quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Capítulo 10 - Something for the pain.

                ~2012~

                Jon dirigia sem parar, conversavam animadamente e de vez em quando Kate se perguntava para onde eles poderiam estar indo, ela não conhecia muito bem as estradas de lá, mas preferiu não perguntar de novo onde estariam indo.

                -Já estamos chegando?
                -tá com pressa? – Jon perguntou olhando rapidamente pra ela.
                -não, é que...
                -tá com sono?
                -hm.. não,dormi bastante.. mas...
                -então relaxa.

Kate murmurou um “ok” e eles seguiram viagem. Jon continuou dirigindo por mais alguns minutos até que Kate viu que eles acabaram de sair de NY. Pra não deixar transparecer que estava nervosa sem saber onde estavam indo, Kate pediu permissão pra ligar o rádio e começou a cantarolar baixinho as músicas que tocavam aleatoriamente.
Já fazia quase 1 hora que estavam na estrada e Kate não conhecia os lugares por onde estavam passando. Até que Jon foi entrando numa rua meio escura, era um bairro comum, com casas normais, sem muito luxo, muito perto da praia e então ele foi desacelerando

                -Chegamos – ele falou quando estavam entrando numa garagem.
                -Onde estamos?
                -Red Bank – ele falou sorrindo, Kate jamais estivera em Jersey, não conhecia nada de lá então não entendeu o porquê do sorriso de Jon.
                -o Soul Kitchen é aqui, não? – ela falou sem medo de parecer uma tiete sabe-tudo.
                -rs sim. Mas não vamos ao meu restaurante.. até porque já é quase 23h.
                -então...?
                -bom, queria que você conhecesse esse lugar. – ele falou apontando para a casa a sua frente. – vamos descer?
                Kate assentiu e acompanhou Jon até a entrada da casa, ele pegou um molho de chaves e abriu a porta e acendeu a luz. Era uma sala bem grande e mais a frente uma cozinha bem grande também. Uma casa normal, Kate se lembrou da casa da avó, que tinha esse estilo acolhedor. Eles passaram pra dentro e Jon fechou a porta.

                -o que achou?
                -muito bonita, é sua?
                -é. Uma longa história, mas é minha sim...
                -muito bom gosto... mas... por que queria que eu conhecesse? – ela perguntou olhando em volta.
                -esse lugar é muito especial, venho aqui desde pequeno... era do meu pai e eu comprei dele. Passei grandes momentos aqui. – ele falou e abriu um sorriso lindo, um dos mais sinceros que Kate já o vira dar.
                -quer me contar algo?
                -Katerine, a gente e conhece há pouco tempo, você sabe muito de mim e eu nem 70% de você. Mas resolvi te trazer aqui porque aqui é um lugar especial pra mim e queria você aqui do meu lado... porque você é especial pra mim...
Kate não sabia o que falar, nem o que fazer, ela simplesmente estava sendo digna de uma confiança que ela não sabia nem porque merecia, aquilo realmente a emocionou e ela sorriu pra ele.
                -Jon... isso é lindo, eu não tenho palavras pra agradecer sua confiança em mim...
                -não precisa – ele falou a abraçando – só... você despertou em mim, uma coisa que eu não sinto há anos, sabe... você me trás uma paz que eu não sei como consegue... – nessa hora ela afagou seus cabelos de forma cuidadosa, ele não era mais o rockstar Jon Bon Jovi, ele estava sendo apenas um cara comum, com lembranças de um garoto comum.
                -Venha... quero te mostrar o resto da casa. – ele falou guiando-a pela mão. Ele mostrou a casa pra Kate e depois a chamou pra ir andar na praia. Era uma praia deserta (afinal, já passava das 11 da noite). Jon assegurou que era um local seguro e que não corriam o risco de ter algum paparazzo ali. logo eles foram num píer e se sentaram na beira dele.

                -eu adoro esse lugar... – Jon começou – sempre que quero “fugir” de tudo, eu venho pra cá. Isso desde meus 17 anos rs.
                -aqui é um lugar realmente tranquilo. Não se ouve barulho de carros, apenas as ondas... é encantador – Kate sorriu e Jon sorriu de volta.

                Eles ficaram ali por mais um tempo, Jon se deitou com a cabeça nas pernas de Kate e ela começou a mexer no cabelo dele. até que ele a puxou para um beijo, naquela mesma posição. Ele amava sentir o gosto dela, era como se o mundo inteiro parasse. Kate ainda tremia da cabeça aos pés quando ele a tocava.

                -você trabalha amanhã? – Jon perguntou cortando o beijo.
                -mais ou menos – ela riu
                -como assim?
                -vou ficar em casa redigindo tudo o que eu vi no final de semana, o tal festival na Califórnia. Aí entrego na quarta pro jornal.
                -hmm... entendi.
                -por que a pergunta?
                -porque nós não iremos pra casa hoje. – Jon falou sorrindo maliciosamente
                -ah é? – ela perguntou meio debochada.
                -aham – e a puxou mais uma vez para um beijo. – vamos. – ele falou se levantando e a levantando também.

                Eles voltaram caminhando pela areia até chegarem na casa de Jon, Ele abriu a porta e depois que entraram ele a trancou, logo puxou Kate pela cintura e começou a beija-la, um beijo lento e caloroso e ele passava as mãos pelas costas dela por dentro da camisa e logo a tirou. Jon foi tirando a roupa dela enquanto tirava a própria, só estavam de calças. Então Jon a pegou no colo e subiu as escadas até o quarto, lá terminaram de tirar a roupa.

                Jon beijava vorazmente a boca de Kate e mordia seu pescoço e logo descia para os seios dela, e ali ficava brincando, Kate adorava sentir seu corpo auto responder às investidas de Jon e aproveitava para massagear seu pênis, que já estava ereto. Ficaram naquele jogo até que Jon não aguentou mais e a penetrou, Kate arranhava os braços fortes de Jon e gemia o nome dele no ouvido e isso o deixava mais louco ainda de tesão. Então chegaram ao orgasmo juntos, ele descansou sua cabeça do pescoço dela e ficaram ofegando um pouco.
Eles ficaram um tempo deitados um olhando para o outro, sem nada dizer, Jon olhava fundo nos olhos "mel" de Kate e ela se perdia na imensidão azul dos olhos dele. Do nada Jon sorriu;

                -que foi? – Kate falou sorrindo junto com ele.
                -você é linda – ele falou com um jeito de moleque.
                -ahahaha pare com isso – ela falou enfiando o rosto no travesseiro – não sei lidar com elogios.
                -mas é a verdade ué – ele gargalhou e a puxou pra mais perto e ficaram abraçados por mais um tempo.
                -que horas são? – Kate perguntou ainda nos braços de Jon
                -2:30 da manhã. – Jon respondeu consultando o relógio que estava na cabeceira da cama – você quer ir embora?
                Kate ficou olhando pros braços de Jon que estavam a envolvendo e ficou pensando o que era melhor fazer. Ela não podia ficar lá, não tinha roupa, não podia se esquecer que ainda tinha uma matéria pra escrever no jornal... mas em contrapartida, tinha o Jon ali, e aquilo já bastava pra acabar com qualquer outro plano.
                -olha, acho perigoso dirigir essa hora pra NY. vamos de manhã, pode ser? – ela falou se virando pra ele.
                -o que for melhor pra você,  também não quero atrapalhar seu trabalho... já fiz você mentir uma vez né rs
                -você não atrapalha nunca – ela falou beijando a ponta do nariz de Jon – mas eu não posso esquecer das minhas metas.
                -determinação. admiro muito isso – ele falou sorrindo.

Kate sorriu em volta e Jon a beijou e ficaram se beijando por um tempo e depois ficaram conversando sobre assuntos aleatórios Jon fumava um cigarro, apesar do vício não ser nada saudável, Kate achava aquilo extremamente sensual para aquele homem. Kate adormeceu ali deitada em cima do peito de Jon. Ele beijou o topo de sua cabeça e acabou adormecendo também.

No outro dia Kate acordou e olhou no celular que marcava 6h10 da manhã, Jon não estava mais na cama, então ela colocou a calcinha que estava numa cadeira perto da cama e a camisa dele, já que não achara a dela logo de cara.

                -Bom dia – Jon falou com um sorriso grande quando ela entrou na cozinha. – dormiu bem? – ele perguntou dando um beijo leve nos lábios dela.
                -hm bom dia – ela falou sorrindo – dormi sim, e você?
                -ótimo! – ele respondeu indo em direção a geladeira e tirando uma garrafa de suco – vamos tomar café? tenho que levar uma jornalista pra casa senão ela vai ser demitida por minha causa – ele completou fazendo um biquinho
                -aí o pessoal da “fofoca” vai ter muito assunto – ela falou mostrando a língua pra ele
                -mal educada – ele falou se sentando a mesa. – vou te deixar de castigo.
                -é? vai fazer o que? – ela debochou se sentando ao lado dele.
                -tudo é possível... sei aplicar castigos severos – ele falou e Kate sentiu as mãos grossas de Jon percorrer sua coxa – só de calcinha? isso facilita meu trabalho – ele completou com um sorriso safado.
                -nada disso... vamos comer... tenho que ir pra casa – ela falou colocando a mão dele em cima da mesa
                -quando você vai ter um tempo só pra mim? – ele perguntou tomando um gole de suco.
                -quando você me avisar com antecedência. – ela falou fazendo bico.
                -pensei que você gostasse de aventuras
                -gosto... mas eu gosto de me preparar.
                -hmm.. desacostume-se – ele falou piscando, e tomaram o café da manhã e depois lavaram a louça e terminaram de se arrumar pra irem embora. Kate saiu da casa primeiro pra se certificar que não tinha ninguém que pudesse os ver sair e logo chamou Jon e entraram no carro rumo a NY.
                -Você vai ficar em NY? – Kate perguntou quando já estavam na estrada.
                -não... estamos de “férias”, então estou na minha casa

Kate sentiu uma ponta de remorso, Jon tinha deixado a família em casa mesmo estando de férias. só pra passar uma noite com ela. Jon percebeu que ela virou o rosto pra olhar a estrada pela janela

-algum problema? –ele falou pegando na mão dela sem tirar os olhos da direção.
-não.. nada – ela falou apertando a mão dele.
-não precisa ficar chateada com nada, ok? – ele falou puxando a mão dela e beijou a mesma.

a viagem seguiu tranquila, Kate falava animadamente do festival que fora no final de semana e Jon ria das observações que ela fazia sobre algumas bandas, também contou que encontrou Richie lá. Logo eles chegaram, a estrada estava tranquila, quase sem transito.

-entregue – Jon falou assim que pararam nos fundos do prédio de Kate
-você deve estar super cansado e ainda vai viajar pra NJ de novo...
                -não se preocupe, baby, qualquer cansaço físico é apenas a lembrança dos nossos momentos incríveis – e nisso Jon a puxou para um beijo longo e demorado.

                -obrigada por tudo – Kate falou cortando o beijo.
                -eu que tenho que agradecer – ele falou dando um selinho nela
                Se despediram e Kate foi caminhando até a entrada do prédio, e foi pra seu apartamento, se sentou no sofá e percebeu que deixou a porta da varanda aberta quando saiu de noite. sorriu ao se lembrar da surpresa de Jon. Ficou ali mais um pouco absorvendo o que tinha acontecido em Red Bank... era incrível, ela estava estupefata e logo se deu conta que estava com a jaqueta que Jon emprestara a ela de manhã. Mas quando viu que já estava há meia hora sentada pensando na vida, ela se levantou e foi tomar banho e começou a escrever sua matéria até que seu celular apita

*nova mensagem*

                “acho que vamos ter que nos ver em breve, essa jaqueta é uma das minhas preferidas. Aliás, ficou linda em você. Beijos, J.”



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~1978~


                A segunda-feira amanhecera cinzenta, Jane levantou mais cedo pra se arrumar, era o primeiro dia de aula depois das férias, estava doida pra voltar pra escola e tentar esquecer um pouco dos problemas. Após o banho, ela se vestiu e enquanto estava penteando os cabelos sua mãe apareceu na porta, desde a discussão no fim de tarde do dia anterior, ela não tinha saído do quarto, então não tinha mais falado com a mãe.

                -você não vai pra escola hoje – a mãe de Jane falou sem emoção na voz
                -e por que? – Jane parou apoiando a escova na penteadeira.
                -você vai fazer uns exames que seu pai marcou em NY.
                -Nova York?? vou ficar perdendo aula?
                -é preciso, Janet... também cancelei uma viagem pra poder passar a semana com você e...
                -a semana inteira em NY?? – Jane falou boquiaberta
                -sim, são muitos exames e estaremos indo pra lá hoje a tarde e voltaremos na quinta-feira a noite. Arrume uma mala pra passar esses dias lá e desça pra tomar café.

                Jane se levantou enquanto a mãe fechava a porta do quarto novamente, ela apenas queria acordar e ver que aquele pesadelo tinha acabado. Ela não queria perder aula e muito menos se submeter a fazer exames e muito pior, ficar sem ver Johnny. Depois do semi-flagra que sua mãe fez, Jane não se preocupou, de qualquer forma, ela iria continuar vendo Johnny, era impossível que sua mãe os impedisse de se ver no colégio. A única preocupação de Jane era que a mãe dela poderia falar pra mãe de Johnny, nada a impedia, afinal as mães eram amigas... o pior de tudo seria se Dorothea acabasse sabendo disso tudo. Tá certo que Johnny assumira colocar seu relacionamento em risco quando optou por também querer ficar com Jane, e Jane também assumiu o risco, mas ela não tinha nenhum outro relacionamento pra comprometer.

                Depois que arrumou a sua mala, ela permaneceu no quarto. tinha que arrumar um jeito de falar com Johnny, mas aquela hora ele já estaria no colégio, então ela não conseguiria falar com ele. Mas como iria explicar pra ele sua ausência de uma semana e porque estaria indo pra NY? Mais uma vez Jane se viu encurralada pela situação dela. Por uma fração de segundo ela pensou em fugir, mas iria pra onde? mas a última coisa que ela queria no mundo era ter que fazer os malditos exames. Ela não tinha nenhuma esperança, ela só queria viver do jeito que fosse, do jeito que desse, ela só não queria ter que ficar fazendo coisas complicadas e que tomassem o pouco tempo que ela tinha de vida.
                Ela se livrou desses pensamentos quando sua mãe bateu na porta

                -por que não desceu pra tomar café da manhã?
                -não to com fome.
                -você já percebeu o quão magra você está? mal tá comendo, não pode ficar assim!
                -mãe, me deixa ficar sozinha, será que você não percebeu que eu não quero comer, conversar nem nada?
                -você mudou muito da ultima semana pra cá, não parece mais aquela menina independente e sensata que eu conheço.
                -e você tá me tratando como... – Jane parou e sentiu uma lágrima descer de seu olho  e se virou para sua janela.
-Jane, seja lá o que for que você ia falar, quero que saiba que eu não mudei a forma de te ver. você continua sendo minha filha linda e especial que sempre me deu orgulho. Sei que eu disse aquelas coisas ontem, mas você não tem noção do que é pra uma mãe ver algo como aquilo...
                -mãe, - Jane falou finalmente olhando pra mãe – eu amo o John mais que tudo, mais que a mim mesma! e há muito tempo! tive minha primeira vez com ele antes das férias, fiquei péssima quando ele começou a namorar, estamos essas três semanas de férias vivendo como dois amantes! – a mãe de Jane se espantou ao ouvir aquilo – e eu to bem, to me sentindo viva! vivendo momentos com o cara que eu amo!

                Jane não conseguiu segurar o choro, a mãe não aguentou ouvir o que a filha acabara de dizer e chorou junto.

                -Desculpe-me, querida – a mãe falou abraçando Jane. – você não quis contar pra ele o que está acontecendo, sei que você tá querendo aproveitar e tudo mais... mas não posso admitir que vocês façam isso. Não posso permitir que vocês vivam assim, se seu pai fica sabendo disso, ele mata o John, fora que ele tem namorada, Jane... como pode conviver com isso?
                -eu amo o John, a única esperança que eu tenho na vida é poder ficar com ele sempre que pudermos, não quero que ele deixe a Dorothea, eles serão felizes sempre... já eu..
                -PARA COM ISSO, JANET! – a mãe de Jane se levantou e falou num tom muito alto. –para de se entregar! vamos, lute, tenha fé, acredite!
                -fé... – Jane falou se levantando e indo para frente do espelho – não sei onde isso foi parar – dito isso, ela saiu do quarto e foi para o quintal;
                As horas passaram devagar, Jane ficou deitada na rede da varanda da sala. até que sua mãe a chamou pra pegar as bagagens e pegar a estrada até NY. Jane não tinha conseguido comer nada o dia todo, preferiu não parar em nenhum restaurante na estrada, e quando chegaram em NY, foram direto pro hotel para descansarem. Afinal, no dia seguinte, Jane faria alguns exames e depois teriam que passar mais três dias lá até sair o resultado.

--Na final de semana seguinte.

                Jane tinha chegado de NY na sexta-feira a noite, exausta depois de uma semana longe de casa, depois da viagem, então chegou, tomou um banho e dormiu.
                Sábado amanheceu tímido, Jane acordou com os primeiros raios de sol que entravam pela sua janela que estava sem cortina. Ela ficou deitada na cama, tinha uma bela visão do céu lá fora, ficou ali por alguns minutos até que seu telefone tocou. “quem pode ser essa hora da manhã?”

                -Alô? – ela atendeu
                -Olha quem resolveu dar sinal de vida! – era Johnny – onde você esteve a semana toda??
                -bom dia pra você também, Johnny – Jane falou ironicamente – tive que viajar com a minha mãe – ela falou por cima por que ainda não sabia como explicar pra ele.
                -hm, senti sua falta, poderia ter ao menos me avisado, né Janet?
                -desculpa, John, foi de repente...
                -tudo bem, mas da próxima vez, ligue.
                -tá bom, já pedi desculpas – ela falou não gostando da cobrança dele.
                -tá. vamos nos ver?
                -não sei não, Johnny.. – ela falou se lembrando do que acontecera depois que sua mãe descobriu que eles fizeram sexo na casa dela.
                -como assim? você não quer me ver? – ele perguntou não gostando muito da resposta dela.
                -não é isso... é que aconteceu umas coisas aqui em casa...
                -o que houve?
                -não quero falar por telefone... olha, darei um jeito de ir pra sua casa, pode ser?
                -claro que pode, mas tem que ser a noite.
                -certo. as 19h eu apareço aí.
                -ok.

                Depois desligaram os telefones.

Jane ficou pensando numa desculpa pra dar pra sua mãe, decidiu que diria pra mãe que iria na casa de Melanie, uma colega da classe de Jane, diria que iria na casa dela pegar as lições que ela perdeu. Assim a mãe não se importaria.
Dito e feito, a mãe de Jane concordou em deixa-la sair. O dia passou rápido e logo já era hora de ir pra casa de Johnny. Por sorte, os pais dele tinham saído, então não teria o risco de Carol falar para a mãe de Jane que a filha esteve por lá

                -Heey – Johnny a recebeu na porta e a puxou pra dentro dando um beijo que fez Jane flutuar. – que saudade!
                -também estou com saudades. Johnny – ela falou retribuindo o beijo. – não tem ninguém aqui?
                -não, temos a casa só para nós até as 23h. dá pra gente fazer muita coisa – ele falou sorrindo maliciosamente.
                -hm.. tentador... mas eu vim aqui tratar de um assunto sério.
                -o que foi?  – Johnny perguntou parecendo preocupado, os dois se sentaram e Jane continuou
                -minha mãe descobriu sobre nós – Johnny arregalou os olhos nessa hora
                -COMO ASSIM? 
                -aquele dia, ela achou uma camisinha no meu quarto enquanto tomávamos banho. – ela falou abaixando a cabeça – fomos muito descuidados.
                -puta que pariu!!! e então? – ele falou se levantando do sofá
                -ela brigou comigo, disse que eu nunca mais iria poder te ver, e... – ela parou, não poderia contar mais sobre o que a mãe falou.
                -e...?
                -isso, que não poderíamos mais nos encontrar – Jane repetiu.
                -ahhh, como pudemos bobear desse jeito? e agora?? como você  veio pra cá?
                -disse pra minha mãe que iria na casa da Melanie...
                -e se ela contar pra minha mãe???
                -ela não vai... depois da briga, a gente conversou... ela... relevou – Jane mentiu.
                -tem certeza? – Johnny insistiu
                -tenho – ela falou estando incomodada.
                -Jay... você tá diferente... – Johnny falou se sentando perto dela e passando a mão em seu rosto. – tá mais magra e pálida... você tá doente?
                -doente? não.. to bem...
                -você tá mentindo.. sempre que mente sua boca treme.
                -que observação hein, John – ela falou se levantando
                -eu te conheço melhor que muita gente, Lizzie – ele falou provocando-a com seu segundo nome.
                -ok, Junior – Jane falou zombando do nome dele também – eu to mentindo.
                -então me conta... o que você tem.  – Nesse momento Jane ficou travada, Johnny perguntou e a puxou envolvendo-a com os braços, ela ficou de costas pra ele encaixada nas pernas dele. ela finalmente ia contar ao Johnny o que estava acontecendo com ela, uma semana longe dele a fez pensar que teria que contar logo antes que o inevitável acontecesse.

                Na hora que Jane abriu a boca pra falar, eles foram interrompidos pela porta da sala que acabara de ser aberta.

                -a porta tava aberta então fui entrando e.... JANE? – a espinha de Jane se congelou na hora que viu a pessoa entrando na sala de estar da casa de Johnny.

Era Dorothea.


--Fim do 10º Capítulo--

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