quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Don't say a prayer for me now & I've gone alone

~1978~

                -Como assim vai deixar Jersey? – Jane perguntou com a voz falha pela surpresa, se levantou do colo de Johnny e se sentou novamente no banco do passageiro.
                -Eu preferiria conversar sobre isso amanhã, Jay.
                -Não John, vai me dizer isso agora.
                -O Tony recebeu uma proposta pra abrir o estúdio em NY podendo, assim, conseguir melhores contratos e eu poderei ficar mais perto ainda do meu sonho.
                Johnny estava sendo tão sincero que Jane não queria surtar na frente dele.
                -a gente termina de conversar amanhã – ela suspirou
                -você está bem? – ele perguntou erguendo o rosto dela com os dedos
                -sim. Mas amanhã a gente fala sobre isso – ela abriu a porta do carro e antes de sair Johnny a puxou pela mão e lhe deu mais um beijo e assim ela saiu fechando a porta.
                Jane entrou em casa tomando cuidado para não acordar os pais, chegando em seu quarto ela tirou o vestido e colocou a primeira roupa que achou para dormir, não se incomodou em tirar a maquiagem do rosto, apenas se deitou na cama e por alguns minutos ficou estática olhando para o teto. Ela sentiu como se tudo o que estava fazendo bem pra ela fosse sumir num passe de mágica. Johnny iria para Nova York, tudo bem que era o estado vizinho, mas mesmo assim não seria a mesma coisa. Nada seria igual já que ela não o veria mais todos os dias. O pensamento de não ver Johnny todos os dias fez com que ela sentisse um buraco no peito e então seus olhos se encheram de lágrimas. Ela não tinha muito tempo para nada e agora tinha menos tempo ainda. “Mas ele ainda nem falou quando o estúdio vai se mudar”, ela sorriu com o pensamento, talvez eles tivessem bastante tempo, quem sabia quanto tempo uma mudança poderia demorar?
                Mesmo tentando se animar, Jane não estava nada contente, ainda mais que na semana seguinte ela teria que viajar novamente para continuar fazendo os exames. Ela não aguentava mais aquilo, ela queria que achassem logo o tratamento ou que a deixassem em paz para aproveitar o quanto ainda restava-lhe de vida. Sem nem perceber, foi pegando no sono, talvez por ser mais de três da manhã, ela estava se sentindo mais cansada do que o habitual. Ainda pensando no assunto que Johnny começara, os sonhos da noite a perseguiram friamente, onde ela procurava por John e simplesmente não o encontrava.

                -Então, Johnny, como vai a sua mãe? – Minha mãe começou o assunto assim que John chegou para almoçar conosco e sentou à mesa.
                -está bem, Sra. Parker, aliás, ela mandou um beijo para a sra.
                -Muito gentil da parte dela, não se esqueça de mandar-lhe outro.
                -E como está o emprego? – o pai de Jane perguntou enquanto se servia de batatas.
                -está ótimo, senhor – ele sorriu fraco para Jane e ela encarou seu próprio prato de comida.
                O almoço seguiu calmo, os pais de Jane faziam algumas perguntas tentando não parecer invasivos e Jane tinha medo que em algum momento seus pais soltassem algo sobre sua condição. Depois de comer, os garotos se ofereceram para lavar a louça e os pais de Jane foram assistir TV. Assim que deixaram a cozinha limpa eles subiram para o quarto de Jane ouvindo apenas um “não vão aprontar” do pai de Jane.
                -você está calada – Johnny falou se jogando na cama dela e agarrando um dos ursinhos de pelúcia que ela tinha ali. – o que houve?
                -aquela conversa – ela falou se sentando na janela
                -não tem com o que se preocupar, meu amor – ele se sentou encarando-a firmemente – eu não vou embora agora...
                -mas vai uma hora – ela cruzou os braços e na mesma hora John riu
                -você tem noção que você está parecendo uma criança mimada? – ela fechou mais a cara e riu mais ainda – vem aqui – ele bateu na cama e ela foi contra gosto.
                -eu não quero que você vá – ela o abraçou pela cintura e ele afagou os cabelos dela.
                -eu não vou estar longe... E isso é só para o ano que vem, ainda temos alguns meses pela frente. Eu jamais te deixaria.
                -promete? – ela perguntou mesmo sem ter certeza do por que, ela não queria se sentir tão frágil, mas ela começou a aceitar que ela dependia dele, a força dela dependia dele.
                -claro que prometo – ele beijou o topo de sua cabeça e levantou o rosto dela para que assim eles pudessem se beijar como deveria ser. Ele a puxou para o seu colo e ela agarrou-lhe os cabelos puxando-o mais para si. O beijo era um tanto desesperado e ela estava amando aquilo, claro que ele também estava extasiado com aquilo.
                -hm, John – ela interrompeu o beijo por um instante achando que aquele seria o momento ideal – eu preciso dizer uma coisa...
                -o que? – ele os ajeitou na cama se encostando na cabeceira
                -eu vou precisar ir pra Nova York semana que vem – ela mordeu o lábio na intenção de parecer menos nervosa
                -o que você vai fazer lá?
                -bem, eu preciso ir num hospital fazer alguns exames para...
                -Jane – batidas na porta seguidas da voz da mãe de Jane cortaram a conversa.
                -o que? – ela gritou de volta
                -preciso falar com você, rapidinho
                -espera um pouco? – Jane sussurrou para John que assentiu com um sorriso breve

                -o que? – Jane perguntou assim que saiu do quarto e fechou a porta
                -seu pai precisa ir até a casa da sua avó. Eu não sei se posso te deixar aqui sozinha...
                -mãe! – Jane a repreendeu – agora estamos namorando.
                -mesmo assim, não quero saber que na nossa ausência vocês vão fazer essas coisas.
                -a gente faria isso em qualquer lugar – ela deu de ombros e sua mãe ficou espantada
                -posso confiar que quando voltarmos vocês estarão comportados lendo um livro de poesias?
                -talvez não poesia, mas pode confiar – Jane riu com a preocupação da mãe e também por estar tendo essa chance mesmo que sua mãe não estivesse tão confortável.

                -O que sua mãe queria? – John perguntou assim que Jane entrou no quarto novamente.
                -Só avisando que eles vão na casa da minha avó – ela sorriu sugestiva e ele entendeu o recado puxando-a para o colo imediatamente – calma, cowboy – ela riu – eles ainda não saíram.
                -oh, droga – ele resmungou e ela saiu do colo dele – mas o que era mesmo que você estava falando?
                -ah, nada demais. – ela encolheu os ombros e ele arqueou a sobrancelha – só preciso fazer uns exames.
                -mas não é a primeira vez que você vai... O que você não está me contando?
                -É complicado.
                -se você me explicar quem sabe eu entenda!
                Jane suspirou e por um momento sentiu que não teria como fugir dessa situação, ela levantou, andou pelo quarto, foi até a janela e abriu um pouco e depois virou-se para encarar John. Ele não falou nada, apenas esperou pela resposta. Antes que ela pudesse falar alguma coisa, os olhos dela se encheram se lágrimas e nesse instante John se levantou e foi até ela com um olhar preocupado
                -o que está acontecendo? – ele apertou o abraço nela e assim ela irrompeu em lágrimas. – Jane, pelo amor de Deus, me conta o que está acontecendo?
                -e-eu... Não posso – ela soluçou.
                -claro que pode – ele afagou os cabelos dela – eu estou aqui pra tudo o que você precisar, sempre foi assim e sempre será, meu amor.
                -eu não consigo, é grande... é mais forte que eu – ela apertou o rosto contra o peito de John e ele os conduziu para a cama onde eles se sentaram de frente um para o outro.
                -Jane, desde que éramos crianças nós contamos segredos um para o outro, eu te contei quando sem querer matei meu hamster, você me contou quando experimentou o cigarro pela primeira vez com seu primo e como tinha sido terrível... temos tantas histórias juntos que daria pra escrever um livro – ele tentou animar a namorada e ela sorriu fraco
                -eu sei, você é a pessoa mais importante pra mim – ela segurou novamente o choro e continuou – mas isso é uma coisa que implica muitas outras coisas... Eu não quero estragar nada.
                -Seja lá o que for, eu continuarei aqui... Me conta. Confia em mim
                -eu confio em você – ela suspirou e ele se manteve em silêncio – eu estou doente
                -doente como?
                -do tipo que não vai viver pra gente se casar e ter filhos.
                -o que você está falando? – John arregalou os olhos e ajeitou a postura – eu acho que não entendi
                -não me faça repetir isso – as lágrimas escorriam pela face dela – eu não posso.
                -Jay... me explica... eu realmente não estou entendendo.
                -minha gastrite piorou do que era e virou uma espécie de câncer... Por isso tenho ido tanto para Nova York fazer exames e no momento eles estão procurando algo que adie o inevitável.
                -você não pode estar falando sério – ele se levantou da cama passando a mão pelos cabelos enquanto balançava a cabeça negativamente – me diz que isso não é real
                -você acha que eu brincaria com algo tão sério? – ela continuava a chorar
                -claro que não – ele se ajoelhou na frente dela – mas eu não posso acreditar.
                -eu também não podia... Mas estou quase me acostumando com a ideia.
                -Não, Jay... Não. Eles vão achar uma cura, você vai ver e...
                -Johnny... – ela pegou o rosto do namorado com as mãos – era por isso que eu não queria te contar... Você iria ficar criando esperanças quando nem eu as tenho mais. Isso só piora as coisas.
                Ele não falou nada, apenas passou as costas das mãos nos olhos limpando as lágrimas que ali se depositaram, ele apoiou a cabeça no colo de Jane e ela afagou os cabelos dele, ela sentiu-se pior mesmo do que no dia que ela recebera essa mesma notícia. Talvez ter que contar para a pessoa que ela amava fosse bem mais difícil do que ouvir a notícia. Pelo menos ela ainda teve o benefício da dúvida, no segundo momento ela não podia mais negar os fatos. Johnny levantou-se e pegou as mãos de Jane fazendo com que ela se levantasse também, nada foi dito,ele apenas a abraçou e sentiu pequenas lágrimas escorrendo pelo seu rosto. Depois de alguns instantes abraçados John deitou Jane na cama e depois deitou-se com ela abraçando-a fortemente
                -Eu sei que você detesta quando tentam achar soluções para os seus problemas, mas eu preciso dizer isso, vamos juntos nessa.
                Jane realmente não gostava quando as pessoas tentavam encontrar soluções quando ela mesma não encontrava, mas dessa vez não questionou Johnny, dessa vez ela simplesmente deixou as palavras dele entrarem em seu coração a fim de servir de algum consolo.

~2012~

                 As semanas foram passando lentamente, Kate ia para a redação do jornal e voltava para casa e dormia. Essa era a rotina dela, Pam até tinha tentado tirar alguma informação dela, mas sem sucesso. Ela jamais iria admitir em voz alta que estava daquele jeito por causa de um homem, mesmo que aquele homem fosse Jon Bon Jovi. Ele não ligara mais, não mandara nenhuma carta, nenhum sinal de vida. Kate já estava até se acostumando com a ideia de nunca mais vê-lo. Era improvável que ele voltasse atrás depois do que acontecera na última vez que se viram.
                Já fazia quatro semanas que ela não falava mais com Jon e sua vida tinha voltado a ser monótona, Pam não parava de chamá-la pra sair e ela simplesmente não queria sair. Até que um dia ela já não aguentava mais ser incomodada pela amiga e então aceitou o convite para sair naquela sexta-feira. Pam tinha chamado alguns amigos, provavelmente ela iria levar Paul e não queria que Kate ficasse sozinha ou incomodada.
                Kate decidiu se arrumar um pouco melhor, acima de tudo, ela ainda tinha o orgulho dela. Eles iriam para um restaurante e depois iriam para uma balada terminar a noite. Colocando uma saia mullet, um top mais cumprido e um salto nada discreto, Kate finalizou o look com uma maquiagem leve mas bem feita. Ajeitou os fios ruivos prendendo a franja para trás e logo estava pronta. Não demorou muito e Pam avisou que já estava chegando. Kate pegou sua bolsa e fechou o apartamento assim que estava saindo.
                -uau – Pam exclamou assim que Kate entrou no carro – quer matar alguém hoje?
                -você, sua linda – Kate respondeu brincando e as duas riram – o Paul vai?
                -não... para de insistir que estamos juntos – Pam falou calmamente – foi só aquela vez.
                -então hoje é a nossa noite mensal dos caras gatos? – Kate sorriu maliciosamente sendo acompanhada por Pam.
                -com certeza. E eu te fiz o favor de chamar o Brian...
                -MENTIRA – Kate gritou fazendo com que Pam gargalhasse – eu te odeio!! Ele também escreve na parte de música do jornal! Como você o chama pra sair?
                -ué, por isso mesmo. Ele é um tesão, trabalha a duas baias de distância de você e você nunca o chamou pra sair.
                -é por isso mesmo! porque ele trabalha do MEU LADO!
                -ai, relaxa. Só chamei ele porque o Trevor me chamou pra sair, e mesmo ele sendo muito lindo e tudo mais, eu não queria ir sozinha e como você precisava sair e o Brian estava do meu lado na hora... tchan-ran.
                -Você não presta – Kate riu
                -eu sei que não – Pam riu – está melhor? Tem falado com o Jon?
                -não – ela suspirou
                -É por isso que você não tem nem respirado direito naquele jornal?
                -Pam, hoje é um dia que eu quero me divertir, por favor, não vamos falar disso.
                -Que seja feita a sua vontade – Pam bateu continência e elas riram enquanto seguiam pelas ruas de Nova York.
                Chegando ao restaurante elas foram para a mesa que tinham reservado e lá já estavam Brian e Trevor do jornal
                -olá meninos – Pam sorriu para os dois e por um instante Kate se sentiu um pouco intimidada por Brian. Eles trabalhavam praticamente lado a lado, mas nunca tinham conversado nada além das matérias que eles escreviam em parceria ou algo do tipo. Ele era alto, físico perfeito, braços cobertos por tatuagens e cabelos pretos espetados, era tipicamente gostoso e seu olhar foi deveras sugestivo no decote de Kate.
                -Como vão? – Trevor nos cumprimentou e Kate murmurou um “bem”
                -É um prazer vê-las – Brian comentou beijando levemente as costas da mão de Kate.
                Brian puxou a cadeira e ajeitou para que Kate pudesse se sentar e o mesmo fez Trevor para Pam. Eles chamaram o garçom e pediram uma garrafa de vinho para os quatro. A conversa fluía bem entre os três e Kate tentava não parecer distante, mas não queria conversar abertamente. O vinho chegou e eles começaram a beber, Kate não entendia muito de vinhos mas era muito parecido com o que tomara com Jon uma vez. Logo pediram os pratos que queriam e o jantar se seguiu.
                Depois de algum tempo eles pagaram a conta e foram para a tal balada que Pam queria ir. Era um lugar interessante com pessoas de classe alta. Não era uma dessas baladas de música irritante, era mais calma e tocava rock também. Eles pegaram uma mesa e pediram bebidas, logo as meninas foram dançar. Kate tentava a todo custo mexer os quadris da mesma forma que Pam, mas era impossível, ela tinha ótimos quadris mas nenhuma coordenação para dançar. Depois de algum tempo tentando ela foi se sentar com os meninos e pediu uma água, logo Pam voltou e anunciou
                -preciso fumar – ela falou mexendo na bolsa
                -eu te acompanho – Trevor falou e olhou para Brian que fez que ‘não’ com a cabeça.
                -você não quer ir? – Kate perguntou assim que Pam e Trevor saíram da mesa.
                -não... agora não – ele bebericou de sua garrafa de cerveja – você está muito bonita
                -obrigada – ela corou e bebeu sua água para disfarçar
                -uma pena eu nunca ter te chamado pra sair antes – ele mordeu o próprio lábio – perdi tempo, não foi?
                -não seja bobo – ela riu – não tem nada de especial aqui...
                -bom, você é excepcionalmente linda e pelo que eu leio da sua coluna, é muito inteligente também
                -se você diz – ela deu de ombros rindo – obrigada.
                -não posso me esquecer de agradecer a Pam por ter me chamado para vir... eu acho que...
                Kate sentiu seu estômago gelar. Não pelas palavras de Brian, mas por que acabara de ver Jon entrando na casa com algumas pessoas que ela não conhecia. Ele passou e não notou a presença de Kate ali, até por que ela estava no fundo e estava escuro. Mas claro que pra ela Jon era impossível de não reconhecer. Ela sentiu seu coração bater depressa e sua respiração ficar falha, suas mãos começaram a suar e ela sentiu Brian tocando sua mão.
                -tudo bem? – ele sorriu
                -Tudo, só... nada.
                -você ouviu o que eu disse?
                -o que? – ela fez cara de confusa – desculpa, acho que não ouvi
                -tudo bem – ele riu sem graça – eu perguntei se você quer ir dançar.
                Kate não era boa em dançar nem sozinha, quem diria com mais alguém. Mas algo fez com ela simplesmente balançasse afirmativamente a cabeça, talvez fosse a adrenalina de reencontrar Jon, talvez fosse a raiva voltando pela forma que ele a tratou, talvez fosse a vontade de provar a si mesma que ela era autossuficiente.
                Brian se levantou e estendeu a mão para Kate que pegou e eles seguiram para a pista de dança juntos. Estava tocando uma música com apenas batidas e ele apoiou as mãos no quadril de Kate virando-a de costas para ele. Ele começou a se mover e ela o seguiu, os movimentos dela eram praticamente guiados por Brian, ele apenas a tocava na cintura mas foi puxando seu corpo contra o dele. Quando a respiração dele bateu em seu pescoço ela sentiu criar borboletas em seu estômago.
                -eu quero te beijar desde aquele dia que você voltou da California, acho que foi aquele dia que eu olhei para você como mulher, não como minha colega de trabalho – ele sussurrou no ouvido dela – eu quero muito te beijar agora...
                -Brian – ela gemeu enquanto os movimentos dos dois foram ficando mais lentos
                -é só você deixar... – ele sussurrou mais baixo ainda e a virou de frente para si. Ela olhou para aqueles lábios estreitos e umedeceu os próprios lábios. No momento seguinte, Brian estava a beijando e ela estava deixando. Ele invadia toda a boca dela e ela estava perdida naquela sensação. Há tanto tempo não beijava ninguém... fazia quatro semanas que havia beijado Jon e... Jon... ela tentava não pensar nele durante o beijo, ela queria aproveitar o momento com Brian, mas então se lembrou que Jon estava a apenas poucos metros de distância. Se atreveu a abrir os olhos lentamente na esperança de não ver Jon por ali... Mas suas expectativas foram por água abaixo quando viu Jon no andar de cima da balada, ele não estava olhando pra ela, mas poderia ser que em algum momento ele notasse a presença dela.
                -hey – ela interrompeu o beijo apoiando as mãos no peito de Brian – a gente pode voltar pra mesa?
                -claro – ele passou a mão pelo rosto dela e eles voltaram para onde estavam antes. Pam e Trevor já estavam de volta e Pam olhou sugestivamente para os dois e apenas riu.
                -Kay – Pam a chamou – seu celular apitou aqui.
                Kate pegou o celular na bolsa e quase enfartou quando na tela de seu celular estava escrito
*nova mensagem – J.*
“Espero que esteja aproveitando a noite.”

                -está tudo bem? – Brian perguntou assim que Kate se sentou ao seu lado se sentindo sem chão. Ela não respondeu nada e olhou para trás. Lá estava Jon no camarote, olhando diretamente para ela.


--Fim do 13º Capítulo--




(Músicas do título respectivas de: Duran Duran & Avenged Sevenfold)

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