segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Capítulo 4 - Problemas, Limites, Fogo.

                Jane acordou assim que os primeiros raios de sol começaram a surgir no céu, e decidiu acordar Johnny para que eles pudessem achar a trilha pra voltarem ao acampamento. Logo eles se levantaram, e começaram a caminhar.
                -O que vamos dizer? – Jane perguntou ao John enquanto caminhavam na trilha – É claro que vão perguntar como passamos a noite, não tem como fugir dessa questão.
                -a gente fala a verdade, ué – ele disse dando de ombros.
                -claro, Brendan vai achar supernormal.
                -Vamos dizer o que? – ele parou olhando pra Jane – que a gente se hospedou num hotel em quartos separados? – e riu
                -Não, bobo – ela respondeu rindo também – mas é que vai ser complicado...
                -Eu sei... mas a gente se perdeu, não podem nos crucificar.
Jane murmurou algo em acordo  e continuaram a caminhar, até que acharam a trilha paralela que chegava no acampamento.

                -JOHN!! – Dorothea correu ao encontro dele quando ele apareceu lá – Onde você estava??? – ela perguntava enquanto o abraçava, logo Brendan também se aproximou de Jane e John
                -É, onde vocês estavam?? – ele perguntou parecendo bravo. – a gente nem conseguiu dormir!
                -acalmem-se! – Johnny pedia – a gente se perdeu da trilha e acabou escurecendo, não pudemos voltar.
                -e vocês passaram a noite como? – Brendan perguntou se dirigindo a Jane
                - a gente ficou  numa caverna perto de um riacho... – ela disse – também não conseguimos dormir – John percebeu o desespero escondido na voz dela e apenas concordou.
                -Exato, ficamos pensando no quão preocupados vocês estariam...
                -o pessoal queria chamar a polícia – Dot começou – mas como já estava escuro,  a gente não pôde sair e preferimos esperar. Estava rezando pra que nada tivesse acontecido com vocês!
                Jane não conseguiu não se sentir culpada, Dot estava super preocupada com o bem estar deles e com olheiras por não ter dormido, e Brendan parecia desconfiado, mas não menos preocupado. Jane se lembrou da noite que tivera com Johnny e como fora boa e a culpa que não sentira na noite anterior viera em peso agora.
Eles comeram e foram achar um lugar pra tomar banho, Jane foi primeiro e quando voltou, Brendan estava com uma cara pior do que da hora que ela chegara.
                -O que houve, Brend? – ela perguntou sentando-se do lado dele no chão da barraca.
                -Você me arrasta pra esse acampamento no meio do nada, se perde com o John na floresta, passa a noite com ele, eu fico aqui com a Dot preocupadíssimos, ela ficava choramingando o tempo todo e vocês voltam super normais, e sem uma olheira sequer. – ele falou olhando pra ela, agora não escondendo o quão incomodado ele estava. – vou embora.
                -Brend.. por favor, não foi culpa de ninguém isso ter acontecido – ela começou pegando na mão dele – não fiz isso de propósito, ou você acha que eu queria ter passado a noite no frio, longe da minha barraca, longe de você?
                -quer saber mesmo? – ele disse se livrando das mãos dela – acho. você estava com o seu querido amigo Johnny... você devia estar maravilhosamente bem.
                -Que ridículo você falar isso! – ela exclamou indignada – você sabe o quanto eu queria passar essa noite com você!
                -Mas não passou – ele falou se levantando – agora eu vou pra casa.
                -fica aqui, Brendan – ela falou indo atrás dele quando ele saiu da barraca – se você for embora com raiva de mim, eu não vou ficar bem!
                -Então não fique.
                -Eu não vou correr atrás de você! – ela gritou e ele já estava entrando no carro.
                Jane bufou de raiva, como ele podia ser tão cabeça-dura?? Ela entrou na barraca e ali ficou até que Johnny entrou
               
                -Eu ouvi sua discussão com o Brendan – Johnny disse sentando-se na frente de Jane – Não se culpe, por favor.
                -ahh John... não to me sentindo culpada... só.. com raiva.
                -imagino, eu falei pra você que ele era um completo babaca. – ele falou encarando Jane com uma expressão séria. – vamos curtir o resto do nosso acampamento, não quero você chorando por ele, quero que você aproveite.
                -Vou tentar, aliás... eu vou! – ela falou decidida – Ele é quem vai estar perdendo, não eu!
                -Isso mesmo, J! assim que eu gosto de ouvir... agora, vamos, o pessoal vai sair pra uma caminhada.


                Jane passou os três outros dias de acampamento com Johnny, Dot e os amigos, a noite ela mal dormia, as vezes ficava acordada apenas observando as estrelas do lado de fora da barraca, de vez em quando percebia alguns movimentos na barraca de Johnny e Dot, mas preferia ignorar. Ela já tinha feito tudo ao contrário nesse acampamento. E assim os dias passaram e ela voltou pra casa, Johnny deixou Dot na casa dela e depois foi deixar Jane, que morava mais perto dele
                -Seus pais ainda não voltaram da viajem? – Johnny perguntou quando eles desceram do carro
                -ainda não, voltam só semana que vem
                -Você vai ficar bem? –ele perguntou enquanto tirava a mala dela de dentro do porta-malas – você não quer ficar lá em casa?
                -rs claro que não, Johnny – ela disse rindo – você acha que eu vou ficar lá quando você tá namorando com a Dot e o Brendan tá com raiva de mim?
                -hahahah verdade, então se cuida viu? – ele falou enquanto ela abria a porta de casa – se tiver qualquer problema ou se precisar de alguma coisa, é só me chamar.
                -Tudo bem, pode deixar, e obrigada pelo acampamento – ela disse abraçando-o – você fez com que uma situação chata se tornasse uma experiência ótima!
                -Eu não podia deixar você ficar chateada a toa, né – ele disse olhando nos olhos dela – você é especial pra mim, e o que eu te disse é real. – ela fechou os olhos e se lembrou das palavras de Johnny na noite que dormiram na caverna, suas pernas estremeceram só pela lembrança e Johnny a beijou.
Quando ele estava entrando no carro ela gritou
                -EU TAMBÉM! – ele sorriu e foi embora, Jane entrou, encostou-se na parede e sorriu.

--


~2012~


                Kate chegou à casa de seus pais no domingo por volta do meio dia, não dormiu muito, mas estava radiante de qualquer forma
                -Kate, querida, fez uma boa viajem? – sua mãe perguntava enquanto a abraçava – que saudade de você!
                -Saudade de você também, mãe. – Kate disse enquanto entravam em casa – Como vocês tem passado?
                -Bem! mas quem está melhor é você, não? – sua mãe sorria – você parece estar muito contente, isso tem a ver com a volta de Paul? – ela perguntava ansiosa, Paul era muito querido pela mãe de Kate, era um homem bem sucedido e adorava a família de Kate, isso contava mil pontos pra sua mãe.
                -rs, também, mamãe – Kate sorria, feliz demais pra estragar o dia de sua mãe dizendo que ela não tinha a menor intenção de voltar com Paul. – cadê o papai?
                -Ah, querida, ele foi resolver uns assuntos da casa nova...
                -casa nova? – Kate perguntou espantada
                -sim, em breve nos mudaremos pra Fresno! – Karen, mãe de Kate, falou com um sorriso maior ainda no rosto e Kate ficou com a expressão mais fechada
                -Vocês vão morar do outro lado do país e você está tão feliz assim?
                -Querida... você já começou sua vida independente, já está na hora de eu e seu pai termos um pouco mais de tranquilidade e prazer.
                Kate não ficou muito feliz com a notícia, não queria seus pais tão longe dela, mas aceitou que se fosse bom para eles, seria bom para ela.             
                -aahh, me conte sobre seu trabalho! sei que você está muito contente por ter conhecido seu ídolo!
                -Estou, mamãe, ele é incrível, atencioso, carinhoso... – Kate falou e logo viu que falou demais..
                -Como assim? numa entrevista deu pra saber tudo isso?
                -err... ah, claro... eu captei muito bem o semblante dele rs
                Kate queria muito contar pra alguém o que estava acontecendo, mas não achou que seria correto, nem pra sua mãe. Então ela decidiu deixar um pouquinho de lado o Jon, e ficou relaxando com sua mãe na beira da piscina, estava um dia ótimo, elas conversavam animadamente...

*nova mensagem*

                “obrigado por confiar em mim, mais uma vez, obrigado por ter iluminado minha noite com a sua presença. Quanto à correspondência, espero que a resposta seja positiva.”
Kate leu e releu a mensagem, “correspondência”? o que ele queria dizer com isso? ela estava louca de curiosidade pra saber do que se tratava, então como já era quase noite, ela preferiu ir logo pra casa, assim que se certificasse, responderia a mensagem de Jon.
               
--em casa

                Logo que Kate chegou, o porteiro a chamou e disse que tinha um envelope pra ela, ela assinou o protocolo de retirada e subiu para seu apartamento pra ver o que se tratava
Então abriu o envelope e tinha um bilhete escrito a mão

 “Olá Kate, não sei se sabe, mas semana que vem terá um show em Londres, adoraria que você fosse, dentro desse envelope tem uma credencial e uma passagem, preciso que você vá. Pegue o final de semana de folga e vá me encontrar nesse hotel que está descrito em outro bilhete, faça uma reserva e coloque no nome de “Francis”, eles vão saber o que fazer. Me responda o mais rápido, J.”
Kate estava boquiaberta com o que acabara de ler, um final de semana em Londres, com Jon? Será que ela devia? Era melhor responder logo

                “Muito obrigada pelo convite, Jon, mas não sei se devo.”

*Nova Chamada: JB*

                -Alô – Kate atendeu com o coração pulando.
                -Olá querida – ele disse e ela sorriu – Me explique sua resposta, por favor
                -ah Jon... eu não sei se posso, sou repórter e se souberem que eu estive lá pode ser complicado.
                -Não esquenta a cabeça com isso, só me diz que você vai falar com seu chefe e vai fazer o que tá escrito no envelope.
                -hmm... mesmo assim, não sei se é certo.
                -Seguinte, você esteve duas vezes a sós comigo, ocorreu tudo bem, vai ser a mesma coisa, só muda que estaremos em Londres. Eu preciso ficar perto de você, entende, garota?
                -Claro... olha, vou ver se consigo convencer meu supervisor... mas.. Jon, porque não me disse isso ontem?
                -Não consegui, me perdi no meio do caminho rs
                -rs claro, e como sabe meu endereço?
                -Isso já é outra história, digamos que... o que eu quero, eu consigo – ele disse soltando uma risada, Kate não aguentou e riu junto. Eles conversaram durante quase 1 hora até que Jon precisou desligar. Kate não estava aguentando de felicidade, Jon a chamara pra passar o final de semana em Londres pra ver o show e ainda pediu pra que ela se registrasse no mesmo hotel que a banda. Era demais!  Então ela decidiu arrumar uma boa desculpa, e claro, convincente, pra que Marlon lhe desse o sábado de folga, já que o último ela não teve escala.

--

                -Marlon, bom dia, posso entrar? – Kate estava na porta da sala de seu supervisor na segunda de manhã logo que chegou
                -Claro, Katerine, entre – ele disse sorrindo pra ela, ótimo, ele estava de bom humor
                -Então, queria pedir pra você que me desse folga no próximo sábado – ela disse sorrindo
                -Algum motivo especial? você já não foi escalada sábado passado.
                -eu sei, mas é que eu vou precisar fazer uma viajem pra Londres no próximo final de semana, tenho uma tia que está doente e não sei se haverão mais oportunidades de vê-la
                -uh.. entendo – ele disse com uma expressão de compaixão – claro, fique a vontade pra ir, você volta quando?
                -na segunda, antes do meio dia já estarei aqui.
                -tudo bem, se não conseguir chegar a tempo, eu mando no seu e-mail o seu trabalho e você fica em casa fazendo.
                -Obrigada, Marlon – Kate disse sorrindo
               
Kate não estava se sentindo tão bem com relação à mentira, mas não podia negar um pedido de Jon, e ir pra Londres nunca era um sacrifício pra ela.
                -Kate, desculpa, mas precisamos conversar. – Pam chegou na mesa de Kate quando ela voltou da sala de Marlon. – no almoço, pode ser?
                -Claro, Pam, sem problemas – Kate respondeu já não estando mais com aquele brilho que estava antes, claro que Pam desconfiou de alguma coisa, Pam não é burra é claro que ela iria se ligar que algo estava acontecendo com sua amiga. Isso deixou Kate desconfortável.

--no almoço

                -Kate, olha... eu sei que desde que você e o Paul terminaram há mil anos atrás, você não saiu com ninguém, muito menos quando você se mudou pra NY. Mas algo tá acontecendo com você e você não quer me contar!  - Pam falou assim que fizeram seus pedidos no restaurante – você pediu folga no sábado pra ir visitar uma tia na Inglaterra? como assim? achei que seus outros parentes fossem da Itália!
                -Olha Pam, não é isso... ah... não sei o que dizer – Kate olhou pro chão, ela estava sem saída, e não sabia mentir pra sua melhor amiga.
                -Sábado passado, no aniversário do Paul, você estava super arrumada e não era pra ele porque você saiu na metade do jantar. onde você foi, Kate?
                -Seguinte Pam, é uma história complicada, não dá pra eu ficar falando aqui. – Kate disse diminuindo o tom de voz – vai lá em casa hoje, eu te explico.
                -Tudo bem, mas eu quero saber... tem homem envolvido nisso?
Kate assentiu com a cabeça, logo chegaram seus pratos e elas comeram, Pam estava chateada por não saber o que estava acontecendo, mas logo começou a puxar uns assuntos mais leves pro almoço. Kate ficou o resto da tarde toda imaginando como contaria o que estava acontecendo... apesar de não estar acontecendo “nada de mais”, mas era Jon Bon Jovi que estava no meio do assunto, qualquer deslize que fosse poderia comprometer tudo. Mas Kate sabia que podia confiar em Pam, então isso a deixou mais tranquila, mas não menos tensa.

--mais tarde

                -Certo, Kate, por favor, vamos acabar logo com essa conversa... isso tá me matando! – Pam falou assim que se sentou no sofá de Kate e tirou os sapatos.
                -Pam, preciso que você jure que nada do que você ouvir, vai sair daqui – Kate falou olhando nos olhos dela – Isso é de suma importância e eu não posso colocar nada a perder.
                -Claro, amiga, mas me fala logo, tá me deixando preocupada!
                -Seguinte... sim, eu estou vendo uma pessoa. Mas não, não estamos nos pegando nem nada parecido. e essa minha viajem é de certa forma com essa pessoa. – Pam prestava atenção em cada detalhe – E é o Jon.
                -O QUE? – Pam exclamou arregalando os olhos.
                -Shiu, escuta. Sim, ele mesmo.
                -tá, mas como assim?? como??
                -eu o conheci no dia da entrevista, ele me olhava de um jeito estranho e depois do show ele pediu pra falar comigo no camarim dele, e eu dei meu cartão porque algo parecia estar o incomodando. E depois ele me chamou pra conversar quando ele tava aqui em NY e um dia depois foi aquele evento que fomos juntas e depois ele quis me ver de novo e foi bem no dia do aniversário do Paul.
                Kate fez uma pausa, Pam estava com a boca aberta sem saber o que dizer, então Kate continuou
                -Aquele dia eu fui sim mais arrumada porque era um jantar de aniversário, mas aproveitei pra dar um toque a mais porque iria ver o Jon, mas nada aconteceu (Kate preferiu não mencionar o beijo). aí ele me mandou uma credencial e passagens pra eu ir ver o show da banda em Londres e pediu pra que eu ficasse no mesmo hotel que eles.

                -PUTA QUE PARIU, KATE! – Pam se levantou do sofá e começou a andar de um lado pro outro – não acredito nisso! isso é fantástico! é fora do comum!
                -Calma, Pam, não é nada de mais...
                -NADA DE MAIS? Jon Bon Jovi te chama pra ir viajar com ele, ficar no mesmo hotel e isso não é nada de mais? – ela se sentou do lado de Kate e colocou a mão na testa dela – você tá com febre, só pode.
                -Não Pam, é sério – ela disse se livrando da mão da amiga – é como se fôssemos bons amigos, sabe... só pra conversar e tal...
                -Aham... um bom amigo que você morre de vontade de dar pra ele desde hm.. com quantos anos você descobriu de onde vem os bebês? hahahahahahah
                -hahahahahah palhaça! – Kate deu um tapinha no braço de Pam – sério, escuta agora... pelas barbas de Merlin, não fale nada pra ninguém! nem comente que eu conheço o Jon nem nada que ligue o nome dele a mim
                -Calma, meu, você conhece meus segredos mais profundos e eu os seus, não tem com que se preocupar... minha boca sempre foi e sempre será um túmulo! Por isso eu não sei porque você demorou tanto pra me contar
                -Eu sei, amiga... foi um erro meu, mas é uma coisa que tá sendo tão natural e perfeito, que eu tava com medo de contar... mas já foi. agora você tá sabendo e vai ficar quietinha!
Pam  cruzou os dedos num sinal de compromisso e as duas riram. Era bom não ter que esconder mais aquilo de Pam, agora ela estava mais livre e tinha com quem falar sobre como Jon era fofo mandando mensagens pra ela e tudo mais...
                A semana passou voando, e Kate estava grata por isso. Já iria pra Londres na sexta-feira ao meio dia, e chegaria lá a noite. Ela já tinha feito sua reserva no hotel que Jon tinha falado pra ela, e colocou no nome dele, por mais estranho que parecesse, era só uma ligação de confirmação. Kate estava se sentindo animada, ansiosa e um pouco culpada, Marlon tinha mandado uma mensagem pra ela desejando melhoras à tia dela. Mas logo se esqueceu disso, em poucas horas estaria na presença de Jon, então ela decidiu relaxar e ligar o Ipod quando o avião estava decolando.

--no hotel

                Kate acabara de perceber que estava entrando em um dos hotéis mais luxuosos de Londres, fez o check-in e subiu para o quarto, ela se espantou ao saber que aquela não era uma das suítes mais caras, o quarto era enorme, era maior até que a grande sala de estar da casa dos pais de Kate. Ela estava se sentindo muito a vontade, decidiu tirar um cochilo, estava super cansada pela viajem. O show só seria no dia seguinte, não tinha por que se preocupar.
Uma batida na porta e um bilhete por de baixo dela, foi isso que Kate ouviu/viu assim que acordou.
“quarto 3060 às 22h, não jante. J.”
Kate sorriu ao ler o bilhete, iria ver Jon naquela mesma noite, e provavelmente aquilo indicava que ela iria jantar com ele. Ela não conseguia parar de sorrir.
Ela não teve vontade de sair do quarto, ficou por lá descansando mais e quando era 21h ela começou a se arrumar, tomou um banho longo, pra tirar o cheiro de avião que ela ainda estava, colocou uma saia longa de tecido pesado, uma camisa de manga longa e uma rasteirinha. Não estava frio, mas não estava muito fresco. e como não iria sair do hotel, preferiu não colocar nenhuma blusa por cima. quando deu 22h ela saiu do quarto e foi para o quarto 3060, três batidas leves e logo Jon abriu a porta.
                -boa noite – ele disse com um sorriso impecável – estou tão contente que esteja aqui
                -também estou feliz por estar aqui, Jon – ela disse enquanto entrava no quarto e percebia que o quarto de Jon era mil vezes maior que o dela (tá, exagero, mas era bem grande)
                -Já conhecia Londres? – ele perguntou servindo uma taça de vinho a Kate
                -Sempre passava por aqui nas férias do colégio, tenho uns parentes que moram na Itália.
                -Gosto daqui, em especial esse hotel, o Bekerley é um dos melhores do mundo no meu conceito! – ele disse brindando com ela – vamos jantar? acabei de chegar de uma reunião e estou faminto!
                -claro, o que você achar melhor
                -ah vamos... escolha o jantar, o cardápio está aqui – ele disse entregando a ela – confio no seu bom gosto
                -hmm.. nem sabe se eu tenho bom gosto rsrs
                -você disse que é minha fã desde sempre, já sei o resto – ele disse rindo e ela não aguentou e riu junto.
                -Bom, esse Gnocchi ao molho branco com camarões parece delicioso – Kate virou o cardápio pra ele
                -ahh massa, você não precisa me conquistar, menina
                -e quem disse que eu quero?
-hahahahaha ai, está faltando um pouquinho de respeito aqui – ele disse rindo do atrevimento de Kate – certo, certo, vamos de massa, sou louco por isso
Ele ligou para o Buffet entregar seus pratos no quarto acompanhados de um vinho tinto.        
-Você tem um ótimo gosto, menina
-você não é o único “italiano” aqui. rs
-rs claro. e como tem passado?
-Tudo bem, trabalhando bastante...
-Enrolou seu supervisor?
-é.. sim, mas confesso que estou me sentindo meio culpada...
-e porque?
-ah, disse que tinha uma tia doente e precisava vê-la antes dela partir – ela disse com uma expressão meio chateada
-hahahah nossa, não tinha nada menos dramático?
-se fosse menos dramático eu não estaria aqui – ela disse erguendo uma sobrancelha.
-uh... então é melhor deixar sua tia descansar, não acha? – ele disse piscando pra ela.
Eles riram e ficaram conversando sobre tudo e logo chegou o jantar deles. Realmente, estava tão divino quanto parecia na foto do cardápio. Tomaram uma, duas, três taças de vinho
-ah.. é melhor eu parar – Kate disse quando Jon estava indo colocar a quarta taça de vinho para ela – já abusei e essa semana minha gastrite tava atacada
-ahh vamos.. vinho faz bem pro coração – ele insistiu sorrindo
-e tem álcool, que é péssimo pro estômago... acho que você quer me embebedar, Sr. Bongiovi.
-eu? jamais! as melhores coisas da vida eu fiz quando estava... bem... tá, não muito sóbrio..
-hahaha imagino... – ela disse olhando nos olhos dele – você curtiu muito sua adolescência, não foi?
-é... você não sabe como os anos70/80 foram bons comigo. Fiz muita besteira, mas aproveitei ao máximo
-queria muito ter vivido nos anos 80. Sou meio complexada com isso, me sinto como se tivesse 50 anos as vezes, não pertenço a essa geração – Kate falava enquanto os dois se sentavam num sofá
-Tenho certeza que você teria adorado viver nos anos 80. e eu teria adorado te conhecer naquela época – ele concluiu chegando mais perto dela
-ah.. Jon, você não disse que tá cansado? não acha melhor eu ir embora? já passa da meia noite...
-Não, quero que você fique. – ele falou firme – com você as coisas ficam mais fáceis, só de você estar aqui, já me sinto bem melhor, por favor, fique.
-se você acha bom assim, por mim tudo bem – ela disse sorrindo, Jon amava seu sorriso, o jeito que os olhos brilhavam quando ela sorria... ele estava cada vez mais encantado por ela.
-Não sei se você se assustou com nosso último encontro – ele falou mais uma vez chegando perto dela – mas eu não aguento mais.

E a beijou mais uma vez, lentamente ele tirou a taça da mão dela e colocou junto com a dele em cima da mesa de centro e colocou sua mão na cintura dela, ela envolveu seu pescoço com uma mão e com a outra fazia carinho nos cabelos dele. Era surreal para os dois, Jon voltou com a cisma de “deja vu” com ela e ela apenas morrendo na boca do homem que já a fez se tocar diversas vezes sozinha.
Ele apertou mais ainda o corpo perto dela, ela apoiou uma das mãos no peito dele e pôde sentir o quão firme era, e ele estava ardendo de desejo por ela, há tempos ele não sentia algo como aquilo... ele desceu os lábios para o pescoço dela e num ato que a fez quase perder o juízo.

                -oh... Jon... espera – ela disse erguendo a cabeça dele pra ela – por favor, vamos com calma...             
ele não tinha entendido o porque de ir com calma... mas concordou, na verdade, ele gostava demais da companhia dela, pra simplesmente transar com ela na primeira brecha e assustá-la
                -Claro.. tudo bem – ele disse se recompondo, ele já estava excitado e não se incomodou em tentar disfarçar.
                -bom, você precisa descansar, amanhã terá um grande show pra fazer – ela disse sorrindo e arrumando o cabelo bagunçado.
                -e você terá um longo dia também – ele sorriu de volta pra ela.

Ela se levantou e foi em direção a porta com Jon a acompanhando

                -Amanhã eu te procuro, não suma, por favor

                -jamais – ela sorriu,  deu um beijo na bochecha dele e foi para o quarto dela; Ela não sabia quanto tempo mais conseguiria resistir as investidas de Jon, e isso a preocupava.

--Fim do 4º capítulo--

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