Depois
daquela noite que Kate recebeu o sms de Jon, ela se sentia mais confiante, o
pensamento de que sua relação com ele subira de nível era constante. Há tempos
ela não ficava tão feliz quanto estava. Passou-se uma semana... duas... três...
e nada do Jon retornar a mensagem. Claro que Kate ficou chateada, afinal já
faziam três semanas e nada dele dar sinal de vida. Nenhuma notícia de shows nem
nada... ele só podia estar com a família. E se fosse isso, ela não tinha o
direito de se chatear, ela não era prioridade.
-Katerine,
pode vir a minha sala por favor? – Marlon a chamou por telefone e logo Kate foi
até a sala dele;
-Oi,
Marlon – ela falou sorrindo enquanto entrava na sala dele.
-sente-se,
por favor – ele falou e logo continuou – tenho um trabalho importante pra
você... semana que vem vai ter um festival na Califórnia e você vai cobrir.
-Califórnia??
– Kate falou surpresa
-é...
como você é uma das mais antenadas nas bandas que vão tocar lá, é o pessoal
mais “da pesada”, então escolhi você.
-uau,
obrigada pela oportunidade, Marlon
-ótimo,
então, o festival vai ser sábado e domingo, então você chegará na sexta a
noite, ficará num hotel, trabalhará no sábado e no domingo e na segunda de
manhã você volta e tem o resto do dia de folga, na terça você escreve sua
matéria em casa mesmo e na quarta você me entrega. – ele falou lhe entregando
um envelope que continha suas passagens, sua reserva no hotel, credenciais ,
algumas instruções extras e a lista de bandas que ela iria assistir ao show,
não teria entrevista exclusiva com nenhuma banda, ela apenas iria falar do
festival e das bandas no geral.
Ela
saiu da sala e voltou pra sua mesa pra poder continuar a fazer o trabalho que
estava fazendo antes. a ideia de ir pra Califórnia a deixou animada, viajar a trabalho
era sempre bom e ela adorava ir a festivais musicais, inclusive esse teria
algumas bandas que ela adorava e mesmo que não tivesse entrevista, ela não
perderia a oportunidade de conhecer.
--na semana seguinte
-você
não quis nenhum assistente pra ir com você? – Pam perguntou enquanto Kate
terminava de arrumar suas malas na sexta-feira de manhã.
-não...
não vai ter nenhuma entrevista, só os shows mesmo. prefiro ir sozinha.
-hm,
toma cuidado hein
-pode
deixar – Kate falou sorrindo assim que fechou o zíper da mala.
-a que
horas sai o seu voo?
-ao
meio dia – Kate falou arrumando uma roupa pra vestir
-te
levo – Pam falou – agora vai tomar banho logo, ainda não tomei café da manhã rs
Kate foi tomar banho, quando voltou pro quarto pra se
trocar, seu celular fez um bip.
*nova mensagem*
“bom
dia, espero que esteja bem. quero te ver esse final de semana, estou em NY.
Beijos, J.”
-puta
que pariu! – Kate exclamou em voz alta assim que terminou de ler a mensagem.
-Kate?
– Pam perguntou entrando no quarto – falou algo?
-ah..
não era com você... – ela falou ainda olhando o celular
-quem
é?
-Jon...
quer me ver esse final de semana...
-puts...
e agora?
-e
agora? não tem jeito, terei que dispensa-lo... – ela falou digitando a mensagem
“Bom
dia Jon, infelizmente não poderemos nos ver esse final de semana... estou indo
viajar a trabalho. me desculpe. K”
-pronto...
– Kate falou totalmente desanimada ao enviar a mensagem – mas... poxa... depois
de 4 semanas sem falar nada... como eu ia adivinhar?
-não é culpa
sua, Kate, relaxa. – Pam falou e logo o celular de Kate tocou
--
-alô –
ela atendeu
-hey...
vai me dispensar mesmo? – era Jon, tinha sarcasmo na voz dele, então Kate não
ficou tão preocupada.
-ah
Jon... não é dispensar... mas eu to com esse trabalho marcado desde a semana
passada..
-e pra
onde você vai?
-Califórnia,
estou indo hoje e volto na segunda...
-hmm
-poxa
Jon... não fica chateado, ok? se a gente tivesse se falado antes... – ela
começou - ... mas eu não podia deixar um trabalho grande desse... minha
carreira tá só começando..
-eu
sei... tudo bem. – ele falou.
-não tá
chateado?
-to.
não vou mentir, né. to com saudade e não nos vemos desde Londres...
-também
estou com saudades...desculpa mesmo.
-tá
certo. você tem suas prioridades, assim como eu tenho as minhas...
- que
bom que você entende...
-é,
bom.. então vou voltar pra Jersey. Quando você voltar pra NY me avise, ok?
-claro...
e mais uma vez... me desculpe
-tudo
bem – e desligaram.
--
-ele
não entendeu né? – Pam perguntou assim que Kate desligou o telefone
-não –
Kate falou desanimada
-hey –
Pam falou pegando da mão de Kate o celular dela. – como você mesma disse, é a
sua carreira que tá começando. não fique triste, se ele realmente te acha
especial, ele vai entender e vai fazer surgir novas oportunidades.
-eu
sei... só... ah, esquece.. vou me vestir.
Kate estava realmente triste por não poder ver Jon no final
de semana, a coisa que ela mais aguardava há tempo... mas o festival era mais
importante pra vida profissional dela. Assim que se vestiu, foi comer algo com
Pam numa cafeteria ali perto do apartamento dela. Elas comeram e depois
voltaram pro apartamento pra Kate poder pegar sua mala, Pam a levou ao
aeroporto e quando deu meio dia ela foi pra Califórnia.
--horas depois
Kate
chegou ao hotel que iria ficar hospedada na Califórnia, ela chegou ao seu
quarto e foi tomar banho e depois, já vestida, foi checar seus e-mails. nada de
interessante. Decidiu comer algo e ir dormir, o dia iria começar cedo pra ela,
mesmo que fosse um festival fosse começar as 17h, ela iria conhecer o lugar e
claro, tentar conversar com algumas bandas. nem que fosse só pra constar na sua
coluna.
--no dia seguinte
Kate
acordou cedo, se arrumou e foi tomar café, depois organizou uma bolsinha com
seu celular, gravador, uma câmera, e sua credencial do dia. foi passear pelos
arredores dali, passado um tempo ela almoçou e foi pro evento. Primeiro ficou
conversando com as pessoas na fila, pesquisou saber quais as bandas mais
aguardadas
a lista de bandas que iriam se
apresentar aquela noite estava no celular de Kate, ela analisava uma a uma,
sentada num banco dentro dos corredores
da produção, algumas bandas ela realmente curtia, como Metallica, outras ela
mal conhecia.
-licença.
– uma voz masculina falou perto de Kate – posso me sentar?
-claro. –ela falou desviando lentamente a atenção do celular
pra ver quem era o sujeito se sentando ao lado dela. Quando Kate finalmente se
virou pra ver de quem se tratava...
-RICHIE?
– ela exclamou surpresa
-feliz
em me ver? – ele perguntou sorrindo
-Ah...
CLARO NÉ! – ela falou enquanto ele dava um abraço nela. – o que está fazendo
aqui?
-bom,
estamos de folga por uns dias... e um camarada meu me pediu pra vir aqui pra
gente fazer uns arranjos no show.
-nossa!!
isso é fantástico, Richie!!
-é...
e como você tem passado, mocinha?
-muito
bem... trabalhando bastante, inclusive.
-é,
até fiquei surpreso quando te vi aqui na produção... não sabia que você viria
pra cá.
-ah,
na verdade eu to aqui me escondendo da multidão... quando for começar os shows
eu vou pra coxia.
-hm..
entendi, tem falado com Jon?
-ah...
só, ontem rs
-ele
esteve bastante ocupado... olha, eu sei que isso não é assunto meu nem nada, o
Jon também não me falou nada... Mas não é normal ele estar tão íntimo de alguém
assim como você.
-como
eu...? imprensa? uma pessoa mais nova? mulher?
-hahahahah
tudo isso... é novidade até pra eu que sou amigo dele há tantos anos... mas não
se preocupe... você é muito bem vinda.
-obrigada,
Riche – ela falou sorrindo.
-você
tem um sorriso muito encantador, sabia?
-ahh,
para com isso... vai me deixar sem graça! – ela falou colocando as mãos no
rosto.
-HAHA
relaxa! só estou elogiando mesmo... não quero confusão com o Jon – ele falou
piscando – mas não vou mais tomar seu tempo, tenho que ir lá no camarim. bom,
como não sei se nos veremos novamente.. – ele a abraçou e se despediu dela.
Kate permaneceu ali por mais
algum tempo, até que já era quase 17h e ela foi até a coxia, de onde teria uma
visão privilegiada das bandas, os músicos passavam do lado dela pra entrar no
palco e ela curtia cada segundo ali. Até que depois de algum tempo, Richie
passa por ela apertando de leve o braço dela e lhe dando um sorriso, ela
retribuiu o sorriso e ele entrou no palco pra fazer os tais “arranjos” com seu “camarada”
O primeiro dia de festival
terminou as 3h da manhã. Saindo de lá, ela pegou o primeiro taxi que viu e
voltou pro hotel . O dia seguinte fora a mesma agitação, ela foi mais cedo,
conversou com alguns músicos, assistiu a todos os shows, voltou pro hotel e na
segunda de manhã ela pegou o avião de volta pra NY.
Chegaou em NY por volta das 13h. ela
pegou um taxi pra casa, Pam disse que a buscaria no aeroporto, mas ela não
queria fazer a amiga sair do trabalho apenas pra leva-la pra casa. Chegando em
casa ela nem arrumou as malas, apenas tomou um banho, pegou uma calcinha e uma camisa
velha e se jogou na cama. não demorou nem 2 minutos e ela adormeceu, ela estava
extremamente exausta. mal tinha dormido no final de semana.. precisava
descansar pra no dia seguinte poder escrever sua matéria sem interrupções do
sono.
Ela dormiu por volta de 8 horas
quando escutou seu celular tocar na mesinha de cabeceira da cama.
-JON? – ela gritou quando leu o
nome no visor.
-alô – ela atendeu depois do
grito que dera
-hey, Kate – ele falou – tudo bem?
-tudo... tudo..
-te acordei?
-ah.. é.. mais ou menos rs
-hm, que pena... suponho que já
esteja em casa... a luz da sua varanda está acesa
-é... eu deixo acesa as vezes
e... ESPERA, como sabe que está acesa?
-saia na varanda
Kate caminhou até a varanda,
quando olhou pra baixo, viu um carro preto, grande...
-Jon...
-hm... uau... desce aqui
-é você mesmo?
-quem mais estaria te vendo de
calcinha na varanda essa hora? – ele falou soltando um risinho, Kate esqueceu
que estava só de calcinha e camisa.
-oh céus – ela falou entrando de
volta no apartamento – como assim??
-ué, vamos dar uma volta
-não é arriscado?
-não, esse carro nem é o meu
mesmo, já passa das 22h, você acha que alguém vai se importar em saber quem
está nesse carro?
-hm.. ok. só vou colocar uma
roupa e já desço.
-aaah, fica assim mesmo! – ele falou
rindo.
-nem pensar – ela falou rindo
também. – um minuto
Kate desligou o celular e colocou
uma calça jeans, uma camisa mais decente e um tênis e desceu até onde estava o
carro.
-você é louco – ela falou assim
que a porta se abriu pra ela entrar
-louco nada, estava com saudade –
ele falou piscando pra ela e dando partida no carro
-aonde vamos? – ela perguntou
enquanto colocava o cinto
-surpresa.
--
~1978~
A semana passou rápida, Jane
conseguiu comer melhor nos dias seguintes e seu pai voltou de viagem, fora mais
um momento doloroso na hora de contar para o pai o que estava acontecendo com
ela. Ele era um homem forte, racional e logo tratou de buscar os melhores
profissionais nessa área para começarem imediatamente o tratamento dela.
Jane
estava desanimada, seu pai tentava anima-la, mostrar uma luz pra ela... mas ela
não via futuro. Então começou a escrever em seu diário novamente, há anos ela
não fazia isso, mas escrever era a coisa que mais aliviava seus pensamentos.
O final de semana chegou e no sábado ela decidiu arrumar seu
quarto, apesar de passar o dia todo lá, sempre tinha algumas coisas que ela
gostava de trocar de lugar, apenas para o ambiente se renovar. Depois de
organizar tudo, foi ficar no jardim. Tinha uma grande rede e ela ficou lá por
horas, apenas olhando para o céu.. estava um dia lindo de verão, os springles
ligados de vez em quando jogava umas gotas d’água nela e pela primeira vez nos últimos
dias, ela não pensava nos seus problemas mesmo não estando com a mente ocupada.
No domingo ela acordou tarde, não tomou café, sua mãe estava
fazendo lasanha e ela decidiu esperar pelo almoço. Não demorou muito e eles
almoçaram, assim, ela voltou pro quarto, tomou banho e ficou preparando um
texto para quando voltassem as aulas de datilografia, ela tivesse um material
interessante para seus alunos.
*toc toc*
-entra!
– ela falou sem tirar os olhos do texto que escrevia
-ah
Elizabeth, não precisa gritar – Johnny falou entrando no quarto – poderia ter
sido mais doce.
-Ah é
você? nem deveria ter falado pra entrar – ela mostrou a língua pra ele – e pare
de me chamar de Elizabeth... sabe que eu não gosto..
-hmmm
adoro você brava – ele falou puxando ela pra um abraço – você tá tão
magrinha...
-impressão
sua, você que é magrelo – ela falou apertando a barriga dele e rindo
-que
saudade do seu sorriso – ele falou olhando ternamente pra ela – da ultima vez
você estava tão abatida... bom, ainda está... mas um pouco menos.
-estou
melhorando do resfriado..
-por
que eu não consigo acreditar que isso seja apenas um resfriado?
-porque
você é um chato – ela falou se livrando dele e se sentando na cama.
-não
vou mais te importunar.. sério – ele falou se sentando do lado dela.
--
-meninos?
– a mãe de Jane entrou no quarto – vamos dar uma saída agora, fazer umas
compras... mas voltamos logo... Jane, vem cá, rapidinho
-o que?
– ela falou enquanto fechava a porta atrás de si
-você
vai contar pro Johnny? – a mãe perguntou séria.
-não –
Jane respondeu firme.
-pensei
que ele fosse seu melhor amigo... ele não merece saber?
-ele já
se preocupa a beça comigo, e já tem problemas demais pra ter mais esse pra
pensar.
-você
que sabe, quando você achar o momento certo, conte. – ela falou e saiu. Jane
voltou pro quarto.
--
-essa
semana já voltam as aulas né? – Johnny falou quando Jane se sentou ao lado dele
na cama
-é..
finalmente!
-af,
para de ser nerd!
-não sou
nerd!
-é sim!
além de toda a sua mala na escola, ainda tem o fato que você foi a primeira do país
inteiro a comprar o ingresso pra ir na estreia de Star Wars!
-Mas
foi um filme épico! eu tive que ir na estreia!
-NERD!
-vai se
foder – ela falou e Johnny a beijou
-a nerd
mais linda que eu já vi na vida! – ele falou entre beijos – eu te amo, Jane.
-eu te
amo, John.
Johnny intensificou os beijos, estava começando a esquentar,
ele se deitou sobre ela e começou a apertar a coxa dela e ela passava a mão
pelas costas dele lentamente. O que ia acontecer era iminente. ela tirou a
camiseta e Johnny fez o mesmo, e já tirou as calças, e tirou a saia que Jane
estava usando, a deixando apenas de calcinha e sutiã. Johnny que estava só de
cueca, já deixava bastante visível que seu “amiguinho” estava feliz. Ele tirou
a calcinha dela lentamente e tirou a cueca, logo pegou uma camisinha na
carteira e começou a apertar seu quadril contra o dela e começaram os
movimentos de vai e vem..
Dessa vez chegaram ao orgasmo juntos, Jane respirava com
dificuldade e Johnny deitado ao seu lado também ofegava.
-você é
perfeita – ele falou olhando pra ela
-te amo
– ela falou o beijando, ele adorou a atitude dela e começaram a se beijar de
novo.. logo estavam fazendo amor novamente.
--
-preciso
de um banho – ela falou depois de um tempo que terminaram de fazer.
-só se
eu for junto.
-e se meus
pais chegarem? – ela falou mordendo o lábio inferior.
-eles
não vão chegar. – ele falou a beijando.
Logo eles foram para o banheiro e Jane trancou a porta, as
roupas dos dois estavam lá para já se trocarem quando terminassem o banho.
Jane entrou no box e ligou o chuveiro, em seguida Johnny
entrou também a abraçando.
eles começaram a se beijar e Johnny beijava seu pescoço
enquanto a água caía sobre eles.
Logo eles começaram novamente a fazer amor. Johnny não se cansava de ver
como Jane ficava excitada quando ele dava sua investidas.
-Jane...
te quero pra sempre – ele falou quando terminaram. Quando Johnny disse isso,
uma lágrima escorreu pelo rosto dela, mas como eles estavam abraçados, ele não
viu.
Continuaram ali abraçados por um tempo e quando Jane achou
que precisava contar para Johnny o que estava acontecendo, alguém bateu na
porta com certa força.
os dois se assustaram. Jane fez sinal para Johnny não falar
nada e desligou o chuveiro.
-O QUE
FOI? – Jane gritou tentando estabilizar a voz
-VOCÊ
ESTÁ SOZINHA? – o pai de Jane com uma certa braveza na voz – CADÊ O JOHN?
-CLARO
QUE TO SOZINHA... JOHN... FOI EMBORA...
-CERTO – ele falou ainda bravo.
O coração de Jane batia desgovernadamente. por sorte as
roupas de Johnny estavam lá, eles se entreolharam sem saber o que fazer. se
enxugaram e vestiram suas roupas.
-shiu,
você fica aqui. quando eu sair, você tranca a porta, logo menos eu venho e dou
duas batidinhas de leve e você corre pro meu quarto – ela sussurrou
-certo –
e Johnny sussurrou em resposta.
Jane saiu do banheiro e Johnny trancou a porta, ela
verificou onde seus pais estavam, estavam na cozinha guardando as compras, o
que dava ao Johnny tempo de ir pro quarto dela e sair pela janela sem ser visto.
*toc
toc*
Johnny saiu do banheiro e foram pro quarto de Jane, ela
trancou a porta e abriu a janela para Johnny sair, o quarto dela ficava no
andar de cima, mas dava pra ele se pendurar numa espécie de planta trepadeira
que tinha abaixo da janela dela.
Eles se beijaram e Johnny desceu, ela ficou olhando até que
ele chegou no chão e mandou um beijo pra ela e saiu caminhando até a casa dele.
Ela
ficou sentada na janela dela por mais um tempo, depois de ter destrancado a
porta e logo sua mãe apareceu na porta.
-precisamos
conversar – ela falou ríspida
-aconteceu alguma coisa?
-aconteceu alguma coisa?
-aconteceu
sim, Janet, o que é isso? – ela estendeu a mão segurando na ponta com um papel
uma camisinha usada. Jane travou, seu corpo tremia da cabeça aos pés, ela não
pôde acreditar em como eles foram descuidados em não se livrar daquilo.
-ah...
mãe... é que...
-você
usou isso com o John? – Jane apenas abaixou a cabeça – eu não acredito – ela falou
entre os dentes e fechou a porta.
-eu
sempre confiei em você Janet! e você espera eu e seu pai sairmos de casa pra
você e ele transarem???
-mãe...
não é isso...
-eu
sabia que não podia confiar muito nele! eu não acredito, Janet!!
-calma..
posso falar?
-tanta
coisa acontecendo com você... olha... você está proibida de vê-lo novamente!
-VOCÊ
NÃO PODE FAZER ISSO – Jane falou alterando a voz e começando a ficar trêmula
por causa do choro que estava vindo.
-POSSO!
e sorte sua que seu pai não viu isso! senão ele teria matado o John... ele
estava com você no banheiro não é? como você pôde! – a mãe de Jane estava
indignada e decepcionada com a atitude da filha. – resolveremos isso, Janet. eu
jamais devia ter deixado você fazer aquela viagem com ele... o “casinho” de
vocês ACABOU!
--Fim do 9º capítulo--
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