~1978~
-Como
assim vai deixar Jersey? – Jane perguntou com a voz falha pela surpresa, se
levantou do colo de Johnny e se sentou novamente no banco do passageiro.
-Eu
preferiria conversar sobre isso amanhã, Jay.
-Não
John, vai me dizer isso agora.
-O Tony
recebeu uma proposta pra abrir o estúdio em NY podendo, assim, conseguir
melhores contratos e eu poderei ficar mais perto ainda do meu sonho.
Johnny
estava sendo tão sincero que Jane não queria surtar na frente dele.
-a
gente termina de conversar amanhã – ela suspirou
-você
está bem? – ele perguntou erguendo o rosto dela com os dedos
-sim.
Mas amanhã a gente fala sobre isso – ela abriu a porta do carro e antes de sair
Johnny a puxou pela mão e lhe deu mais um beijo e assim ela saiu fechando a
porta.
Jane
entrou em casa tomando cuidado para não acordar os pais, chegando em seu quarto
ela tirou o vestido e colocou a primeira roupa que achou para dormir, não se
incomodou em tirar a maquiagem do rosto, apenas se deitou na cama e por alguns
minutos ficou estática olhando para o teto. Ela sentiu como se tudo o que
estava fazendo bem pra ela fosse sumir num passe de mágica. Johnny iria para
Nova York, tudo bem que era o estado vizinho, mas mesmo assim não seria a mesma
coisa. Nada seria igual já que ela não o veria mais todos os dias. O pensamento
de não ver Johnny todos os dias fez com que ela sentisse um buraco no peito e
então seus olhos se encheram de lágrimas. Ela não tinha muito tempo para nada e
agora tinha menos tempo ainda. “Mas ele ainda nem falou quando o estúdio vai se
mudar”, ela sorriu com o pensamento, talvez eles tivessem bastante tempo, quem
sabia quanto tempo uma mudança poderia demorar?
Mesmo
tentando se animar, Jane não estava nada contente, ainda mais que na semana
seguinte ela teria que viajar novamente para continuar fazendo os exames. Ela
não aguentava mais aquilo, ela queria que achassem logo o tratamento ou que a
deixassem em paz para aproveitar o quanto ainda restava-lhe de vida. Sem nem
perceber, foi pegando no sono, talvez por ser mais de três da manhã, ela estava
se sentindo mais cansada do que o habitual. Ainda pensando no assunto que
Johnny começara, os sonhos da noite a perseguiram friamente, onde ela procurava
por John e simplesmente não o encontrava.
-Então,
Johnny, como vai a sua mãe? – Minha mãe começou o assunto assim que John chegou
para almoçar conosco e sentou à mesa.
-está
bem, Sra. Parker, aliás, ela mandou um beijo para a sra.
-Muito
gentil da parte dela, não se esqueça de mandar-lhe outro.
-E como
está o emprego? – o pai de Jane perguntou enquanto se servia de batatas.
-está
ótimo, senhor – ele sorriu fraco para Jane e ela encarou seu próprio prato de
comida.
O
almoço seguiu calmo, os pais de Jane faziam algumas perguntas tentando não
parecer invasivos e Jane tinha medo que em algum momento seus pais soltassem
algo sobre sua condição. Depois de comer, os garotos se ofereceram para lavar a
louça e os pais de Jane foram assistir TV. Assim que deixaram a cozinha limpa
eles subiram para o quarto de Jane ouvindo apenas um “não vão aprontar” do pai de Jane.
-você
está calada – Johnny falou se jogando na cama dela e agarrando um dos ursinhos
de pelúcia que ela tinha ali. – o que houve?
-aquela
conversa – ela falou se sentando na janela
-não
tem com o que se preocupar, meu amor – ele se sentou encarando-a firmemente –
eu não vou embora agora...
-mas
vai uma hora – ela cruzou os braços e na mesma hora John riu
-você
tem noção que você está parecendo uma criança mimada? – ela fechou mais a cara
e riu mais ainda – vem aqui – ele bateu na cama e ela foi contra gosto.
-eu não
quero que você vá – ela o abraçou pela cintura e ele afagou os cabelos dela.
-eu não
vou estar longe... E isso é só para o ano que vem, ainda temos alguns meses
pela frente. Eu jamais te deixaria.
-promete?
– ela perguntou mesmo sem ter certeza do por que, ela não queria se sentir tão
frágil, mas ela começou a aceitar que ela dependia dele, a força dela dependia
dele.
-claro
que prometo – ele beijou o topo de sua cabeça e levantou o rosto dela para que
assim eles pudessem se beijar como deveria ser. Ele a puxou para o seu colo e
ela agarrou-lhe os cabelos puxando-o mais para si. O beijo era um tanto
desesperado e ela estava amando aquilo, claro que ele também estava extasiado
com aquilo.
-hm,
John – ela interrompeu o beijo por um instante achando que aquele seria o
momento ideal – eu preciso dizer uma coisa...
-o que?
– ele os ajeitou na cama se encostando na cabeceira
-eu vou
precisar ir pra Nova York semana que vem – ela mordeu o lábio na intenção de
parecer menos nervosa
-o que
você vai fazer lá?
-bem,
eu preciso ir num hospital fazer alguns exames para...
-Jane –
batidas na porta seguidas da voz da mãe de Jane cortaram a conversa.
-o que?
– ela gritou de volta
-preciso
falar com você, rapidinho
-espera
um pouco? – Jane sussurrou para John que assentiu com um sorriso breve
-o que?
– Jane perguntou assim que saiu do quarto e fechou a porta
-seu
pai precisa ir até a casa da sua avó. Eu não sei se posso te deixar aqui
sozinha...
-mãe! –
Jane a repreendeu – agora estamos namorando.
-mesmo
assim, não quero saber que na nossa ausência vocês vão fazer essas coisas.
-a
gente faria isso em qualquer lugar – ela deu de ombros e sua mãe ficou
espantada
-posso
confiar que quando voltarmos vocês estarão comportados lendo um livro de
poesias?
-talvez
não poesia, mas pode confiar – Jane riu com a preocupação da mãe e também por
estar tendo essa chance mesmo que sua mãe não estivesse tão confortável.
-O que
sua mãe queria? – John perguntou assim que Jane entrou no quarto novamente.
-Só
avisando que eles vão na casa da minha avó – ela sorriu sugestiva e ele
entendeu o recado puxando-a para o colo imediatamente – calma, cowboy – ela riu – eles ainda não
saíram.
-oh,
droga – ele resmungou e ela saiu do colo dele – mas o que era mesmo que você
estava falando?
-ah,
nada demais. – ela encolheu os ombros e ele arqueou a sobrancelha – só preciso
fazer uns exames.
-mas
não é a primeira vez que você vai... O que você não está me contando?
-É
complicado.
-se
você me explicar quem sabe eu entenda!
Jane
suspirou e por um momento sentiu que não teria como fugir dessa situação, ela
levantou, andou pelo quarto, foi até a janela e abriu um pouco e depois
virou-se para encarar John. Ele não falou nada, apenas esperou pela resposta.
Antes que ela pudesse falar alguma coisa, os olhos dela se encheram se lágrimas
e nesse instante John se levantou e foi até ela com um olhar preocupado
-o que
está acontecendo? – ele apertou o abraço nela e assim ela irrompeu em lágrimas.
– Jane, pelo amor de Deus, me conta o que está acontecendo?
-e-eu...
Não posso – ela soluçou.
-claro
que pode – ele afagou os cabelos dela – eu estou aqui pra tudo o que você
precisar, sempre foi assim e sempre será, meu amor.
-eu não
consigo, é grande... é mais forte que eu – ela apertou o rosto contra o peito
de John e ele os conduziu para a cama onde eles se sentaram de frente um para o
outro.
-Jane,
desde que éramos crianças nós contamos segredos um para o outro, eu te contei
quando sem querer matei meu hamster, você me contou quando experimentou o
cigarro pela primeira vez com seu primo e como tinha sido terrível... temos
tantas histórias juntos que daria pra escrever um livro – ele tentou animar a
namorada e ela sorriu fraco
-eu
sei, você é a pessoa mais importante pra mim – ela segurou novamente o choro e
continuou – mas isso é uma coisa que implica muitas outras coisas... Eu não
quero estragar nada.
-Seja
lá o que for, eu continuarei aqui... Me conta. Confia em mim
-eu
confio em você – ela suspirou e ele se manteve em silêncio – eu estou doente
-doente
como?
-do
tipo que não vai viver pra gente se casar e ter filhos.
-o que
você está falando? – John arregalou os olhos e ajeitou a postura – eu acho que
não entendi
-não me
faça repetir isso – as lágrimas escorriam pela face dela – eu não posso.
-Jay...
me explica... eu realmente não estou entendendo.
-minha
gastrite piorou do que era e virou uma espécie de câncer... Por isso tenho ido
tanto para Nova York fazer exames e no momento eles estão procurando algo que
adie o inevitável.
-você
não pode estar falando sério – ele se levantou da cama passando a mão pelos
cabelos enquanto balançava a cabeça negativamente – me diz que isso não é real
-você
acha que eu brincaria com algo tão sério? – ela continuava a chorar
-claro
que não – ele se ajoelhou na frente dela – mas eu não posso acreditar.
-eu
também não podia... Mas estou quase me acostumando com a ideia.
-Não,
Jay... Não. Eles vão achar uma cura, você vai ver e...
-Johnny...
– ela pegou o rosto do namorado com as mãos – era por isso que eu não queria te
contar... Você iria ficar criando esperanças quando nem eu as tenho mais. Isso
só piora as coisas.
Ele não
falou nada, apenas passou as costas das mãos nos olhos limpando as lágrimas que
ali se depositaram, ele apoiou a cabeça no colo de Jane e ela afagou os cabelos
dele, ela sentiu-se pior mesmo do que no dia que ela recebera essa mesma
notícia. Talvez ter que contar para a pessoa que ela amava fosse bem mais
difícil do que ouvir a notícia. Pelo menos ela ainda teve o benefício da
dúvida, no segundo momento ela não podia mais negar os fatos. Johnny
levantou-se e pegou as mãos de Jane fazendo com que ela se levantasse também,
nada foi dito,ele apenas a abraçou e sentiu pequenas lágrimas escorrendo pelo
seu rosto. Depois de alguns instantes abraçados John deitou Jane na cama e
depois deitou-se com ela abraçando-a fortemente
-Eu sei
que você detesta quando tentam achar soluções para os seus problemas, mas eu
preciso dizer isso, vamos juntos nessa.
Jane
realmente não gostava quando as pessoas tentavam encontrar soluções quando ela
mesma não encontrava, mas dessa vez não questionou Johnny, dessa vez ela
simplesmente deixou as palavras dele entrarem em seu coração a fim de servir de
algum consolo.
~2012~
As semanas foram passando lentamente, Kate ia
para a redação do jornal e voltava para casa e dormia. Essa era a rotina dela,
Pam até tinha tentado tirar alguma informação dela, mas sem sucesso. Ela jamais
iria admitir em voz alta que estava daquele jeito por causa de um homem, mesmo
que aquele homem fosse Jon Bon Jovi. Ele não ligara mais, não mandara nenhuma
carta, nenhum sinal de vida. Kate já estava até se acostumando com a ideia de
nunca mais vê-lo. Era improvável que ele voltasse atrás depois do que
acontecera na última vez que se viram.
Já
fazia quatro semanas que ela não falava mais com Jon e sua vida tinha voltado a
ser monótona, Pam não parava de chamá-la pra sair e ela simplesmente não queria
sair. Até que um dia ela já não aguentava mais ser incomodada pela amiga e
então aceitou o convite para sair naquela sexta-feira. Pam tinha chamado alguns
amigos, provavelmente ela iria levar Paul e não queria que Kate ficasse sozinha
ou incomodada.
Kate
decidiu se arrumar um pouco melhor, acima de tudo, ela ainda tinha o orgulho
dela. Eles iriam para um restaurante e depois iriam para uma balada terminar a
noite. Colocando uma saia mullet, um top mais cumprido e um salto nada
discreto, Kate finalizou o look com uma maquiagem leve mas bem feita. Ajeitou
os fios ruivos prendendo a franja para trás e logo estava pronta. Não demorou
muito e Pam avisou que já estava chegando. Kate pegou sua bolsa e fechou o
apartamento assim que estava saindo.
-uau –
Pam exclamou assim que Kate entrou no carro – quer matar alguém hoje?
-você,
sua linda – Kate respondeu brincando e as duas riram – o Paul vai?
-não...
para de insistir que estamos juntos – Pam falou calmamente – foi só aquela vez.
-então
hoje é a nossa noite mensal dos caras gatos? – Kate sorriu maliciosamente sendo
acompanhada por Pam.
-com
certeza. E eu te fiz o favor de chamar o Brian...
-MENTIRA
– Kate gritou fazendo com que Pam gargalhasse – eu te odeio!! Ele também
escreve na parte de música do jornal! Como você o chama pra sair?
-ué,
por isso mesmo. Ele é um tesão, trabalha a duas baias de distância de você e
você nunca o chamou pra sair.
-é por
isso mesmo! porque ele trabalha do MEU LADO!
-ai,
relaxa. Só chamei ele porque o Trevor me chamou pra sair, e mesmo ele sendo
muito lindo e tudo mais, eu não queria ir sozinha e como você precisava sair e
o Brian estava do meu lado na hora... tchan-ran.
-Você
não presta – Kate riu
-eu sei
que não – Pam riu – está melhor? Tem falado com o Jon?
-não –
ela suspirou
-É por isso
que você não tem nem respirado direito naquele jornal?
-Pam,
hoje é um dia que eu quero me divertir, por favor, não vamos falar disso.
-Que
seja feita a sua vontade – Pam bateu continência e elas riram enquanto seguiam
pelas ruas de Nova York.
Chegando
ao restaurante elas foram para a mesa que tinham reservado e lá já estavam
Brian e Trevor do jornal
-olá
meninos – Pam sorriu para os dois e por um instante Kate se sentiu um pouco
intimidada por Brian. Eles trabalhavam praticamente lado a lado, mas nunca
tinham conversado nada além das matérias que eles escreviam em parceria ou algo
do tipo. Ele era alto, físico perfeito, braços cobertos por tatuagens e cabelos
pretos espetados, era tipicamente gostoso e seu olhar foi deveras sugestivo no
decote de Kate.
-Como
vão? – Trevor nos cumprimentou e Kate murmurou um “bem”
-É um
prazer vê-las – Brian comentou beijando levemente as costas da mão de Kate.
Brian
puxou a cadeira e ajeitou para que Kate pudesse se sentar e o mesmo fez Trevor
para Pam. Eles chamaram o garçom e pediram uma garrafa de vinho para os quatro.
A conversa fluía bem entre os três e Kate tentava não parecer distante, mas não
queria conversar abertamente. O vinho chegou e eles começaram a beber, Kate não
entendia muito de vinhos mas era muito parecido com o que tomara com Jon uma
vez. Logo pediram os pratos que queriam e o jantar se seguiu.
Depois
de algum tempo eles pagaram a conta e foram para a tal balada que Pam queria
ir. Era um lugar interessante com pessoas de classe alta. Não era uma dessas
baladas de música irritante, era mais calma e tocava rock também. Eles pegaram
uma mesa e pediram bebidas, logo as meninas foram dançar. Kate tentava a todo
custo mexer os quadris da mesma forma que Pam, mas era impossível, ela tinha
ótimos quadris mas nenhuma coordenação para dançar. Depois de algum tempo
tentando ela foi se sentar com os meninos e pediu uma água, logo Pam voltou e
anunciou
-preciso
fumar – ela falou mexendo na bolsa
-eu te
acompanho – Trevor falou e olhou para Brian que fez que ‘não’ com a cabeça.
-você
não quer ir? – Kate perguntou assim que Pam e Trevor saíram da mesa.
-não...
agora não – ele bebericou de sua garrafa de cerveja – você está muito bonita
-obrigada
– ela corou e bebeu sua água para disfarçar
-uma
pena eu nunca ter te chamado pra sair antes – ele mordeu o próprio lábio –
perdi tempo, não foi?
-não
seja bobo – ela riu – não tem nada de especial aqui...
-bom,
você é excepcionalmente linda e pelo que eu leio da sua coluna, é muito
inteligente também
-se
você diz – ela deu de ombros rindo – obrigada.
-não
posso me esquecer de agradecer a Pam por ter me chamado para vir... eu acho
que...
Kate
sentiu seu estômago gelar. Não pelas palavras de Brian, mas por que acabara de
ver Jon entrando na casa com algumas pessoas que ela não conhecia. Ele passou e
não notou a presença de Kate ali, até por que ela estava no fundo e estava
escuro. Mas claro que pra ela Jon era impossível de não reconhecer. Ela sentiu
seu coração bater depressa e sua respiração ficar falha, suas mãos começaram a
suar e ela sentiu Brian tocando sua mão.
-tudo
bem? – ele sorriu
-Tudo,
só... nada.
-você
ouviu o que eu disse?
-o que?
– ela fez cara de confusa – desculpa, acho que não ouvi
-tudo
bem – ele riu sem graça – eu perguntei se você quer ir dançar.
Kate
não era boa em dançar nem sozinha, quem diria com mais alguém. Mas algo fez com
ela simplesmente balançasse afirmativamente a cabeça, talvez fosse a adrenalina
de reencontrar Jon, talvez fosse a raiva voltando pela forma que ele a tratou,
talvez fosse a vontade de provar a si mesma que ela era autossuficiente.
Brian
se levantou e estendeu a mão para Kate que pegou e eles seguiram para a pista
de dança juntos. Estava tocando uma música com apenas batidas e ele apoiou as
mãos no quadril de Kate virando-a de costas para ele. Ele começou a se mover e
ela o seguiu, os movimentos dela eram praticamente guiados por Brian, ele
apenas a tocava na cintura mas foi puxando seu corpo contra o dele. Quando a
respiração dele bateu em seu pescoço ela sentiu criar borboletas em seu
estômago.
-eu
quero te beijar desde aquele dia que você voltou da California, acho que foi
aquele dia que eu olhei para você como mulher, não como minha colega de
trabalho – ele sussurrou no ouvido dela – eu quero muito te beijar agora...
-Brian –
ela gemeu enquanto os movimentos dos dois foram ficando mais lentos
-é só
você deixar... – ele sussurrou mais baixo ainda e a virou de frente para si.
Ela olhou para aqueles lábios estreitos e umedeceu os próprios lábios. No
momento seguinte, Brian estava a beijando e ela estava deixando. Ele invadia
toda a boca dela e ela estava perdida naquela sensação. Há tanto tempo não
beijava ninguém... fazia quatro semanas que havia beijado Jon e... Jon... ela
tentava não pensar nele durante o beijo, ela queria aproveitar o momento com
Brian, mas então se lembrou que Jon estava a apenas poucos metros de distância.
Se atreveu a abrir os olhos lentamente na esperança de não ver Jon por ali...
Mas suas expectativas foram por água abaixo quando viu Jon no andar de cima da
balada, ele não estava olhando pra ela, mas poderia ser que em algum momento
ele notasse a presença dela.
-hey –
ela interrompeu o beijo apoiando as mãos no peito de Brian – a gente pode
voltar pra mesa?
-claro –
ele passou a mão pelo rosto dela e eles voltaram para onde estavam antes. Pam e
Trevor já estavam de volta e Pam olhou sugestivamente para os dois e apenas
riu.
-Kay –
Pam a chamou – seu celular apitou aqui.
Kate
pegou o celular na bolsa e quase enfartou quando na tela de seu celular estava
escrito
*nova mensagem – J.*
“Espero que esteja aproveitando a noite.”
-está
tudo bem? – Brian perguntou assim que Kate se sentou ao seu lado se sentindo
sem chão. Ela não respondeu nada e olhou para trás. Lá estava Jon no camarote, olhando
diretamente para ela.
--Fim do 13º Capítulo--
(Músicas do título respectivas de: Duran Duran & Avenged Sevenfold)
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