dela. Por um momento ela achou que estava delirando, mas
quando se deu conta, Jon deu-lhe um beijo breve nos lábios e sorriu pra ela.
Ela via isso o tempo todo nos shows, ele chamava uma fã no palco e a beijava,
mas a situação ali era diferente, ela estava sentada do lado dele, num sofá, no
quarto de hotel que ele estava hospedado. Não era a mesma coisa nem de longe.
Jon
sentiu-se estranho, anormalmente feliz por ter beijado Kate, mais uma vez ele
sentiu-se seguro com ela, e não hesitou em dar mais um beijo nela, mas dessa
vez não foi só um beijo rápido, dessa vez ele a puxou mais pra perto, era um
beijo palpitante, com vontade... e ela se entregou, como conseguiria resistir
àquela boca, àquele halito quente com gosto de vinho, àquele homem que já a fez
pirar sozinha várias vezes vendo vídeos.
Logo se afastaram, Kate estava sem ação, mas pensou no que
fizera.
-Jon...
melhor eu ir embora – ela disse
-Já?
-Tá
ficando tarde, e... não posso perder o controle – Jon, ficou com mais vontade
ainda de beijá-la ao saber que ela mal estava conseguindo resistir – Desculpa.
-tudo
bem... você tá certa... eu não sei quanto tempo mais conseguiria resistir à
você nesse vestido – ele disse dando um sorriso safado. – mas me promete que
você não se assustou?
-prometo,
é só... não podemos perder o controle. – ela disse se lembrando de Dorothea,
que fora tão simpática com ela ao dizer que adorava sua coluna no jornal.
Jon percebeu a sensatez dela e decidiu concordar,
levantou-se pra acompanha-la até a porta
-você
vai voltar, não vai? – ele perguntou segurando a mão dela
-Sempre
que você chamar – ela respondeu, deu um sorriso e um beijo na bochecha dele.
--
Kate chegou em casa, tirou os sapatos e se sentou no sofá.
Jon havia a beijado... ela sorria ao lembrar do beijo, tinha a sensação de que
aquilo não estava certo, mas deixou estar. Era como se ela realmente o
conhecia, ainda mais depois daquele beijo. “Não... não é possível”, e foi tomar
banho. no dia seguinte ela iria ver seus pais, desde que se mudara ela não os
viu mais, então decidiu se dar um dia de folga...
~1978~
Jane
tinha passado as duas últimas semanas muito bem, fez as provas e estava
liberada pra curtir as férias de verão. Ela e Johnny estavam se entendendo
muito bem, ele já não era mais parceiro dela nas matérias da escola, mas ele
estava sempre indo na casa dela pra conversarem sempre que ele tinha um tempo.
O trabalho no estúdio de seu primo consumira todo o tempo livre que ele tinha e
a noite ia ver Dorothea, eles estavam muito felizes, era um dos casais mais
bonitos do colégio... e isso não deixava mais Jane chateada, ela soube lidar
com aquilo, principalmente tendo Brendan do seu lado, ele era um ótimo
companheiro e estava sempre com ela.
-Tudo
certo pro acampamento? – Johnny perguntou enquanto Jane se sentava ao lado dele
no gramado em frente ao colégio.
-Não
sei não, Johnny – Jane respondeu – meus pais estão querendo viajar e não voltam
antes que o acampamento acabe e não querem me deixar sozinha.
-Ahh...
para com isso, eu falo com eles, qualquer coisa você fica na minha casa, sabe
que minha mãe gosta mais de você do que de mim...
-hahahah
exagerado! vou ver isso, ok?
Brendan
chegou e Jane foi embora com ele, ele sempre a deixava em casa depois do
colégio.
-Estávamos
falando do acampamento – Jane puxou assunto no meio do caminho – você tá afim
de ir?
-bom...
você sabe que eu não curto muito... sabe, ficar 4 dias dormindo em uma barraca
no meio do mato...
-a questão
não é essa, alguns amigos estarão lá, vai ser divertido. – Jane insistiu
-mas a
sua mãe não tinha deixado você ir.
-eu
sei, mas vou falar com ela, vai ser legal!
-Pensei
que iríamos curtir o verão juntos... – Brendan disse com cara de filhotinho
-e
vamos... ahh pare de ser chato – ela disse rindo e ele riu também;
--
-Johnny?
– Jane ligara pra ele naquela noite
-heey
Jane, o que houve?
-Minha
mãe deixou eu ir pro acampamento! – ela falou feliz
-que
ótimo! agora temos que arranjar barracas e sacos de dormir
-isso
a gente arruma fácil haha
--no acampamento.
-
vamos dormir aqui, Jane? – Brendan perguntou
-Claro,
aqui é ótimo, e poderemos dormir juntos – ela disse dando-lhe um beijo, mas
Brendan não demonstrava muita empolgação.
-Jane,
pode me ajudar por favor? – Johnny a chamara um pouco mais adiante
-Sim,
o que foi?
- Dot tá
arrumando as coisas, precisamos de lenha pra fazer uma fogueira... vamos
comigo? – ela assentiu com a cabeça e avisou Brendan onde estava indo.
--
-Que
bom que você veio – Johnny falou dando um sorriso pra ela
-Não
podia deixar de vim, ia passar as férias inteiras em casa... o Brend não tava
muito afim de vir – ela disse parecendo estar meio chateada.
-Percebi
pela cara que ele fez quando chegamos – Johnny disse com jeito de quem não
tinha gostado da atitude de Brendan. – seguinte, eu percebi que ele não queria
ter vindo, por isso te chamei pra vir comigo... olha, relaxa, tá legal? se ele
não quer curtir, pelo menos você vai...
-brigada
Johnny, ele não queria deixar eu vir sozinha... mas... ah, esse tipo de atitude
dele que me irrita – ela disse sentando-se numa pedra – tudo tem que ser do
jeito dele, e quando não é ele fica daquele jeito
-Então
por isso eu quero que você relaxe. Amanhã bem cedo iremos fazer uma caminhada,
não acorde-o rs – ele disse agachando do lado dela – não quero que você se
chateie, ok?
-rs
ok – ela sorriu e eles continuaram a caminhar
-John...
você sabe onde a gente tá? – Jane perguntou quando se sentiu meio perdida
-Claro
que eu sei... já vim aqui com Matt uma vez...
-Então
tá
-- depois de meia hora andando,
eles pegaram a madeira necessária pra fazer a fogueira no acampamento.
-Johnny...
você tem certeza que sabe onde a gente tá? – Jane insistiu
-Tenho
J... é só a gente virar aqui e... a gente passou por essa caverna?
-Eu
sabia!! – Jane exclamou – a gente tá perdido!!
-ow,
calma, ok? eu vou achar onde a gente tá... só.. fica calma
--
-John...
faz 20 minutos que a gente tá rodando aqui. aceite, a gente se perdeu, vamos achar
uma trilha e seguir, uma hora a gente sai em algum lugar...
-Não
podemos, tá ficando escuro, é perigoso... temos que fazer um acampamento
improvisado aqui...
-Como?
-Bom,
temos madeira, eu tenho um isqueiro, a gente fica naquela caverna ali – Johnny
disse apontando pra frente logo ali perto.
-Certo
– Jane concordou mesmo não estando nada feliz em estar perdida no meio da
floresta. Eles se certificaram que a caverna era segura e acenderam a fogueira,
com certeza Dot e Brendan estavam preocupados com o sumiço dos dois, mas eles
não poderiam andar pela floresta à noite, tudo teria que ser resolvido pela
manhã
-Johnny...
– Jane falou enquanto ele se sentava ao lado dela na frente da fogueira – to
com medo, to com fome...
-Eu
sei... e a culpa é toda minha... eu não devia ter deixado a gente se afastar
tanto do acampamento – ele disse olhando pro nada, com raiva de si mesmo por
estar deixando Jane passar por aquilo.
-Tudo
bem... eu também me empolguei na caminhada, a culpa não foi só sua.. tudo
bem... – ela disse sorrindo pra ele
-Pelo
menos estamos juntos – ele disse sorrindo de volta pra ela. Era incrível que
mesmo numa situação daquela, o clima com Jane sempre estava leve... era isso
que ele mais adorava nela. – Só espero que a Dot não pire
-ai..
Brendan vai achar que a gente fugiu – ela disse arregalando os olhos – do jeito
que ele é paranoico com relação a você...
-paranoico
com relação a mim? Como assim?
-Ah..
antes de eu e ele começarmos a ficar juntos, ele dizia que eu tinha algo com
você e que não valia a pena sofrer e blah blah blah..
-Sério
isso? que panaca – Johnny falou rindo.
-não
fala assim dele, Johnny – ela falou repreendendo-o
-falo!
falo sim! e falo mais – ele disse sentando-se na frente dela – um cara que fica
fazendo cara feia numa viajem com a namorada gata dele, merece ser chamado
muito mais do que panaca.
-rs
vamos, John, para de ser chato... ele se esforça... e olha só a sacanagem... eu
não vou passar a noite com ele, ele vai ficar puto amanhã
-Quer
saber de uma coisa? – Johnny disse chegando mais perto dela – eu quero que ele
se foda, sabe por que? eu cheguei aqui primeiro – ele apontou pra ela com um
sorriso safado. – ele não sabe o que tá perdendo... ou sabe... mas dane-se
Ele
beijou Jane, num ato de ciúmes e raiva de Brendan por fazer tão pouco caso de
Jane algumas vezes. Se essa noite ele ou Jane planejaram algo com seus
respectivos namorados, isso seria suprido com outros parceiros. Jane não
resistia às investidas de John, e nem queria. Mesmo estando firme com Brendan,
a única pessoa que tinha acesso livre a ela, era Johnny.
Johnny
ergueu a camisa dela para poder admirar seus seios, estava uma noite meio fria,
e as consequências disso no corpo de Jane era que ela estava mais arrepiada que
o normal, Johnny a poupou de tirar a roupa, tiraram (ou afastaram) apenas o
necessário.
Fazer amor com Jane, numa caverna
em frente a uma fogueira, perdidos no meio da floresta, fora uma das coisas
mais excitantes que ele já havia feito. Foi incrível, mais uma vez eles eram os
parceiros ideais, mais uma vez não houve culpa... apenas prazer e paixão.
Arrumaram as roupas e deitaram ao
lado da fogueira para se aquecerem, quando Jane estava quase adormecendo,
Johnny beijou-a nos lábios dela sussurrou: “eu te amo”, e dormiram.
--Fim do 3º Capítulo--
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