~1978~
-hm..
baby – Johnny falou saindo de trás de Jane – o que você tá fazendo aqui?
-responde
minha pergunta primeiro – Dorothea falou começando a ficar brava.
-não tá
acontecendo nada aqui, baby
-então
o que Jane estava fazendo no meio das suas pernas? – ela perguntou apontando
para Jane que ainda estava no sofá paralisada.
-a
gente tava conversando... – Johnny respondeu
-aninhados?
– ela falou parecendo mais irritada.
-não é
isso... olha...
-Quer
saber, – Jane falou se levantando e cortando Johnny – a gente tava conversando,
Dot, de verdade... eu to mal, ele só quis me confortar um pouco...
-é, baby,
Jane é minha amiga de longa data, o que pode haver de mal nisso?
-olha...
eu vou indo – Jane falou pegando a bolsa e saindo da casa de Johnny fechando a
porta atrás de si, ela ouviu Johnny a chamar mas nem olhou pra trás, saiu antes
de ver as próximas reações de Dorothea.
Jane
caminhou sem pressa pra casa, era pouco depois das 19h ainda. No caminho de
casa, não era muito distante, ela se encontrou com uns amigos do colégio que
estavam reunidos numa lanchonete e ficou conversando pra enrolar o tempo que
ela supostamente estaria revendo as atividades da escola perdidas na semana que
ela esteve em NY. Depois de conversar um pouco, ela foi pra casa, seus pais
estavam assistindo TV e ela passou direto pro quarto, tomou um banho e ficou
sentada na janela olhando pra imensidão do céu escuro daquela noite, nenhuma
nuvem, apenas a lua e as estrelas. Era um cenário muito bonito, uma lágrima
escorreu dos olhos dela quando ela pensou que quase contara para Johnny o que
estava acontecendo com ela, ela não sabia de onde tinha vindo a coragem pra
contar, mas agora não teria mais volta... ele com certeza a iria procurar pra
esclarecer as coisas. Mas... e o que será que aconteceu entre ele e Dorothea
depois que ela saiu de lá?
—POV Johnny—
-Jane!
– Johnny chamou assim que Jane fechou a porta.
-vai
atrás dela ou vai me explicar que merda é essa que tá acontecendo???
-Dot,
sério, não aconteceu nada, poxa!
-John,
duas pessoas não ficam do jeito que vocês dois estavam “por nada”.
-você
me viu a beijando, ou algo a mais? – Johnny perguntou chegando mais perto de
Dorothea, a mesma olhou brevemente para baixo então ele continuou – a única
coisa que eu já te pedi foi pra não ter ciúme da Janet, ela é minha amiga desde
que éramos crianças.
-eu
sei, John, mas você tinha falado que estaria ocupado essa noite, eu tive que
vir trazer esse livro pra sua mãe, pensei que você não estivesse em casa, aí
chego e vejo isso.
-eu
estava ocupado. eu gosto muito da Jane, e não é por que estou namorando com
você, que eu não posso mais dar atenção à ela.
-eu
nunca te privei de vê-la, mas as vezes acho vocês próximos demais... até parece
que têm algo a mais
-e se tivéssemos?
-COMO
ASSIM? – ela falou alterada
-Jane é
muito especial pra mim, em muitos aspectos.
-eu
sabia que você não conseguiria segurar seu instinto de “galã” por muito
tempo... mas justo com a Jane? a última pessoa que eu poderia desconfiar...
-Dot...
vamos dar um tempo? preciso espairecer, não to conseguindo pensar direito. –
Dorothea encarou incrédula para Johnny, não querendo aceitar o que ele dizia.
mas com certeza ele estava confuso, ela decidiu dar a ele um tempo mesmo. com
lágrimas nos olhos, ela saiu da casa dele.
—Fim do POV Johnny—
--no dia seguinte
Jane
acordou um pouco mais tarde naquele domingo, escovou os dentes, prendeu o
cabelo e desceu para a cozinha, sua mãe estava fazendo panquecas e Jane não
resistiu e logo pegou um prato e se juntou aos pais. Era um momento como há
tempos não se via, os três juntos tomando café da manhã no domingo.
-que
bom que você está comendo, querida – o pai de Jane falou
-mamãe
apelou fazendo panquecas – Jane falou sorrindo e a mãe sorriu junto.
-amanhã
eu deixo você no colégio, Jane – a mãe falou
-por
que?
-vou levar
seu pai até o aeroporto na mesma hora que você sai.
-ok.
Eles continuaram a tomar o café
da manhã, depois Jane lavou a louça e foi para a varanda da sala e ficou
sentada no banco que lá tinha. Passaram-se alguns minutos e sua mãe se sentou
ao lado dela.
-você está bem, filha?
-to sim – Jane sorriu fraco – só
com um pouco de dor.
-quando você começar o
tratamento, vai melhorar logo – a mãe falou sorrindo e depois continuou –
preciso de contar uma coisa...
-o que foi? – Jane perguntou
prestando total atenção na mãe
-sei que não é o momento propício
pra nada agora... – ela começou – mas é preciso que eu te conte logo.
-mãe.. fala logo, to ficando
nervosa
-bem... v-você ... vai ter um
irmãozinho.
-O QUE? COMO ASSIM? – Jane falou
descompassada.
-calma, Jane, aconteceu!
-ah eu não acredito! como pôde?
justo agora quando eu mais preciso de você!
-eu não estou te abandonando ou
te trocando!
Jane se levantou ao mesmo tempo
que as lágrimas começaram a cair dos olhos dela, a mãe ia se levantar quando
Jane fez sinal para ela não a seguir, e subiu as escadas correndo até seu
quarto e o trancou.
isso não tá acontecendo comigo... não pode
ser... UM SUBSTITUTO!! é isso... não tem outra explicação...
Jane
não conseguia conter as lágrimas, depois de muito resistir, ela deixou as
lágrimas escorrerem pelo rosto, “seria
possível mais alguma coisa dar errado na minha vida?” ela logo repudiou o
pensamento, talvez se fosse mais negativa do que já estava, poderia SIM mais
coisas darem errado na vida dela. antes que ela pudesse pensar em mais alguma
coisa, ouviu alguém bater na porta dela.
-Vai
embora! – ela gritou
-Janet,
abra aqui, por favor – a voz do pai de Jane soou meio abafada pela porta.
Jane se
levantou, enxugou as lágrimas das bochechas e abriu a porta logo se voltando a
se deitar na cama.
-Lizzie
– o pai a chamou pelo apelido carinhoso que lhe dera na infância por causa de
seu nome do meio – podemos conversar? – ele perguntou se sentando ao lado dela
na cama
-não
quero – ela falou com o rosto enfiado no travesseiro
-mas
precisamos... olha aqui – ele falou afagando os cabelos dela – estamos passando
por uma fase terrível... sim, todos estamos, quando algo ruim acontece aos
filhos, os pais sentem a dor duas vezes maior – Jane se sentou de frente para o
pai, o mesmo pegou as mãos da filha com as dele. – o que você provavelmente não
compreendeu é que eu e sua mãe não planejamos isso... uma gravidez agora
realmente só complica as coisas.. mas você sabe como há anos vínhamos nos
preparando pra isso, e os recentes acontecimentos fizeram com que nós
simplesmente nos esquecêssemos disso... mas aconteceu...
-e por
que deixaram acontecer?? dava pra “cancelar” se quisessem!
-você
sabe como eu sou contra o aborto e não sou um homem contraditório
-era
tudo o que eu precisava... um substituto!!
-Não
fale assim, Janet!! – o pai de Jane se levantou da cama se segurando para não
perder o controle pela dor que aquelas palavras lhe causaram.
-me....
me desculpe... eu só não quero aceitar que outra pessoa nessa casa vai receber
atenção além de mim... eu... não tenho forças pra suportar isso sozinha... –
Jane falou e voltou a chorar em seu travesseiro
-ninguém
aqui vai tomar o seu lugar, eu e sua mãe amamos você incondicionalmente e
especialmente nessa fase, precisamos, todos nós, de mais esperança! – ele falou
enquanto Jane se virava lentamente – sei que eu não sou o pai mais presente nem
o mais atencioso do mundo... mas você sabe que eu estou sempre do seu lado e se
eu estou sempre viajando, é porque estou sempre buscando coisas melhores pra
gente.
O pai
de Jane ficou a olhando por algum tempo enquanto ela parava de chorar aos
poucos
-sua
mãe te ama muito, e vocês sempre foram tão amigas... me surpreendeu você ter
saído daquele jeito quando ela tentou conversar com você. – ele afagou os
cabelos da filha – por favor, ela está muito abalada com tudo, ela está se
dedicando 100% a você nos últimos dias,ela já não vai mais trabalhar pra poder
ficar mais com você, e receber essa gravidez não foi fácil... por favor, tente
compreende-la.
-tudo
bem, pai... – Jane falou com mais simpatia, porém sem conseguir esboçar um
sorriso.
-agora eu
acho você precisa de um tempo só pra você – ele falou com um olhar brincalhão
de incerteza – há tempos não conversamos assim, querida, não percebi o quão
crescida você está – ele sorriu bobo.
-pai...
-é
sério... deve ser por isso que o filho dos Bongiovi vive atrás de você mesmo
depois de “grandinho”... hm... to de olho nele hein – ele falou fingindo estar
bravo, então riu, o que fez Jane rir junto...
John...
ele não tinha ligado pra ela ainda depois da visita inesperada de Dorothea na
noite seguinte... que resultado pode ter dado da conversa dos dois?
—POV Johnny—
Já era
de manhã, mais precisamente meio dia, logo lembrou-se que Jane tinha saído
antes de resolverem a situação, ela provavelmente estaria esperando algum
contato dele. “melhor ligar pra ela”
-Jay? – Johnny perguntou
depois que Jane atendeu o telefone.
-hey
Johnny – ela respondeu não conseguindo disfarçar a voz embargada pelo choro de
alguns minutos atrás.
-você
tá bem? – ele perguntou percebendo que a voz dela não estava normal.
-tá..
tudo bem sim.
-não
acredito.
-pare
de me cutucar, me fala logo... o que você e a Dorothea resolveram ontem?
-tudo
resolvido.
-fiquei
com receio de que a situação se agravasse ou sei lá o que
-eu sei
que você não tá com essa voz estranha por causa do que aconteceu ontem...
vamos, me diz o que tá havendo... você tem estado muito estranha há algum
tempo, Janet.
-é com
a minha mãe... ela tá grávida.
-a sua
mãe??? caramba, que legal... espera... você não achou isso muito legal não é?
-é ,
Johnny... eu não achei legal. – ela confirmou o que ele disse bufando em
seguida – não que ter um irmão seja uma coisa ruim... mas na atual conjuntura..
é.
-já
percebi que é mais complexo do que eu posso compreender. o que você deixou
escapar de mim que está deixando tudo tão confuso?
-era
sobre isso que eu ia falar com você ontem...
-isso o
que?
-o que
eu “deixei escapar”
-vamos
nos ver. eu ia ver os caras pra ensaiar, mas to vendo que isso aqui é mais
importante.
-não,
John, não quero atrapalhar seus compromissos...
-fica
quieta, Jane, vamos nos encontrar naquela sorveteria que a gente sempre vai?
-por
mim tudo bem, que horas?
-as
15h. tenho que resolver umas coisas antes de ir.
-tudo
bem, nos vemos.
-aham.
E desligaram.
—Fim do POV Johnny—
Sair
com Johnny seria uma tarefa difícil “bem
feito, Janet, não tem uma amiga pra poder encobrir seu encontro com Johnny,
agora dê sua cara aos tapas” isso era fato, Jane não tinha uma do que se
pode chamar “melhor amiga”, ela não era do tipo de que tinha muitos amigos,
tinha Melanie, mas eram apenas colegas de classe. Seus amigos eram na maioria
meninos, os amigos de Johnny e seus colegas de classe. nada muito íntimo.
“nerd”
-Jay –
sua mãe apareceu na porta tirando-a de seus devaneios – posso entrar?
-claro..
– Jane respondeu abaixando a guarda
-você
está bem, querida?
-to
sim.. só... confusa – ela respondeu com sinceridade.
-há
algo que eu possa fazer pra esclarecer sua “confusão?”
-não...
– Jane parou, “é o momento perfeito pra
pedir pra sair”, realmente – na verdade... eu poderia ir até a sorveteria?
-claro,
querida... quer que eu vá junto?
-não...
um.. pessoal da escola vai, eu só preciso ir me encontrar com eles.
-pode
ir. tem dinheiro? – ela perguntou com um sorriso terno. Jane não conseguia mais
estar chatear com a mãe, ela era a pessoa que mais a apoiava acima de tudo...
então sorriu junto, abraçando a mãe.
-desculpa
– ela falou quando a mãe, pega de surpresa, retribuiu o abraço.
Depois do almoço, Jane foi se arrumar para ver Johnny, desde
que descobriu que estava doente, ela não saiu muito de casa, em contrapartida
não se arrumava muito. Já era visível que ela havia emagrecido muito. Ela não
gostou do que viu no espelho, ela gostava do corpo que tinha, tinha tudo em
proporções certa pra uma menina de dezesseis, mas agora estava se sentindo magra demais,
suas pernas mais finas e os seios diminuíram também. Estava mais pálida também.
-querida?
– a mãe entrou no quarto, Jane estava se olhando no grande espelho do quarto,
tinha vestido uma calça e uma camisa regata, estava um calor razoável...
-entra
mãe – ela falou indo em direção ao guarda-roupa e pegando uma camisa de mangas.
-está
calor, por que não fica de regata?
-não
quero... não to me sentindo bem.
-você é
linda, querida.
-não.
essa não sou eu – Jane falou encarando a face deveras branca no espelho
-você
está se deixando abater, por isso não consegue mais se ver... vamos, pare com
isso. termine de se arrumar e vá ver seus amigos – a mãe deu um grande sorriso.
-obrigada,
mãe – Jane sorriu fraco e pegou sua maquiagem, passou algo pra cobrir as
olheiras, um rouge e um batom de leve apenas para dar um pouco de cor ao rosto.
Estava bem, se sentiu um pouco melhor, mas não conseguiu tirar a camisa de
mangas, ainda não era hora.
--15h → Sorveteria
-heey –
Johnny cumprimentou Jane assim que ela chegou – pontual como sempre – completou
sorrindo.
-obrigada...
não vai me chamar de maníaca por controle, metódica, nem nada do tipo? – Jane
falou em tom de deboche.
-eu
tento ser legal... mas você gosta de ter o meu pior, não é Liiiizziiiiie? – ele
rebateu debochando dela também.
-vai se
catar – ela falou rindo e os dois ficaram rindo um do outro
-senta
aí, vou pedir nosso sorvete – ele falou e logo fez o pedido, pediu o preferido
de Jane: maracujá e chocolate.
-bom,
vamos te adoçar agora por que eu quero explicações. – ele falou quando os sorvetes
chegaram
-me “adoçar”,
Johnny? ah faça-me o favor, né – Jane falou rindo começando a comer seu
sorvete.
-você
tem andado estranha, o que você ia me contar ontem? – Johnny falou enquanto
tomava o próprio sorvete.
Jane
ficou encarando a própria massa de sorvete sem falar nada, estava tudo muito
confuso e complicado, se ela contasse agora sobre sua doença, talvez as coisas piorassem. Decidiu enrolar mais um
pouco para dar a notícia.
-é
minha gastrite... tem piorado – ela falou por fim fazendo John parar de comer e
encara-la. no fundo era uma verdade.
-você
não tem tomado remédio?
-tenho...
mas acontece, as vezes.
-me
sinto meio responsável – ele falou encarando a rua atrás de Jane – sabe, você é
sempre tão controlada, só come e bebe as coisas erradas quando eu te arrasto
pros lugares comigo.
-ai
Johnny... para com isso – ela o repreendeu – não seja bobo. É normal isso se
desregular de vez em quando. e outra, eu amo sair com você e comer besteiras e
tomar cerveja. Faz eu me sentir mais
viva.
-fico
feliz por isso, Jan – ele falou acariciando o rosto dela com os dedos – era só
isso? mas você tá se sentindo bem?
-estou
sim... só de vez em quando fica complicado – ela falou não encarando os olhos
dele.
-entendo...
mas vai melhorar, você é uma das pessoas mais fortes que eu conheço – ele falou
sorrindo – tenho um comunicado pra te fazer.
-e o
que seria?
-preciso
falar com os seus pais... fazer um pedido à eles
-pedir
o que para os meus pais?
-é que
eu queria namorar com a filha deles.
Jane ficou paralisada com o que Johnny acabara de dizer
-desculpa,
acho que não entendi
-Janet
Elizabeth Parker, quer ser minha namorada? – Johnny perguntou sendo mais formal
e pegando em suas mãos fazendo-a ficar boquiaberta
-mas...
John... e a Dorothea?
-eu não
consigo viver longe de você, Jane, eu te amo mais que tudo... – ele falou agora
selando os lábios de Jane com os dele.
-Johnny...
– ela falou cortando o beijo – não é justo...
-com
quem?
-com a
Dorothea... você… terminou com ela?
-sim,
ontem, depois que você saiu – ele falou sorrindo sem graça
-me
sinto culpada – ela falou por fim
-sabe
seu problema, Jane? é que você se culpa por tudo, acha que tudo é sua
responsabilidade. pare de pensar tanto nos outros, pensa na sua própria
felicidade. – ele falou animado – eu demorei muito pra perceber que é você quem
eu amo, vamos ser felizes!
-oh
Johnny... você faz parecer tudo tão mais fácil! quero ver você convencer meus
pais... – ela falou deixando a voz quase morrer na ultima parte da frase.
-eu sei
exatamente o que fazer. vamos? – ele falou se levantando da mesa e estendendo a
mão para Jane que assentiu e segurou na mesma. Johnny pagou o que consumiram e
saíram entrando no carro dele indo em direção a casa de Jane. o coração dela
batia descompassado quando parou o carro em frente a sua casa.
-Relaxa
– ele falou por fim saindo do carro e abrindo a porta pra ela.
-minha
mãe vai me matar – Jane falou segurando firme na mão dele.
-não
vai, re-la-xa! – ele falou enfatizando que ela devia manter a calma
Eles
chegaram na varanda da casa e Jane abriu a porta, seus pais
estavam sentados na
sala assistindo TV, a mãe de Jane virou o rosto para a porta quando eles
entraram, tinha uma expressão surpresa.
-Jane? –
ela perguntou espantada.
-Sr. e
Sra. Parker, gostaria de conversar com vocês, por favor – Johnny falou em tom
discreto.
-John...
o que quer? – o pai de Jane perguntou se ajeitando no sofá, seu tom de voz era
calmo, afinal, ele não sabia o que tinha acontecido, nem que a mãe de Jane a
proibira de ver o Johnny
-eu vim
pedir o consentimento de vocês para que eu pudesse namorar com a Janet – ele falou
-como??
– a mãe de Jane falou arregalando os olhos.
-sim,
Sra. Parker, gostaria da permissão de vocês para namorar Jane.
-John,
você não tinha uma namorada? – o pai de Jane falou
-não
mais, eu amo Jane, e não tem porquê namorar outra pessoa que não seja ela.
-oh... –
a mãe de Jane estava boquiaberta – não sei o que dizer...
-bom,
por mim tudo bem, conheço seus pais, sei que você é um rapaz de boa índole. – o
pai de Jane falou sorrindo discreto
-não
sei se é uma boa ideia.. – a mãe de Jane interveio - vocês podem estar sendo precipitados.
-Sra.
Parker, estamos preparados para assumir um compromisso, por favor, não nos
prive dessa felicidade – Johnny falou com uma certa indireta nas entrelinhas e
passou o braço pela cintura de Jane.
-bom...
– a mãe de Jane suspirou – não posso realmente priva-los disso.
-jura,
mãe? – Jane falou sorrindo de orelha a orelha. a mãe assentiu e Johnny puxou
Jane para um abraço apertado
-mas
juízo vocês dois... estarei de olho! – o pai de Jane falou semicerrando os
olhos.
Mais
alguns minutos de conversa com os pais de Jane e eles foram para o fundo do
quintal e ficaram deitados na rede que ali tinha, John abraçava Jane e de uma
forma carinhosa, passava os dedos por seu braço. Jane, que estava deitada em
seu peito, alisava os pequenos pelos que saiam pela gola da camiseta.
-estou
tão feliz por seus pais terem entendido.. achei que sua mãe fosse falar alguma
coisa...
-eu
também achei... mas que bom que ela entendeu – Jane falou sorrindo e Johnny a
puxou pra um beijo longo e com direito a uma “voltinha” muito indiscreta das línguas.
Jane
estava extasiada com o momento, pediu á todas as entidades divinas que momentos
com esse viessem a se repetir sempre, ter o calor de Johnny ali, mesmo de forma
tão simples, era uma coisa que a fazia se sentir viva... Ela queria que aquilo
durasse eternamente, mesmo que não durasse muito.
--fim do capítulo 11--
Oi Natalia, eu sou a Glaucia, lí sua história em 2 dias e estou adorando, parabéns, vc escreve muito bem.
ResponderExcluirAs 2 partes da história são ótimas, mas confesso que o namora do Jon e da Jane mechem comigo.
Obrigado por compartilhar .
Estou ansiosa para o novo capitulo!
Beijos
Glaucia Evelin