Jane
acordou assim que os primeiros raios de sol começaram a surgir no céu, e
decidiu acordar Johnny para que eles pudessem achar a trilha pra voltarem ao
acampamento. Logo eles se levantaram, e começaram a caminhar.
-O que
vamos dizer? – Jane perguntou ao John enquanto caminhavam na trilha – É claro
que vão perguntar como passamos a noite, não tem como fugir dessa questão.
-a
gente fala a verdade, ué – ele disse dando de ombros.
-claro,
Brendan vai achar supernormal.
-Vamos
dizer o que? – ele parou olhando pra Jane – que a gente se hospedou num hotel
em quartos separados? – e riu
-Não,
bobo – ela respondeu rindo também – mas é que vai ser complicado...
-Eu
sei... mas a gente se perdeu, não podem nos crucificar.
Jane murmurou algo em acordo e continuaram a caminhar, até que acharam a
trilha paralela que chegava no acampamento.
-JOHN!!
– Dorothea correu ao encontro dele quando ele apareceu lá – Onde você estava???
– ela perguntava enquanto o abraçava, logo Brendan também se aproximou de Jane e
John
-É,
onde vocês estavam?? – ele perguntou parecendo bravo. – a gente nem conseguiu
dormir!
-acalmem-se!
– Johnny pedia – a gente se perdeu da trilha e acabou escurecendo, não pudemos
voltar.
-e
vocês passaram a noite como? – Brendan perguntou se dirigindo a Jane
- a
gente ficou numa caverna perto de um
riacho... – ela disse – também não conseguimos dormir – John percebeu o
desespero escondido na voz dela e apenas concordou.
-Exato,
ficamos pensando no quão preocupados vocês estariam...
-o
pessoal queria chamar a polícia – Dot começou – mas como já estava escuro, a gente não pôde sair e preferimos esperar.
Estava rezando pra que nada tivesse acontecido com vocês!
Jane
não conseguiu não se sentir culpada, Dot estava super preocupada com o bem
estar deles e com olheiras por não ter dormido, e Brendan parecia desconfiado,
mas não menos preocupado. Jane se lembrou da noite que tivera com Johnny e como
fora boa e a culpa que não sentira na noite anterior viera em peso agora.
Eles comeram e foram achar um lugar pra tomar banho, Jane
foi primeiro e quando voltou, Brendan estava com uma cara pior do que da hora
que ela chegara.
-O que
houve, Brend? – ela perguntou sentando-se do lado dele no chão da barraca.
-Você
me arrasta pra esse acampamento no meio do nada, se perde com o John na
floresta, passa a noite com ele, eu fico aqui com a Dot preocupadíssimos, ela
ficava choramingando o tempo todo e vocês voltam super normais, e sem uma
olheira sequer. – ele falou olhando pra ela, agora não escondendo o quão
incomodado ele estava. – vou embora.
-Brend..
por favor, não foi culpa de ninguém isso ter acontecido – ela começou pegando
na mão dele – não fiz isso de propósito, ou você acha que eu queria ter passado
a noite no frio, longe da minha barraca, longe de você?
-quer
saber mesmo? – ele disse se livrando das mãos dela – acho. você estava com o
seu querido amigo Johnny... você devia estar maravilhosamente bem.
-Que
ridículo você falar isso! – ela exclamou indignada – você sabe o quanto eu
queria passar essa noite com você!
-Mas
não passou – ele falou se levantando – agora eu vou pra casa.
-fica
aqui, Brendan – ela falou indo atrás dele quando ele saiu da barraca – se você
for embora com raiva de mim, eu não vou ficar bem!
-Então
não fique.
-Eu não
vou correr atrás de você! – ela gritou e ele já estava entrando no carro.
Jane
bufou de raiva, como ele podia ser tão cabeça-dura?? Ela entrou na barraca e
ali ficou até que Johnny entrou
-Eu
ouvi sua discussão com o Brendan – Johnny disse sentando-se na frente de Jane –
Não se culpe, por favor.
-ahh
John... não to me sentindo culpada... só.. com raiva.
-imagino,
eu falei pra você que ele era um completo babaca. – ele falou encarando Jane
com uma expressão séria. – vamos curtir o resto do nosso acampamento, não quero
você chorando por ele, quero que você aproveite.
-Vou
tentar, aliás... eu vou! – ela falou decidida – Ele é quem vai estar perdendo,
não eu!
-Isso
mesmo, J! assim que eu gosto de ouvir... agora, vamos, o pessoal vai sair pra
uma caminhada.
Jane
passou os três outros dias de acampamento com Johnny, Dot e os amigos, a noite
ela mal dormia, as vezes ficava acordada apenas observando as estrelas do lado
de fora da barraca, de vez em quando percebia alguns movimentos na barraca de
Johnny e Dot, mas preferia ignorar. Ela já tinha feito tudo ao contrário nesse
acampamento. E assim os dias passaram e ela voltou pra casa, Johnny deixou Dot
na casa dela e depois foi deixar Jane, que morava mais perto dele
-Seus
pais ainda não voltaram da viajem? – Johnny perguntou quando eles desceram do
carro
-ainda
não, voltam só semana que vem
-Você
vai ficar bem? –ele perguntou enquanto tirava a mala dela de dentro do
porta-malas – você não quer ficar lá em casa?
-rs
claro que não, Johnny – ela disse rindo – você acha que eu vou ficar lá quando
você tá namorando com a Dot e o Brendan tá com raiva de mim?
-hahahah
verdade, então se cuida viu? – ele falou enquanto ela abria a porta de casa –
se tiver qualquer problema ou se precisar de alguma coisa, é só me chamar.
-Tudo
bem, pode deixar, e obrigada pelo acampamento – ela disse abraçando-o – você
fez com que uma situação chata se tornasse uma experiência ótima!
-Eu não
podia deixar você ficar chateada a toa, né – ele disse olhando nos olhos dela –
você é especial pra mim, e o que eu te disse é real. – ela fechou os olhos e se
lembrou das palavras de Johnny na noite que dormiram na caverna, suas pernas
estremeceram só pela lembrança e Johnny a beijou.
Quando ele estava entrando no carro ela gritou
-EU
TAMBÉM! – ele sorriu e foi embora, Jane entrou, encostou-se na parede e sorriu.
--
~2012~
Kate
chegou à casa de seus pais no domingo por volta do meio dia, não dormiu muito,
mas estava radiante de qualquer forma
-Kate,
querida, fez uma boa viajem? – sua mãe perguntava enquanto a abraçava – que
saudade de você!
-Saudade
de você também, mãe. – Kate disse enquanto entravam em casa – Como vocês tem
passado?
-Bem!
mas quem está melhor é você, não? – sua mãe sorria – você parece estar muito
contente, isso tem a ver com a volta de Paul? – ela perguntava ansiosa, Paul
era muito querido pela mãe de Kate, era um homem bem sucedido e adorava a
família de Kate, isso contava mil pontos pra sua mãe.
-rs,
também, mamãe – Kate sorria, feliz demais pra estragar o dia de sua mãe dizendo
que ela não tinha a menor intenção de voltar com Paul. – cadê o papai?
-Ah,
querida, ele foi resolver uns assuntos da casa nova...
-casa
nova? – Kate perguntou espantada
-sim,
em breve nos mudaremos pra Fresno! – Karen, mãe de Kate, falou com um sorriso
maior ainda no rosto e Kate ficou com a expressão mais fechada
-Vocês
vão morar do outro lado do país e você está tão feliz assim?
-Querida...
você já começou sua vida independente, já está na hora de eu e seu pai termos
um pouco mais de tranquilidade e prazer.
Kate
não ficou muito feliz com a notícia, não queria seus pais tão longe dela, mas
aceitou que se fosse bom para eles, seria bom para ela.
-aahh,
me conte sobre seu trabalho! sei que você está muito contente por ter conhecido
seu ídolo!
-Estou,
mamãe, ele é incrível, atencioso, carinhoso... – Kate falou e logo viu que
falou demais..
-Como
assim? numa entrevista deu pra saber tudo isso?
-err...
ah, claro... eu captei muito bem o semblante dele rs
Kate
queria muito contar pra alguém o que estava acontecendo, mas não achou que
seria correto, nem pra sua mãe. Então ela decidiu deixar um pouquinho de lado o
Jon, e ficou relaxando com sua mãe na beira da piscina, estava um dia ótimo,
elas conversavam animadamente...
*nova mensagem*
“obrigado
por confiar em mim, mais uma vez, obrigado por ter iluminado minha noite com a
sua presença. Quanto à correspondência, espero que a resposta seja positiva.”
Kate leu e releu a mensagem, “correspondência”? o que ele
queria dizer com isso? ela estava louca de curiosidade pra saber do que se
tratava, então como já era quase noite, ela preferiu ir logo pra casa, assim
que se certificasse, responderia a mensagem de Jon.
--em casa
Logo
que Kate chegou, o porteiro a chamou e disse que tinha um envelope pra ela, ela
assinou o protocolo de retirada e subiu para seu apartamento pra ver o que se
tratava
Então abriu o envelope e tinha um bilhete escrito a mão
“Olá Kate, não sei se
sabe, mas semana que vem terá um show em Londres, adoraria que você fosse,
dentro desse envelope tem uma credencial e uma passagem, preciso que você vá.
Pegue o final de semana de folga e vá me encontrar nesse hotel que está
descrito em outro bilhete, faça uma reserva e coloque no nome de “Francis”, eles
vão saber o que fazer. Me responda o mais rápido, J.”
Kate estava boquiaberta com o que acabara de ler, um final
de semana em Londres, com Jon? Será que ela devia? Era melhor responder logo
“Muito
obrigada pelo convite, Jon, mas não sei se devo.”
*Nova Chamada: JB*
-Alô –
Kate atendeu com o coração pulando.
-Olá
querida – ele disse e ela sorriu – Me explique sua resposta, por favor
-ah
Jon... eu não sei se posso, sou repórter e se souberem que eu estive lá pode
ser complicado.
-Não
esquenta a cabeça com isso, só me diz que você vai falar com seu chefe e vai
fazer o que tá escrito no envelope.
-hmm...
mesmo assim, não sei se é certo.
-Seguinte,
você esteve duas vezes a sós comigo, ocorreu tudo bem, vai ser a mesma coisa,
só muda que estaremos em Londres. Eu preciso ficar perto de você, entende,
garota?
-Claro...
olha, vou ver se consigo convencer meu supervisor... mas.. Jon, porque não me
disse isso ontem?
-Não
consegui, me perdi no meio do caminho rs
-rs claro,
e como sabe meu endereço?
-Isso
já é outra história, digamos que... o que eu quero, eu consigo – ele disse
soltando uma risada, Kate não aguentou e riu junto. Eles conversaram durante
quase 1 hora até que Jon precisou desligar. Kate não estava aguentando de
felicidade, Jon a chamara pra passar o final de semana em Londres pra ver o
show e ainda pediu pra que ela se registrasse no mesmo hotel que a banda. Era
demais! Então ela decidiu arrumar uma
boa desculpa, e claro, convincente, pra que Marlon lhe desse o sábado de folga,
já que o último ela não teve escala.
--
-Marlon,
bom dia, posso entrar? – Kate estava na porta da sala de seu supervisor na
segunda de manhã logo que chegou
-Claro,
Katerine, entre – ele disse sorrindo pra ela, ótimo, ele estava de bom humor
-Então,
queria pedir pra você que me desse folga no próximo sábado – ela disse sorrindo
-Algum
motivo especial? você já não foi escalada sábado passado.
-eu sei,
mas é que eu vou precisar fazer uma viajem pra Londres no próximo final de
semana, tenho uma tia que está doente e não sei se haverão mais oportunidades
de vê-la
-uh..
entendo – ele disse com uma expressão de compaixão – claro, fique a vontade pra
ir, você volta quando?
-na
segunda, antes do meio dia já estarei aqui.
-tudo
bem, se não conseguir chegar a tempo, eu mando no seu e-mail o seu trabalho e
você fica em casa fazendo.
-Obrigada,
Marlon – Kate disse sorrindo
Kate não estava se sentindo tão bem com relação à mentira,
mas não podia negar um pedido de Jon, e ir pra Londres nunca era um sacrifício
pra ela.
-Kate,
desculpa, mas precisamos conversar. – Pam chegou na mesa de Kate quando ela
voltou da sala de Marlon. – no almoço, pode ser?
-Claro,
Pam, sem problemas – Kate respondeu já não estando mais com aquele brilho que
estava antes, claro que Pam desconfiou de alguma coisa, Pam não é burra é claro
que ela iria se ligar que algo estava acontecendo com sua amiga. Isso deixou
Kate desconfortável.
--no almoço
-Kate,
olha... eu sei que desde que você e o Paul terminaram há mil anos atrás, você
não saiu com ninguém, muito menos quando você se mudou pra NY. Mas algo tá
acontecendo com você e você não quer me contar!
- Pam falou assim que fizeram seus pedidos no restaurante – você pediu
folga no sábado pra ir visitar uma tia na Inglaterra? como assim? achei que seus
outros parentes fossem da Itália!
-Olha
Pam, não é isso... ah... não sei o que dizer – Kate olhou pro chão, ela estava
sem saída, e não sabia mentir pra sua melhor amiga.
-Sábado
passado, no aniversário do Paul, você estava super arrumada e não era pra ele
porque você saiu na metade do jantar. onde você foi, Kate?
-Seguinte
Pam, é uma história complicada, não dá pra eu ficar falando aqui. – Kate disse
diminuindo o tom de voz – vai lá em casa hoje, eu te explico.
-Tudo
bem, mas eu quero saber... tem homem envolvido nisso?
Kate assentiu com a cabeça, logo chegaram seus pratos e elas
comeram, Pam estava chateada por não saber o que estava acontecendo, mas logo
começou a puxar uns assuntos mais leves pro almoço. Kate ficou o resto da tarde
toda imaginando como contaria o que estava acontecendo... apesar de não estar
acontecendo “nada de mais”, mas era Jon Bon Jovi que estava no meio do assunto,
qualquer deslize que fosse poderia comprometer tudo. Mas Kate sabia que podia
confiar em Pam, então isso a deixou mais tranquila, mas não menos tensa.
--mais tarde
-Certo,
Kate, por favor, vamos acabar logo com essa conversa... isso tá me matando! –
Pam falou assim que se sentou no sofá de Kate e tirou os sapatos.
-Pam,
preciso que você jure que nada do que você ouvir, vai sair daqui – Kate falou
olhando nos olhos dela – Isso é de suma importância e eu não posso colocar nada
a perder.
-Claro,
amiga, mas me fala logo, tá me deixando preocupada!
-Seguinte...
sim, eu estou vendo uma pessoa. Mas não, não estamos nos pegando nem nada
parecido. e essa minha viajem é de certa forma com essa pessoa. – Pam prestava
atenção em cada detalhe – E é o Jon.
-O QUE?
– Pam exclamou arregalando os olhos.
-Shiu,
escuta. Sim, ele mesmo.
-tá,
mas como assim?? como??
-eu o
conheci no dia da entrevista, ele me olhava de um jeito estranho e depois do
show ele pediu pra falar comigo no camarim dele, e eu dei meu cartão porque
algo parecia estar o incomodando. E depois ele me chamou pra conversar quando
ele tava aqui em NY e um dia depois foi aquele evento que fomos juntas e depois
ele quis me ver de novo e foi bem no dia do aniversário do Paul.
Kate
fez uma pausa, Pam estava com a boca aberta sem saber o que dizer, então Kate
continuou
-Aquele
dia eu fui sim mais arrumada porque era um jantar de aniversário, mas
aproveitei pra dar um toque a mais porque iria ver o Jon, mas nada aconteceu
(Kate preferiu não mencionar o beijo). aí ele me mandou uma credencial e
passagens pra eu ir ver o show da banda em Londres e pediu pra que eu ficasse
no mesmo hotel que eles.
-PUTA
QUE PARIU, KATE! – Pam se levantou do sofá e começou a andar de um lado pro
outro – não acredito nisso! isso é fantástico! é fora do comum!
-Calma,
Pam, não é nada de mais...
-NADA
DE MAIS? Jon Bon Jovi te chama pra ir viajar com ele, ficar no mesmo hotel e
isso não é nada de mais? – ela se sentou do lado de Kate e colocou a mão na
testa dela – você tá com febre, só pode.
-Não
Pam, é sério – ela disse se livrando da mão da amiga – é como se fôssemos bons
amigos, sabe... só pra conversar e tal...
-Aham...
um bom amigo que você morre de vontade de dar pra ele desde hm.. com quantos
anos você descobriu de onde vem os bebês? hahahahahahah
-hahahahahah
palhaça! – Kate deu um tapinha no braço de Pam – sério, escuta agora... pelas
barbas de Merlin, não fale nada pra ninguém! nem comente que eu conheço o Jon
nem nada que ligue o nome dele a mim
-Calma,
meu, você conhece meus segredos mais profundos e eu os seus, não tem com que se
preocupar... minha boca sempre foi e sempre será um túmulo! Por isso eu não sei
porque você demorou tanto pra me contar
-Eu
sei, amiga... foi um erro meu, mas é uma coisa que tá sendo tão natural e
perfeito, que eu tava com medo de contar... mas já foi. agora você tá sabendo e
vai ficar quietinha!
Pam cruzou os dedos
num sinal de compromisso e as duas riram. Era bom não ter que esconder mais
aquilo de Pam, agora ela estava mais livre e tinha com quem falar sobre como Jon
era fofo mandando mensagens pra ela e tudo mais...
A
semana passou voando, e Kate estava grata por isso. Já iria pra Londres na
sexta-feira ao meio dia, e chegaria lá a noite. Ela já tinha feito sua reserva
no hotel que Jon tinha falado pra ela, e colocou no nome dele, por mais
estranho que parecesse, era só uma ligação de confirmação. Kate estava se
sentindo animada, ansiosa e um pouco culpada, Marlon tinha mandado uma mensagem
pra ela desejando melhoras à tia dela. Mas logo se esqueceu disso, em poucas
horas estaria na presença de Jon, então ela decidiu relaxar e ligar o Ipod
quando o avião estava decolando.
--no hotel
Kate
acabara de perceber que estava entrando em um dos hotéis mais luxuosos de
Londres, fez o check-in e subiu para o quarto, ela se espantou ao saber que
aquela não era uma das suítes mais caras, o quarto era enorme, era maior até
que a grande sala de estar da casa dos pais de Kate. Ela estava se sentindo
muito a vontade, decidiu tirar um cochilo, estava super cansada pela viajem. O
show só seria no dia seguinte, não tinha por que se preocupar.
Uma batida na porta e um bilhete por de baixo dela, foi isso
que Kate ouviu/viu assim que acordou.
“quarto 3060 às 22h, não jante. J.”
Kate sorriu ao ler o bilhete, iria ver Jon naquela mesma
noite, e provavelmente aquilo indicava que ela iria jantar com ele. Ela não
conseguia parar de sorrir.
Ela não teve vontade de sair do quarto, ficou por lá
descansando mais e quando era 21h ela começou a se arrumar, tomou um banho
longo, pra tirar o cheiro de avião que ela ainda estava, colocou uma saia longa
de tecido pesado, uma camisa de manga longa e uma rasteirinha. Não estava frio,
mas não estava muito fresco. e como não iria sair do hotel, preferiu não
colocar nenhuma blusa por cima. quando deu 22h ela saiu do quarto e foi para o
quarto 3060, três batidas leves e logo Jon abriu a porta.
-também
estou feliz por estar aqui, Jon – ela disse enquanto entrava no quarto e
percebia que o quarto de Jon era mil vezes maior que o dela (tá, exagero, mas
era bem grande)
-Já
conhecia Londres? – ele perguntou servindo uma taça de vinho a Kate
-Sempre
passava por aqui nas férias do colégio, tenho uns parentes que moram na Itália.
-Gosto
daqui, em especial esse hotel, o Bekerley é um dos melhores do mundo no meu
conceito! – ele disse brindando com ela – vamos jantar? acabei de chegar de uma
reunião e estou faminto!
-claro,
o que você achar melhor
-ah
vamos... escolha o jantar, o cardápio está aqui – ele disse entregando a ela –
confio no seu bom gosto
-hmm..
nem sabe se eu tenho bom gosto rsrs
-você disse
que é minha fã desde sempre, já sei o resto – ele disse rindo e ela não
aguentou e riu junto.
-Bom, esse
Gnocchi ao molho branco com camarões parece delicioso – Kate virou o cardápio
pra ele
-ahh
massa, você não precisa me conquistar, menina
-e quem
disse que eu quero?
-hahahahaha ai, está faltando um
pouquinho de respeito aqui – ele disse rindo do atrevimento de Kate – certo,
certo, vamos de massa, sou louco por isso
Ele ligou para o Buffet entregar
seus pratos no quarto acompanhados de um vinho tinto.
-Você tem um ótimo gosto, menina
-você não é o único “italiano”
aqui. rs
-rs claro. e como tem passado?
-Tudo bem, trabalhando
bastante...
-Enrolou seu supervisor?
-é.. sim, mas confesso que estou
me sentindo meio culpada...
-e porque?
-ah, disse que tinha uma tia
doente e precisava vê-la antes dela partir – ela disse com uma expressão meio
chateada
-hahahah nossa, não tinha nada
menos dramático?
-se fosse menos dramático eu não
estaria aqui – ela disse erguendo uma sobrancelha.
-uh... então é melhor deixar sua
tia descansar, não acha? – ele disse piscando pra ela.
Eles riram e ficaram conversando sobre
tudo e logo chegou o jantar deles. Realmente, estava tão divino quanto parecia
na foto do cardápio. Tomaram uma, duas, três taças de vinho
-ah.. é melhor eu parar – Kate
disse quando Jon estava indo colocar a quarta taça de vinho para ela – já abusei
e essa semana minha gastrite tava atacada
-ahh vamos.. vinho faz bem pro
coração – ele insistiu sorrindo
-e tem álcool, que é péssimo pro
estômago... acho que você quer me embebedar, Sr. Bongiovi.
-eu? jamais! as melhores coisas
da vida eu fiz quando estava... bem... tá, não muito sóbrio..
-hahaha imagino... – ela disse
olhando nos olhos dele – você curtiu muito sua adolescência, não foi?
-é... você não sabe como os
anos70/80 foram bons comigo. Fiz muita besteira, mas aproveitei ao máximo
-queria muito ter vivido nos anos
80. Sou meio complexada com isso, me sinto como se tivesse 50 anos as vezes,
não pertenço a essa geração – Kate falava enquanto os dois se sentavam num sofá
-Tenho certeza que você teria
adorado viver nos anos 80. e eu teria adorado te conhecer naquela época – ele concluiu
chegando mais perto dela
-ah.. Jon, você não disse que tá
cansado? não acha melhor eu ir embora? já passa da meia noite...
-Não, quero que você fique. – ele
falou firme – com você as coisas ficam mais fáceis, só de você estar aqui, já
me sinto bem melhor, por favor, fique.
-se você acha bom assim, por mim
tudo bem – ela disse sorrindo, Jon amava seu sorriso, o jeito que os olhos
brilhavam quando ela sorria... ele estava cada vez mais encantado por ela.
-Não sei se você se assustou com
nosso último encontro – ele falou mais uma vez chegando perto dela – mas eu não
aguento mais.
E a beijou mais uma vez, lentamente ele tirou a taça da mão
dela e colocou junto com a dele em cima da mesa de centro e colocou sua mão na
cintura dela, ela envolveu seu pescoço com uma mão e com a outra fazia carinho
nos cabelos dele. Era surreal para os dois, Jon voltou com a cisma de “deja vu”
com ela e ela apenas morrendo na boca do homem que já a fez se tocar diversas
vezes sozinha.
Ele apertou mais ainda o corpo perto dela, ela apoiou uma
das mãos no peito dele e pôde sentir o quão firme era, e ele estava ardendo de
desejo por ela, há tempos ele não sentia algo como aquilo... ele desceu os
lábios para o pescoço dela e num ato que a fez quase perder o juízo.
-oh...
Jon... espera – ela disse erguendo a cabeça dele pra ela – por favor, vamos com
calma...
ele não tinha entendido o porque de ir com calma... mas concordou,
na verdade, ele gostava demais da companhia dela, pra simplesmente transar com
ela na primeira brecha e assustá-la
-Claro..
tudo bem – ele disse se recompondo, ele já estava excitado e não se incomodou
em tentar disfarçar.
-bom,
você precisa descansar, amanhã terá um grande show pra fazer – ela disse sorrindo
e arrumando o cabelo bagunçado.
-e você
terá um longo dia também – ele sorriu de volta pra ela.
Ela se levantou e foi em direção a porta com Jon a
acompanhando
-Amanhã
eu te procuro, não suma, por favor
-jamais
– ela sorriu, deu um beijo na bochecha
dele e foi para o quarto dela; Ela não sabia quanto tempo mais conseguiria
resistir as investidas de Jon, e isso a preocupava.
--Fim do 4º capítulo--

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