quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Capítulo 10 - Something for the pain.

                ~2012~

                Jon dirigia sem parar, conversavam animadamente e de vez em quando Kate se perguntava para onde eles poderiam estar indo, ela não conhecia muito bem as estradas de lá, mas preferiu não perguntar de novo onde estariam indo.

                -Já estamos chegando?
                -tá com pressa? – Jon perguntou olhando rapidamente pra ela.
                -não, é que...
                -tá com sono?
                -hm.. não,dormi bastante.. mas...
                -então relaxa.

Kate murmurou um “ok” e eles seguiram viagem. Jon continuou dirigindo por mais alguns minutos até que Kate viu que eles acabaram de sair de NY. Pra não deixar transparecer que estava nervosa sem saber onde estavam indo, Kate pediu permissão pra ligar o rádio e começou a cantarolar baixinho as músicas que tocavam aleatoriamente.
Já fazia quase 1 hora que estavam na estrada e Kate não conhecia os lugares por onde estavam passando. Até que Jon foi entrando numa rua meio escura, era um bairro comum, com casas normais, sem muito luxo, muito perto da praia e então ele foi desacelerando

                -Chegamos – ele falou quando estavam entrando numa garagem.
                -Onde estamos?
                -Red Bank – ele falou sorrindo, Kate jamais estivera em Jersey, não conhecia nada de lá então não entendeu o porquê do sorriso de Jon.
                -o Soul Kitchen é aqui, não? – ela falou sem medo de parecer uma tiete sabe-tudo.
                -rs sim. Mas não vamos ao meu restaurante.. até porque já é quase 23h.
                -então...?
                -bom, queria que você conhecesse esse lugar. – ele falou apontando para a casa a sua frente. – vamos descer?
                Kate assentiu e acompanhou Jon até a entrada da casa, ele pegou um molho de chaves e abriu a porta e acendeu a luz. Era uma sala bem grande e mais a frente uma cozinha bem grande também. Uma casa normal, Kate se lembrou da casa da avó, que tinha esse estilo acolhedor. Eles passaram pra dentro e Jon fechou a porta.

                -o que achou?
                -muito bonita, é sua?
                -é. Uma longa história, mas é minha sim...
                -muito bom gosto... mas... por que queria que eu conhecesse? – ela perguntou olhando em volta.
                -esse lugar é muito especial, venho aqui desde pequeno... era do meu pai e eu comprei dele. Passei grandes momentos aqui. – ele falou e abriu um sorriso lindo, um dos mais sinceros que Kate já o vira dar.
                -quer me contar algo?
                -Katerine, a gente e conhece há pouco tempo, você sabe muito de mim e eu nem 70% de você. Mas resolvi te trazer aqui porque aqui é um lugar especial pra mim e queria você aqui do meu lado... porque você é especial pra mim...
Kate não sabia o que falar, nem o que fazer, ela simplesmente estava sendo digna de uma confiança que ela não sabia nem porque merecia, aquilo realmente a emocionou e ela sorriu pra ele.
                -Jon... isso é lindo, eu não tenho palavras pra agradecer sua confiança em mim...
                -não precisa – ele falou a abraçando – só... você despertou em mim, uma coisa que eu não sinto há anos, sabe... você me trás uma paz que eu não sei como consegue... – nessa hora ela afagou seus cabelos de forma cuidadosa, ele não era mais o rockstar Jon Bon Jovi, ele estava sendo apenas um cara comum, com lembranças de um garoto comum.
                -Venha... quero te mostrar o resto da casa. – ele falou guiando-a pela mão. Ele mostrou a casa pra Kate e depois a chamou pra ir andar na praia. Era uma praia deserta (afinal, já passava das 11 da noite). Jon assegurou que era um local seguro e que não corriam o risco de ter algum paparazzo ali. logo eles foram num píer e se sentaram na beira dele.

                -eu adoro esse lugar... – Jon começou – sempre que quero “fugir” de tudo, eu venho pra cá. Isso desde meus 17 anos rs.
                -aqui é um lugar realmente tranquilo. Não se ouve barulho de carros, apenas as ondas... é encantador – Kate sorriu e Jon sorriu de volta.

                Eles ficaram ali por mais um tempo, Jon se deitou com a cabeça nas pernas de Kate e ela começou a mexer no cabelo dele. até que ele a puxou para um beijo, naquela mesma posição. Ele amava sentir o gosto dela, era como se o mundo inteiro parasse. Kate ainda tremia da cabeça aos pés quando ele a tocava.

                -você trabalha amanhã? – Jon perguntou cortando o beijo.
                -mais ou menos – ela riu
                -como assim?
                -vou ficar em casa redigindo tudo o que eu vi no final de semana, o tal festival na Califórnia. Aí entrego na quarta pro jornal.
                -hmm... entendi.
                -por que a pergunta?
                -porque nós não iremos pra casa hoje. – Jon falou sorrindo maliciosamente
                -ah é? – ela perguntou meio debochada.
                -aham – e a puxou mais uma vez para um beijo. – vamos. – ele falou se levantando e a levantando também.

                Eles voltaram caminhando pela areia até chegarem na casa de Jon, Ele abriu a porta e depois que entraram ele a trancou, logo puxou Kate pela cintura e começou a beija-la, um beijo lento e caloroso e ele passava as mãos pelas costas dela por dentro da camisa e logo a tirou. Jon foi tirando a roupa dela enquanto tirava a própria, só estavam de calças. Então Jon a pegou no colo e subiu as escadas até o quarto, lá terminaram de tirar a roupa.

                Jon beijava vorazmente a boca de Kate e mordia seu pescoço e logo descia para os seios dela, e ali ficava brincando, Kate adorava sentir seu corpo auto responder às investidas de Jon e aproveitava para massagear seu pênis, que já estava ereto. Ficaram naquele jogo até que Jon não aguentou mais e a penetrou, Kate arranhava os braços fortes de Jon e gemia o nome dele no ouvido e isso o deixava mais louco ainda de tesão. Então chegaram ao orgasmo juntos, ele descansou sua cabeça do pescoço dela e ficaram ofegando um pouco.
Eles ficaram um tempo deitados um olhando para o outro, sem nada dizer, Jon olhava fundo nos olhos "mel" de Kate e ela se perdia na imensidão azul dos olhos dele. Do nada Jon sorriu;

                -que foi? – Kate falou sorrindo junto com ele.
                -você é linda – ele falou com um jeito de moleque.
                -ahahaha pare com isso – ela falou enfiando o rosto no travesseiro – não sei lidar com elogios.
                -mas é a verdade ué – ele gargalhou e a puxou pra mais perto e ficaram abraçados por mais um tempo.
                -que horas são? – Kate perguntou ainda nos braços de Jon
                -2:30 da manhã. – Jon respondeu consultando o relógio que estava na cabeceira da cama – você quer ir embora?
                Kate ficou olhando pros braços de Jon que estavam a envolvendo e ficou pensando o que era melhor fazer. Ela não podia ficar lá, não tinha roupa, não podia se esquecer que ainda tinha uma matéria pra escrever no jornal... mas em contrapartida, tinha o Jon ali, e aquilo já bastava pra acabar com qualquer outro plano.
                -olha, acho perigoso dirigir essa hora pra NY. vamos de manhã, pode ser? – ela falou se virando pra ele.
                -o que for melhor pra você,  também não quero atrapalhar seu trabalho... já fiz você mentir uma vez né rs
                -você não atrapalha nunca – ela falou beijando a ponta do nariz de Jon – mas eu não posso esquecer das minhas metas.
                -determinação. admiro muito isso – ele falou sorrindo.

Kate sorriu em volta e Jon a beijou e ficaram se beijando por um tempo e depois ficaram conversando sobre assuntos aleatórios Jon fumava um cigarro, apesar do vício não ser nada saudável, Kate achava aquilo extremamente sensual para aquele homem. Kate adormeceu ali deitada em cima do peito de Jon. Ele beijou o topo de sua cabeça e acabou adormecendo também.

No outro dia Kate acordou e olhou no celular que marcava 6h10 da manhã, Jon não estava mais na cama, então ela colocou a calcinha que estava numa cadeira perto da cama e a camisa dele, já que não achara a dela logo de cara.

                -Bom dia – Jon falou com um sorriso grande quando ela entrou na cozinha. – dormiu bem? – ele perguntou dando um beijo leve nos lábios dela.
                -hm bom dia – ela falou sorrindo – dormi sim, e você?
                -ótimo! – ele respondeu indo em direção a geladeira e tirando uma garrafa de suco – vamos tomar café? tenho que levar uma jornalista pra casa senão ela vai ser demitida por minha causa – ele completou fazendo um biquinho
                -aí o pessoal da “fofoca” vai ter muito assunto – ela falou mostrando a língua pra ele
                -mal educada – ele falou se sentando a mesa. – vou te deixar de castigo.
                -é? vai fazer o que? – ela debochou se sentando ao lado dele.
                -tudo é possível... sei aplicar castigos severos – ele falou e Kate sentiu as mãos grossas de Jon percorrer sua coxa – só de calcinha? isso facilita meu trabalho – ele completou com um sorriso safado.
                -nada disso... vamos comer... tenho que ir pra casa – ela falou colocando a mão dele em cima da mesa
                -quando você vai ter um tempo só pra mim? – ele perguntou tomando um gole de suco.
                -quando você me avisar com antecedência. – ela falou fazendo bico.
                -pensei que você gostasse de aventuras
                -gosto... mas eu gosto de me preparar.
                -hmm.. desacostume-se – ele falou piscando, e tomaram o café da manhã e depois lavaram a louça e terminaram de se arrumar pra irem embora. Kate saiu da casa primeiro pra se certificar que não tinha ninguém que pudesse os ver sair e logo chamou Jon e entraram no carro rumo a NY.
                -Você vai ficar em NY? – Kate perguntou quando já estavam na estrada.
                -não... estamos de “férias”, então estou na minha casa

Kate sentiu uma ponta de remorso, Jon tinha deixado a família em casa mesmo estando de férias. só pra passar uma noite com ela. Jon percebeu que ela virou o rosto pra olhar a estrada pela janela

-algum problema? –ele falou pegando na mão dela sem tirar os olhos da direção.
-não.. nada – ela falou apertando a mão dele.
-não precisa ficar chateada com nada, ok? – ele falou puxando a mão dela e beijou a mesma.

a viagem seguiu tranquila, Kate falava animadamente do festival que fora no final de semana e Jon ria das observações que ela fazia sobre algumas bandas, também contou que encontrou Richie lá. Logo eles chegaram, a estrada estava tranquila, quase sem transito.

-entregue – Jon falou assim que pararam nos fundos do prédio de Kate
-você deve estar super cansado e ainda vai viajar pra NJ de novo...
                -não se preocupe, baby, qualquer cansaço físico é apenas a lembrança dos nossos momentos incríveis – e nisso Jon a puxou para um beijo longo e demorado.

                -obrigada por tudo – Kate falou cortando o beijo.
                -eu que tenho que agradecer – ele falou dando um selinho nela
                Se despediram e Kate foi caminhando até a entrada do prédio, e foi pra seu apartamento, se sentou no sofá e percebeu que deixou a porta da varanda aberta quando saiu de noite. sorriu ao se lembrar da surpresa de Jon. Ficou ali mais um pouco absorvendo o que tinha acontecido em Red Bank... era incrível, ela estava estupefata e logo se deu conta que estava com a jaqueta que Jon emprestara a ela de manhã. Mas quando viu que já estava há meia hora sentada pensando na vida, ela se levantou e foi tomar banho e começou a escrever sua matéria até que seu celular apita

*nova mensagem*

                “acho que vamos ter que nos ver em breve, essa jaqueta é uma das minhas preferidas. Aliás, ficou linda em você. Beijos, J.”



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~1978~


                A segunda-feira amanhecera cinzenta, Jane levantou mais cedo pra se arrumar, era o primeiro dia de aula depois das férias, estava doida pra voltar pra escola e tentar esquecer um pouco dos problemas. Após o banho, ela se vestiu e enquanto estava penteando os cabelos sua mãe apareceu na porta, desde a discussão no fim de tarde do dia anterior, ela não tinha saído do quarto, então não tinha mais falado com a mãe.

                -você não vai pra escola hoje – a mãe de Jane falou sem emoção na voz
                -e por que? – Jane parou apoiando a escova na penteadeira.
                -você vai fazer uns exames que seu pai marcou em NY.
                -Nova York?? vou ficar perdendo aula?
                -é preciso, Janet... também cancelei uma viagem pra poder passar a semana com você e...
                -a semana inteira em NY?? – Jane falou boquiaberta
                -sim, são muitos exames e estaremos indo pra lá hoje a tarde e voltaremos na quinta-feira a noite. Arrume uma mala pra passar esses dias lá e desça pra tomar café.

                Jane se levantou enquanto a mãe fechava a porta do quarto novamente, ela apenas queria acordar e ver que aquele pesadelo tinha acabado. Ela não queria perder aula e muito menos se submeter a fazer exames e muito pior, ficar sem ver Johnny. Depois do semi-flagra que sua mãe fez, Jane não se preocupou, de qualquer forma, ela iria continuar vendo Johnny, era impossível que sua mãe os impedisse de se ver no colégio. A única preocupação de Jane era que a mãe dela poderia falar pra mãe de Johnny, nada a impedia, afinal as mães eram amigas... o pior de tudo seria se Dorothea acabasse sabendo disso tudo. Tá certo que Johnny assumira colocar seu relacionamento em risco quando optou por também querer ficar com Jane, e Jane também assumiu o risco, mas ela não tinha nenhum outro relacionamento pra comprometer.

                Depois que arrumou a sua mala, ela permaneceu no quarto. tinha que arrumar um jeito de falar com Johnny, mas aquela hora ele já estaria no colégio, então ela não conseguiria falar com ele. Mas como iria explicar pra ele sua ausência de uma semana e porque estaria indo pra NY? Mais uma vez Jane se viu encurralada pela situação dela. Por uma fração de segundo ela pensou em fugir, mas iria pra onde? mas a última coisa que ela queria no mundo era ter que fazer os malditos exames. Ela não tinha nenhuma esperança, ela só queria viver do jeito que fosse, do jeito que desse, ela só não queria ter que ficar fazendo coisas complicadas e que tomassem o pouco tempo que ela tinha de vida.
                Ela se livrou desses pensamentos quando sua mãe bateu na porta

                -por que não desceu pra tomar café da manhã?
                -não to com fome.
                -você já percebeu o quão magra você está? mal tá comendo, não pode ficar assim!
                -mãe, me deixa ficar sozinha, será que você não percebeu que eu não quero comer, conversar nem nada?
                -você mudou muito da ultima semana pra cá, não parece mais aquela menina independente e sensata que eu conheço.
                -e você tá me tratando como... – Jane parou e sentiu uma lágrima descer de seu olho  e se virou para sua janela.
-Jane, seja lá o que for que você ia falar, quero que saiba que eu não mudei a forma de te ver. você continua sendo minha filha linda e especial que sempre me deu orgulho. Sei que eu disse aquelas coisas ontem, mas você não tem noção do que é pra uma mãe ver algo como aquilo...
                -mãe, - Jane falou finalmente olhando pra mãe – eu amo o John mais que tudo, mais que a mim mesma! e há muito tempo! tive minha primeira vez com ele antes das férias, fiquei péssima quando ele começou a namorar, estamos essas três semanas de férias vivendo como dois amantes! – a mãe de Jane se espantou ao ouvir aquilo – e eu to bem, to me sentindo viva! vivendo momentos com o cara que eu amo!

                Jane não conseguiu segurar o choro, a mãe não aguentou ouvir o que a filha acabara de dizer e chorou junto.

                -Desculpe-me, querida – a mãe falou abraçando Jane. – você não quis contar pra ele o que está acontecendo, sei que você tá querendo aproveitar e tudo mais... mas não posso admitir que vocês façam isso. Não posso permitir que vocês vivam assim, se seu pai fica sabendo disso, ele mata o John, fora que ele tem namorada, Jane... como pode conviver com isso?
                -eu amo o John, a única esperança que eu tenho na vida é poder ficar com ele sempre que pudermos, não quero que ele deixe a Dorothea, eles serão felizes sempre... já eu..
                -PARA COM ISSO, JANET! – a mãe de Jane se levantou e falou num tom muito alto. –para de se entregar! vamos, lute, tenha fé, acredite!
                -fé... – Jane falou se levantando e indo para frente do espelho – não sei onde isso foi parar – dito isso, ela saiu do quarto e foi para o quintal;
                As horas passaram devagar, Jane ficou deitada na rede da varanda da sala. até que sua mãe a chamou pra pegar as bagagens e pegar a estrada até NY. Jane não tinha conseguido comer nada o dia todo, preferiu não parar em nenhum restaurante na estrada, e quando chegaram em NY, foram direto pro hotel para descansarem. Afinal, no dia seguinte, Jane faria alguns exames e depois teriam que passar mais três dias lá até sair o resultado.

--Na final de semana seguinte.

                Jane tinha chegado de NY na sexta-feira a noite, exausta depois de uma semana longe de casa, depois da viagem, então chegou, tomou um banho e dormiu.
                Sábado amanheceu tímido, Jane acordou com os primeiros raios de sol que entravam pela sua janela que estava sem cortina. Ela ficou deitada na cama, tinha uma bela visão do céu lá fora, ficou ali por alguns minutos até que seu telefone tocou. “quem pode ser essa hora da manhã?”

                -Alô? – ela atendeu
                -Olha quem resolveu dar sinal de vida! – era Johnny – onde você esteve a semana toda??
                -bom dia pra você também, Johnny – Jane falou ironicamente – tive que viajar com a minha mãe – ela falou por cima por que ainda não sabia como explicar pra ele.
                -hm, senti sua falta, poderia ter ao menos me avisado, né Janet?
                -desculpa, John, foi de repente...
                -tudo bem, mas da próxima vez, ligue.
                -tá bom, já pedi desculpas – ela falou não gostando da cobrança dele.
                -tá. vamos nos ver?
                -não sei não, Johnny.. – ela falou se lembrando do que acontecera depois que sua mãe descobriu que eles fizeram sexo na casa dela.
                -como assim? você não quer me ver? – ele perguntou não gostando muito da resposta dela.
                -não é isso... é que aconteceu umas coisas aqui em casa...
                -o que houve?
                -não quero falar por telefone... olha, darei um jeito de ir pra sua casa, pode ser?
                -claro que pode, mas tem que ser a noite.
                -certo. as 19h eu apareço aí.
                -ok.

                Depois desligaram os telefones.

Jane ficou pensando numa desculpa pra dar pra sua mãe, decidiu que diria pra mãe que iria na casa de Melanie, uma colega da classe de Jane, diria que iria na casa dela pegar as lições que ela perdeu. Assim a mãe não se importaria.
Dito e feito, a mãe de Jane concordou em deixa-la sair. O dia passou rápido e logo já era hora de ir pra casa de Johnny. Por sorte, os pais dele tinham saído, então não teria o risco de Carol falar para a mãe de Jane que a filha esteve por lá

                -Heey – Johnny a recebeu na porta e a puxou pra dentro dando um beijo que fez Jane flutuar. – que saudade!
                -também estou com saudades. Johnny – ela falou retribuindo o beijo. – não tem ninguém aqui?
                -não, temos a casa só para nós até as 23h. dá pra gente fazer muita coisa – ele falou sorrindo maliciosamente.
                -hm.. tentador... mas eu vim aqui tratar de um assunto sério.
                -o que foi?  – Johnny perguntou parecendo preocupado, os dois se sentaram e Jane continuou
                -minha mãe descobriu sobre nós – Johnny arregalou os olhos nessa hora
                -COMO ASSIM? 
                -aquele dia, ela achou uma camisinha no meu quarto enquanto tomávamos banho. – ela falou abaixando a cabeça – fomos muito descuidados.
                -puta que pariu!!! e então? – ele falou se levantando do sofá
                -ela brigou comigo, disse que eu nunca mais iria poder te ver, e... – ela parou, não poderia contar mais sobre o que a mãe falou.
                -e...?
                -isso, que não poderíamos mais nos encontrar – Jane repetiu.
                -ahhh, como pudemos bobear desse jeito? e agora?? como você  veio pra cá?
                -disse pra minha mãe que iria na casa da Melanie...
                -e se ela contar pra minha mãe???
                -ela não vai... depois da briga, a gente conversou... ela... relevou – Jane mentiu.
                -tem certeza? – Johnny insistiu
                -tenho – ela falou estando incomodada.
                -Jay... você tá diferente... – Johnny falou se sentando perto dela e passando a mão em seu rosto. – tá mais magra e pálida... você tá doente?
                -doente? não.. to bem...
                -você tá mentindo.. sempre que mente sua boca treme.
                -que observação hein, John – ela falou se levantando
                -eu te conheço melhor que muita gente, Lizzie – ele falou provocando-a com seu segundo nome.
                -ok, Junior – Jane falou zombando do nome dele também – eu to mentindo.
                -então me conta... o que você tem.  – Nesse momento Jane ficou travada, Johnny perguntou e a puxou envolvendo-a com os braços, ela ficou de costas pra ele encaixada nas pernas dele. ela finalmente ia contar ao Johnny o que estava acontecendo com ela, uma semana longe dele a fez pensar que teria que contar logo antes que o inevitável acontecesse.

                Na hora que Jane abriu a boca pra falar, eles foram interrompidos pela porta da sala que acabara de ser aberta.

                -a porta tava aberta então fui entrando e.... JANE? – a espinha de Jane se congelou na hora que viu a pessoa entrando na sala de estar da casa de Johnny.

Era Dorothea.


--Fim do 10º Capítulo--

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Capítulo 9 - Divergences, Suprises, Living in Sin.

                Depois daquela noite que Kate recebeu o sms de Jon, ela se sentia mais confiante, o pensamento de que sua relação com ele subira de nível era constante. Há tempos ela não ficava tão feliz quanto estava. Passou-se uma semana... duas... três... e nada do Jon retornar a mensagem. Claro que Kate ficou chateada, afinal já faziam três semanas e nada dele dar sinal de vida. Nenhuma notícia de shows nem nada... ele só podia estar com a família. E se fosse isso, ela não tinha o direito de se chatear, ela não era prioridade.

                -Katerine, pode vir a minha sala por favor? – Marlon a chamou por telefone e logo Kate foi até a sala dele;
                -Oi, Marlon – ela falou sorrindo enquanto entrava na sala dele.
                -sente-se, por favor – ele falou e logo continuou – tenho um trabalho importante pra você... semana que vem vai ter um festival na Califórnia e você vai cobrir.
                -Califórnia?? – Kate falou surpresa
                -é... como você é uma das mais antenadas nas bandas que vão tocar lá, é o pessoal mais “da pesada”, então escolhi você.
                -uau, obrigada pela oportunidade, Marlon
                -ótimo, então, o festival vai ser sábado e domingo, então você chegará na sexta a noite, ficará num hotel, trabalhará no sábado e no domingo e na segunda de manhã você volta e tem o resto do dia de folga, na terça você escreve sua matéria em casa mesmo e na quarta você me entrega. – ele falou lhe entregando um envelope que continha suas passagens, sua reserva no hotel, credenciais , algumas instruções extras e a lista de bandas que ela iria assistir ao show, não teria entrevista exclusiva com nenhuma banda, ela apenas iria falar do festival e das bandas no geral.

                Ela saiu da sala e voltou pra sua mesa pra poder continuar a fazer o trabalho que estava fazendo antes. a ideia de ir pra Califórnia a deixou animada, viajar a trabalho era sempre bom e ela adorava ir a festivais musicais, inclusive esse teria algumas bandas que ela adorava e mesmo que não tivesse entrevista, ela não perderia a oportunidade de conhecer.

--na semana seguinte

                -você não quis nenhum assistente pra ir com você? – Pam perguntou enquanto Kate terminava de arrumar suas malas na sexta-feira de manhã.
                -não... não vai ter nenhuma entrevista, só os shows mesmo. prefiro ir sozinha.
                -hm, toma cuidado hein
                -pode deixar – Kate falou sorrindo assim que fechou o zíper da mala.
                -a que horas sai o seu voo?
                -ao meio dia – Kate falou arrumando uma roupa pra vestir
                -te levo – Pam falou – agora vai tomar banho logo, ainda não tomei café da manhã rs 
Kate foi tomar banho, quando voltou pro quarto pra se trocar, seu  celular fez um bip.

*nova mensagem*

                “bom dia, espero que esteja bem. quero te ver esse final de semana, estou em NY. Beijos, J.”

                -puta que pariu! – Kate exclamou em voz alta assim que terminou de ler a mensagem.
                -Kate? – Pam perguntou entrando no quarto – falou algo?
                -ah.. não era com você... – ela falou ainda olhando o celular
                -quem é?
                -Jon... quer me ver esse final de semana...
                -puts... e agora?
                -e agora? não tem jeito, terei que dispensa-lo... – ela falou digitando a mensagem

                “Bom dia Jon, infelizmente não poderemos nos ver esse final de semana... estou indo viajar a trabalho. me desculpe. K”

                -pronto... – Kate falou totalmente desanimada ao enviar a mensagem – mas... poxa... depois de 4 semanas sem falar nada... como eu ia adivinhar?
                -não é culpa sua, Kate, relaxa. – Pam falou e logo o celular de Kate tocou
--
                -alô – ela atendeu
                -hey... vai me dispensar mesmo? – era Jon, tinha sarcasmo na voz dele, então Kate não ficou tão preocupada.
                -ah Jon... não é dispensar... mas eu to com esse trabalho marcado desde a semana passada..
                -e pra onde você vai?
                -Califórnia, estou indo hoje e volto na segunda...
                -hmm
                -poxa Jon... não fica chateado, ok? se a gente tivesse se falado antes... – ela começou - ... mas eu não podia deixar um trabalho grande desse... minha carreira tá só começando..
                -eu sei... tudo bem. – ele falou.
                -não tá chateado?
                -to. não vou mentir, né. to com saudade e não nos vemos desde Londres...
                -também estou com saudades...desculpa mesmo.
                -tá certo. você tem suas prioridades, assim como eu tenho as minhas...            
                - que bom que você entende...
                -é, bom.. então vou voltar pra Jersey. Quando você voltar pra NY me avise, ok?
                -claro... e mais uma vez... me desculpe
                -tudo bem – e desligaram.

--

                -ele não entendeu né? – Pam perguntou assim que Kate desligou o telefone
                -não – Kate falou desanimada
                -hey – Pam falou pegando da mão de Kate o celular dela. – como você mesma disse, é a sua carreira que tá começando. não fique triste, se ele realmente te acha especial, ele vai entender e vai fazer surgir novas oportunidades.
                -eu sei... só... ah, esquece.. vou me vestir.

Kate estava realmente triste por não poder ver Jon no final de semana, a coisa que ela mais aguardava há tempo... mas o festival era mais importante pra vida profissional dela. Assim que se vestiu, foi comer algo com Pam numa cafeteria ali perto do apartamento dela. Elas comeram e depois voltaram pro apartamento pra Kate poder pegar sua mala, Pam a levou ao aeroporto e quando deu meio dia ela foi pra Califórnia.

--horas depois

                Kate chegou ao hotel que iria ficar hospedada na Califórnia, ela chegou ao seu quarto e foi tomar banho e depois, já vestida, foi checar seus e-mails. nada de interessante. Decidiu comer algo e ir dormir, o dia iria começar cedo pra ela, mesmo que fosse um festival fosse começar as 17h, ela iria conhecer o lugar e claro, tentar conversar com algumas bandas. nem que fosse só pra constar na sua coluna.

--no dia seguinte

                Kate acordou cedo, se arrumou e foi tomar café, depois organizou uma bolsinha com seu celular, gravador, uma câmera, e sua credencial do dia. foi passear pelos arredores dali, passado um tempo ela almoçou e foi pro evento. Primeiro ficou conversando com as pessoas na fila, pesquisou saber quais as bandas mais aguardadas

a lista de bandas que iriam se apresentar aquela noite estava no celular de Kate, ela analisava uma a uma, sentada  num banco dentro dos corredores da produção, algumas bandas ela realmente curtia, como Metallica, outras ela mal conhecia.

                -licença. – uma voz masculina falou perto de Kate – posso me sentar?
                -claro.  –ela falou desviando lentamente a atenção do celular pra ver quem era o sujeito se sentando ao lado dela. Quando Kate finalmente se virou pra ver de quem se tratava...
                -RICHIE? – ela exclamou surpresa
                -feliz em me ver? – ele perguntou sorrindo
                -Ah... CLARO NÉ! – ela falou enquanto ele dava um abraço nela. – o que está fazendo aqui?
                -bom, estamos de folga por uns dias... e um camarada meu me pediu pra vir aqui pra gente fazer uns arranjos no show.
                -nossa!! isso é fantástico, Richie!!
                -é... e como você tem passado, mocinha?
                -muito bem... trabalhando bastante, inclusive.
                -é, até fiquei surpreso quando te vi aqui na produção... não sabia que você viria pra cá.
                -ah, na verdade eu to aqui me escondendo da multidão... quando for começar os shows eu vou pra coxia.
                -hm.. entendi, tem falado com Jon?
                -ah... só, ontem rs
                -ele esteve bastante ocupado... olha, eu sei que isso não é assunto meu nem nada, o Jon também não me falou nada... Mas não é normal ele estar tão íntimo de alguém assim como você.
                -como eu...? imprensa? uma pessoa mais nova? mulher?
                -hahahahah tudo isso... é novidade até pra eu que sou amigo dele há tantos anos... mas não se preocupe... você é muito bem vinda.
                -obrigada, Riche – ela falou sorrindo.
                -você tem um sorriso muito encantador, sabia?
                -ahh, para com isso... vai me deixar sem graça! – ela falou colocando as mãos no rosto.
                -HAHA relaxa! só estou elogiando mesmo... não quero confusão com o Jon – ele falou piscando – mas não vou mais tomar seu tempo, tenho que ir lá no camarim. bom, como não sei se nos veremos novamente.. – ele a abraçou e se despediu dela.

Kate permaneceu ali por mais algum tempo, até que já era quase 17h e ela foi até a coxia, de onde teria uma visão privilegiada das bandas, os músicos passavam do lado dela pra entrar no palco e ela curtia cada segundo ali. Até que depois de algum tempo, Richie passa por ela apertando de leve o braço dela e lhe dando um sorriso, ela retribuiu o sorriso e ele entrou no palco pra fazer os tais “arranjos” com seu “camarada”

O primeiro dia de festival terminou as 3h da manhã. Saindo de lá, ela pegou o primeiro taxi que viu e voltou pro hotel . O dia seguinte fora a mesma agitação, ela foi mais cedo, conversou com alguns músicos, assistiu a todos os shows, voltou pro hotel e na segunda de manhã ela pegou o avião de volta pra NY.
Chegaou em NY por volta das 13h. ela pegou um taxi pra casa, Pam disse que a buscaria no aeroporto, mas ela não queria fazer a amiga sair do trabalho apenas pra leva-la pra casa. Chegando em casa ela nem arrumou as malas, apenas tomou um banho, pegou uma calcinha e uma camisa velha e se jogou na cama. não demorou nem 2 minutos e ela adormeceu, ela estava extremamente exausta. mal tinha dormido no final de semana.. precisava descansar pra no dia seguinte poder escrever sua matéria sem interrupções do sono.
Ela dormiu por volta de 8 horas quando escutou seu celular tocar na mesinha de cabeceira da cama.

-JON? – ela gritou quando leu o nome no visor.
-alô – ela atendeu depois do grito que dera
-hey, Kate – ele falou – tudo bem?
-tudo... tudo..
-te acordei?
-ah.. é.. mais ou menos rs
-hm, que pena... suponho que já esteja em casa... a luz da sua varanda está acesa
-é... eu deixo acesa as vezes e... ESPERA, como sabe que está acesa?
-saia na varanda
Kate caminhou até a varanda, quando olhou pra baixo, viu um carro preto, grande...
-Jon...
-hm... uau... desce aqui
-é você mesmo?
-quem mais estaria te vendo de calcinha na varanda essa hora? – ele falou soltando um risinho, Kate esqueceu que estava só de calcinha e camisa.
-oh céus – ela falou entrando de volta no apartamento – como assim??
-ué, vamos dar uma volta
-não é arriscado?
-não, esse carro nem é o meu mesmo, já passa das 22h, você acha que alguém vai se importar em saber quem está nesse carro?
-hm.. ok. só vou colocar uma roupa e já desço.
-aaah, fica assim mesmo! – ele falou rindo.
-nem pensar – ela falou rindo também. – um minuto
Kate desligou o celular e colocou uma calça jeans, uma camisa mais decente e um tênis e desceu até onde estava o carro.
-você é louco – ela falou assim que a porta se abriu pra ela entrar
-louco nada, estava com saudade – ele falou piscando pra ela e dando partida no carro
-aonde vamos? – ela perguntou enquanto colocava o cinto
-surpresa.


--


~1978~

A semana passou rápida, Jane conseguiu comer melhor nos dias seguintes e seu pai voltou de viagem, fora mais um momento doloroso na hora de contar para o pai o que estava acontecendo com ela. Ele era um homem forte, racional e logo tratou de buscar os melhores profissionais nessa área para começarem imediatamente o tratamento dela.
                Jane estava desanimada, seu pai tentava anima-la, mostrar uma luz pra ela... mas ela não via futuro. Então começou a escrever em seu diário novamente, há anos ela não fazia isso, mas escrever era a coisa que mais aliviava seus pensamentos.

O final de semana chegou e no sábado ela decidiu arrumar seu quarto, apesar de passar o dia todo lá, sempre tinha algumas coisas que ela gostava de trocar de lugar, apenas para o ambiente se renovar. Depois de organizar tudo, foi ficar no jardim. Tinha uma grande rede e ela ficou lá por horas, apenas olhando para o céu.. estava um dia lindo de verão, os springles ligados de vez em quando jogava umas gotas d’água nela e pela primeira vez nos últimos dias, ela não pensava nos seus problemas mesmo não estando com a mente ocupada.

No domingo ela acordou tarde, não tomou café, sua mãe estava fazendo lasanha e ela decidiu esperar pelo almoço. Não demorou muito e eles almoçaram, assim, ela voltou pro quarto, tomou banho e ficou preparando um texto para quando voltassem as aulas de datilografia, ela tivesse um material interessante para seus alunos.

*toc toc*

                -entra! – ela falou sem tirar os olhos do texto que escrevia
                -ah Elizabeth, não precisa gritar – Johnny falou entrando no quarto – poderia ter sido mais doce.
                -Ah é você? nem deveria ter falado pra entrar – ela mostrou a língua pra ele – e pare de me chamar de Elizabeth... sabe que eu não gosto..
                -hmmm adoro você brava – ele falou puxando ela pra um abraço – você tá tão magrinha...
                -impressão sua, você que é magrelo – ela falou apertando a barriga dele e rindo
                -que saudade do seu sorriso – ele falou olhando ternamente pra ela – da ultima vez você estava tão abatida... bom, ainda está... mas um pouco menos.
                -estou melhorando do resfriado..
                -por que eu não consigo acreditar que isso seja apenas um resfriado?
                -porque você é um chato – ela falou se livrando dele e se sentando na cama.
                -não vou mais te importunar.. sério – ele falou se sentando do lado dela.
--
                -meninos? – a mãe de Jane entrou no quarto – vamos dar uma saída agora, fazer umas compras... mas voltamos logo... Jane, vem cá, rapidinho
                -o que? – ela falou enquanto fechava a porta atrás de si
                -você vai contar pro Johnny? – a mãe perguntou séria.
                -não – Jane respondeu firme.
                -pensei que ele fosse seu melhor amigo... ele não merece saber?
                -ele já se preocupa a beça comigo, e já tem problemas demais pra ter mais esse pra pensar.
                -você que sabe, quando você achar o momento certo, conte. – ela falou e saiu. Jane voltou pro quarto.

--
                -essa semana já voltam as aulas né? – Johnny falou quando Jane se sentou ao lado dele na cama
                -é.. finalmente!
                -af, para de ser nerd!
                -não sou nerd!
                -é sim! além de toda a sua mala na escola, ainda tem o fato que você foi a primeira do país inteiro a comprar o ingresso pra ir na estreia de Star Wars!
                -Mas foi um filme épico! eu tive que ir na estreia!
                -NERD!
                -vai se foder – ela falou e Johnny a beijou
                -a nerd mais linda que eu já vi na vida! – ele falou entre beijos – eu te amo, Jane.
                -eu te amo, John.
Johnny intensificou os beijos, estava começando a esquentar, ele se deitou sobre ela e começou a apertar a coxa dela e ela passava a mão pelas costas dele lentamente. O que ia acontecer era iminente. ela tirou a camiseta e Johnny fez o mesmo, e já tirou as calças, e tirou a saia que Jane estava usando, a deixando apenas de calcinha e sutiã. Johnny que estava só de cueca, já deixava bastante visível que seu “amiguinho” estava feliz. Ele tirou a calcinha dela lentamente e tirou a cueca, logo pegou uma camisinha na carteira e começou a apertar seu quadril contra o dela e começaram os movimentos de vai e vem..
Dessa vez chegaram ao orgasmo juntos, Jane respirava com dificuldade e Johnny deitado ao seu lado também ofegava.

                -você é perfeita – ele falou olhando pra ela
                -te amo – ela falou o beijando, ele adorou a atitude dela e começaram a se beijar de novo.. logo estavam fazendo amor novamente.
--
                -preciso de um banho – ela falou depois de um tempo que terminaram de fazer.
                -só se eu for junto.
                -e se meus pais chegarem? – ela falou mordendo o lábio inferior.
                -eles não vão chegar. – ele falou a beijando.
Logo eles foram para o banheiro e Jane trancou a porta, as roupas dos dois estavam lá para já se trocarem quando terminassem o banho.
Jane entrou no box e ligou o chuveiro, em seguida Johnny entrou também a abraçando.
eles começaram a se beijar e Johnny beijava seu pescoço enquanto a água caía sobre eles.
Logo eles começaram novamente  a fazer amor. Johnny não se cansava de ver como Jane ficava excitada quando ele dava sua investidas.
                -Jane... te quero pra sempre – ele falou quando terminaram. Quando Johnny disse isso, uma lágrima escorreu pelo rosto dela, mas como eles estavam abraçados, ele não viu.
Continuaram ali abraçados por um tempo e quando Jane achou que precisava contar para Johnny o que estava acontecendo, alguém bateu na porta com certa força.
os dois se assustaram. Jane fez sinal para Johnny não falar nada e desligou o chuveiro.

                -O QUE FOI? – Jane gritou tentando estabilizar a voz
                -VOCÊ ESTÁ SOZINHA? – o pai de Jane com uma certa braveza na voz – CADÊ O JOHN?
                -CLARO QUE TO SOZINHA... JOHN... FOI EMBORA...
                -CERTO – ele falou ainda bravo.

O coração de Jane batia desgovernadamente. por sorte as roupas de Johnny estavam lá, eles se entreolharam sem saber o que fazer. se enxugaram e vestiram suas roupas.
                -shiu, você fica aqui. quando eu sair, você tranca a porta, logo menos eu venho e dou duas batidinhas de leve e você corre pro meu quarto – ela sussurrou
                -certo – e Johnny sussurrou em resposta.

Jane saiu do banheiro e Johnny trancou a porta, ela verificou onde seus pais estavam, estavam na cozinha guardando as compras, o que dava ao Johnny tempo de ir pro quarto dela e sair pela janela sem ser visto.

                *toc toc*

Johnny saiu do banheiro e foram pro quarto de Jane, ela trancou a porta e abriu a janela para Johnny sair, o quarto dela ficava no andar de cima, mas dava pra ele se pendurar numa espécie de planta trepadeira que tinha abaixo da janela dela.
Eles se beijaram e Johnny desceu, ela ficou olhando até que ele chegou no chão e mandou um beijo pra ela e saiu caminhando até a casa dele.
                Ela ficou sentada na janela dela por mais um tempo, depois de ter destrancado a porta e logo sua mãe apareceu na porta.

                -precisamos conversar – ela falou ríspida
                -aconteceu alguma coisa?
                -aconteceu sim, Janet, o que é isso? – ela estendeu a mão segurando na ponta com um papel uma camisinha usada. Jane travou, seu corpo tremia da cabeça aos pés, ela não pôde acreditar em como eles foram descuidados em não se livrar daquilo.
                -ah... mãe... é que...
                -você usou isso com o John? – Jane apenas abaixou a cabeça – eu não acredito – ela falou entre os dentes e fechou a porta.
                -eu sempre confiei em você Janet! e você espera eu e seu pai sairmos de casa pra você e ele transarem???
                -mãe... não é isso...
                -eu sabia que não podia confiar muito nele! eu não acredito, Janet!!
                -calma.. posso falar?
                -tanta coisa acontecendo com você... olha... você está proibida de vê-lo novamente!
                -VOCÊ NÃO PODE FAZER ISSO – Jane falou alterando a voz e começando a ficar trêmula por causa do choro que estava vindo.

                -POSSO! e sorte sua que seu pai não viu isso! senão ele teria matado o John... ele estava com você no banheiro não é? como você pôde! – a mãe de Jane estava indignada e decepcionada com a atitude da filha. – resolveremos isso, Janet. eu jamais devia ter deixado você fazer aquela viagem com ele... o “casinho” de vocês ACABOU!


--Fim do 9º capítulo--

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Capítulo 8 - Will the sun shine tomorrow?

                Jane acordou tarde no dia seguinte, olhou em volta do quarto procurando em sua mente algo que lhe confortasse e dissesse que aquilo não passara de um pesadelo. Mas não foi um pesadelo, ela estava doente de verdade, ela se olhou no espelho e olhos estavam inchados, mesmo dormindo ela chorava. Ela continuou encarando sua figura no espelho e logo foi escovar os dentes e tomar um banho, se trocou e desceu pra cozinha, ela não tinha vontade de comer nada, mas sua mãe a fez tomar pelo menos um suco e depois ela voltou para o quarto se deitar.

                -Janet Elizabeth Parker, você não pode parar de viver – a mãe de Jane entrou no quarto – você não pode ficar o dia todo nessa cama, vamos dar uma volta.
                -não quero mãe, me deixa. – ela falou enfiando a cara no travesseiro.
                -vamos querida, tem que ser forte. – ela falou passando a mão nos cabelos negros de Jane, agora molhados pelo banho – então Jane se virou pra mãe
                -por que comigo, mãe? é tão fácil falar pra ser forte, não é você que acabou de saber que não vai viver por muito tempo.
 - não fale assim, Jane! – a mãe de Jane falou brava – seguindo o tratamento você vai conseguir...
-viver? não. “adiar”, essa é a palavra certa.
-acha que foi fácil pra eu saber disso também? – a mãe falou com as lágrimas começando a despontar – você tem que ter esperanças, eu tenho que ter esperanças. Vai dar tudo certo, filha.
Elas se abraçaram e ficaram ali por um tempo, depois a mãe saiu pra atender um telefonema do trabalho. Jane queria ser forte, sair, sorrir, “curtir” a vida... mas não conseguia.

Ela não almoçou, o cheiro da comida a enjoava. E ela passou o dia lendo no quarto, nem viu as horas passando, até que uma batida na porta a tirou do mundo dos seus livros.

-posso entrar? – era a voz de Johnny e metade do rosto pra dentro do quarto.
-claro – Jane respondeu, impossível não sorrir de volta praquele sorriso de Johnny e foi em direção a ele
-que saudade – ele falou abraçando-a com força – não via a hora de te rever.
-eu também não, John – ela falou e ele se afastou um pouco pra poder olhar em seus olhos
-você parece abatida... o que houve?
-ah.. nada – ela falou olhando em outra direção.
-como nada? você tá com os olhos inchados, esteve chorando?
-não John... só estou resfriada... fico péssima assim – ela mentiu.
-hm entendi... trate de se cuidar, mocinha – ele falou dando um selinho de leve em seus lábios.
Eles se sentaram na cama de Jane e ficaram conversando e Johnny falava de sua banda e como estava ansioso pra começar a gravar com eles. Jane estava encantada com a presença de Johnny, por um momento se esqueceu dos seus problemas, mas quando ele a puxou para mais perto e a beijou, ela não conseguir conter uma lágrima que escorreu por seu rosto indo parar nos lábios que agora estavam grudados com o de John.

-tá chorando? – ele falou cortando o beijo.
-ah rs.. emoção – ela falou piscando pra ele
-hm, sei. to começando a me preocupar com você, J.
-não precisa, sério.
-então, tá – ele falou a puxando para o beijo novamente
-mas.. espera – dessa vez ela cortou o beijo – é melhor a gente parar, nossas mães estão lá embaixo, se elas subirem aqui, vai ficar uma situação constrangedora...
-é, você tá certa – ele falou – mas eu não to nem aí – e continuou a beija-la.
Eles ficaram ali por um tempo e foram se sentar na grande janela do quarto de Jane que tinha uma vista pro quintal, eles ficaram ali abraçados quando a mãe de Jane entrou acompanhada com a mãe de Johnny 

-olha que bonitinhos os dois – Carol, a mãe de Johnny falou com as mãos juntas numa expressão fofa
-tia! – Jane exclamou enquanto se levantava e ia dar um abraço em Carol.
-como está, querida? – ela perguntou a Jane – o John está te paparicando um pouco não é?
-haha sim, estou bem. Seu filho é um amor – ela falou rindo.
-eu sei que é. Desde pequeno sempre cuidando de você... sua mãe falou que você não está bem..
Jane lançou um olhar furtivo a mãe, ela tinha pedido pra mãe não contar!
-Ela disse que você pegou um resfriado forte, não?
                -ah.. é, tia... forte. – ela falou aliviada.
                -você vai ficar bem, passei a receita de um xarope muito bom...
                -obrigada tia !!
                -bom, vim buscar o mocinho ali pra irmos pra casa, já está tarde e amanhã todos acordam cedo né? rs, vamos, querido?
                -claro, só vou me despedir da Jane.
                Carol se despediu de Jane e desceu para esperar por John junto com a mãe de Jane na sala.
                -darei um jeito de vir te ver no final de semana... tudo bem?
                -claro, venha sempre que puder – ela falou enquanto Johnny a puxava para um abraço e se beijaram.
                -te amo – ele falou nos lábios dela
                -eu mais – ela respondeu voltando o beijo.

Depois de se despedirem devidamente, Johnny foi embora com a mãe. Jane continuou sentada na janela olhando o luar, fora impossível segurar o choro. Johnny era tão perfeito com ela, ela se detestou por não ter coragem de contar pra ele o que estava acontecendo com ela, ela queria que ele fosse só dela, assim poderia até ser mais fácil. Assim que ele foi embora, ela sentiu a sensação de vazio voltar, ela estava sozinha novamente e assim ela não conseguia pensar em nada. Sua mente se fechou e ela só conseguia chorar e se odiar por ser tão fraca.

--

~2012~

                Kate estava levando a vida como sempre, ia cedo pra redação do jornal, ia a shows e eventos, escrevia em sua coluna semanal, estava tendo um ótimo rendimento. Paul não tinha mais a procurado, o que foi um alívio... mas outro que não tinha a procurado foi Jon. Passaram-se dois meses desde que eles tinham ficado juntos em Londres e o único contato que ele fez com ela foi no dia que ela voltou pra NY. depois disso ela ficou a ver navios... não que eles tivessem algum compromisso, mas ela esperava alguma coisa a mais, afinal, se Jon a considerava como amiga e já que eles já tiveram uma noite de sexo, o mínimo que ela esperava era revê-lo ou pelo menos que ele ligasse... afinal, ele disse que queria vê-la novamente...
Mas ela decidiu manter a cabeça ocupada com o grande evento que ela faria na próxima semana, ela e Pam iriam escrever a matéria principal do jornal, afinal, o evento englobava o assunto abordado pelas colunas das duas.

                -Já que é um festival, teremos que chegar mais cedo pra poder ir entrevistando todas as bandas e não perder os shows. – Pam falou enquanto as duas faziam uma planilha no computador na casa de Kate.
                -é, falei com Marlon, ele aconselhou à gente a chegarmos por volta do meio dia, é a hora que as primeiras bandas começam a chegar e o palco já estará certo. aí a imprensa não vai atrapalhar em nada.
                -então beleza. vamos juntas né?
                -claro, passo na sua casa às 11h15 pra gente ir bem de boa.
                -combinado – Pam concordou desligando o PC. – esses dias você tem parecido tão cabisbaixa, Kay, o que tá acontecendo?
                -ah, Pam... o de sempre.
                -ainda tá esperando que ele ligue? – Pam se referia a Jon
                -é pecado?
                -não. É burrice.
                -credo, Pam, pra que falar assim?
                -ué, é a verdade, Kate... você mesma disse que não tava iludida, mas não é o que tá parecendo... fora que já fazem dois meses!
                -Pam, ele falou que me considera mais que uma fã, eu partilhei do mais íntimo dele, eu só queria uma ligação... não to falando que eu quero que ele se case comigo.
                -bom, eu não vou mais entrar nesse assunto. sério, quero que você se arrume e vá achar um namorado, já que você não quis mais o Paul...
                -por que você faz tanta questão se eu “quero” ou não o Paul?
                -nada... só acho que você foi muito dura com ele...
                -para de defende-lo, Pam. tá ficando chato.

Pam deu de ombros e elas voltaram ao assunto do festival. Kate entreteve-se com a possibilidade de conhecer bandas novas que seriam lançadas nesse festival, era algo que a deixava bastante ansiosa.

                Sexta-feira chegou e era o dia de folga de Kate, ela decidiu ir comprar algumas roupas, comprou uma bota super confortável que ela iria usar no festival no dia seguinte.
Ela chegou em casa e a diarista estava terminando de arrumar a sala e logo foi embora, Kate ficou relendo sua planilha e logo pegou no sono. Quando acordou, já era 21h e ela estava faminta, foi tomar banho, ela estava com preguiça de cozinhar só pra ela então pediu uma pizza. Depois de comer, foi assistir a um filme e foi dormir.

--no dia seguinte.

Kate acordou e foi logo tomar banho, como acordou mais tarde do que planejara, ela fez tudo correndo pra não perder a hora de ir buscar Pam, como já estava tudo arrumado, ela não se preocupou em rever nada, pegou o carro e foi em direção à casa de Pam.

                Chegando lá, a porta do prédio estava aberta então ela entrou, chegando no apartamento de Pam, ela bateu na porta mas não teve resposta. tocou a campainha duas vezes e percebeu algum barulho dentro do apartamento. Logo Pam apareceu na porta, completamente descabelada.

                -Kate?? – ela falou surpresa
                -Pam! você ainda não tá pronta???
                -ah.. to quase.
                -não vou poder entrar?
                -só um minuto – e quando Pam foi fechar a  porta mas Kate segurou, ela sentiu que algo estava errado. Então entrou no apartamento e quando chegou ao centro da sala, Paul aparece terminando de colocar a camisa.
                -Paul?? – Kate exclama sem entender – o que tá havendo aqui?
                -hm... er... Kate, a gente só.. – Paul começou
                -não quero saber, na verdade... mas... os dois... juntos? – Kate estava decepcionada.
                -Kate, vocês não estavam mais namorando... – Pam falou
                -e eu não me importo... só, por que vocês dois?..... olha, quer saber... você nem tomou banho ainda, to indo. não vou me atrasar, sinto muito, Pam. – e Kate saiu sem falar mais nada nem olhar pra trás.
Pam e Paul ficaram sem reação. Kate não sabia ao certo por que ficara tão incomodada em “pegá-los no flagra”, apenas sua melhor amiga e seu ex-namorado. será que eram as circunstâncias? “se ela o queria tanto, por que me incentivava a voltar com ele??”

Kate dirigiu até o local do festival e estacionou o carro, chegando lá ela foi para a fila que se formava na porta das pessoas que estavam esperando pra entrar, então ela decidiu conversar com as pessoas e anotar as coisas relevantes pra poder colocar na sua matéria, ela se entreteve bastante com um grupo muito animado e logo viu Pam se aproximar.

                -a gente já pode entrar? – ela perguntou chegando mais perto de Kate.
                -claro, só estava conversando com o pessoal sobre o que eles esperam do festival. vamos.
Elas foram entrando pelo backstage do evento, estavam de credenciais, então os seguranças apenas as deixavam passar.
                -não vai falar comigo? – Pam perguntou quando elas param pra esperar a entrada em um dos camarins.
                -sobre o que quer conversar, Pamela? – Kate olhou pra ela fingindo interesse.
                -ah, para de drama Katerine, você sabe sobre o que;
                -sobre você e o Paul? ué, quer que eu dê os parabéns?
                -não, quero que você pare de fingir que isso não te incomoda.
                -e por que isso me incomodaria? não tenho mais nada com ele.... na verdade, já que tocou no assunto, fale por que vocês estavam juntos, acho que é isso que você quer que eu ouça não é?
                -olha, ele me procurou, a gente ficou conversando e tal e aí rolou, mas não foi nada premeditado pra te fazer ciúme nem nada. mas você sabe, quando você me apresentou ele no colégio, eu tive um crush nele, só que depois acabou.
                -então agora faça acontecer.
                -não é isso. O fato é que ele só ficou falando de você, só rolou mesmo porque foi algo superficial! ele te ama, e eu sei disso, e eu sei que você ficou incomodada! não é possível você ficar com essa cara pra mim sem motivo.
                -eu não to incomodada, só to chateada porque... poxa, ele é meu ex, você é minha melhor amiga e você tava dando a maior força pra eu dar uma chance pra ele. por mais que nós três sempre fomos amigos, isso não se faz.       
                -desculpa Kay, mas.. foi algo que eu fiz sem pensar.
                -tá certo, olha, a gente daqui 5 minutos, vamos nos concentrar, não quero mais saber dessa história, ok?
                Pam assentiu com a cabeça e elas ficaram estudando o itinerário delas lá.
Elas entrevistaram as bandas grandes e assistiram ao show de todas, Kate se focou nas bandas novas que estavam em ascensão pra poder escrever na sua matéria. Ela e Pam teriam que escrever juntas, por isso Marlon deu o prazo de entrega até segunda a noite, isso significava que Pam ia dormir na casa de Kate no final de semana.

Elas voltaram pra casa de Pam pra ela pegar as roupas e deixar o carro e foram para a casa da Kate.

                Quando chegaram, elas passaram pela portaria e o porteiro chamou Kate
                -srta. Porter, olha, deixaram isso aqui pra senhora.
                -quem deixou? – Kate perguntou confusa ao receber um buquê de flores, logo imaginou ser de Paul.
                -um entregador da floricultura, tem um bilhete, aqui – ele falou entregando o cartão que estava lacrado.
                -obrigada, Julius – ela falou recebendo o cartão do porteiro, e depois subiu com Pam até o apartamento pra poder descobrir quem tinha lhe mandado flores.
               
- “Estou com saudades suas, em breve poderemos nos ver. Ainda não sei quando, mas esteja preparada. J.”

                Kate terminou de ler o bilhete sem acreditar no que acabara de ler. Depois de dois meses o Jon entra em contato mandando flores? Kate estava estupefata, mal conseguia segurar o sorriso dentro da boca.
                -ow mulher, vamos, de quem são as flores? – Pam perguntou tirando Kate do transe.
                -Jon – Kate falou com os olhos brilhando.
                -JURA? – Pam falou parecendo espantada.
                -é... disse que nos veremos em breve
                -uau! nossa... to sem palavras...
                -e eu então? – e as duas começaram a rir.
Elas passaram o resto da noite conversando e analisando tudo o que tinham preparado pra matéria, enquanto passavam as anotações pro computador, elas falavam de Jon e tudo mais, até que Kate se intrigou.
                -Pam... você não falou nada pro Paul sobre o Jon, não é?
                -claro que não, Kay, lembra que eu jurei não falar nada?
                -eu sei... mas sei lá.. vai que você deixou escapar... você é a única além dele e eu que sabe sobre isso, qualquer coisa pode colocar tudo a perder.
                -calma, Kate, eu sei disso... não vou deixar escapar nada. juro.
Depois disso elas terminaram de escrever e já era tarde, elas decidiram parar e ir dormir pra no dia seguinte continuarem a redigir a matéria.

Quando Kate estava quase pegando no sono, escutou um apito no celular.

*nova mensagem*

“espero que tenha gostado das flores, sei que já deve estar dormindo.. não estou nos EUA então o fuso é diferente. Só quero que saiba que estive pensando em você. boa noite J”

Kate sorriu ao ver a atenção que Jon teve ao mandar a mensagem pra ela, então respondeu logo

“ainda não fui dormir, adorei as flores.. realmente me surpreendeu vê-las aqui. estou com saudades. boa noiteJ”

Ela não hesitou em dizer que estava com saudades, ela realmente estava. Então foi dormir, ela sentia que logo menos iria rever Jon, e tinha bons pressentimentos pra quando isso acontecesse.


--fim do 8º capítulo--